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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Ele continua sendo bom...



Se estivermos atentos, se houver em nós uma pequena centelha de atenção, um pequeno intervalo de paciência para parar e contemplar em meio aos dias maus, em meio aos dias de ventos parados, quando parece que o Senhor calou e esqueceu, como se tivesse resolvido sair do jogo e deixar pra lá todas as promessas... nós ainda O ouviremos. Ele ainda nos falará, no meio da brisa suave, no meio de uma discreta luz brilhante, como aquela flor escondida, solitária, no meio de pedras e cachoeiras... Ele ainda falará.

Falará que continua sendo Deus, e que continua sendo bom. E que, diferente de nós, Ele não esquece e não desiste. Ele não volta atrás e não abandona. E Ele ainda sabe o caminho mais bonito para nós, aquele que precisamos trilhar pra descobrirmos o melhor que podemos ser. Ele ainda tem o plano sob controle e sabe exatamente aonde quer nos levar. Ele ainda tem o plano perfeito – e Seus planos continuam sendo belos, plenos e cheios de alegria e paz.

Ele ainda escreve histórias bonitas e, revelando Sua infinita graça, as coloca em nossas vidas para nos fazer lembrar – e não desistir. Para não nos deixar achar que eram apenas fábulas contadas pelos antigos, apenas sonhos infantis ou aspirações utópicas. Então, Ele nos lembra e nos revela Seu imensurável poder. Porque Ele continua sendo Deus, e continua sendo bom. Porque todo o poder está em Suas mãos, e Ele realmente – REALMENTE – nos ama. Ele conhece cada anseio dos nossos corações, Ele conhece cada uma das nossas lágrimas, Ele mesmo plantou sonhos em nossas almas, desde a eternidade, e é fiel e justo para completar em nós a obra que Ele mesmo começou.

Então, coração, espera nEle. Confia nEle. Para, contempla, respira fundo e confia. Seu Deus continua sendo Deus – e Ele continua sendo bom. Você pode descansar. Ele ainda está lá, Ele ainda vê você, Ele ainda te conhece e te ama e continua contigo. Não desanima, não! Ainda há muito para acontecer. Ainda há muito para se surpreender. Caminha, continua a caminhar. Olha para o alto, olha para o Pai, coloca nEle seu amor, e Ele te guiará.


Sonha, coração! Nunca deixe de sonhar! Pois para as alturas fostes criado, para os ares, para os céus, para as montanhas, para muito mais... continua a crer, abre tuas asas e recomeça o teu voar – pois lá no fim, na plenitude do mais belo horizonte, está Seu Criador e Pai – sempre Deus, e sempre bom – a te esperar...

sábado, 9 de setembro de 2017

Procura-se um amor...



Procura-se um amor que goste de velharias: Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Bossa Nova, um bom xote do Gonzaguinha e um bom chorinho, preferencialmente tocado por algumas cabecinhas já bem esbranquiçadas pelo tempo.

Procura-se um amor sensível: romântico, que goste das pequenas expressões de carinho - andar de mãos dadas, abraço de cumplicidade, dançar juntinho, sorrir com o olhar, abraçar com o sorriso...

Procura-se um amor menino: leve, de sorriso fácil, grato para com as pequenas bonitezas da vida, sem vergonha das gargalhadas escandalosas e das fotos de poses malucas, capaz de regozijar-se com as gotas de alegria do dia-a-dia.

Procura-se um amor maduro: guerreiro, sério, pensado, desejado, decidido, daqueles que sabem o que se quer e aonde se vai e que são pela decisão de ser e, sendo assim, não mudam com cada vento a soprar, mas permanecem, apesar das tempestades, pois, como disse o velho Vinícius: “Para viver um grande amor direito, primeiro é preciso muito peito, peito de remador”.

Procura-se um amor reflexivo: contemplativo, daqueles que andam sempre à procura da profundidade das coisas - a letra de uma música, a história de um filme ou de um bom livro, o bate-papo com um amigo, o ouvir uma criança ou o simples parar para olhar o céu, o rio, as árvores, as aves, a vida intensa de toda a criação.

Procura-se um amor intenso, que ame a aventura da vida e vibre com o desejo de descobrir tudo de bom que ela tem para oferecer. Um amor criança, que regozije-se com a novidade, a descoberta, a adrenalina da renovação - um amor para explorar cada pequena eternidade da caminhada!

Procura-se um amor Divino. Acima de todas as outras coisas. Um amor cheio do amor do alto, inundado pelo Próprio Amor – vindo dEle, olhando para Ele, apontando para Ele, existindo nEle, crescendo para Ele, compreendendo que sua força, seu propósito, sua essência está na eternidade e não nos pequeninos tesouros empoeirados desse mundo.


Procura-se um amor cheio de sonhos: sonhos de Deus, sonhos com Ele. Muitos sonhos! Esse desejo enorme, essa ansiedade bonita de se entregar para algo maior do que a si mesmo, de viver uma vida que vale a pena, de não desperdiçar toda graça recebida, de multiplicar, de frutificar, de florescer. Procura-se um amor cheio de amor, para dar e receber.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Reflexões sobre casamento...


Hoje tive a maravilhosa oportunidade de sentar à mesa com minha vó e ouvi-la contando histórias e histórias dela com meu avô e dos meus pais, e as tantas coisas que eles passaram para que estejamos hoje vivendo as coisas que estamos. E fiquei aqui pensando nos casamentos de antigamente e nos casamentos de hoje, e como antes os casamentos duravam tanto tempo e hoje se desfazem tão rapidamente. E refletindo sobre essa nossa geração que foi (é) tão protegida dos conflitos, tão poupada, tão mimada, tão acostumada a ter tudo com facilidade e a não precisar pagar o preço e sofrer pra conseguir seus objetivos... e na gerações passadas, que conseguiram tudo com tanta luta, batalhas e verdadeiras histórias de superação.

Como hoje, nessa teoria do "o que importa é ser feliz", todos dizem aos jovens que só devem casar quando a vida estiver totalmente estabilizada, quando não houver risco nenhum, quando já houver uma linda casa com 6 cômodos preparada para recebe-los, quando ambos já tiverem empregos estáveis e que paguem muito bem, enfim, quando todas as possibilidades de dificuldades houverem sido sanadas, os jovens se casam nessas condições mas, por nunca terem precisado construir nada juntos, sofrer pagando o preço juntos, dar o suor juntos, conquistar o sofrido pão de cada dia juntos, não aprenderam a ser uma equipe e, ao segundo ou terceiro sinal de dificuldade, pulam fora do barco.

Aí escuto histórias de casais que enfrentaram tantas dificuldades para construir sua primeira casinha, de madeira, num terreno afastado de tudo e sem nem ter vizinhos; que precisaram correr atrás de empregos, que primeiro foram temporários e depois foram estabilizando; que deram duro para criar os seus filhos, levando-os por longos períodos na garupa de uma bicicleta pra poderem estudar, costurando algumas folhas para que eles tivessem cadernos, reformando as roupas para que elas durassem mais um pouco, e precisando se privar de tantas coisas para que eles tivessem oportunidades... e ainda assim os filhos aprenderam a valorizar o pouco, a não reclamar, a correr atrás; e os pais aprenderam a enfrentar os temporais e descobriram esse jeito de relacionar-se por fidelidade e companheirismo. Descobriram-se uma equipe. E continuam até hoje.

E eu fico aqui, pensando e pensando, tentando entender essa época em que minha própria história está sendo construída, e como construi-la, no desejo de que ela possa se parecer mais com as que escuto meus pais e meus avós contarem do que com as que vejo ao meu redor. E tentando assimilar tantas lições quantas forem possíveis, pois um dia meus filhos estarão enfrentando seus próprios tempos, e como eu temo por como estes tempos hão de ser. Mas tenho esperanças. E espero poder estar preparada para vive-los e ajuda-los a viver. Que Deus me ajude. Que Deus nos ajude. 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Quaresma – Dia 10: Quando Deus nos frustra



“Ao que replicou Simão: Mestre, tendo trabalhado durante a noite toda, não pegamos nada...” (Lucas 5.5)

Eu gostei muitíssimo do vídeo devocional do Dia 8, desse tempo de Quaresma da Cidade Viva Pb, sobre esse texto da experiência da “pesca maravilhosa” de Simão com Jesus. “Diante de Deus não há especialistas”. Eu me identifiquei tanto com ele. E me identifico muito com Simão nessa história. O Simão pescador experiente que havia se esforçado tanto para cumprir sua missão, sem êxito, e tudo o que Jesus faz a partir disso. Eu sou tão assim. Me acho tão esperta, sempre bolando os planos perfeitos para resolver todos os problemas e chegar em todas as soluções. Digo que é minha personalidade “Cebolinha”. Mas, repetidamente, tenho visto todos os meus “planos infalíveis” falindo. Tenho feito tudo “tão certinho”, tenho me preparado, tenho me esforçado, tenho seguido todos os passos... mas não tem dado certo. Tenho buscado me tornar uma mulher virtuosa, alguém que vá ser uma boa esposa e mãe, uma boa administradora do lar, uma boa auxiliadora, tenho estado nos ambientes certos, nas companhias de bons jovens cristãos, tentando aproveitar as oportunidades para conhecer rapazes do coração de Deus, mas continuo solteira. Tenho estado envolvida em tudo que é coisa que diz respeito ao chamado ministerial transcultural, participado de conferências, recebido convites para capacitação, lido coisas, ajudado em tudo que posso, procurado fechar os ciclos abertos para estar disponível para o “ide” de Deus, mas continuo aqui na minha Jerusalém. Tenho feito tudo que se deveria fazer para que desse certo. Mas os peixes desapareceram. Foi o que aconteceu com Pedro. A Nova Versão Internacional da Bíblia diz: “Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada”. Esse era Pedro. Essa sou eu. A frustração de ver seus maiores esforços sem nenhum resultado.

