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terça-feira, 8 de março de 2016

Especial Dia das Mulheres: As Mulheres no Novo Testamento - Parte 1 – Os Evangelhos


No mês das Mulheres, resolvi fazer algumas postagens especiais retomando o tema que deu origem a este blog: a vida de Mulher Cristã. Foi por isso que este blog foi criado, para tratarmos de assuntos relacionados a essa temática, então é fácil de imaginar o quanto eu gosto desse assunto. E gosto dele por um motivo bem específico: sou mulher. E sou cristã. Portanto, PRECISO descobrir como ser uma Mulher Cristã, segundo a Palavra do meu Deus, e compreender tudo aquilo que Deus deseja ensinar a respeito disso nas Sagradas Escrituras.

Semana passada, fui convidada para ir a uma igreja conduzir um estudo sobre o Panorama da Mulher no Antigo Testamento, iniciando as comemorações deles do mês da mulher. E foi muito bom. Porém, o estudo está estruturado em tópicos, em forma de pregação, por isso ainda será necessário transforma-lo em texto para compartilhar aqui no MV. Contudo, hoje eu gostaria de falar sobre a segunda etapa do assunto: As Mulheres no Novo Testamento, exatamente porque minha meditação foi interrompida, na semana passada e nesta, no contexto do Antigo Testamento. Então, senti o desejo de continuar refletindo sobre o que o Novo Testamento nos ensina sobre a figura da mulher e fazer esse registro acerca das reflexões, antes que elas se percam (rs). E eu quero dividir essa reflexão, esse estudo, em duas partes: as mulheres nos Evangelhos e as mulheres nas cartas apostólicas. Hoje focaremos na primeira parte.

1) As mulheres nos evangelhos
Nessa parte, quero abordar três tópicos: combate ao preconceito; anonimato e liderança masculina (porque, sinto muito, mas não dá pra falar de mulher sem falar do homem, na Bíblia!).

a) Combate ao preconceito: no estudo sobre as mulheres no Antigo Testamento, fiz questão de ressaltar (descreverei aqui em breve) que Deus mostra o valor da mulher no Antigo Testamento sim! Muitos ainda têm reproduzido a falsa verdade de que o Antigo Testamento denigre as mulheres, as menospreza, as desvaloriza, que elas não tinham valor nenhum nos escritos do A.T. Mas isso não é verdade. Ainda que vejamos muitas histórias difíceis de compreender em relação à forma como as mulheres eram tratadas naquela cultura, também vemos Deus protegendo as mulheres de muitas maneiras: colocando homens para cuidarem delas e as protegerem do perigo e de outros homens mal intencionados (e aí vemos pais – homens, e irmãos – homens defendendo a honra das mulheres a ponto de matar pessoas; vemos muitas leis voltadas para a proteção da honra da mulher, de sua pureza; vemos Deus mesmo cuidando de muitas mulheres); além de colocar, como parte dos Sagrados Livros Judaicos, livros como os de Rute e Ester, histórias cujos personagens centrais são mulheres, mesmo numa sociedade patriarcal e considerada por muitos, hoje, como machista. Deus defendeu as mulheres e deu espaço a elas sim. Porém, a liderança havia sido dada aos homens e a lei, muitas vezes, dava brechas para más interpretações e conclusões erradas a respeito das mulheres. E o pecado do ser humano se aproveitou disso e, com o passar do tempo, tornou o chamado para liderança dos homens em um ensino da superioridade do homem, e o chamado para auxiliadora da mulher em um ensino da inferioridade da mulher. Então, na época de Jesus, como em muitas outras épocas, como no próprio A.T., o pecado aproveitou-se da lei e das normas sociais para excluir a mulher. E era assim na época de Jesus. Homens não falavam com mulheres. Elas não podiam se dirigir aos homens em geral. Não podiam ficar no mesmo lugar dos homens na sinagoga. Eram separadas, por serem consideradas inferiores.

Aí aparece Jesus, e se achega a tantas mulheres. A samaritana, a endemoninhada Maria Madalena, a mulher do fluxo de sangue, a pecadora que lhe lavou os pés, as irmãs Marta e Maria que se tornaram Suas amigas, Joana, Suzana e muitas outras. Jesus, homem, aproxima-se delas – e choca aquela sociedade. E choca mais ainda quando muitas dessas mulheres, além de serem consideradas indignas por aquela sociedade por serem mulheres, eram também pecadoras – endemoninhadas, adúlteras, prostitutas, impuras. E Jesus mostra Sua missão de quebrar paradigmas, de chocar aquela sociedade (e, muitas vezes, seus próprios discípulos) e mostrar que o que eles achavam que a Lei estava ensinando estava totalmente equivocado. Não era isso que o A.T. ensinava. E Jesus vem revelar o verdadeiro significado da Lei. Ele vem cumprir a Lei. E a Lei também tinha o propósito de mostrar quanto Deus valorizava a mulher, e por isso a queria proteger – e não menosprezar. Porém, precisamos entender que Jesus não fez isso, não se colocou como quebra de paradigmas, simplesmente porque eram mulheres. Jesus fez isso com as crianças, fez isso com os gentios, com os publicanos, com os cobradores de impostos, com leprosos, com pecadores de uma forma geral... o ensino dessa aproximação de Jesus em direção às mulheres não deve ser motivo para querermos “super-exaltar” a mulher, coloca-la numa posição de superioridade. Não! Porque, diante de Deus, somos todos IGUAIS, como diz Paulo em sua carta aos Gálatas: “Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus.” (Gl. 3.26-28). Portanto, o ensino que exalta o homem está errado, mas o ensino que exalta a mulher também está errado! Diante de Deus, somos todos iguais. Não há homem nem mulher. E foi isso o que Jesus veio ensinar. Ele vê a todos da mesma forma e é assim que devemos ver.


b) Anonimato: Ah, eu confesso que adoro os relatos bíblicos mostrando como as mulheres realizavam seus ministérios no anonimato, durante toda a Bíblia. Porque eu acho o ministério anônimo, escondido, sem holofotes uma das maiores provas de fé e de fidelidade a Deus. Porque é tão fácil dar nosso melhor quando todos estão nos olhando, quando todos nos elogiam e admiram. Mas quando ninguém está vendo nosso serviço sendo realizado, ou quando os seus frutos nunca serão contemplados por grandes multidões, somente fé e total rendição a Deus podem nos manter fiéis. E eu olho para os evangelhos e vejo as mulheres assim. A Bíblia nos diz que havia muitas mulheres que seguiam a Jesus (Lucas 8.2-3; Marcos 15:40-41; Mateus 27.55-56) e cita vários nomes. Só que, raramente, dá mais informações a respeito delas do que seus nomes e algumas poucas características, como com quem eram casadas ou que problemas haviam enfrentado antes de conhecer Jesus. Não sabemos as suas histórias. Sabemos muito pouco sobre como participavam do ministério de Jesus, exceto alguns exemplos, como “Suzana e muitas outras, que o serviam com seus bens” (Lc.8.3).

Até mesmo Maria, a própria mãe de Jesus! Pare e procure o que se fala a respeito de Maria, mãe de Jesus, após o início do ministério de Jesus, em toda a Bíblia. Pouquíssima coisa se fala. E ela era A MÃE DO MESSIAS. Se havia uma mulher, em toda a Bíblia, que poderia ter sido exaltada e colocada sobre destaque, esta era Maria – como os católicos romanos procuraram fazer. Mas não é o que a Palavra de Deus faz. Nem nos evangelhos, nem nas cartas apostólicas, Maria aparece fazendo grandes coisas. Ela também estava contribuindo com o ministério de Jesus nas sombras, no anonimato, como coadjuvante – e não protagonista – da história.

c) Liderança masculina: outro ensino que perpassa toda a Bíblia, iniciando na criação e no Éden, antes da queda. Deus chamou os homens para serem os líderes, e as mulheres para serem suas auxiliadoras. E esse ensino fica claro na vida de uma mulher mencionada nos Evangelhos – a mulher cuja história mais conhecemos: Maria, a mãe de Jesus. Novamente, se havia uma que poderia ter sido levantada por Deus para desconstruir a ideia de que a liderança não foi dada aos homens, mas tanto a homens quanto a mulheres, a pessoa ideal era Maria. Porque ela teve uma experiência sobrenatural incrível com Deus, ficou grávida DO ESPÍRITO SANTO mesmo sendo virgem, e seu próprio cântico disse que “todas as gerações a considerariam bem-aventurada” (Lc. 1.48). Era a mulher ideal. Porém, Deus não fez isso. Havia um homem na vida de Maria, José. Que nem era o pai “verdadeiro” de Jesus. Mas foi a ELE, e não a Maria, que Deus deu a responsabilidade de cuidar daquela família. E vemos em todos os relatos desde a saída de José e Maria de Nazaré para Belém da Judéia, a fuga para o Egito, até o retorno do Egito, era com José que Deus falava e a Ele que Deus dava as ordens a respeito do que aquela família deveria fazer. Era a José que Deus falava em sonhos, dizendo que direção tomar. E Deus lhe dizia: “Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito” (Mt. 2.13), e “Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel” (Lc.2.20). E José, como líder daquela família, tomava sua mulher e seu filho e seguia as ordens de Deus. Ele era o protetor daquela família – daquela mulher e daquela criança – instituído por Deus.

