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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Alma de passarinho...


Ela tem alma de passarinho. Nasceu para as alturas, para a liberdade, para o doce soprar do vento, para abrir as asas e plainar. Nasceu para a plenitude do horizonte, para o contemplar de belas paisagens, para o despertar e o pôr do sol, para a sombra da lua nos rios, para a vida da natureza. Seu coração anseia por voar, pelo que está além, pelo que ainda não se descobriu. Sua alma caminha na simples confiança de quem se entrega, de quem sabe que o amanhã virá e trará consigo a provisão do Criador. Alma livre, alma de aventuras, de emoções, de intensidades. Sempre criança, sempre abraço, sempre amor. Ela não tem vergonha de ser feliz. Nasceu para a vida, para o alto, para o profundo, para o porvir, para muito mais...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Um pouco de poesia: Doce coração...


Ah, coração!
Coração Bobo, coração
Coração mole, coração
Para com essa mania de passarinho, coração
Pois tuas asas, coração,
São pequenas demais para tanto querer voar...

Para com essa mania de menino
Todo todo, coração                  
Traquino e peralta, coração
Pois todo o chão deste mundo
Ainda é pequeno para tanto viajar...

Fica calmo, coração!
Dia desses bate uma brisa, coração
E levanta as folhas todas do chão
E faz surgir primavera junto com verão
Vida toda de emoção
Recheada com a razão que só tu queres ter, coração...

Dia desses tu percebes
Que há esperança para ti, coração
Porque todo esse mundão
É só porta para um ainda maior
E que nos grandes mistérios da vida
É que se fazem os nós
Os laços desses belos sonhos teus...

Brilha, coração!
Sempre brilha, coração!
E dança, canta, corre, faz festança de balão
Dá piruetas, ponta-cabeça, bate forte, coração
Porque tua origem, coração
Vem de longe, mui longe...

Olha pra cima, coração!
Pro amor que te espera, coração!
E que sempre te esperou
Ah, belo amor que te cuida, bom menino
Que te guarda e te segura,
Que te ensinou a bailar...
Pois o mesmo que te nina, coração
É quem te faz descansar
É quem guia teus passos, coração
Nessa dura e longa, bela e confusa, louca e incrível jornada de amar...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

É ela...




Ela é toda leveza. Aquela presença meiga, querida, amiga. Quer lembrar dela? É só pensar num belo poema, daqueles que falam das coisas simples da vida, de pôr-de-sol, de arco-íris, de uma casinha com jardim e passarinhos. Ela é aquela vontade gostosa de dançar com a brisa, de correr, sorrir, tomar banho de chuva, andar de mãos dadas, distribuir abraços... Ela é aquela esperança de que sonhos podem se tornar reais, de que o universo e a vida continuam além dos olhos, em matizes muito mais cintilantes, doces, alegres... Ela é o balançar das árvores, a oponência dos montes, o passeio dos mares, o entardecer. Um pequeno barquinho, uma história antiga, um sono de rede, um colo, um ouvir, um olhar... É ela a mulher-menina, que ainda brinca de roda e chora de emoção, mas que também sonha com o futuro à frente e, em seu doce coração adolescente, suspira o amor que chegará. Somente uma menina, e nada além disso. Um brilho do olhar de Deus neste mundo. É ela...

#ComemoraçãoMyNiver x)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Ah, menina peralta...



Não sei ser o tipo filósofa. Não sei construir pensamentos complexos, com palavras difíceis, verdades implícitas, jogos de mente e sacadas incríveis. Não tenho aquela capacidade intelectual das almas artistas que conseguem falar tão misteriosa e enigmaticamente. Não sei ser tão profunda assim. Na verdade, sempre olhei pra mim mesma e reconheci uma menininha peralta a me sorrir. Queria fazer viagens mais sociológicas e intelectuais, mas a menina sempre insiste em correr num campo atrás de passarinho ou conversar com flores, cachorrinhos e árvores. Eu invejo as mentes brilhantes – confesso que já me esforcei bastante para me tornar uma. Mas, por algum motivo, meu cérebro simplesmente não assimila nomes, datas e teorias de nomes esquisitos. Então, tenho que me conformar com a menina. Ainda bem que ela tem um sorriso bonito.

sábado, 10 de setembro de 2011

Dia "cor-de-rosa" *-*

"Felicidade não conhece o tempo. Ela chega com um sorriso, no começo da manhã ou na chegada das primeiras estrelas. Felicidade se acomoda no fundo da alma. Cria um canto onde te faz encontrar com primaveras, setembros, passarinhos, crianças e todas as coisas que te faz sorrir."

| Vanessa Leonardi |
{Blog Caixa Mágica - caixamgica.blogspot.com}



Dias "Cor-de-Rosa"...

A verdade é que precisamos deles! Que não sejam muitos (para não cegar-nos acerca das realidades que precisam ser enfrentadas na vida), mas também que não sejam raros (para não nos tornarmos endurecidos e acinzentados)...

Aqueles dias cheios de inspiração, estrelinhas, passarinhos cantando, palavras cantadas e poesias... Assistir a um filme bobo, ler palavras românticas, suspirar pensando no futuro...