E aí, a história continua, como sabemos. Jesus havia falado para Pedro fazer o que ele tinha passado a noite toda tentando fazer. E Pedro pode ter pensado: não vai adiantar, Mestre! Eu já passei a noite inteira jogando essa rede aí e não veio nada! Fico imaginando quão cansado e quão frustrado Pedro estaria naquele momento, depois de uma noite inteira tentando pescar, sem resultado nenhum. E, no meio de seu cansaço e de sua frustração, depois de Jesus ficar segurando o seu barco por um tempão, para ficar conversando com a multidão que havia se aglomerado ali (v.3), Jesus diz pra Pedro e seus companheiros jogarem a rede novamente. E é quando Pedro fala a Ele sobre sua noite frustrante. Mas ele conclui: “Mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes” (v.5b). Que coisa linda! Isso é fé. A fé que falávamos ontem. Provavelmente, Pedro nem entendia porque Jesus estava dando aquela ordem. Não fazia nenhum sentido. Talvez, ele nem acreditasse que aquilo daria certo. Mas, ele acreditava em Jesus. Ele confiava no Mestre. E, por causa disso, por causa dAquele que havia dado a ordem, ele obedeceria. Fé. E Pedro viveu o milagre da pesca maravilhosa.

E haveria tanta coisa pra falar a partir dessa história, além do que já foi falado. Contudo, é sobre os tempos de frustração que eu gostaria de falar hoje. Quando Deus nos frustra. E foi Deus quem frustrou a pesca de Pedro naquele dia. Pedro era pescador experiente, ele sabia como e onde deveria pescar. Ele provavelmente fez as coisas certas, como deveriam ser feitas para que a pesca desse certo. Foi Deus quem fez dar errado naquela noite. E sabemos que foi porque não cai uma folha de uma árvore sem o controle do Poderoso Deus, não é? Naquele dia, Deus escolheu frustrar os planos de Pedro. E a parte bonita disso é que, por mais mau que pudesse parecer um Deus escolhendo frustrar os planos de um filho Seu, havia um grande propósito por trás daquela frustração. Deus queria que Pedro vivenciasse aquele milagre. Jesus queria revelar-se a Pedro naquela noite. Mas, para isso, era necessário que os planos de Pedro tivessem dado errado. Foi necessário que Pedro estivesse cansado e frustrado naquele dia. Sem isso, não teria sido escrito que “à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros” (v.9). E esta pesca maravilhosa era apenas uma preparação para uma pesca ainda maior e melhor para a qual Jesus convidaria Simão, logo após: “Então Jesus disse a Simão: "Não tenha medo; de agora em diante você será pescador de homens”” (v.10). E tudo isso só foi possível em função da experiência frustrante de pesca daquele discípulo.

E nós precisamos lembrar disso. Quantas vezes nossos esforços tem sido frustrados. Quantas vezes estamos fazendo tudo certo, mas não alcançamos os resultados que gostaríamos. Damos nosso melhor para ser os filhos perfeitos, mas nossos pais nunca estão satisfeitos. Nos esforçamos para honrar nossos líderes e ajudar em nossas igrejas, mas eles nunca estão satisfeitos conosco. Estudamos para alcançar um sonho que Deus tem colocado em nosso coração, mas não passamos. Enfim. Temos dado nosso melhor, mas não tem dado certo. E isso é tão cansativo. Isso é tão duro, é tão decepcionante, é tão cheio de sofrimentos. Ficamos cansados, como Pedro estava depois daquela noite inteira tentando fazer aquela pesca dar certo. E é quando chegamos nesse estágio, em que não temos mais nada pra fazer a não ser sentar na areia daquela praia onde estávamos jogando as nossas redes, e parar, que Deus quer revelar-se a nós. Nossos recursos acabaram. Nossa esperteza, nossa inteligência, nosso carisma, nossa força, nosso tudo. Não temos mais o que fazer. E é nessa hora que Jesus se aproxima pra nos mostrar Quem Ele é e nos permitir viver Seus milagres.

Eu tenho uma dificuldade muito grande de parar. Simplesmente parar. Ficar sem fazer coisas. Quando não estou fazendo planos e estipulando metas e traçando mapas e me esforçando para fazer cada meta dar certo no tempo estipulado, me sinto perdida. Quase fracassando. Me agonia. É tão estranho. Porque sinto minhas mãos vazias. Como eu posso simplesmente não fazer nada? Mas tenho aprendido, pela força dessas frustrações que Deus tem me concedido, que há “tempo de estar calado e tempo de falar” (Eclesiastes 3.7b). Tempo de trabalhar e tempo de deixar Deus trabalhar. Que, enquanto todos os meus planos dão certo, sou convencida de que o sucesso dependeu de minhas capacidades. Mas quando, apesar da minha falta de capacidades, vejo o sucesso acontecer, então me lembro que é Deus quem faz a semente dar frutos. Marta e Maria. Minha eterna batalha para aquietar essa Marta que há em mim. Sempre tão atarefada, cheia de coisas para fazer para agradar ao Mestre. Enquanto há momentos em que só o que devemos é sentar aos Seus pés para escutá-Lo. E é interessante pensar que, antes de Jesus operar o milagre da pesca maravilhosa, Ele entrou no barco de Pedro e falou à multidão. E Pedro precisou ficar ali, parado, escutando-O. E só então, depois disso, o milagre aconteceu.


Haverá tempos de frustração em nossas vidas. Frustrações enviadas por Deus. E glórias a Ele por elas! Porque elas são manifestação de Sua graça e misericórdia, de Sua bondade para conosco. Dos esforços de um Pai que quer revelar-Se a Seus filhos e, para isso, muitas vezes precisa dizer Não. Mas seus “nãos” são cheios de amor. E, se tivermos os olhos e corações atentos à voz do Seu Espírito, perceberemos que, por mais que doa ouvir esses “nãos”, eles sempre vêm acompanhados das revelações do nosso Pai. Que é nessas horas, quando fomos humilhados e forçados a perceber que não somos suficientemente capazes, não somos suficientemente bons, não temos qualidades suficientes e que não temos as condições necessárias para fazer o plano dar certo, que o milagre pode ser experimentado por nós. Não há espaço para dois comandantes em nossas vidas. Ou somos nós no controle, ou é nosso Senhor. E que seja Ele. Que seja Ele! Que Ele nos tire do trono quando quisermos toma-lo para nós. Que Ele nos humilhe quando começarmos a achar que somos mais do que somos. Que Ele nos diga “Não”. Que Ele nos frustre. Mas que Ele cresça e nós diminuamos. Porque somente assim poderemos viver a plenitude de vida que Jesus veio nos oferecer. A partir daquela pesca desastrosa – comandada por Pedro, Jesus o fez viver a pesca maravilhosa – comandada por Jesus, e depois convidou aquele pobre homem pecador para tornar-se PESCADOR DE VIDAS. Aleluia! Eu desejo todas as frustrações oriundas de Deus, se este for o caminho para tornar-me aquilo que Ele deseja que eu seja. E que seja para a Sua glória – e não a minha! Que Ele cresça. Para sempre. Amém.

sábado, 5 de abril de 2014

Continuo por aqui! ^^

Olá, meninas queridas, companheiras fiéis do Mulheres Virtuosas! (E aos rapazes também! ;])
 
Resolvi passar para dar notícias a vocês, muitos dos quais se tornaram verdadeiros companheiros dessa jornada cheia de mistérios e desafios que é ser um jovem cristão! Eu ainda nem posso vislumbrar o fim do caminho, e quanto mais acho que já sei algo, mais percebo quanto há infinitamente mais pra aprender! Mas isso também é bom demais de viver.
 
Bom, hoje quero dizer pra vocês que continuo aqui: os 27 anos se aproximando, meu coração de passarinho sempre sonhando com romper os limites e voar rumo ao horizonte ou à montanha mais alta, ainda esperando para ver o que o Senhor está reservando para os próximos capítulos dessa história e em qual virada de página o cavalo branco aparecerá (rs), mas confesso pra vocês que estou em um tempo bem gostoso da vida.
 
Gostaria de dizer a vocês que estão enfrentando aqueles anos "maravilhosos" em que a ansiedade pelo futuro vive puxando a beira da nossa saia e pedindo toda a nossa atenção: há esperança para vocês! Mantenham a calma, respirem fundo e continuem caminhando! rs.
 
Talvez muitas moças, ao se aproximarem dos 30, fiquem ainda mais ansiosas e amedrontadas com o porvir, parecendo que a areia do reloginho está acabando e nada da cena mudar... mas afirmo a vocês que não precisa ser, necessariamente, assim. Pessoalmente, tenho vivido um tempo bem diferente.
 
Como muitas de vocês, acredito eu, já tentei resolver essa equação matemática quase impossível - encontrar o cônjuge ideal - com minhas próprias pernas e minha "super-hiper-mega inteligência" muitas vezes, mas tenho um Pai tão perfeito e amoroso que Ele sempre corta minhas asinhas antes que alguma tragédia aconteça. Ele é tão cuidadoso conosco! Então, depois de tanto tempo, acho que a gente vai aprendendo mesmo. Louvo ao meu amado Senhor pela paciência em me ensinar. E esse tempo de ver que o coração está aprendendo é um tempo tão agradável!
 