E esse ensino também é visto quando Jesus, já crucificado, olhando para sua mãe, viúva, e pensando em como ela ficaria após a sua morte, olha para João, seu “discípulo amado” e diz: “Mulher, eis aí o teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe” (João 19.26-27). Porque nenhuma mulher deveria ficar desamparada, sem o cuidado e a proteção de um homem. Quem cuidaria de Maria depois da morte dele? Então Jesus escolhe Seu discípulo amado, aquele que lhe era como um irmão, e lhe entrega os cuidados de Sua mãe. Ele deveria, a partir daquele momento, cuidar de Maria como se fosse a sua mãe. E, por outro lado, João também não ficaria desamparado, mas contaria com os cuidados da mãe do Cristo como se ele mesmo fosse filho dela. O chamado de Deus aos homens para cuidarem e protegerem as mulheres, como líderes instituídos por Deus.

Outra questão interessante, agora já em Atos dos Apóstolos, mas ainda usando o exemplo de Maria como mulher mais notável dos Evangelhos, é o fato de que, quando o lugar de Judas entre os 12 apóstolos ficou vago, ao considerarem sobre quem assumiria o cargo – aquele cargo de liderança diante dos muitos discípulos que já seguiam a Jesus àquela altura (a Igreja de Cristo já formada pelos que iam sendo salvos) – Pedro falou: “É necessário, pois, que, dos homens que nos acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós, começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco de sua ressurreição” (Atos 1.21-22). Dentre os HOMENS que nos acompanharam todo o tempo. E não é que não houvesse mulheres que tinham vivido todas essas coisas. Acabamos de ver que havia muitas mulheres seguindo Jesus e testemunhando de todas as coisas que os apóstolos testemunharam. Inclusive, quem primeiro viu Jesus ressurreto foram mulheres. Elas não estavam em nada atrás das experiências vividas por aqueles homens. Contudo, elas não foram cotadas para assumir o lugar de Judas. Se usássemos a lógica, Maria seria a pessoa mais indicada, se não importasse para Deus o fato da liderança da Igreja ser exercida por homens ou por mulheres. De todos, ela era quem mais conhecia Jesus, afinal, O havia acompanhado durante toda a vida. Mas nem mesmo ela foi cotada para o cargo. Porque Deus chamou para exercer a liderança, também de Sua Igreja, aos homens.

No próximo texto, destacarei o que as cartas apostólicas nos ensinam a respeito das Mulheres – o que reforçará ainda mais todos estes ensinos do Novo Testamento sobre nós, mulheres.

E, não podendo deixar de aproveitar a oportunidade (quase atrasada): Feliz Dia das Mulheres a todas nós! E que o Espírito Santo possa nos ensinar como viver toda a plenitude e a alegria de nossa identidade feminina dada por Deus! Que nossa feminilidade cristã seja compreendida e vivida com tanta profundidade, gozo e fé que o mundo possa, por causa de nossas vidas, conhecer mais ao Deus a Quem amamos e servimos e render GLÓRIAS A ELE ETERNAMENTE! Que assim seja. Amém.

sábado, 28 de abril de 2012

Sobre corações, ilusões, decepções e sexo oposto




Vou falar para os rapazes. A situação é essa: você conhece alguém legal, se aproxima, descobre semelhanças e se tornam amigos. Se tornam amigos de verdade. Passam muito tempo juntos, compartilham coisas, gostam da companhia um do outro. Você (rapaz) tem a certeza de que ela está interessada em você (afinal, por quê ela investiria tanto tempo e atenção em você se não estivesse, não é?) e você, definitivamente, está totalmente envolvido. Tem convicção de que encontrou a pessoa certa. Finalmente, se declara. E ela...

Ela toma um choque. “Nunca havia pensado nisso”. Mas promete parar pra pensar. E ela pensa... E pensa em muitas coisas: o quanto gosta da sua companhia, de conversar com você, quanto admira suas qualidades, sua maneira de pensar e agir, o quanto gosta da atenção que você dispensa a ela, até mesmo que poderia ser legal estar junto de você pelo resto da vida. Mas... em sua declaração havia uma convicção quanto a um futuro juntos, algo tão intenso e definido, que ela não sente. Não há tanta certeza assim quanto a querer um futuro juntos no coração dela.

Ela entra em crise! Não quer perder a sua amizade, da qual tanto gosta, mas não tem certeza se quer ir além disso. A verdade? Ela quer ser apenas sua amiga. Gosta de verdade de sua amizade, isso é precioso pra ela. Mas não pensa, de fato, em ir além disso e investir em algo “para sempre”. Você quer saber o porquê disso acontecer? Esqueça! Ela também não sabe. Só sabe que, apesar de gostar sinceramente de você como pessoa, não é a pessoa com quem “se vê” passando o resto da vida.

Porém, se lhe disser um não definitivo, acabará com suas expectativas, ferirá você e, assim, acabará perdendo sua amizade que tanto valoriza. Ela não quer lhe magoar, de verdade. Então, ela tenta “salvar as coisas”: não lhe dirá um “definitivo não”, ao invés disso, tentará demonstrar isso paulatinamente, “lhe fazer entender”, mas continuando a ser “sua amiga” como sempre.

Talvez ela até tenha lhe falado que não tinha certeza, que “naquele momento, ela não via o relacionamento de vocês assim” ou que “precisavam deixar o tempo passar” ou mesmo que você não era o cara que ela estava esperando. Mas, apesar disso, ela continua lá – do mesmo jeitinho de sempre. Ela falou que “não sabia” ou que “não queria”, mas continuou ligando, querendo conversar e compartilhar de sua vida com você, pedindo seus conselhos e querendo sua companhia, sendo meiga, atenciosa, carinhosa... Sua conclusão parece óbvia (para você): “Ela está insegura, mas gosta sim de mim!”. Mas, para ela, a conclusão não é assim tão óbvia: “Eu já disse que não tenho certeza. Ele vai perceber que não sinto o que ele sente, mas podemos continuar sendo amigos...”.

Para você, estão investindo em um relacionamento romântico. Para ela, você deve ter entendido ou estar entendendo que ela gosta muito de sua amizade, mas não está preparada pra ir além disso. E ambos vão seguindo assim, se encontrando, curtindo a presença um do outro, dividindo sonhos, projetos, percepções... mas, sem perceber – ou sem querer perceber – que estão investindo em coisas diferentes.

[...]

Talvez a questão seja exatamente essa. Ele não quer lidar com o fato de que ela não sente o mesmo que ele, pois isso irá doer e ele não quer perder as esperanças de que seu sonho de ficar com ela se realize. Ela não quer lidar com o fato de que ele realmente gosta dela e de que ela precisa ser sincera e que isso, sim, o magoará e abalará a amizade, que ela perderá a atenção que ele tanto lhe dispensa e que isso fará muita falta, mas que não é justo permitir que ele continue alimentando uma esperança que ela mesma não alimenta. É mais fácil, para ambos, fingir que não estão vendo o que acontece.

Não sei dizer se ele realmente não vê que ela não corresponde aos seus sentimentos, que o que ela sente é diferente do que ele sente, afinal, ela continua sendo tão atenciosa e carinhosa. Não sei, meninos. Mas, a esse respeito, posso falar para as meninas: nós somos muito egoístas quando permitimos que um rapaz que já declarou abertamente alimentar expectativas futuras e sérias a nosso respeito continue alimentando-as, quando nós não compartilhamos dessas expectativas! Se não temos a convicção que eles têm, precisamos deixar isso CLARO para eles! E deixar isso CLARO, de certo, não inclui querer continuar estando todo tempo perto, estimulando a atenção deles para conosco e investindo muitas das nossas atenções neles. Sim, nós não queremos perder a amizade daquele cara de quem tanto gostamos, e por isso fazemos isso, mas está errado! Ele está envolvido, de verdade, e nossa aproximação constante só passará a mensagem de que também queremos esse mesmo envolvimento e, por isso, o estimulamos.

Menina, se você não pode sentir a convicção que ele sente a respeito de um futuro juntos, você precisa ser sincera e clara. E, atenção, você precisa ser sincera e clara com VOCÊ mesma, em primeiro lugar: ainda que vá doer o não poder corresponder ao sentimento dele, você precisa ser honesta com você mesma sobre se o que você quer é apenas a amizade e companhia dele, ou um compromisso romântico sério e definitivo. Não podemos fugir dessa resposta, em função do medo de magoá-lo. Com absoluta certeza, ele sairá muito mais ferido quanto maior for o tempo que as suas expectativas e sonhos forem alimentados enganosamente. Não é fácil, mas é egoísmo colocar nossa necessidade de continuar com aquela amizade acima dos sentimentos que ele está desenvolvendo e que serão frustrados. Se realmente você gosta dele, pense nele em primeiro lugar e deixe as coisas claras.

[...]

Então, (rapaz), ela finalmente resolveu colocar um “ponto final”. Resolveu assumir que não acompanhava suas expectativas quanto ao futuro e lhe dizer isso. E o seu mundo desaba! Aquilo que você estava se esforçando tanto para não ver, de repente, parece ser jogado bruscamente em seu peito, dilacerando cada um dos seus sonhos mais profundos! Você realmente queria passar o resto de sua vida do lado daquela moça! E você se sente traído, enganado. O que vai fazer com todo esse sentimento, agora? O que vai fazer com todos os seus sonhos, todos os planos de passar o resto da vida juntos? Parece que tudo de mais importante que você estava construindo nos últimos tempos de sua vida desabou.