Precisamos deles porque somos mulheres, e em toda mulher Deus plantou essa natureza "rosa". Por mais que racionalizemos, e que precisemos muito da razão em nossa caminhada por aqui, essa natureza está lá! Como disseram John e Stasi Eldredge, em seu livro "Em busca da alma feminina": "três anseios que regem a natureza feminina [...]: revelar beleza, desempenhar um papel insubstituível em uma grande aventura e viver um romance". Isso é verdade.

Então, que tiremos dias para reencontrar nossa natureza feminina e amá-la! Amá-la porque ela vem do Criador e é isso o que a torna tão bela!

Alimentá-la com rimas e flores, música, imaginação, sonhos... porque também foi Deus quem deu o dom de romantizar às pessoas e o dom de expressar sentimentos em palavras. E a capacidade que as palavras podem ter de ir tão fundo ao coração!

Tudo isso faz parte de nós, "seres femininos" da criação. E não podemos deixar essa beleza permanecer muito tempo distante de nossos olhos - e de nossos corações.

Por isso, estou tendo um "dia cor-de-rosa". E isso é muito bom!

Não, não acho que devemos viver por emoções e tenho absoluta compreensão de que coração sem consciência é um perigo latente. Mas as emoções existem, e devem existir. Precisam. Elas também são companheiras, abrem horizontes, renovam os sorrisos, revigoram esperanças, trazem novas cores...

Precisamos delas tanto quanto precisamos de sonhos - mesmo os mais bobos. Olhar as estrelas e desejar alcançá-las, ainda que saibamos, lá na mente, que elas estão longe demais dos nossos braços. A graça de termos um "coração emocional" é que ele pode chegar onde os braços não chegam. É o sopro do infinito de Deus habitando em nós. Ele nos deu!

Sempre penso em Deus, lá em cima, rindo de minhas "bobices" (como diz uma amiga! =P). Aqueles momentos "flutuantes", sonhos de criança e toda essa manifestação "cor-de-rosa" típica de uma "mulher sonhadora". rs. Não sei se posso estar "teologicamente" errada nisso, mas essa imagem sempre me vem à mente. E falo com Deus: "Pai, o Senhor deve ficar somente rindo de mim, hein? E falando: ' - Essa minha filha é mesmo uma boba!' ". Mas até isso é engraçado, porque parece simplesmente "fazer parte".

No fim, a conclusão é sempre que precisamos aprender o equilíbrio. Dias cheios de razão e, algumas vezes, até mesmo do peso que ela pode trazer. Mas também dias que dêem espaço à nossa "alma feminina" e ao coração. E equilibrá-los. Saber apreciar a beleza que há em ambos - e a necessidade que temos de ambos. E, assim, ir andando.

"Quero tua risada mais gostosa,
esse seu jeito de achar que a vida pode ser maravilhosa..."
{Vitoriosa, Ivan Lins}


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O tempo das coisas...



Ana Jácomo


Poderíamos, com mais frequência, tentar deixar a vida em paz para desembrulhar suas flores no tempo dela, no tempo delas, e, em alguns momentos, nem desembrulhar. Apesar da nossa cuidadosa aposta nas sementes, algumas simplesmente não vingam e isso não significa que a vida, por algum motivo, está se vingando de nós. Há muito mais jardim para ser desembrulhado.

Poderíamos, mais vezes, tentar respeitar os dias e as noites das coisas, os sóis e as luas de cada uma, os amanheceres, os entardeceres, as madrugadas, a sabedoria reparadora e tecelã dos intervalos, as estações todas com seus jeitos todos de dizer. Percebermos, mais vezes, a partir da nossa própria experiência humana, que tudo o que vive, queira ou não, está submetido à inteligência natural e engenhosa das fases. Dos ciclos. Da permanente impermanência. Da mudança.

Poderíamos, amiúde, tentar desviar nossa atenção do relógio perigoso da expectativa, geralmente adiantado demais. Aquele tal cuja velocidade transtornada dos ponteiros costuma apontar para o tamanho e a urgência das nossas carências. Para a necessidade de preenchimento imediato e contínuo do que chamamos de vazio, às vezes porque é, às vezes por falta de palavra melhor. Aquele tal relógio que geralmente só antecipa frustração e atrasa sossego. Aquele tal que costuma só fomentar dificuldades e alimentar fomes.

Mas, não. A crisálida ainda está se acostumando com a ideia de ser borboleta e já queremos que voe. A flor ainda é botão e, em vez de apreciá-la como botão, ficamos apressados para vê-la desabrochada. O fruto ainda precisa amadurecer, mas o arrancamos, verde, do pé, por mera ansiedade. Ainda é a vez do tempo estar vestido de noite, mas queremos que se troque rapidinho para vestir-se de manhã.

Nossa impaciência, nossa pressa àvida pelo resultado das coisas do jeito que queremos, no tempo que queremos, geralmente altera o sábio fluxo do tempo da vida e o desdobramento costuma não ser lá muito agradável. Não é raro, nós o atribuímos à má sorte, ao carma, ao mau-olhado. Não é raro, culpamos Deus, os outros, os astros, os antepassados. Não é raro, é claro, nós ainda nos achamos cobertos de razão.

É fácil lidar com isso? Não é não. Nem um pouco. Esse é um dos capítulos mais difíceis do livro-texto e do caderno de exercícios: o aprendizado do respeito ao sábio tempo das coisas.

 
[Deste (incrível) site que descreve e desperta a vida que há em nós... Um site para nossos corações femininos. Não deixem de visitar: http://www.anajacomo.blogspot.com/ ]