Aprender a descansar, de verdade, sempre foi um desejo muito forte em meu coração, e um desafio também, tamanha sempre foi minha ansiedade de ver as coisas acontecendo. Mas acho que, finalmente, a coisa está se consolidando. No entanto, devo compartilhar com vocês aquilo que eu acredito ser a chave - ou uma das - para esse momento de maior quietude: descobrir, no fundo do coração, que existem coisas ainda maiores de Deus para nossas vidas do que um casamento.
 
Ah, meninas, como é bom descobrir isso! Como compartilhei no penúltimo post, em novembro do ano passado fiz minha primeira viagem missionária, para o Senegal/África, e como isso modificou minha maneira de ver a vida! Relembrei que temos uma missão nesse mundo, não estamos a passeio e, mais do que nunca, compreendi que viver isso é a coisa de maior valor que podemos ansiar para essa vida. Muito, muito mais do que ansiar por um casamento!
 
Desde então, o Senhor tem colocado meus olhos em lugares mais altos, em sonhos mais altos: representa-Lo, sinalizar Seu amor e fazer parte do estabelecimento do Seu Reino nessa terra! E, por mais que eu continue sonhando ardentemente com aquele com quem dividirei esse caminho, tenho plena convicção de que participar da Missão que Deus está realizando nesse mundo é infinitamente melhor do que ter alguém ao meu lado. Hoje falo com toda a sinceridade que, se precisasse escolher entre um e outro, por mais difícil que fosse tomar essa decisão, eu não hesitaria em abrir mão de um casamento. Ainda sonho com ele, com o companheiro que sonhará e viverá esses sonhos junto comigo, e ainda creio que ele chegará - mas seguir a voz de Deus que me chama para trabalhar em Sua Seara, hoje, aqui onde estou, e no futuro, nos confins da terra, enchem muito mais o meu coração de alegria!
 
Então, talvez esse seja um dos segredos que precisamos aprender para lidar com as expectativas de nosso coração pela chegada do tão esperado casamento: descobrir, ou relembrar, que existem sonhos ainda mais elevados e ainda mais belos! Nosso tempo solteiros não é à toa e, de maneira nenhuma, é tempo perdido! Como tenho louvado ao Senhor por ainda estar solteira, desde que voltei da África, pois sei que não poderia estar investindo minha vida nas direções que o Senhor tem me dado hoje, da maneira como tenho feito isso hoje, se eu estivesse casada. Infelizmente, tenho visto amigas que sonhavam a missão junto comigo e que, hoje, casadas e com filhos - com um de meus grandes sonhos realizados - deixaram o chamado do Pai se perder e se acomodaram. E como agradeci a Deus porque isso não aconteceu comigo! Graça infinita dEle. Tenho percebido tão claramente o valor de estar solteira, e como Paulo estava certo quando falou que, estando solteiros, podemos nos dedicar mais fervorosamente a Deus! Que verdade! Por isso devemos usar da maneira mais profunda possível, com a maior entrega possível, o tempo que o Senhor ainda tem nos dado como solteiros!
 
Se essa ainda é a sua situação, não se queixe por isso - aproveite! Viaje, estude, se capacite pra obra que o Senhor tem pra tua vida, rompa barreiras, invista tempo na obra do Senhor, dedique seus dons a Ele e dedique-se a aperfeiçoa-los. Chegará o tempo em que precisaremos, necessariamente, desacelerar, para investir em outras coisas. Que, quando este tempo chegar, não tenhamos do que nos arrepender, por não termos dado o melhor de nossas energias enquanto jovens e solteiros, ao Pai!
 
Espero ter notícias de vocês também! Nosso MV caminha em seu 5º ano, e quantas coisas mudam em nossas vidas em 5 anos! Sinto-me extremamente feliz por ver que o Senhor continua usando esse espaço para Sua glória e a edificação de Sua Noiva, e que os sonhos que Ele plantou há mais de 5 anos neste coraçãozinho aqui continuam cheios de vida e também amadurecidos. Espero que assim esteja sendo com vocês também! Espero vocês por aqui, para esse compartilhar de experiências, de como está sendo a caminhada, das dúvidas, dos medos, das alegrias e vitórias, dos aprendizados. Isso é ser Corpo. E espero que este lugar continue a ser benção em nossas vidas. Obrigada por compartilharem dele comigo!
 
Que a Face de Cristo continue a resplandecer sobre nossas vidas - e através das nossas vidas - cada dia mais!
 
Ah, e aos cariocas de plantão (ou os das proximidades!), fica o convite para um super evento sobre Vocação aí no Rio de Janeiro/RJ, nos dias 01 a 03 de Maio/14: SIM, TODOS SOMOS VOCACIONADOS - VOCAÇÃO 4D, na PIB do RJ. Quem sabe não nos encontramos por lá, não é? :D \o/ [http://www.vocacao4d.com.br/]
 
 
Paz e amor do Pai reinem sempre em nossas vidas!
 
Com amor, esta irmã de sempre... ^^
 
 

domingo, 27 de janeiro de 2013

Nossas cicatrizes...


Há uns dias, saí com uma amiga e encontrei um rapaz com quem me envolvi emocionalmente há alguns anos. Nunca tivemos nenhum envolvimento físico, nenhum compromisso, nada, apenas sentimentos. Um gostava do outro, apesar disso nunca ter sido declarado abertamente. Éramos amigos, tínhamos muitas semelhanças, sonhos e jeitos parecidos, enfim. Eu inclinei meu coração para gostar dele e alimentei possibilidades. No fim, Deus disse não, nada aconteceu e ele, inclusive, abandonou a fé.

Mas, neste dia em que nos encontramos, depois de muitos anos desde que qualquer possibilidade entre nós havia desaparecido do meu coração (e, por certo, do dele também), pude perceber como estar na presença dele ainda tinha efeitos sobre mim. Não efeitos de trazer de volta aqueles antigos sentimentos, mas de trazê-los à memória a ponto de gerar um certo desconforto. Percebi minha incapacidade em ser neutra em relação a ele, e isso todas as vezes em que nos encontrávamos. Não dava pra, simplesmente, fingir que nunca houve nada diferente entre nós.

E isso me fez parar pra pensar. Pensei em cada rapaz com quem me envolvi sentimentalmente, a quem dediquei minhas emoções, por quem alimentei expectativas, cada rapaz de quem gostei. Lembrei de uns 4 com quem pensei que poderia ter algo, desde quando me converti. Nunca tive nada com nenhum deles além de amizade e alguma amostra de que havia um sentimento recíproco com, pelo menos, 3 deles. Nunca houve declarações (exceto com um - que se declarou), nunca houve contato físico, nunca houve promessas de amor nem nada disso. Eram apenas amizades ou aproximações, mas que geraram envolvimento emocional. E, pensando em cada um desses rapazes, e me imaginando encontrando com eles hoje, pude concluir o mesmo que vi acontecer nesse dia do meu passeio: a incapacidade de ser neutra em relação a eles.

Foi quando Deus me mostrou, muito claramente, as cicatrizes que nossas escolhas deixam em nossas vidas, e a seriedade de cada relacionamento que passa em nossa história. Pude ver com clareza como que, cada vez que nos envolvemos com alguém, especialmente em relacionamentos com intenções (ou práticas) românticas, nós de fato deixamos pedacinhos de nós na vida do outro, e levamos pedacinhos dele conosco. Cada vez que permitimos, inclinamos ou entregamos nossos corações e corpos em um relacionamento, entregamos partes de nossas vidas. E nunca mais poderemos tomar essas partes de volta.

Pude entender o quanto isso é sério quando parei pra pensar no tipo de envolvimento que tive com esses rapazes: não "fiquei" com nenhum deles, não namorei com nenhum deles, sequer houve uma conversa aberta sobre intenções românticas com eles, mas MESMO ASSIM, meu coração foi envolvido de tal forma que o simples fato de encontrá-los hoje gera desconfortos, uma espécie de aflição, uma sensação de perda, de coisas mal resolvidas, de algo que não deveria ter sido, não sei direito. O envolvimento foi tal que, simplesmente, não há como fingir que nunca houve nada, não há como olhar para eles como olho pra qualquer outro rapaz, pra ser indiferente, neutra, pra não sentir nada. Porque um pedaço de mim foi entregue a eles e, ainda que pareça um pedaço tão pequeno, alguns sentimentos adolescentes e bobos, parte de mim ficou lá - e parte deles ficou aqui. 

São nossas lembranças. São as cicatrizes de nossas escolhas. Não importa se tínhamos ideia ou não de que aquela situação deixaria cicatrizes, as cicatrizes ficarão. A verdade é que cada escolha que fazemos em nossas vidas deixará cicatrizes em nós, nos modificará, nos afetará, nos marcará. Cada escolha. As escolhas boas deixarão boas marcas, mas as escolhas ruins deixarão marcas duras de carregar. Sim, em Cristo, nós superamos cada escolha ruim que fazemos, nós ganhamos força para deixá-las para trás e prosseguir para novas escolhas, agora certas. Mas nós não ganhamos a capacidade de apagá-las de nossas memórias e lembranças.