Agora, você precisa se distanciar. Você precisa ficar só, pra tentar entender o que fazer com tudo isso e como sobreviver a essa perda. E esse é EXATAMENTE o maior medo DELA! Você simplesmente some – e, agora, é ela quem se desespera! Ela tem consciência de que seu mundo deve ter se destroçado e dois sentimentos se misturam dentro da mente e coração dela: a culpa por fazê-lo se sentir assim (justamente você, uma pessoa de quem ela tanto gosta!) e o medo de perder a sua amizade, que é tão especial na vida dela. O resultado: ela tentará, de toda maneira, impedir o seu distanciamento!

Com uma sinceridade dolorosa até para mim mesma, enquanto mulher, cheguei a uma conclusão bem difícil em relação à essa necessidade de reaproximação que nós, meninas, costumamos desenvolver: egoísmo. Sim, por mais difícil que seja assumir isso, há muito de egoísmo em nossa postura, talvez essa seja a nossa maior motivação intrínseca. A verdade é que estamos pensando em nós mesmas em primeiro lugar e acima das necessidades do outro: queremos nos livrar do sentimento de culpa por tê-lo magoado e, assim, nos sentir menos mal por ter dito um “não”; temos medo (e não queremos) perder aquela atenção tão dedicada que recebíamos antes; até pensamos em quanto seria doloroso vê-lo dedicando a atenção que antes era nossa à outra menina. E por isso é tão difícil aceitar a distância. Isso não quer dizer que não gostávamos de fato da amizade dele ou que não tenha doído mesmo em nós o não corresponder aos seus sentimentos. Porém, na hora de decidirmos como nos comportar nesse momento de término, na hora que decidimos insistir em uma reaproximação, é em nós e nossas necessidades que pensamos – e não na dor que ele está sentindo e em sua necessidade. E isso é egoísmo. E precisamos refletir muito honestamente acerca de nossos próprios corações e motivações nesse momento.

Agora, algumas reflexões/sugestões para cada caso:

MENINAS: Nós precisamos entender que eles NECESSITAM desse distanciamento. Eles precisam ficar sozinhos, afinal, sonhos e expectativas que eles construíram de maneira muito intensa precisarão ser desfeitos e não é nada fácil lidar com isso! Sei que sabemos disso, que ficamos preocupadas, que não gostaríamos de ter sido instrumentos pra que isso acontecesse nas vidas deles, que não queremos que as coisas terminem dessa maneira, com o fim da amizade e de tudo de bom que foi construído, e é por esses motivos que não aceitamos o distanciamento deles e que não conseguimos ficar muito tempo sem algum contato. Mas, PRECISAMOS compreender que esse é um tempo que eles precisam – LONGE DE NÓS. Que nossas tentativas repetitivas de reaproximação encherão o coração deles de confusão, de falsas esperanças novamente, e isso dificultará ainda mais o processo de superação que eles precisam passar. Infelizmente, talvez nada volte a ser como era antes. Provavelmente. Talvez o tempo permita que algum contato seja retomado, mas esse tempo não será duas semanas ou dois meses. Vai demorar pra que eles se refaçam depois de algo assim, e nós precisamos respeitar esse tempo. É um desafio para nós – tanto se alguma de nós passar por essa situação, quanto se alguma de nossas amigas passarem. Devemos lembrar que eles precisarão de um tempo totalmente longe.

MENINOS: Só o que as meninas querem saber é que vocês não as ODEIAM e não as consideram as PIORES CRIATURAS DA FACE DA TERRA! É assim que elas estão se sentindo e é isso o que elas acham que vocês estão pensando a respeito delas. Parece dramático? Nós somos dramáticas mesmo! Elas se sentem mesmo culpadas por fazerem vocês passarem por uma decepção assim. Elas realmente gostavam da amizade de vocês – não era “uma farsa”. E é mesmo MUITO doloroso pra uma mulher magoar alguém de quem se gosta, especialmente se essa pessoa gosta dela de uma maneira especial. Nenhuma moça de verdade gostaria de passar pela situação de ter que frustrar os sonhos de um rapaz. Isso é horrível para nós também! Não quero, com isso, justificar qualquer coisa ou defender o “meu sexo”, pois, tentando (pelo menos) me colocar no lugar de vocês, já imagino o tamanho da dor que vocês passam, quão maior ela deve ser “na real”. Mas gostaria que vocês soubessem que, pelo menos nos casos das meninas sérias, elas não estavam brincando propositadamente com os sentimentos de vocês. Então, se posso pedir algo a vocês, pediria que vocês pudessem dizer a elas que não as ODEIAM (espero que não odeiem!), que a questão não é que vocês não querem mais vê-las “nem pintadas de ouro” porque passaram a “abominá-las”, mas que vocês precisam de um tempo sozinhos para tratar seus próprios corações. Deixem claro que vocês precisam desse tempo sozinhos para se refazer. Só queremos saber que aquele que um dia foi um amigo especial em nossa vida não passou a nos achar as piores pessoas da terra. Se puderem, se realmente não acharem isso, digam isso, e talvez as coisas caminhem de uma forma melhor para ambos.

Não estou escrevendo isso por ter passado por algo assim recentemente (apesar de já ter passado, em algum momento da minha vida), mas porque tenho visto pessoas sofrendo por conta dessa situação. E por perceber que muito desse sofrimento decorre da falta de entendimento que temos do outro lado – ou da falta de tentarmos ver que existe um outro lado também. Que as meninas se coloquem no lugar dos rapazes e, assim, percebam que a dor deles precisa de distância para ser tratada. E que os rapazes (se é que se pode pedir algo a eles, nessa circunstância) tentem se colocar um pouquinho no lugar dessas moças que feriram seus corações (mas que não gostariam de tê-lo feito), para perdoar ou, pelo menos, saber explicar um pouco suas necessidades a elas, ou alguma coisa assim.

No final, que Deus nos ajude a crescer através de todas essas coisas e que toda dor que Ele nos permite passar seja para que sejamos moldados cada vez mais à semelhança de Cristo. Que tudo, no final, redunde em glória Àquele cujos caminhos e vontades são sempre perfeitos. Ele sempre está no controle, afinal.

Ele ajude-os a se reerguer e voltar a caminhar.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Gente como a gente...

Hoje comecei a ler o livro "Mulheres fiéis e seu Deus Maravilhoso", da Noël Piper, editora Fiel. O livro conta as histórias de 5 mulheres de Deus, que viveram em épocas diferentes, com vidas diferentes e usadas por Deus de formas diferentes, porém todas com uma coisa principal em comum: o seu Deus Maravilhoso!

Nessa manhã, li a história de Sarah Edwards, esposa de Jonathan Edwards, e os relatos de sua vida como esposa, mãe, dona de casa, hospedeira e exemplo de mulher. Ela foi esposa do maior teólogo cristão da história da América do Norte, um dos grandes Avivalistas da história do Cristianismo, mas sua vida não foi assim tão cheia de "holofotes" quanto de seu marido. 

Sarah não foi uma missionária que fez grandes trabalhos sociais, não foi uma líder de multidões, uma pessoa famosa por grandes feitos públicos ou algo assim. Sua grande missão foi ser Auxiliadora de alguém que viria marcar cada futura geração até os nossos dias. Ela dedicou-se a construir um lar cheio da paz, alegria, conforto e segurança espiritual que seria o ambiente adequado para as profundas reflexões e estudos de seu marido, as quais têm contribuído há séculos para a prática do verdadeiro Cristianismo, de maneira coletiva e pessoal, até hoje; dedicou-se a criar filhos no amor e temor do Senhor, guiando-os ao conhecimento de Cristo e ao desejo de honrá-Lo em todas as coisas; e viveu uma vida pessoal dedicada a honrar ao seu Deus de todas as formas, tendo sido reconhecida como uma mulher com aquele "espírito mando e agradável que é típico das mulheres que professam ser piedosas", por seu cuidado com os outros, amabilidade, gentileza, humildade.

Sarah foi uma mulher simples, comum, que se dedicou a coisas simples, enfrentou grandes lutas, mas com uma coisa que lhe fez diferente e que mudou toda a sua história: cujo desejo era honrar e servir a Deus da melhor maneira que lhe fosse possível. Nas pequenas coisas. No demonstrar a grandeza de Deus em cada gesto de júbilo, cuidado, amor, em cada palavra e pensamento.

Como a história de Sarah Edwards despertou meu coração e renovou em mim a compreensão do que importa na vida e de como devo viver - e também o desejo de viver assim. Ainda falarei mais sobre ela, com certeza. Mas, de início, sua história, como a de Jonathan Edwards, me fez parar e ver que essas pessoas, que hoje tendemos a enxergar como "heróis", são simplesmente pessoas - gente, como a gente. Mas gente que decidiu confiar suas vidas a Deus e viver por Ele e para Ele.

É esse o desejo que se renova em meu coração nesse dia. Ter essa determinação queimando em minha vida: de viver para honrá-Lo, para agradá-Lo, para glorificá-Lo... De aprender a amar mais e mais e mais a Cristo e ter esse anseio por Ele pulsando em cada dia da minha vida! E viver isso nas pequenas coisas: nos pensamentos, nas palavras, gestos, olhares, sorrisos, reações, motivações, naquilo que as pessoas vêem em mim onde quer que eu esteja, no domínio das minhas vontades, das minhas condições físicas e emocionais, de cada um dos meus passos.

É um desafio, grande. Mas é o desafio que quero viver. Ser apenas gente, mas totalmente rendida e dependente deste DEUS MARAVILHOSO!

Que Ele me ajude a honrá-Lo mais a cada dia.

domingo, 25 de setembro de 2011

O choro de uma geração...




Ontem descobri que minha prima, de 16 anos, saiu de casa. Senti um buraco se abrindo no chão e eu sendo engolida por ele. Hoje, soube que as coisas parecem ser bem piores do que imaginávamos. Uma menina que começou a namorar aos 14 anos, com uma família cheia de traumas relacionais e sem vida com Deus. Parece que o mundo desabou sobre mim e está tudo tão confuso e bagunçado na minha mente e no meu coração que quase entro em choque.

Ouvia meu pai falando das notícias que tinha dela, enquanto voltávamos de carro para casa, na minha saída da igreja, e passamos pela orla da cidade, na principal praça. Uma multidão de jovens e adolescentes. O mundo os tem ganhado. Tem oferecido tudo o que é possível para que eles estejam em qualquer lugar e fazendo qualquer coisa, menos buscando a Deus e encontrando uma solução pras suas vidas. Estão lá, perecendo, precisando conhecer a verdade para serem salvos, enquanto nós estamos dentro de nossas igrejas.

Meu sentimento, diante de tudo isso e ainda outras bombas que resolveram estourar sobre minha cabeça essa semana, foi quase de impotência ou inutilidade. Fui ao Pai, chorei todas as lágrimas que tinha, vendo quanto trabalho há para ser feito e quão pouco eu mesma tenho feito. Quanto tempo temos perdido, Igreja de Cristo! Mas, então, lembrei daqui, de vocês e resolvi vir aqui para, pelo menos, falar com vocês. Especialmente com vocês - meninas adolescentes.

Vim aqui para soar um alarme bem ressoante que eu gostaria de fazer soar a todas as meninas de 13, 14, 15, 16, 17 anos que estão por aí sendo engolidas e enganadas pela maneira como Satanás tem distorcido sentimentos e emoções e feito-as entregarem suas vidas à mentiras e à desilusão. À morte - do espírito, da alma e, quantas vezes, do próprio corpo. Falo a vocês o que eu gostaria que todas elas ouvissem.

E o que quero lhes dizer é do intenso perigo que essa fase representa em nossas vidas, meninas. Representou na minha. Tem representado na vida de cada moça na face dessa terra. E, sem dúvida, já representou, representa ou representará para você.

As pessoas sempre me disseram, quando eu era adolescente, que eu tinha uma cabeça excelente, muito além da minha idade. Era uma menina "de cabeça". Mas eu ainda posso me lembrar de QUANTAS besteiras eu fiz quando me aproximei e cheguei aos meus tão famosos "15 anos". Como, hoje, aos 23 anos, olho para trás e vejo a intensidade com que eu estava errada enquanto achava que estava absolutamente certa. Como eu era cega! E essa, acredito eu, é a característica de maior perigo para meninas adolescentes nessa fase: a cegueira.

Não é que esse seja um momento da vida intrinsecamente ruim, mas que todas as mudanças que acontecem em nossas vidas nesse período, e toda a maneira desvirtuada com que isso tem sido dirigido, tem levado muitas e muitas e muitas meninas a se perderem. Estamos iniciando nossa adolescência, nos afastando do período de "meninas" e nos descobrindo "Mulheres". Ficamos mais bonitas, ao mesmo tempo em que descobrimos "os meninos" - e eles também nos descobrem. É quando nosso corpo e nossa mente começa a vivenciar sexualidade. Descobrimos nosso poder de sedução e, ao olharmos ao redor, vemos o mundo inteiro pregando que essa é a nossa maior arma - e nosso maior valor. E, influenciadas pelos "amigos" do mundo, vamos e vamos até que acreditamos nessa mentira.

Além de tudo isso, a adolescência é aquele momento em que nos achamos "super-heróis": sabemos o que queremos da vida e nada poderá nos impedir! É o momento dos sonhos intensos e eufóricos, de êxtase por descobrir o mundo e a vida! As coisas são intensas demais durante a adolescência e achamos que devemos viver tudo aqui e agora. Emoções à flor da pele. Sentimentos e sonhos que parecem perfeitos e inquestionáveis. Como achamos que somos os donos da verdade em nossa adolescência e juventude - todos estão sempre errados, somente nós sabemos a verdade das coisas. E hoje, tendo passado por todas essas coisas e chegado aos 23, posso afirmar para vocês: isso tudo é engano!

Toda essa descoberta da sexualidade, nossa descoberta enquanto mulheres, nossa feminilidade, a descoberta dos rapazes e o desejo de encontrarmos a pessoa certa e nos unirmos a ele para viver um romance, toda a euforia das emoções e dos sonhos, toda a intensidade, todas essas são características que Deus colocou em nós! Elas não são ruins ou erradas por si mesmas! Mas podem se tornar, se mal direcionadas...

Meninas, não vou dizer pra vocês que vocês não devem se apaixonar aos 13, 14 ou 15 anos ou que isso é errado. Não! Vocês VÃO se apaixonar, e não serão poucas vezes, vão achar que encontraram o "cara perfeito" uma, duas, três e tantas outras vezes, vão querer ganhar o mundo em 24 horas e vão achar que os pais de vocês e todas as pessoas mais velhas estão "fazendo tempestade em copo d'água" e "pegando no pé" de vocês! Isso vai acontecer. Porque acontece com todo mundo! E essas não são coisas erradas em si mesmas. Isso é adolescência.

O que eu quero dizer pra vocês é: primeiro, vocês precisam se esforçar para ouvir os conselhos que lhes dão e, segundo, esse não é o momento de se envolver! Não serão essas as respostas para o resto de suas vidas! Vocês irão mudar, meninas, muito mais do que podem imaginar! Vocês mudarão, o mundo mudará aos seus olhos, os propósitos de vida, o entendimento dela. E, por esse motivo, os seus 15, 16, 17 anos não são o momento para tomar grandes decisões - especialmente quando elas envolvem emoções. Porque as emoções são demasiadamente extasiantes neste tempo, e estados assim costumam nos cegar, limitar nossa capacidade de entendimento e nos fazer cometer erros impensáveis.

Sim, eu quero dizer pra vocês, meninas adolescentes, quero dizer muito enfaticamente: ESSE NÃO É O MOMENTO PARA VOCÊ NAMORAR! Na verdade, eu quero pedir, CLAMAR a você, se você tem menos de 17 anos, POR FAVOR, NÃO NAMORE! Não se envolva romanticamente com nenhum rapaz! Não entregue seu coração! Não entregue seu corpo! Não entregue sua alma... De verdade, você não está preparada para essa batalha. Ela é MUITO mais perigosa e difícil do que você pode supor!

O mundo não é conto de fadas, feliz ou infelizmente. Ele é muito real e muito duro. As batalhas que enfrentamos nele requerem força, maturidade, compreensão de vida. E no romance, essa é uma verdade muito grande. Tenho visto amigos de 20 e poucos anos, enfrentando crises grandes em suas vidas espirituais por causa de namoro. Eu mesma sei que terei que lutar fortemente para não sucumbir quando chegar o momento de me envolver. Não é fácil, não é brincadeira, meninas. Se é difícil para uma pessoa de 23 anos, imaginem para alguém com 14. Não entrem nessa, meninas, por favor! Espere mais um pouco para se jogar no campo de batalha e começar a correr o risco de ser baleada e sangrar sem motivos. Deixe-se treinar um pouco mais.

Vocês não precisam se sentir culpadas se se descobrirem apaixonadas por algum rapaz e sentirem que querem passar o resto da vida com ele. Isso é comum. Mas vocês ainda não entendem o que quer dizer "passar o resto da vida com alguém". Eu mesma ainda não entendo totalmente. Mas, um dia, daqui a alguns anos, vocês verão o quanto o tempo nos muda. É o que chamamos de amadurecimento. Cada um de nós precisa disso. As paixões surgirão, irão embora, virão outras que também irão embora, você vai chorar achando que perdeu a grande e única chance de viver o grande amor de sua vida, mas acabará descobrindo que o fim ainda está distante, e que quando nos deixamos moldar por Deus através do tempo, todas as coisas vão se tornando muito mais valiosas.

Eu digo todas essas coisas a vocês como uma irmã mais velha, apavorada com a ideia de que mais e mais dentre vocês se percam nessa fase tão difícil, que mais de vocês vejam todas essas coisas que Deus criou sendo desvirtuadas, usadas da maneira errada e transformadas em mentiras. Peço, mais uma vez, a vocês: NÃO NAMOREM. Esperem. Deixem Deus revelar a vocês, através do tempo, mais do que a vida é.

Peço isso como uma irmã. Por amor. De alguém que já viu, diante de si mesma e nas vidas dos outros, as "ciladas dos 15 anos". Por favor, tenham cuidado. E deixem-se cuidar.