Você nunca esquecerá os caras que você beijou, os caras a quem você entregou seu coração, aqueles a quem você permitiu tocar o seu corpo,  aqueles que lhe prometeram amor eterno e não cumpriram, aqueles a quem você se entregou completamente. Você pode se arrepender dessas coisas e superá-las, deixá-las pra trás, mas não esquecê-las. Sim, Deus irá esquecê-las quando elas forem lavadas pelo sangue de Cristo, mas em sua vida elas continuarão como suas cicatrizes.

E tudo isso me faz refletir em duas coisas primordiais:

1) O preço de nossas más escolhas: a Bíblia é muito clara a respeito do caráter misericordioso de Deus, mas também a respeito de Sua justiça. Deus nos perdoa, mas Ele não deixa nosso pecado impune. Nós iremos receber uma nova chance, mas também precisaremos pagar por nossos pecados. O mesmo Deus que disse que joga nossos pecados no mar do esquecimento, quando estamos em Cristo e nos arrependemos, também nos diz que não podemos zombar dEle: tudo o que plantarmos, colheremos. Isso quer dizer que cada pecado que cometemos, cada má escolha que fazemos, pode sim ser perdoada, mas também deixará marcas em nós. E esse será o preço pelos pecados que cometemos contra o Santo Deus. Deus nos deixa para lembrar qual o salário que o pecado nos paga: a morte de nossas almas. E, assim, ao nos lembrar do preço alto que nos custou nosso erro e nossa maldade, Ele nos lembra também como que Seus caminhos são infinitamente melhores.

2) A seriedade de nossas pequenas escolhas: se pararmos para pensar que CADA PEQUENA ESCOLHA que fazemos deixará marcas permanentes pelo resto de nossas vidas, nós pensaríamos com mais cuidado antes de tomar decisões e de viver nos arriscando e desafiando o abismo do pecado. Fico pensando que, no meu caso, em que não me envolvi de fato com nenhum desses rapazes, já ficaram cicatrizes que eu não posso apagar da minha vida e que não gostaria de tê-las, quão grande deve ser o fardo de quem entregou, além de seus sentimentos, o seu corpo, seu compromisso, sua vida a várias pessoas, e depois viu essas pessoas indo embora de sua vida com quebras, traumas, decepções... É fácil imaginar porque essas pessoas se tornam tão inseguras, carentes, frustradas. Elas foram entregando tantas partes suas para tantas pessoas que já nem sabem mais o quanto ainda restou em si mesmas. E o peso disso quando essa pessoa finalmente se casa com alguém? Nossa, não posso nem pensar no fardo que tantas cicatrizes devem representar!

Portanto, principalmente para nós, jovens e adolescentes, precisamos aprender a ser mais espertos, mais sábios, mais cuidadosos com a vida que o Senhor tem nos dado: com nossos corações, nossos sonhos, nossos corpos, e a forma como temos os usado. Relacionamentos não são brincadeira. Cada vez em que nos lançarmos em um, seja um mero flerte, uma mera ilusão amorosa ou, como eu costumava dizer, simples e inocentes "amores platônicos", nós estamos permitindo que estas coisas entrem para nossa história e permaneçam nela até o fim. E, com frequência, podemos estar construindo para nosso futuro fantasmas que não gostaríamos de ter por companhia. Simplesmente, porque nos deixamos ser tão negligentes e, talvez, inocentes, a ponto de achar que nada disso poderia nos afetar. Acreditem, não só pode como vai. 

Portanto, cuidemos de nossas escolhas. Não precisamos ter tantas cicatrizes assim. Não precisamos ficar distribuindo tanto de nós a pessoas que não permanecerão em nossas vidas. Não deve ser assim. Guardemos o tesouro que o Senhor nos confiou - e que ele se torne um grande motivo para a glória do nosso Rei!

Que o Espírito Santo nos ajude - convencendo, abrindo os olhos, fortalecendo a fé e nos guardando.

Para a glória de Deus, em Cristo Jesus.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Vai valer à pena!



Sou uma jovem de quase 25 anos, considero-me bonita, legal, tentando aprender a ser uma verdadeira cristã, e... SOLTEIRA. Não, isso não é um anúncio! É apenas uma bate-papo com vocês, moças jovens, sobre essa coisa tão difícil de esperar pelo romance.

Se você já está se distanciando dos 20 e se aproximando dos 30, como eu, deve também estar sentindo uma certa “nuvenzinha” nublando o sol sobre a sua cabeça durante um tempo que vai se tornando progressivamente maior sempre que você pensa sobre casamento. rs. Não é fácil! Para cada uma de vocês, meninas, que hoje me leem, quero dizer: não é fácil! Especialmente se você foi selecionada por Deus para fazer parte daquela espécie de mulheres sonhadoras, românticas, choronas, bobonas e com um instinto materno que aflora por todos os lados (como eu)! Aí entramos numa área crítica! rs.

Não é fácil, meninas, sonhar com o futuro, como toda menina em algum momento sonha ou sonhará, e não ver, diante de você, nenhum vislumbre de como ele será, de quando ele chegará, de como acontecerá e, em contrapartida, ver o tempo passando apressadamente. De verdade, normalmente é bastante difícil. Posso dizer pra vocês que passamos a pensar em tantas coisas quando chegam os 21 anos, os 22, os 23, os 24... chegar nos 25, então, é barra! (E eu estou quase lá! rs) Pensamos sobre quanto tempo vai levar até conhecermos aquele cara que conquistará nosso coração, construirmos uma amizade pura e verdadeira, esperar pela declaração e o pedido de compromisso, depois o noivado, a preparação para o casamento, para, ENTÃO (Uffa!), chegar o grande dia! Isso sem falar do “quase desespero” que dá quando pensamos em quanto vai demorar pra chegar o primeiro filho!! rsrs.

É engraçado falar sobre essas coisas, mas, se você já passou dos 24 ou está chegando lá, sabe como essas coisas vão passando a “fazer morada”, lentamente, em nossos pensamentos! rs. E isso é natural! Deus colocou em nós esse desejo de formar família, de começar uma nova história – a NOSSA história! É algo dEle em nós, então, é natural que ansiemos por isso.

Mas, infelizmente, toda essa situação é algo que tem levado MUITAS moças, inclusive moças cristãs, a se desesperar e começar a abrir mão dos padrões e valores de Deus para sua vida emocional e relacional. Tenho visto tantas moças que antes estavam esperando por um verdadeiro homem de Deus, o seu “cavaleiro de armadura brilhante”, começar a se preocupar tanto com o tempo passando que passaram a diminuir o seu padrão, a acreditar que não vale mesmo à pena esperar por um relacionamento do coração de Deus, em pureza, em santidade. Quantas moças, ansiosas que estavam por encontrar a pessoa certa, acabam se iludindo com caras errados e tentando fingir que são os certos, somente pelo “quase desespero” para não ficarem sozinhas, ou porque se permitiram ficar tão frágeis emocionalmente que aceitam o primeiro “bom” que aparece para suprir a sua carência emocional.

E isso é triste. Muito triste! Nossos sonhos, aqueles que Deus mesmo plantou em nossos corações, começam a parecer tão bobos, inocentes, sem sentido. Na verdade, nós começamos a nos deixar convencer por aquelas vozes, que sempre estiveram presentes, tentando destruí-los, de que eles não tem sentido nenhum. Deixamo-nos convencer porque manter nosso padrão elevado parece diminuir ainda mais nossas chances de encontrar alguém e ter nossa tão esperada “história de amor”.

Se você tem passado por isso, seja que idade você tenha hoje, quero lhe dizer: não se deixe enganar! Não se deixe enganar pelo tempo passando diante dos seus olhos. Não se deixe enganar pelas vozes que querem roubar o tesouro que o Senhor tem lhe dado. Não se deixe enganar por seu próprio coração que tem esquecido de que nossa vida deve ser vivida pela FÉ, e a FÉ é a “certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos” (Hb. 11.1). Fé é CERTEZA de que receberemos o que esperamos, porque sabemos de quem e em quem estamos esperando. É uma PROVA, mesmo de coisas que não podemos ver, porque sabemos que podemos confiar nAquele que prometeu. E assim deve ser também em nossa espera por nosso futuro casamento.

Eu poderia estar pensando em desistir, em abrir mão, me desesperar e dizer “não deve ser nada daquilo que eu estive pensando até aqui! Acho que preciso mesmo diminuir meu padrão, senão nunca vou encontrar a pessoa certa!”. Eu teria muitos motivos para querer voltar atrás, de maneira especial o fato de que nunca namorei e já tive várias oportunidades de relacionamento que nunca foram pra frente (sem falar da pressão que é ver minhas amigas noivando, casando e tendo filhos! rs). Eu poderia ser uma pessoa carente por nunca ter me envolvido com ninguém, poderia aceitar a opinião de todo mundo de que “se eu não tentar, nunca saberei”, poderia querer me aventurar em alguma coisa meio “legal” pra ver se daria certo... eu poderia – se não fosse essa Voz ressoando em meu espírito, testemunhando com ele de que eu conheço os padrões DE DEUS, e são esses padrões que eu devo seguir.