Que Deus as guarde e guie seus corações.

Com muito amor e esperanças de que vocês se salvem, no meio desta geração tão mau...

sábado, 10 de setembro de 2011

Dia "cor-de-rosa" *-*

"Felicidade não conhece o tempo. Ela chega com um sorriso, no começo da manhã ou na chegada das primeiras estrelas. Felicidade se acomoda no fundo da alma. Cria um canto onde te faz encontrar com primaveras, setembros, passarinhos, crianças e todas as coisas que te faz sorrir."

| Vanessa Leonardi |
{Blog Caixa Mágica - caixamgica.blogspot.com}



Dias "Cor-de-Rosa"...

A verdade é que precisamos deles! Que não sejam muitos (para não cegar-nos acerca das realidades que precisam ser enfrentadas na vida), mas também que não sejam raros (para não nos tornarmos endurecidos e acinzentados)...

Aqueles dias cheios de inspiração, estrelinhas, passarinhos cantando, palavras cantadas e poesias... Assistir a um filme bobo, ler palavras românticas, suspirar pensando no futuro...

Precisamos deles porque somos mulheres, e em toda mulher Deus plantou essa natureza "rosa". Por mais que racionalizemos, e que precisemos muito da razão em nossa caminhada por aqui, essa natureza está lá! Como disseram John e Stasi Eldredge, em seu livro "Em busca da alma feminina": "três anseios que regem a natureza feminina [...]: revelar beleza, desempenhar um papel insubstituível em uma grande aventura e viver um romance". Isso é verdade.

Então, que tiremos dias para reencontrar nossa natureza feminina e amá-la! Amá-la porque ela vem do Criador e é isso o que a torna tão bela!

Alimentá-la com rimas e flores, música, imaginação, sonhos... porque também foi Deus quem deu o dom de romantizar às pessoas e o dom de expressar sentimentos em palavras. E a capacidade que as palavras podem ter de ir tão fundo ao coração!

Tudo isso faz parte de nós, "seres femininos" da criação. E não podemos deixar essa beleza permanecer muito tempo distante de nossos olhos - e de nossos corações.

Por isso, estou tendo um "dia cor-de-rosa". E isso é muito bom!

Não, não acho que devemos viver por emoções e tenho absoluta compreensão de que coração sem consciência é um perigo latente. Mas as emoções existem, e devem existir. Precisam. Elas também são companheiras, abrem horizontes, renovam os sorrisos, revigoram esperanças, trazem novas cores...

Precisamos delas tanto quanto precisamos de sonhos - mesmo os mais bobos. Olhar as estrelas e desejar alcançá-las, ainda que saibamos, lá na mente, que elas estão longe demais dos nossos braços. A graça de termos um "coração emocional" é que ele pode chegar onde os braços não chegam. É o sopro do infinito de Deus habitando em nós. Ele nos deu!

Sempre penso em Deus, lá em cima, rindo de minhas "bobices" (como diz uma amiga! =P). Aqueles momentos "flutuantes", sonhos de criança e toda essa manifestação "cor-de-rosa" típica de uma "mulher sonhadora". rs. Não sei se posso estar "teologicamente" errada nisso, mas essa imagem sempre me vem à mente. E falo com Deus: "Pai, o Senhor deve ficar somente rindo de mim, hein? E falando: ' - Essa minha filha é mesmo uma boba!' ". Mas até isso é engraçado, porque parece simplesmente "fazer parte".

No fim, a conclusão é sempre que precisamos aprender o equilíbrio. Dias cheios de razão e, algumas vezes, até mesmo do peso que ela pode trazer. Mas também dias que dêem espaço à nossa "alma feminina" e ao coração. E equilibrá-los. Saber apreciar a beleza que há em ambos - e a necessidade que temos de ambos. E, assim, ir andando.

"Quero tua risada mais gostosa,
esse seu jeito de achar que a vida pode ser maravilhosa..."
{Vitoriosa, Ivan Lins}


terça-feira, 22 de março de 2011

O que eles pensam...

Um texto muito bom, de um blog muito bom. Indico a todos! 

Entendendo o que se passa "do lado de lá"... ;)

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"Não sou machista, mas se tem uma coisa que me incomoda é a independência excessiva de algumas mulheres. Isso é algo que me espanta, que me faz correr e, infelizmente, esta mais comum do que imaginava.

As vezes parece que tem mulher que se orgulha em não depender de um homem. E eu, na minha inferior capacidade intelectual masculina em relação a constante mudança de temperamento feminino, tento entender qual é a graça que as mulheres vêem nisso. Se você for olhar na bíblia, o homem tem tantas responsabilidades. Imagina, a menina esta lá, na casa do pai dela, toda protegidinha, bem tratada e diante de um amor incondicional. O homem que casar com ela e, conseqüentemente, tirá-a de lá terá que ser melhor do que tudo isso que ela viveu até então. Ele vai ter que amar, cuidar, proteger, dar carinho, atenção, compreensão e, além de tudo, dar segurança emocional e financeira. E, levando em conta a sociedade em que vivemos, isso esta cada vez mais difícil. Já a mulher, só precisa amar o marido. Super fácil!

A sociedade de hoje esta conturbada com essa idéia de feminismo e independência da mulher. É o que eu chamo de “Sindrome do Só Pega o Buquê e Não Casa”, isso mesmo, pega o buquê e nada de noivo. Mulheres, se existe uma coisa que espanta um homem é a independência excessiva da mulher. O Homem precisa se sentir o controlador da situação. Não digo isso porque ele quer mandar em tudo, mas sim pelo fato de ser bom para a auto-estima do homem ser o protetor. É a natureza, Deus fez assim. Quando a bíblia diz que o homem é o sacerdote do lar, em outras palavras, ela quer dizer que o homem é quem cuida do lar, da familia, da esposa. 

A mulher é um ser misterioso, algo parecido com um tesouro lendário guardado a sete chaves na ilha mais distante da costa e é um prazer para o homem desvendá-lo. É um prazer para nós, homens, tentar entender a mulher, cuidá-la e protege-la, porém, quando nos vemos pisando em um território em que não somos bem-vindos, partimos em disparada. 

Mulheres, por mais que vocês já tenham vivido muitas situações em que vocês precisaram se virarem sozinhas, entendam que sempre existirá um homem ansioso para fazer com que você não passe por isso novamente. Guarde sua independência, ou melhor, a transforme em sabedoria e façam aquilo que só você sabem fazer muito bem: aconselhar um homem!"

Por Bruno Felipe



terça-feira, 8 de março de 2011

A essência da Mulher Cristã

Pensei no que deveria escrever hoje, em homenagem ao Dia das Mulheres. E, como não podia deixar de ser (neste cérebro que sempre inventa mais coisas do que deveria), um monte de coisas diferentes surgiram. Eu poderia falar sobre o significado feminista desta data, sobre as características bíblicas da identidade feminina cristã ou sobre tantas questões que precisam ser resgatadas nesta nossa sociedade pós-moderna. Porém, compreendi que há algo muito superior do que tudo isso, e muito mais importante de ser falado ou refletido.

Antes de sermos chamadas à compreensão da verdadeira feminilidade, somos chamada à compreensão da verdadeira VIDA - em Jesus Cristo! Antes de sermos mulheres, somos Cristãs, e este é o centro de tudo! De nada adianta falar de dicas ou fórmulas para ser uma Mulher Virtuosa, do que se deve ou não fazer, dos modelos do mundo em contraste com os modelos de Deus, se nossa vida não está centrada no Senhor!

Nestes dias, compreendi (mais uma vez) uma verdade: o segredo de todas as coisas é muito mais simples do que comumente imaginamos. As coisas não são tão complexas quanto costumamos pensar. Nós é que complicamos tudo! Em nossas vidas, não precisamos de tantos caminhos e tantas respostas assim. Somente de uma.

"Eu sou o caminho, a verdade e a vida." (João 14.6)

Tão simples. Tão conhecido. E tudo o que precisamos saber. É claro que precisamos buscar compreensão de todas as maneiras que nos forem possíveis, buscar a sabedoria e o conhecimento. Porém, tudo o que necessitamos resume-se nesta verdade: Cristo! Ele é a fonte de todas as coisas!

E esta é a mensagem que devemos relembrar continuamente em nossas vidas: só é possível ser uma verdadeira Mulher Virtuosa se nossos olhos estiverem em Cristo! Nenhuma outra forma. É Ele quem nos ensinará, quem nos moldará, quem nos livrará dos enganos deste século, quem renovará a nossa mente, quem mudará os nossos padrões. É o Senhor!

Nenhuma "Mulher-Modelo", nenhuma palavra sábia, nenhum conselho humano é suficiente para operar isso em nós. E nem é nestas coisas que devem estar nossas atenções. Elas não são capazes de gerar em nós a transformação que precisamos experimentar. Nenhum dos sonhos e ideais mais lindos, puros ou santos que pudermos ter jamais nos levarão ao padrão que Deus tem para nós. Somente Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida de que precisamos!

Portanto, neste dia, a mensagem que quero trazer, aquela que Deus mesmo tem trazido ao meu coração, é que um só é o nosso tesouro e deve ser o nosso desejo: Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador! Nosso Deus Triuno. Ele é tudo do que precisamos! Todas as demais coisas, por melhores que possam parecer, não são nada diante dEle! Nele está nossa satisfação e felicidade! Ele é a paz que precisamos e a realização de cada um de nossos sonhos! Nenhum "príncipe", nenhuma "família perfeita", nenhum "filho dos sonhos", nenhum "ministério perfeito" pode saciar nossa sede de felicidade: somente Cristo pode!

A essência da verdadeira Feminilidade está numa vida totalmente entregue aos pés de Jesus, num coração temente a Ele e cheio de satisfação em contemplar Seu tão maravilhoso amor e graça! Todo o restante virá como consequência.

"Considero tudo uma completa perda, comparado com aquilo que tem muito mais valor, isto é, conhecer completamente Cristo Jesus, o meu Senhor." (Fp. 3.8)

Que Ele seja louvado através de nossas vidas!

Feliz Dia das Mulheres!



sexta-feira, 4 de março de 2011

Valorizem-se, Mulheres!!!

Sei que já falamos muito, de diversas maneiras, aqui no blog, sobre a importância do resgate da verdadeira feminilidade e da imagem de uma Mulher Virtuosa, ou de uma Filha e serva de Deus. Afinal, esse é o tema central do blog, não é? No entanto, quando nós, enquanto mulheres, tratamos desse assunto, é uma coisa. Falamos daquilo que vemos, da forma como lidamos com as coisas a partir de nossa natureza feminina.

Por isso que fico maravilhada quando vejo algum RAPAZ falando sobre isso, colocando suas opiniões e chamando nós, mulheres, a repensarmos nossas posturas enquanto seres femininos que Deus criou!

Rapazes, nós realmente precisamos muito que vocês falem sobre isso! As mulheres e moças desta geração precisam ouví-los falar sobre como vocês têm visto a influência dos ideais feministas sobre elas (nós), e sobre o que vocês entendem como a essência da mulher de Deus - segundo a Bíblia!

É por este motivo que vou publicar hoje as palavras (o desabafo) do Pedro Pamplona.

Que nós, mulheres, redescubramos, dia após dia, a imagem que DEUS tem de nós e para nós. E que os rapazes nos ajudem mais, dia após dia, a fazê-lo.

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"Algo tem me entristecido quando olho para as jovens de hoje. Não sei explicar direito, talvez por ser homem, mas tentarei me expressar em alguns parágrafos. É como se as mulheres estivessem perdendo seu valor para elas mesmas. Aquele ideal de mulher criada por Deus está se perdendo. O pior de tudo como sempre, é ver isso acontecendo dentro da Igreja. Mulheres que não se valorizam como Deus as valoriza. Que não conseguem compreender o que é ser realmente mulher, muito menos mulher de Deus.

Se eu pudesse gritar uma palavra para todas as mulheres, cristãs ou não, seria essa: Valorizem-se! Deus criou a mulher para ser mulher, e não para ser parecida com o homem. Esse é o principal problema que vejo hoje. Essa idéia de feminismo é tão contraditória que a palavra dá a entender que são mulheres lutando para serem reconhecidas pela feminilidade, mas pelo contrário, são mulheres lutando para serem parecidas com o homem. O verdadeiro feminismo é aquele que valoriza a mulher como ela é! Do jeito que Deus a criou. Tentar ser igual aos homens é um atestado da desvalorização do ser mulher. Não estou dizendo que são inferiores ou nada parecido, mas mulheres têm papéis diferentes, características e necessidades diferentes. A mulher precisa do homem como homem e o homem precisa da mulher como mulher. Ser mulher tem um valor especial, é um privilégio dado por Deus. Ele sabia que nós homens precisaríamos de vocês do jeito que vocês são.

Essa vontade de ser masculina reflete principalmente nos relacionamentos. A mulher se desvaloriza quando corre atrás de homens. Algumas porque já estão ficando velhas e solteiras, outras por serem carentes (de Deus) e outras por simplesmente acharem que seu valor está em ter um companheiro. A questão é, as mulheres estão indo atrás dos homens, se atirando para qualquer um. Aceitando qualquer proposta, decente ou indecente. Isso não é bíblico. Na palavra de Deus sempre são os homens que começam os relacionamentos e até a relação sexual. Mulheres são valiosas demais para estarem se entregando tão facilmente aos homens. Nós que temos que correr atrás de vocês. Conquistá-las! E não se esqueçam, sejam seletivas. Baseadas na palavra!

Sendo mais específico agora, principalmente para as cristãs. Percebo que as mulheres querem demonstrar seu valor quase sempre com aparências externas. São horas em lojas e salões de beleza. Apenas minutos em oração e leitura da palavra. A sensualidade é muito usada para isso. A maneira como se vestem, usam maquiagem, andam, dançam e falam, tudo isso para expressar algum valor. Essas coisas não valem nada! A única coisa que a sensualidade diz é exatamente que você não se valoriza como mulher. E aqui vai um aviso para os homens: Corram das mulheres sensuais, pois se elas não são capazes de se valorizar, também não nos valorizarão da maneira certa.

A Bíblia nos diz claramente em Provérbios 31:30 que a beleza e a formosura são passageiras, mas a mulher que teme ao senhor será elogiada. Mulheres têm seu mais alto valor quando temem a Deus em total adoração e reverência a sua glória. Quando guardam seu precioso coração (Provébios 4:23) em santidade. O valor de uma mulher é tão grande que não pode ser percebido pelo olho humano. Está por dentro, naquilo que o Espírito Santo opera dentro delas.

Pensem nisso mulheres."

[by Pedro Pamplona, lido em Princesa da Pureza]
 

terça-feira, 1 de março de 2011

Mulher filé, mulher melancia, mulher pequi...

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Pastoral do boletim da IB Central de Macapá, 27.2.11


Ouvia o noticiário, enquanto me arrumava para sair. Ouvi que a “Mulher filé” fora assaltada e agredida. Ignorava esta. Sabia da Mulher melancia, e de outra cuja fruta não guardei. Deve haver mulher pequi (desculpem-me, goianos, mas o cheiro deve ser de doer).

Que pobreza! Mas é um quadro de nossa época. O valor da mulher é medido pelo volume de certas partes de seu corpo. E algumas se tornaram ridículas. A tentativa de algumas de terem os lábios de Angelina Jolie produziu mulheres deformadas.

Não sou casado com mulher feia. Pelo contrário. Ano após ano a beleza dela se apura. Digo, de brincadeira (mas de verdade), que a mulher é bonita mesmo após os quarentas. Com vinte todas têm a obrigação de o serem. Mas o tempo mostra a verdadeira beleza. Vinicius de Moraes disse que “as feias que me desculpem, mas beleza é fundamental”. Mas beleza é subjetivo. No filme Os deuses devem estar loucos, o personagem central, um aborígine africano, se choca ao ver uma loira, autêntica beldade de Hollywood. Ela lhe parece descascada. O cabelo é cor de palha. Ela é grande e deve precisar de muita comida para funcionar. Seu critério de beleza difere do de um ocidental.

A mídia consegue crescer em mediocridade. Sua pobreza cultural e a moral caminham juntas. Quem fica o dia todo diante da televisão é pouco exigente. É uma indigência cultural que deprime. Coitadas dessas moças cujo único valor são as próteses de silicone. Não sabem articular uma sentença gramatical completa. Seu mérito são as protuberâncias. Mulher melancia, mulher jaca, mulher banana, etc. E quando vier o desgaste natural pelo tempo? Velhice não é doença, praga ou feiúra. É condição. É etapa na vida. A musa Brigite Bardot que enlouquecia os homens nos anos sessentas foi avassalada pelo tempo.

Ter boa estética é bom. Somos entes estéticos. Mas se o valor de uma pessoa é o silicone, ela é muito pobre. Mas há algo duradouro e não desgastável: o caráter. Por isso pergunto: “E a mulher caráter”? Sumiu, o que não é de se estranhar numa sociedade materialista e sensual como a nossa. A ética foi substituída pela estética. Caráter não importa. Importam os sentidos. A mulher foi coisificada e virou uma peça de carne pendurada num açougue chamado “Exibicionismo”, aplaudida por erotizados.

Beleza é uma coisa. Cuidar do corpo também. Cultuá-lo é pobreza. Um dos personagens que fez Tarzan morreu louco. Perdeu o papel ao envelhecer. Mas caráter cultivado e valorizado não se perde.

O animal é o seu corpo. O homem tem o seu corpo. Você é mais que corpo. É alma também. E viverá após o corpo voltar ao pó. Cuide da alma com mais zelo. Vale a pena.



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Papo de Garota Cristã!!!



Ahhhh!! Amei esse vídeo!! [Bom, estou na fase dos vídeos, vocês devem estar notando, né? rs.] E, através dele, conheci um blog incrível e super edificante, um exemplo de dedicação e chamado de Deus a todos nós: Papo de Garota Cristã . Não deixem de visitar, vale à pena! ;]

Sobre o vídeo, poxa, ele fala tanto! Não é fácil ser uma "Garota Cristã". Na verdade, não é fácil ser CRISTÃO, né? Essa sensação de "alienígena" no meio deste mundo... Ainda que eu ame as palavras de I Coríntios 1:27 {"Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias"}, o fato é que não é fácil ser essa "coisa louca" (sim, me identifico muito com a definição! rs). Não acho ruim! Pra falar a verdade nunca gostei muito de "coisas comuns", sempre tive algo meio "fora da realidade". Mas isso não torna estar "fora da realidade" algo simples todo tempo.