Mas, mesmo quando bate a carência e a solidão (porque, sim, elas batem!), mesmo quando fico cansada de estar esperando durante todo esse tempo, mesmo quando perco as forças ao ver como é difícil essa coisa de se envolver e relacionar, mesmo quando fico mal cada vez que acho que encontrei “a pessoa certa” e descubro (mais uma vez) que “ainda não é ele”... mesmo com todos esses momentos, no fim, às vezes após muito choro e muita briga com Deus, meu coração sempre acaba acalmando, aquietando, como uma criança que fez birra durante um tempão, se cansou e ficou quieta, e sempre conclui: mas AINDA VALE À PENA ESPERAR! Eu SEI que VALERÁ À PENA!

Sei que valerá à pena quando penso na história que poderei contar um dia – para minhas filhas e meus filhos, para as crianças e adolescentes de uma geração que diz ser impossível se manter puro, virgem e separado para o casamento, para as gerações que virão e nas quais será cada vez mais comum o divórcio, os casais que se “juntam” mas nunca se casam, os adolescentes que iniciam e mantem vida sexual ativa cada vez mais cedo, gerações nas quais as palavras PUREZA e SANTIDADE serão quase extintas, e nas quais quase nunca se falará ou acreditará em AMOR VERDADEIRO!

Sim, quando em penso em todas essas coisas, e em poder falar para essas gerações, meus filhos, meus netos, seus amigos, e para minha própria geração ou os adolescentes de hoje que, em pleno século 21, quando quase ninguém mais acreditava em casamento, família, honra, valores, eu ESPEREI PELO MEU FUTURO ESPOSO, isso enche meu coração de alegria e expectativas! Como será lindo dizer que guardei para aquele com quem me casei não apenas a minha virgindade, mas também meu coração, meus sonhos, meus beijos, meus carinhos, tudo somente para ele! Como será lindo dizer para ELE o quanto eu o esperei, o quanto abri mão de todos os outros, porque eu estava esperando por ELE! Como isso será um presente para nosso matrimônio e para nossos descendentes!

Sim, ainda vale à pena esperar! Eu não tenho dúvidas disso! Vale à pena porque, através das lutas que enfrentamos, meninas, das dificuldades e dos nossos momentos de solidão, quando gostaríamos de estar com alguém mas decidimos continuar sozinhas porque a Voz do Senhor ainda não ressoou aquele “Sim, é este que eu estava preparando para você!”, através de tudo isso estamos permitindo que Deus escreva uma história que O honrará e O testemunhará num mundo que necessita urgentemente disso! Precisamos ser não apenas as vozes que falam de pureza, santidade e vida rendida aos pés do Senhor – precisamos ser os EXEMPLOS de uma vida assim! E isso tem um preço, que nós sabemos quão caro custa, se optamos por pagá-lo. Mas a recompensa por fazer essa opção um dia chegará, e a maior de todas será ver Deus usando nossa história para o SEU LOUVOR!

Por favor, meninas cristãs, convoco vocês a não desistirem! Continuem firmes nos propósitos que o Espírito Santo tem plantado em seus corações, continuem firmes na Palavra de Deus, continuem firmes na direção do Pai! Este mundo precisa de vocês. Este mundo precisa de nós!

Com amor, sua irmã que tem lutado este duro, mas ainda assim Bom Combate junto com vocês!

Aline.

sábado, 28 de abril de 2012

Sobre corações, ilusões, decepções e sexo oposto




Vou falar para os rapazes. A situação é essa: você conhece alguém legal, se aproxima, descobre semelhanças e se tornam amigos. Se tornam amigos de verdade. Passam muito tempo juntos, compartilham coisas, gostam da companhia um do outro. Você (rapaz) tem a certeza de que ela está interessada em você (afinal, por quê ela investiria tanto tempo e atenção em você se não estivesse, não é?) e você, definitivamente, está totalmente envolvido. Tem convicção de que encontrou a pessoa certa. Finalmente, se declara. E ela...

Ela toma um choque. “Nunca havia pensado nisso”. Mas promete parar pra pensar. E ela pensa... E pensa em muitas coisas: o quanto gosta da sua companhia, de conversar com você, quanto admira suas qualidades, sua maneira de pensar e agir, o quanto gosta da atenção que você dispensa a ela, até mesmo que poderia ser legal estar junto de você pelo resto da vida. Mas... em sua declaração havia uma convicção quanto a um futuro juntos, algo tão intenso e definido, que ela não sente. Não há tanta certeza assim quanto a querer um futuro juntos no coração dela.

Ela entra em crise! Não quer perder a sua amizade, da qual tanto gosta, mas não tem certeza se quer ir além disso. A verdade? Ela quer ser apenas sua amiga. Gosta de verdade de sua amizade, isso é precioso pra ela. Mas não pensa, de fato, em ir além disso e investir em algo “para sempre”. Você quer saber o porquê disso acontecer? Esqueça! Ela também não sabe. Só sabe que, apesar de gostar sinceramente de você como pessoa, não é a pessoa com quem “se vê” passando o resto da vida.

Porém, se lhe disser um não definitivo, acabará com suas expectativas, ferirá você e, assim, acabará perdendo sua amizade que tanto valoriza. Ela não quer lhe magoar, de verdade. Então, ela tenta “salvar as coisas”: não lhe dirá um “definitivo não”, ao invés disso, tentará demonstrar isso paulatinamente, “lhe fazer entender”, mas continuando a ser “sua amiga” como sempre.

Talvez ela até tenha lhe falado que não tinha certeza, que “naquele momento, ela não via o relacionamento de vocês assim” ou que “precisavam deixar o tempo passar” ou mesmo que você não era o cara que ela estava esperando. Mas, apesar disso, ela continua lá – do mesmo jeitinho de sempre. Ela falou que “não sabia” ou que “não queria”, mas continuou ligando, querendo conversar e compartilhar de sua vida com você, pedindo seus conselhos e querendo sua companhia, sendo meiga, atenciosa, carinhosa... Sua conclusão parece óbvia (para você): “Ela está insegura, mas gosta sim de mim!”. Mas, para ela, a conclusão não é assim tão óbvia: “Eu já disse que não tenho certeza. Ele vai perceber que não sinto o que ele sente, mas podemos continuar sendo amigos...”.

Para você, estão investindo em um relacionamento romântico. Para ela, você deve ter entendido ou estar entendendo que ela gosta muito de sua amizade, mas não está preparada pra ir além disso. E ambos vão seguindo assim, se encontrando, curtindo a presença um do outro, dividindo sonhos, projetos, percepções... mas, sem perceber – ou sem querer perceber – que estão investindo em coisas diferentes.

[...]

Talvez a questão seja exatamente essa. Ele não quer lidar com o fato de que ela não sente o mesmo que ele, pois isso irá doer e ele não quer perder as esperanças de que seu sonho de ficar com ela se realize. Ela não quer lidar com o fato de que ele realmente gosta dela e de que ela precisa ser sincera e que isso, sim, o magoará e abalará a amizade, que ela perderá a atenção que ele tanto lhe dispensa e que isso fará muita falta, mas que não é justo permitir que ele continue alimentando uma esperança que ela mesma não alimenta. É mais fácil, para ambos, fingir que não estão vendo o que acontece.

Não sei dizer se ele realmente não vê que ela não corresponde aos seus sentimentos, que o que ela sente é diferente do que ele sente, afinal, ela continua sendo tão atenciosa e carinhosa. Não sei, meninos. Mas, a esse respeito, posso falar para as meninas: nós somos muito egoístas quando permitimos que um rapaz que já declarou abertamente alimentar expectativas futuras e sérias a nosso respeito continue alimentando-as, quando nós não compartilhamos dessas expectativas! Se não temos a convicção que eles têm, precisamos deixar isso CLARO para eles! E deixar isso CLARO, de certo, não inclui querer continuar estando todo tempo perto, estimulando a atenção deles para conosco e investindo muitas das nossas atenções neles. Sim, nós não queremos perder a amizade daquele cara de quem tanto gostamos, e por isso fazemos isso, mas está errado! Ele está envolvido, de verdade, e nossa aproximação constante só passará a mensagem de que também queremos esse mesmo envolvimento e, por isso, o estimulamos.

Menina, se você não pode sentir a convicção que ele sente a respeito de um futuro juntos, você precisa ser sincera e clara. E, atenção, você precisa ser sincera e clara com VOCÊ mesma, em primeiro lugar: ainda que vá doer o não poder corresponder ao sentimento dele, você precisa ser honesta com você mesma sobre se o que você quer é apenas a amizade e companhia dele, ou um compromisso romântico sério e definitivo. Não podemos fugir dessa resposta, em função do medo de magoá-lo. Com absoluta certeza, ele sairá muito mais ferido quanto maior for o tempo que as suas expectativas e sonhos forem alimentados enganosamente. Não é fácil, mas é egoísmo colocar nossa necessidade de continuar com aquela amizade acima dos sentimentos que ele está desenvolvendo e que serão frustrados. Se realmente você gosta dele, pense nele em primeiro lugar e deixe as coisas claras.

[...]

Então, (rapaz), ela finalmente resolveu colocar um “ponto final”. Resolveu assumir que não acompanhava suas expectativas quanto ao futuro e lhe dizer isso. E o seu mundo desaba! Aquilo que você estava se esforçando tanto para não ver, de repente, parece ser jogado bruscamente em seu peito, dilacerando cada um dos seus sonhos mais profundos! Você realmente queria passar o resto de sua vida do lado daquela moça! E você se sente traído, enganado. O que vai fazer com todo esse sentimento, agora? O que vai fazer com todos os seus sonhos, todos os planos de passar o resto da vida juntos? Parece que tudo de mais importante que você estava construindo nos últimos tempos de sua vida desabou.

Agora, você precisa se distanciar. Você precisa ficar só, pra tentar entender o que fazer com tudo isso e como sobreviver a essa perda. E esse é EXATAMENTE o maior medo DELA! Você simplesmente some – e, agora, é ela quem se desespera! Ela tem consciência de que seu mundo deve ter se destroçado e dois sentimentos se misturam dentro da mente e coração dela: a culpa por fazê-lo se sentir assim (justamente você, uma pessoa de quem ela tanto gosta!) e o medo de perder a sua amizade, que é tão especial na vida dela. O resultado: ela tentará, de toda maneira, impedir o seu distanciamento!

Com uma sinceridade dolorosa até para mim mesma, enquanto mulher, cheguei a uma conclusão bem difícil em relação à essa necessidade de reaproximação que nós, meninas, costumamos desenvolver: egoísmo. Sim, por mais difícil que seja assumir isso, há muito de egoísmo em nossa postura, talvez essa seja a nossa maior motivação intrínseca. A verdade é que estamos pensando em nós mesmas em primeiro lugar e acima das necessidades do outro: queremos nos livrar do sentimento de culpa por tê-lo magoado e, assim, nos sentir menos mal por ter dito um “não”; temos medo (e não queremos) perder aquela atenção tão dedicada que recebíamos antes; até pensamos em quanto seria doloroso vê-lo dedicando a atenção que antes era nossa à outra menina. E por isso é tão difícil aceitar a distância. Isso não quer dizer que não gostávamos de fato da amizade dele ou que não tenha doído mesmo em nós o não corresponder aos seus sentimentos. Porém, na hora de decidirmos como nos comportar nesse momento de término, na hora que decidimos insistir em uma reaproximação, é em nós e nossas necessidades que pensamos – e não na dor que ele está sentindo e em sua necessidade. E isso é egoísmo. E precisamos refletir muito honestamente acerca de nossos próprios corações e motivações nesse momento.

Agora, algumas reflexões/sugestões para cada caso:

MENINAS: Nós precisamos entender que eles NECESSITAM desse distanciamento. Eles precisam ficar sozinhos, afinal, sonhos e expectativas que eles construíram de maneira muito intensa precisarão ser desfeitos e não é nada fácil lidar com isso! Sei que sabemos disso, que ficamos preocupadas, que não gostaríamos de ter sido instrumentos pra que isso acontecesse nas vidas deles, que não queremos que as coisas terminem dessa maneira, com o fim da amizade e de tudo de bom que foi construído, e é por esses motivos que não aceitamos o distanciamento deles e que não conseguimos ficar muito tempo sem algum contato. Mas, PRECISAMOS compreender que esse é um tempo que eles precisam – LONGE DE NÓS. Que nossas tentativas repetitivas de reaproximação encherão o coração deles de confusão, de falsas esperanças novamente, e isso dificultará ainda mais o processo de superação que eles precisam passar. Infelizmente, talvez nada volte a ser como era antes. Provavelmente. Talvez o tempo permita que algum contato seja retomado, mas esse tempo não será duas semanas ou dois meses. Vai demorar pra que eles se refaçam depois de algo assim, e nós precisamos respeitar esse tempo. É um desafio para nós – tanto se alguma de nós passar por essa situação, quanto se alguma de nossas amigas passarem. Devemos lembrar que eles precisarão de um tempo totalmente longe.

MENINOS: Só o que as meninas querem saber é que vocês não as ODEIAM e não as consideram as PIORES CRIATURAS DA FACE DA TERRA! É assim que elas estão se sentindo e é isso o que elas acham que vocês estão pensando a respeito delas. Parece dramático? Nós somos dramáticas mesmo! Elas se sentem mesmo culpadas por fazerem vocês passarem por uma decepção assim. Elas realmente gostavam da amizade de vocês – não era “uma farsa”. E é mesmo MUITO doloroso pra uma mulher magoar alguém de quem se gosta, especialmente se essa pessoa gosta dela de uma maneira especial. Nenhuma moça de verdade gostaria de passar pela situação de ter que frustrar os sonhos de um rapaz. Isso é horrível para nós também! Não quero, com isso, justificar qualquer coisa ou defender o “meu sexo”, pois, tentando (pelo menos) me colocar no lugar de vocês, já imagino o tamanho da dor que vocês passam, quão maior ela deve ser “na real”. Mas gostaria que vocês soubessem que, pelo menos nos casos das meninas sérias, elas não estavam brincando propositadamente com os sentimentos de vocês. Então, se posso pedir algo a vocês, pediria que vocês pudessem dizer a elas que não as ODEIAM (espero que não odeiem!), que a questão não é que vocês não querem mais vê-las “nem pintadas de ouro” porque passaram a “abominá-las”, mas que vocês precisam de um tempo sozinhos para tratar seus próprios corações. Deixem claro que vocês precisam desse tempo sozinhos para se refazer. Só queremos saber que aquele que um dia foi um amigo especial em nossa vida não passou a nos achar as piores pessoas da terra. Se puderem, se realmente não acharem isso, digam isso, e talvez as coisas caminhem de uma forma melhor para ambos.

Não estou escrevendo isso por ter passado por algo assim recentemente (apesar de já ter passado, em algum momento da minha vida), mas porque tenho visto pessoas sofrendo por conta dessa situação. E por perceber que muito desse sofrimento decorre da falta de entendimento que temos do outro lado – ou da falta de tentarmos ver que existe um outro lado também. Que as meninas se coloquem no lugar dos rapazes e, assim, percebam que a dor deles precisa de distância para ser tratada. E que os rapazes (se é que se pode pedir algo a eles, nessa circunstância) tentem se colocar um pouquinho no lugar dessas moças que feriram seus corações (mas que não gostariam de tê-lo feito), para perdoar ou, pelo menos, saber explicar um pouco suas necessidades a elas, ou alguma coisa assim.

No final, que Deus nos ajude a crescer através de todas essas coisas e que toda dor que Ele nos permite passar seja para que sejamos moldados cada vez mais à semelhança de Cristo. Que tudo, no final, redunde em glória Àquele cujos caminhos e vontades são sempre perfeitos. Ele sempre está no controle, afinal.

Ele ajude-os a se reerguer e voltar a caminhar.

domingo, 25 de setembro de 2011

O choro de uma geração...




Ontem descobri que minha prima, de 16 anos, saiu de casa. Senti um buraco se abrindo no chão e eu sendo engolida por ele. Hoje, soube que as coisas parecem ser bem piores do que imaginávamos. Uma menina que começou a namorar aos 14 anos, com uma família cheia de traumas relacionais e sem vida com Deus. Parece que o mundo desabou sobre mim e está tudo tão confuso e bagunçado na minha mente e no meu coração que quase entro em choque.

Ouvia meu pai falando das notícias que tinha dela, enquanto voltávamos de carro para casa, na minha saída da igreja, e passamos pela orla da cidade, na principal praça. Uma multidão de jovens e adolescentes. O mundo os tem ganhado. Tem oferecido tudo o que é possível para que eles estejam em qualquer lugar e fazendo qualquer coisa, menos buscando a Deus e encontrando uma solução pras suas vidas. Estão lá, perecendo, precisando conhecer a verdade para serem salvos, enquanto nós estamos dentro de nossas igrejas.

Meu sentimento, diante de tudo isso e ainda outras bombas que resolveram estourar sobre minha cabeça essa semana, foi quase de impotência ou inutilidade. Fui ao Pai, chorei todas as lágrimas que tinha, vendo quanto trabalho há para ser feito e quão pouco eu mesma tenho feito. Quanto tempo temos perdido, Igreja de Cristo! Mas, então, lembrei daqui, de vocês e resolvi vir aqui para, pelo menos, falar com vocês. Especialmente com vocês - meninas adolescentes.

Vim aqui para soar um alarme bem ressoante que eu gostaria de fazer soar a todas as meninas de 13, 14, 15, 16, 17 anos que estão por aí sendo engolidas e enganadas pela maneira como Satanás tem distorcido sentimentos e emoções e feito-as entregarem suas vidas à mentiras e à desilusão. À morte - do espírito, da alma e, quantas vezes, do próprio corpo. Falo a vocês o que eu gostaria que todas elas ouvissem.

E o que quero lhes dizer é do intenso perigo que essa fase representa em nossas vidas, meninas. Representou na minha. Tem representado na vida de cada moça na face dessa terra. E, sem dúvida, já representou, representa ou representará para você.

As pessoas sempre me disseram, quando eu era adolescente, que eu tinha uma cabeça excelente, muito além da minha idade. Era uma menina "de cabeça". Mas eu ainda posso me lembrar de QUANTAS besteiras eu fiz quando me aproximei e cheguei aos meus tão famosos "15 anos". Como, hoje, aos 23 anos, olho para trás e vejo a intensidade com que eu estava errada enquanto achava que estava absolutamente certa. Como eu era cega! E essa, acredito eu, é a característica de maior perigo para meninas adolescentes nessa fase: a cegueira.

Não é que esse seja um momento da vida intrinsecamente ruim, mas que todas as mudanças que acontecem em nossas vidas nesse período, e toda a maneira desvirtuada com que isso tem sido dirigido, tem levado muitas e muitas e muitas meninas a se perderem. Estamos iniciando nossa adolescência, nos afastando do período de "meninas" e nos descobrindo "Mulheres". Ficamos mais bonitas, ao mesmo tempo em que descobrimos "os meninos" - e eles também nos descobrem. É quando nosso corpo e nossa mente começa a vivenciar sexualidade. Descobrimos nosso poder de sedução e, ao olharmos ao redor, vemos o mundo inteiro pregando que essa é a nossa maior arma - e nosso maior valor. E, influenciadas pelos "amigos" do mundo, vamos e vamos até que acreditamos nessa mentira.