Eu simplesmente não poderia, não saberia fazer outra coisa de minha vida senão seguir a Cristo. Sinto-me como Pedro, quando inquirido por Jesus sobre abandonar o caminho como os outros estavam fazendo: "A quem iremos, Senhor? Só tu tens as palavras de vida eterna" (João 6:68). Ainda que eu quisesse voltar atrás, ainda que esta ideia um dia passasse pela minha mente, eu simplesmente não poderia. Não posso ver outro caminho para minha vida.

No entanto, estar no caminho estreito, neste caminho "louco", às vezes é tão confuso. São tantas coisas, tantas vozes querendo mostrar que direção seguir, tantos propósitos grandiosos demais a cumprir, uma obra tão grande a fazer... e eu me sinto tão pequena! A cada dia tenho que olhar para minha pequenez, minha insignificância e compreender que tudo isso é tão grande PARA MIM...

Eu me sinto como uma criança, tentando compreender um "papo filosófico", com aquela cara de "Ãh? O que vocês estão falando mesmo?". rs. Já andei por tantos lugares em busca da Verdade (a Verdade de Cristo, e não outra!), e tantos deles me conduziram ao erro. Já ouvi tantas coisas sobre o que se deve ou não fazer... e, então, compreendi que estou experimentando esse processo de "amadurecer". E isso é meio duro, viu! Mas também é muito bom!

Hoje estou nos 23 anos e, ao olhar pra trás, posso ver quanto de mim já ficou na estrada - e quantas coisas foram renovadas! Como tive de reaprender a ver a vida, a mim mesma, a Deus, aos sonhos e a tudo... Ultimamente tenho pensado muito naquele trecho de música que diz assim: "Ando devagar porque já tive pressa...". É mais ou menos isso. E crescer não é fácil. Pegar aquelas suas "verdades" antigas e infantis e ter de substituí-las por "verdades mais Verdadeiras", neste processo que é o conhecimento da Verdade inteira que Cristo veio nos ensinar...

Acho que o problema é que achamos que aprenderemos tudo de uma vez, e as coisas não são assim. Ao aproximar-se o Seu fim, Jesus disse aos Seus discípulos: "Ainda tenho muitas coisas para lhes dizer; mas vocês não poderiam suportar isso agora" (João 16:12). Mas nós somos apressados e achamos que a sabedoria e o entendimento das verdades de Cristo devem ser instantâneos. E talvez tenhamos sido ensinados assim, e o não alcançar esta "totalidade instantânea" nos faz sentir culpados e "menos filhos de Deus". Contudo, somos apenas seres humanos, que precisam ser lapidados, dia após dia, pelo Senhor, e ensinados a andar em Seus caminhos, ensinados a compreender o real significado de sua nova natureza e como vivê-la plenamente...

Acho que já deixei de falar sobre o conteúdo do vídeo há algum tempo (rsrs), mas ao ver o vídeo, falando sobre nosso propósito maior - que é a vida de Deus em nós, ao descobrir o "Papo de Garota Cristã" e ler algumas coisas que as meninas escrevem lá, parei e refleti sobre mim e, então, resolvi falar um pouquinho sobre mim também, e como tem sido esta caminhada por aqui. Nem sempre tão fácil. Nem sempre tão simples. Às vezes confusa por achar que já deveria saber tudo, enquanto sinto que sei tão pouco...

Mas uma caminhada na qual, passo a passo, tenho descoberto a Bondade Infinita de Deus, a "complexidade simples" (sim! este é meu paradoxo! rs) da fé que somos chamados a viver, e a vontade de continuar caminhando, lutando este Bom Combate, certa de que posso descansar, pois o Meu Salvador Vive e Reina, e que nada foge do Seu controle!

Eis, então, esta andarilha um pouco confusa em meio à imensidão que é esta busca pela Verdade, mas cheia de esperança, expectativas e confiança na BONDADE incompreensível deste Deus, que resolveu fazer-se seu PAI.

Sempre nEle...

Me...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Homens e mulheres: diferentes e complementares!



"Deus dignificou e honrou as mulheres supinamente na encarnação (Gênesis 3:15). Qualquer preocupação moderna com o que a mulher não pode fazer na Igreja, e não com o que ela pode fazer como serva de Deus (Lucas 1:38), desvaloriza o que Deus honrou.

Os homens e as mulheres são diferentes por desígnio. O debate sobre isso continua, mas, como já vimos, as diferenças são evidentes na natureza, bem como na função. Em parte alguma das Escrituras a subordinação funcional nega a igualdade espiritual, não mais do que o faz nas operações das três pessoas da Trindade.

Os homens e as mulheres são diferentes em sua essência, e estes elementos essenciais são modelados segundo a imagem de Deus (Gênesis 1:27). Os fatores determinantes do homem e da mulher estão escritos em nossos corações (Romanos 2:15), e se desenvolvem nos diferentes mas complementares papéis estabelecidos nas Escrituras. Esses fatores têm caracterizado todas as sociedades humanas estáveis, desde o princípio do tempo.

A nossa sociedade ocidental não é estável. Como Hamlet podemos dizer, "the time is out of joint" (o tempo se desconjuntou). Estaria o evangelismo bíblico aceitando o desafio proposto pelo movimento feminista para restaurar o equilíbrio ordenado por Deus e assim restabelecer os fundamentos da sociedade (1 Timóteo 3:15)?

Só podemos fazer isso quando discutimos questões teológicas e hermenêuticas mantendo os positivos e vibrantes modelos de papéis do que significa ser homem cristão e mulher cristã.

[...]

Será que o conteúdo dos cursos de nossos Institutos Bíblicos e dos nossos sermões sobre este tema se limita ao desafio doutrinário proposto pelo feminismo? Onde se pregam as características distintivas, acaso são pregadas positivamente? E quem está engajado na busca da feminilidade bíblica e da sua atuação prática em nossa cultura pós-moderna? Se há uma guerra a ser vencida, então é necessário dirigir mais pensamento e mais trabalho a estas áreas."


[Retirado do livro "Homens, Mulheres e Autoridade", editores Brian Edwards e Andrew Anderson, Editora PES. Capítulo "As Mulheres são Diferentes", escrito por Sheila Stephen, pags 271-272]

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Mulheres da Bíblia: Dorcas - uma mulher amável e amada


Uma reflexão na vida de Dorcas (Atos 9:36-43)

[Por: Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho*]


INTRODUÇÃO

Tabita, no aramaico, e Dorcas, no grego, significam “gazela”. Os dois nomes indicam que esta mulher tinha trânsito em duas culturas. Sua ressurreição é uma das sete da Bíblia, incluindo a de Jesus. As outras foram efetuadas por Elias (1Rs 17.22), Eliseu (2Rs 4.35), Jesus (Mc 5.42, Lc 7.14, Jo 11.44) e Paulo (At 20.10). Dorcas é um modelo não apenas para mulheres, mas para todos os crentes em geral. Vejamos algumas marcas de sua vida.


1. PRIMEIRA MARCA – UMA MULHER AMOROSA

“Cheia de boas obras e esmolas que fazia” (v. 36, VR), ou “usava todo o seu tempo fazendo o bem e ajudando os pobres” (LH). Costurava “vestidos e túnicas” (v. 39). As palavras indicam as roupas de baixo e vestidos. Costureira de mão cheia e completa. Ela fazia o bem. Era conhecida por ajudar. Usava seu talento para ajudar os outros. O que fazemos para os outros com nossa vida? Nossos talentos servem a Deus ou só a nós?


2. SEGUNDA MARCA – UMA MULHER AMADA

Conseqüência. Quem é amoroso é amado. Sua morte causou comoção (v. 39). Pedro se deslocou de Lida para Jope. Quem ama é amado. Muitos pedem amor e reclamam que ninguém os ama. Amor é recíproco. Temos se damos. Ela deu. Teve. O nome indica beleza física. Bonita no caráter. Quem quer ser amado cultive a beleza do caráter, não só a física. Muitos malham em academia e fazem plásticas. Beleza do corpo. E do caráter? É difícil amar uma pessoa feia por dentro. Amamos? Bonitos por dentro?

3. TERCEIRA MARCA – UMA MULHER CRISTÃ

A raiz de tudo: era uma cristã. Tinha visão correta da vida: amar ao Senhor e ser útil. É a única “discípula”, em todo o Novo Testamento. O título tinha o sentido de pessoa especial no evangelho. Teve reconhecimento da igreja. Foi útil na vida. Foi útil na morte (uniu as mulheres ao redor de si) e foi útil na ressuscitação: “muitos creram no Senhor” (v. 42). Isto é o melhor exemplo de um cristão dedicado: sua vida é útil em todos os sentidos. Temos vidas úteis?


CONCLUSÃO

Muitos pensam em vida cristã como receber bênçãos de Deus. Ou fazer barulho no culto. É ter uma vida de utilidade, que leve as pessoas a nos amarem pelo nosso caráter. É ser “cheio de boas obras”. É ser discípulo, aquele que está sempre aprendendo de Jesus. Dorcas, a gazela, era bonita no nome e no caráter. Uma exortação para todos nós, homens e mulheres. Sejamos amáveis para sermos amados. E sejamos úteis porque isto enriquece a vida.


[*Pastor da Igreja Batista Central de Macapá. Obs: minha igreja! xD ]

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A beleza da Feminilidade

Achei esse texto lindíssimo no Retrato Beleza Feminina, blog de minha querida amiga Ágata, e não poderia deixar de compartilhá-lo aqui também. É uma meditação da Bíblia da Mulher sobre feminilidade, e palavras como estas, que descrevem e exaltam a essência e beleza da feminilidade projetada por Deus são sempre inspiradoras! Que elas inspirem cada uma de vocês também, pra glória do Senhor que nos fez mulheres! ;)

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"A feminilidade é uma realidade projetada e criada por Deus - o seu dom precioso - e, sob um aspecto diferente, um presente gracioso também para os homens. A diferença entre homens e
 mulheres não é apenas uma questão biológica. Em todos os períodos da história da humanidade e até décadas recentes, o conceito geral era o de que as diferenças eram tão óbvias que não havia necessidade de comentá-las. Contudo, nunca tanto quanto hoje se faz mais relevante o lembrete de Paulo aos cristãos de Roma para que os padrões do mundo não venham a moldar-nos, mas sim, que deixemos Deus renovar o nosso interior, a nossa mente (Romanos 12:1).


Nem o homem nem a mulher são suficientes para abrigar, sozinhos, a imagem divina (Génesis 1:27). Os dois, no entanto, representam a imagem de Deus - um deles, de uma forma especial, o iniciador; o outro, o correspondente. Deus fez Eva a partir do homem e trouxe-a para o homem. Quando Adão deu o nome a Eva, aceitou a responsabilidade de "desposá-la" - de ser seu provedor, protector e líder. A submissão é o ingrediente básico da feminilidade. Como noiva, a mulher no casamento abre mão da sua independência, do seu nome, do seu destino, da sua vontade e, por último, no quarto nupcial, do seu corpo para o noivo. Como mãe, ela abre mão, no real sentido, da própria vida em benefício da vida do filho. Como solteira, ela rende-se de forma ímpar para servir ao Senhor, à família e à comunidade.

A feminilidade é receptiva. Ela aceita o que Deus dá. Noutras palavras, as mulheres devem receber o que lhes é dado, seguindo o exemplo de Maria, e não insistir no que não lhes é dado, repetindo o engano de Eva. Isso não implica que a mulher deva submeter-se a perversidades, como coerções ou conquistas violentas. O espírito manso e tranquilo do qual fala Paulo é o ornamento da feminilidade (1Pedro 3:4), que encontrou o exemplo ideal em Maria, mãe de Jesus. Ela estava disposta a ser um vaso escondido. Esse tipo de maternidade está à disposição de toda a mulher que se humilha diante do Senhor, não para que desempenhe simplesmente um papel biológico, mas para que exerça uma atitude de abnegação e de submissão ao Senhor. O desafio da feminilidade bíblica é que nós sejamos mulheres realmente santas, que nada pedem a não ser o que Deus deseja nos dar, recebendo com ambas as mãos, e de todo o coração, seja o que for. A feminilidade é um tesouro precioso para ser guardado e acalentado a cada dia."

sábado, 4 de setembro de 2010

Modéstia: A Atitude da Mulher Modesta (by C.J. Mahaney) - Parte 2

Pessoal, esqueci de fazer um comentário antes de publicar a primeira parte desta série de textos de C.J.  Mahaney sobre Modéstia, mas gostaria de fazê-lo agora. Na verdade, já tem algum tempinho que não falamos de modéstia aqui no blog, mas esse é um dos meus temas realmente favoritos em nossa discussão sobre resgate da feminilidade bíblica. Ao meu ver, esse é um tema muitíssimo importante, pois, diferente dos temas sobre côrte e pureza - que nosso coração tende a achar mais "bonitinho" e se abrir pra compreendê-lo e vivêlo; diferente dos temas sobre Prioridade da Família - que nossos instintos maternos e vontade de servir a Deus nos ajudam a querer viver; e diferente dos temas sobre Mulher e Ministério - que não tratam de uma questão muito rotineira, já que nem todas as mulheres tem essa vontade de ser "pastoras" e "líderes"; os temas sobre Modéstia dizem respeito a TODAS nós (além de dizer respeito a TODOS os rapazes que passam por nós durante nossa vida!) e não são temas lá muito "bonitinhos", já que eles tocam em áreas difíceis de nossas vidas, como a vaidade, o ego, o orgulho, a necessidade de sermos achadas bonitas, além das pressões que a sociedade faz sobre nós pra que mantenhamos nossos padrões de vestimenta imodestos, e da raridade com que esse assunto é abordado no meio cristão brasileiro. A meu ver, isso torna as discussões sobre modéstia extremamente necessárias e relevantes. Acho que precisamos levá-las mais a sério. E, por isso, fiquei imensamente feliz ao encontrar estes textos sobre Modéstia - principalmente por eles terem sido escritos por um homem. Assim, é com muita alegria e muitas esperanças que posto mais essa porção das palavras de C.J.Mahaney, confiante de que o Espírito Santo nos ensinará a viver estas verdades em nossas vidas. Que o Senhor nos guie! Paz.

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"Qualquer discussão bíblica sobre modéstia começa endereçando o coração, não a barra da saia. Nós temos que começar com a atitude da mulher modesta.

Esta ênfase no coração é evidente em 1 Timóteo 2:9. Note a frase "com modéstia e autocontrole". Todo vestuário respeitável é resultado de um coração piedoso, onde se originam a modéstia e o autocontrole. Seu guarda-roupa é uma declaração pública de sua motivação pessoal e íntima. E se você se diz piedosa, deveria estar preocupada em cultivar estas virtudes gêmeas: modéstia e autocontrole.

Modéstia significa decência. Significa evitar roupas e adornos que são extravagantes ou sexualmente atrativos. Modéstia é humildade expressa na forma de vestir. É um desejo de servir outros, especialmente os homens, por não promover ou provocar a sensualidade.

Mas para mulheres piedosas, modéstia e autocontrole devem estar claramente presentes no coração. A pergunta é: estão claramente presentes no seu?

Imodéstia, então, é muito mais do que usar uma saia curta ou um decote ousado; é o ato de chamar atenção imprópria para si. É orgulho revelado pelo que você usa.

Autocontrole é, em uma palavra, restrição. Restrição com a finalidade de pureza; restrição com a finalidade de exaltar Deus e não nós mesmos. Juntas, estas atitudes de modéstia e autocontrole deveriam ser características marcantes no modo de vestir da mulher piedosa.

Nos dias de Paulo e Timóteo, modéstia e autocontrole eram termos estranhos para muitas mulheres que andavam pelos mercados, da mesma maneira que eram para Jenni (2) e que são para a maioria das mulheres nos shoppings hoje. E estes conceitos certamente são estranhos para os estilistas modernos, cuja meta com a moda é a provocação sensual.

Uma mulher que tem como foco adorar a Deus irá considerar cuidadosamente como se veste, porque seu coração ditará seu guarda-roupa e sua aparência.

Mas para mulheres piedosas, modéstia e autocontrole devem estar claramente presentes no coração. A pergunta é: estão claramente presentes no seu?

Tal atitude fará toda a diferença na maneira de vestir de uma mulher, como o pastor John MacArthur observou:

“Como uma mulher discerne a linha muitas vezes tênue entre vestir-se apropriadamente e vestir-se para ser o centro das atenções? A resposta começa na intenção do coração. A mulher deve examinar sua motivação e objetivos no modo como se veste. Sua intenção é mostrar a graça e beleza da feminilidade?.... É revelar um coração humilde e dedicado a adorar a Deus? Ou é chamar atenção a si mesma e exibir sua...beleza? Ou pior, tentar atrair os homens sexualmente? Uma mulher que tem como foco adorar a Deus irá considerar cuidadosamente como se veste, porque seu coração ditará seu guarda-roupa e sua aparência." (3)

Qualquer conversa sobre modéstia “começa na intenção do coração". Então considere por um momento, qual é a intenção do seu coração ao comprar roupas? É um coração humilde e de serva que diz como será seu guarda-roupa e sua aparência? Suas compras são inspiradas e governadas por modéstia e controle? Ou o seu vestir é motivado por um desejo pela atenção e aprovação de outros? Seu estilo reflete uma falta de autocontrole?

Há uma ligação inseparável entre seu coração e suas roupas. Suas roupas dizem algo sobre sua atitude. Se elas não expressam um coração que é humilde, que deseja agradar a Deus, que deseja servir os outros, que é modesto, que exercita o autocontrole, então a mudança deve começar no coração.

Pois modéstia é humildade expressa no vestir.

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(1) Este é o segundo de sete trechos extraídos do capítulo sobre modéstia do livro Worldliness: Resisting the Seduction of a Fallen World (Mundanismo: Resistindo à Sedução de um Mundo Caído) - Ed. Crossway, 2008 - de C.J.Mahaney. O termo "modéstia" é usado aqui no sentido bíblico, significando "conformidade com os padrões morais e éticos do grupo social; pudor, decência".

(2) Jenni foi citada na primeira parte desta série

(3) John MacArthur, 1 Timothy, The MacArthur New Testament Commentaries (Chicago: Moody, 1995), 80–81