Além de tudo isso, a adolescência é aquele momento em que nos achamos "super-heróis": sabemos o que queremos da vida e nada poderá nos impedir! É o momento dos sonhos intensos e eufóricos, de êxtase por descobrir o mundo e a vida! As coisas são intensas demais durante a adolescência e achamos que devemos viver tudo aqui e agora. Emoções à flor da pele. Sentimentos e sonhos que parecem perfeitos e inquestionáveis. Como achamos que somos os donos da verdade em nossa adolescência e juventude - todos estão sempre errados, somente nós sabemos a verdade das coisas. E hoje, tendo passado por todas essas coisas e chegado aos 23, posso afirmar para vocês: isso tudo é engano!

Toda essa descoberta da sexualidade, nossa descoberta enquanto mulheres, nossa feminilidade, a descoberta dos rapazes e o desejo de encontrarmos a pessoa certa e nos unirmos a ele para viver um romance, toda a euforia das emoções e dos sonhos, toda a intensidade, todas essas são características que Deus colocou em nós! Elas não são ruins ou erradas por si mesmas! Mas podem se tornar, se mal direcionadas...

Meninas, não vou dizer pra vocês que vocês não devem se apaixonar aos 13, 14 ou 15 anos ou que isso é errado. Não! Vocês VÃO se apaixonar, e não serão poucas vezes, vão achar que encontraram o "cara perfeito" uma, duas, três e tantas outras vezes, vão querer ganhar o mundo em 24 horas e vão achar que os pais de vocês e todas as pessoas mais velhas estão "fazendo tempestade em copo d'água" e "pegando no pé" de vocês! Isso vai acontecer. Porque acontece com todo mundo! E essas não são coisas erradas em si mesmas. Isso é adolescência.

O que eu quero dizer pra vocês é: primeiro, vocês precisam se esforçar para ouvir os conselhos que lhes dão e, segundo, esse não é o momento de se envolver! Não serão essas as respostas para o resto de suas vidas! Vocês irão mudar, meninas, muito mais do que podem imaginar! Vocês mudarão, o mundo mudará aos seus olhos, os propósitos de vida, o entendimento dela. E, por esse motivo, os seus 15, 16, 17 anos não são o momento para tomar grandes decisões - especialmente quando elas envolvem emoções. Porque as emoções são demasiadamente extasiantes neste tempo, e estados assim costumam nos cegar, limitar nossa capacidade de entendimento e nos fazer cometer erros impensáveis.

Sim, eu quero dizer pra vocês, meninas adolescentes, quero dizer muito enfaticamente: ESSE NÃO É O MOMENTO PARA VOCÊ NAMORAR! Na verdade, eu quero pedir, CLAMAR a você, se você tem menos de 17 anos, POR FAVOR, NÃO NAMORE! Não se envolva romanticamente com nenhum rapaz! Não entregue seu coração! Não entregue seu corpo! Não entregue sua alma... De verdade, você não está preparada para essa batalha. Ela é MUITO mais perigosa e difícil do que você pode supor!

O mundo não é conto de fadas, feliz ou infelizmente. Ele é muito real e muito duro. As batalhas que enfrentamos nele requerem força, maturidade, compreensão de vida. E no romance, essa é uma verdade muito grande. Tenho visto amigos de 20 e poucos anos, enfrentando crises grandes em suas vidas espirituais por causa de namoro. Eu mesma sei que terei que lutar fortemente para não sucumbir quando chegar o momento de me envolver. Não é fácil, não é brincadeira, meninas. Se é difícil para uma pessoa de 23 anos, imaginem para alguém com 14. Não entrem nessa, meninas, por favor! Espere mais um pouco para se jogar no campo de batalha e começar a correr o risco de ser baleada e sangrar sem motivos. Deixe-se treinar um pouco mais.

Vocês não precisam se sentir culpadas se se descobrirem apaixonadas por algum rapaz e sentirem que querem passar o resto da vida com ele. Isso é comum. Mas vocês ainda não entendem o que quer dizer "passar o resto da vida com alguém". Eu mesma ainda não entendo totalmente. Mas, um dia, daqui a alguns anos, vocês verão o quanto o tempo nos muda. É o que chamamos de amadurecimento. Cada um de nós precisa disso. As paixões surgirão, irão embora, virão outras que também irão embora, você vai chorar achando que perdeu a grande e única chance de viver o grande amor de sua vida, mas acabará descobrindo que o fim ainda está distante, e que quando nos deixamos moldar por Deus através do tempo, todas as coisas vão se tornando muito mais valiosas.

Eu digo todas essas coisas a vocês como uma irmã mais velha, apavorada com a ideia de que mais e mais dentre vocês se percam nessa fase tão difícil, que mais de vocês vejam todas essas coisas que Deus criou sendo desvirtuadas, usadas da maneira errada e transformadas em mentiras. Peço, mais uma vez, a vocês: NÃO NAMOREM. Esperem. Deixem Deus revelar a vocês, através do tempo, mais do que a vida é.

Peço isso como uma irmã. Por amor. De alguém que já viu, diante de si mesma e nas vidas dos outros, as "ciladas dos 15 anos". Por favor, tenham cuidado. E deixem-se cuidar.

Que Deus as guarde e guie seus corações.

Com muito amor e esperanças de que vocês se salvem, no meio desta geração tão mau...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A pureza da noiva e a missão dos homens



“Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a Igreja e deu a sua vida por ela. Ele fez isso para dedicar a Igreja a Deus, lavando-a com água e purificando-a com a sua palavra. E fez isso para também pode trazer para perto de si a Igreja em toda a sua beleza, pura e perfeita, sem manchas, ou rugas, ou qualquer outro defeito.” (Efésios 5: 25-27)


Efésios, capítulo 5, um texto tão estudado para se compreender o papel do homem e da mulher mediante a condição do relacionamento conjugal. No entanto, não é sobre “o marido ame a sua esposa e a esposa seja submissa ao seu marido”, especificamente, que quero falar hoje. Porque há algo incrivelmente maravilhoso ainda muito escondido no restante destes versículos, e é uma mensagem para os homens.

Homens, o chamado de Deus para suas vidas de maridos é que vocês sejam para suas esposas o que Cristo é para Sua Igreja. Essa é a missão de vocês quer vocês ainda estejam solteiros, quer já tenham conhecido suas futuras esposas ou quer já estejam casados. Vocês são chamados a olhar para esta mulher que Deus escolheu para ser sua auxiliadora da forma que Cristo olha para Sua Igreja – e com os mesmos objetivos que Ele o faz.

O versículo 25 de Efésios 5 fala que o marido deve amar sua esposa como Cristo amou a Igreja. E como Cristo amou Sua Noiva? Dando sua vida por ela. Porém, há ainda uma outra pergunta que é feita e respondida neste texto, e que deve ser feita por todos os homens para quem essas palavras são dirigidas: Para quê Jesus deu a sua vida pela Igreja? Essa resposta determina uma postura, um objetivo de vida que toda verdadeira mulher espera de um verdadeiro homem, especialmente numa relação amorosa para matrimônio.

E as respostas são duas:


1) Para dedicar a Igreja a Deus

“Ele fez isso para dedicar a Igreja a Deus, lavando-a com água e purificando-a com a sua palavra” (Efésios 5:26).

Que objetivo lindo! Cristo nos amou, Sua Igreja e Noiva, e se entregou por nós para poder dedicar-nos a Deus. Ele não apenas “pagou o preço da nossa liberdade”, como um senhor que tem pena do escravo paga o preço ao seu dono para que ele possa ser livre. Ele resgatou sua noiva, mas também cuidou dela, lavando-a de toda a sujeira e purificando-a de toda a maldade e pecado através da Sua palavra (Ezequiel 16: 3-14). É o que Cristo tem feito até aqui. Tem cuidado de nós, nos purificado dia-a-dia, para oferecer-nos a Deus.

Essa é também a missão do marido para com sua esposa. Por isso ele é chamado a ser sacerdote. Um de seus objetivos enquanto esposo deve ser cuidar de sua esposa, lavando-a de toda a sujeira, lutando por sua purificação, para apresenta-la a Deus um dia.

Homens, vocês foram instituídos sacerdotes do casamento e da família! Olhem para suas esposas como Cristo olha para a Igreja e dediquem-se a prepara-las como sacrifícios totalmente agradáveis a Deus, a exemplo de Jesus.


2) Para preparar a Igreja para Si
“E fez isso para também pode trazer para perto de si a Igreja em toda a sua beleza, pura e perfeita, sem manchas, ou rugas, ou qualquer outro defeito.” (Efésios 5:27)

Cristo também amou Sua noiva e entregou-se por ela para poder trazê-la para perto de si, e aqui estão os adjetivos que todo noivo deve esperar encontrar em sua noiva, como Cristo espera encontrar em nós: em toda a sua beleza, pura e perfeita, sem manchas, ou rugas, ou qualquer outro defeito. Uau! Para mim, esta é uma das grandes revelações a respeito da missão do homem em seu relacionamento com uma mulher.

Diante de uma realidade em que os homens são os violadores da pureza das mulheres, são aqueles que causam as manchas e rugas e frustrações e amarguras e tantos outros defeitos, Deus revela em Sua Palavra que o Seu chamado para os homens é exatamente o oposto.

Homens, SUA MISSÃO é dedicar-se para que sua noiva (namorada/esposa/futura-esposa) aproxime-se de você PURA E PERFEITA. Essa é uma luta que deve ser chefiada por VOCÊ! Esse deve ser um OBJETIVO seu! Ou seja: Deus criou você para ser o guardião, e não o violador, da pureza, da santidade, da verdadeira beleza da mulher que Ele confiar a você!

Vocês não podem imaginar o quanto nós, mulheres, precisamos disso! Num tempo em que os homens esqueceram quase completamente disso, nós precisamos assumir esse papel e nos tornar nossos próprios “guardiões”. Mas Deus chamou VOCÊS para o serem.

Isso é MUITO importante quando tratamos de relacionamento pré-conjugal (namoro e noivado). Os relatos mostram que, normalmente, são os homens que pedem às mulheres para “avançar o sinal”, para “ir um pouquinho mais além”, para PECAR. Enquanto isso, as mulheres precisam se tornar os soldados que sempre dizem o não e resistir contra toda a tentação vinda de seus parceiros, como se não bastasse a tentação de sua própria carne e de Satanás. É claro que isso não é a totalidade dos casos, mas refletindo a realidade dentro da igreja, é o que costuma acontecer. Aqueles que deveriam estar lutando pela pureza de suas futuras-esposas são exatamente os maiores inimigos desta pureza, porque elas estão envolvidas, porque são muito mais tentadas por aqueles a quem amam e a quem não querem magoar. Então, a noiva que deveria aproximar-se do noivo em TODA A SUA BELEZA, PURA E PERFEITA, SEM MANCHAS OU RUGAS OU QUALQUER OUTRO DEFEITO, é privada disso pelo próprio noivo.

Rapazes, quando vocês olharem para suas namoradas ou noivas, lembrem-se disso: vocês devem ser para com elas como Jesus é para com Sua Igreja – desejando trazer para perto de si uma Noiva TOTALMENTE PURA E IMACULADA. Não as deixem lutar por essa pureza sozinhas. Não sejam os instrumentos de provações e tentações em suas vidas. Mas entendam que vocês são chamados a serem os GUARDIÕES, os PROTETORES desse tesouro incalculável que Deus colocou em suas mãos: a PUREZA DA NOIVA!

Não tenham dúvidas de que as bênçãos que este tesouro, quando bem guardado, semeado e valorizado, pode trazer dentro da aliança de vida que vocês firmarão no casamento serão muito além de tudo o que possa parecer tentador antes disso. Nós precisamos saber que vocês estão lutando ao nosso lado, e não contra nós, que serão os nossos protetores, aqueles que lutarão pelo nosso bem, nossa pureza e santidade diante de Deus até o fim, junto conosco.

Vivam como Deus os chamou para viver e vocês poderão provar da plenitude da felicidade, e da revelação desta gloriosa relação de Cristo para conosco, que o Senhor planejou para o casamento.

Guardem a Pureza da Noiva.

Nós contamos com vocês!

domingo, 27 de março de 2011

Hora de Avaliar - Parte I: o Outro


“Um homem pode herdar dos seus pais casa e dinheiro, mas só Deus pode dar uma esposa sensata.” (Pv. 19.14)


A escolha de um cônjuge, sem dúvida, é um dos passos mais importantes na vida de uma pessoa. Pastores e líderes dos mais confiáveis têm declarado isso e, ainda que não tivessem, não é difícil de chegar a essa conclusão. A Bíblia está cheia de avisos quanto à escolha de um bom cônjuge ou quanto aos malefícios que se pode sofrer em decorrência de uma má escolha (Pv. 12.4; 14.1; 18.22; 19.13; 21.9, 19; 25.24; 27.15; 31. 10-31; etc). Esta é uma decisão que poderá vir para somar forças em sua caminhada rumo aos propósitos e chamado de Deus para sua vida, ou para ser uma constante pedra de tropeço – e por um tempo indeterminado de sua vida terrena. Portanto, é preciso muito cuidado quando se vai fazer essa escolha.

Como falamos no post “Convicções”, o difícil não é falar sobre características que uma pessoa deve ter para fazer parte de um casamento cristão fundamentado na Bíblia. Não faltam textos e pessoas falando sobre esse assunto. O difícil é lembrar de todos estes conselhos quando nossa carne e nosso espírito batalham para tomar esta decisão. Tenho visto pessoas que tinham convicções muito claras enquanto solteiras e sem interesse particular em ninguém mas, quando se depararam com partidos que agradaram aos olhos (mas não tanto ao espírito), acabaram abrindo mão de suas convicções e tornando seus critérios de avaliação negligentes.

Por esse motivo decidi retomar o assunto e voltar a falar um pouco sobre isso. Penso que, visto que a maioria de nós terá que passar por esse momento de decisão tão importante, nunca é demais relembrar certos aspectos e, assim, fortalecer as convicções que o Senhor tem nos dado. Se é difícil fazer a coisa certa quando temos convicções bem formadas, quanto mais se não houver convicção nenhuma! Como escrevi no último post: é preciso treinar as táticas de sobrevivência quando a situação está tranquila e estável (solteiros e sem partidos em vista) para poder saber o que fazer quando a hora das provações surgir (solteiros e com partidos e interesses em vista).

No post de hoje, então, gostaria de abordar algumas questões que acho serem vitais quando avaliamos se uma pessoa pode ou não ser o cônjuge que esperamos. Nossa “Parte I”, então, será: Hora de Avaliar o Outro!

1) Vida Espiritual

Sem dúvida, o primeiro passo. A coisa mais importante. Nenhum traço de caráter, personalidade, responsabilidade ou qualquer outra coisa boa será suficiente se a pessoa não estiver com sua vida diante de Cristo. É preciso avaliar, então:

- É um cristão genuíno? Teve uma conversão real ou apenas aparente? É religioso ou realmente cristão?

- Qual o nível de maturidade na fé? Já enfrentou momentos de deserto espiritual? Como reagiu a eles? Tem estabilidade na fé?

- Tem buscado crescimento contínuo em seu relacionamento com o Senhor ou tem se acomodado?

2) Teologia

Há pouco tempo atrás, esse item não fazia parte de “minha lista” (rs). Por quê? Eu simplesmente não sabia nada de teologia e sua importância. Hoje, vejo a enorme importância que isso tem. Quando falo de “teologia”, falo das coisas nas quais a pessoa acredita no que diz respeito à fé, de maneira especial, a maneira com que ela se relaciona com a Bíblia. Teologia é a forma como a pessoa enxerga tudo o que está relacionado com Deus, e isso afetará todas as áreas da vida. Digo isso, principalmente, em função de todos os desvios e enganos doutrinários que se tem pregado em nossos dias, sem falar da falta de ensino teológico-doutrinário da maioria das igrejas, o que forma cristãos sem base para compreender e viver uma fé correta. Aqui entram os perigos do liberalismo e relativismo religiosos, do neopentecostalismo e outras correntes evangélicas, e a necessidade de retornar a uma fé centrada nas Escrituras. Dentro disso, então, poderíamos perguntar:

- A pessoa tem se preocupado em buscar conhecimento a respeito da fé, de forma a compreender a verdade bíblica e viver apenas esta verdade?

- Em que a pessoa baseia suas crenças e seus discursos: em seu próprio entendimento, em outras pessoas ou nas Escrituras?

- A teologia defendida por ele(a) é compatível com a sua? Vocês concordam? Se não concordam, como andarão no mesmo caminho durante a vida de casados? Dará certo um cristão de fé reformada casado com uma cristã de fé pentecostal? Quais aspectos podem interferir no que será defendido após o casamento?

3) Convicções

Tanto quanto elas são importantes para nós, elas o são para a pessoa com quem nos casaremos. Algumas perguntas são:

- Ele(a) tem convicções bem formadas, colocadas e trabalhadas diante de Deus?

- Essas convicções já foram colocadas à prova: por circunstâncias, amigos, família, igreja? Elas têm sobrevivido ao tempo e às situações contrárias?

- São convicções baseadas em quê? Em honrar a Deus, viver os Seus padrões e agradá-Lo em todas as coisas, ou em busca por admiração e reconhecimento dos outros?

- Essas convicções são compatíveis com aquelas que o Senhor tem colocado em seu coração? Exemplo: você tem convicção de que deve guardar o beijo para o dia do casamento, porém encontra uma pessoa que acha isso a maior bobagem. O que você fará? Abrirá mão de sua convicção ou avaliará com mais critério ainda essa pessoa?

- Importante avaliar convicções a respeito de: como deve ser um relacionamento pré-matrimonial; como deve ser a relação conjugal (papel do marido e da esposa); como deve ser a criação de filhos; entendimento sobre chamado e ministério e outros.

4) Relacionamentos

Muitíssimo importante. É a hora de ver se o que a pessoa fala confere com o que ela vive. Observar como são os relacionamentos desta pessoa com os outros. Isso inclui:

a) Família: é uma das coisas mais importantes. Quem ele(a) é quando está dentro de casa, convivendo com seus pais e irmãos? Exatamente porque é lá que nós mais demonstramos nossa verdadeira identidade. Um ditado popular, que me soa muito sábio, diz que da forma como um rapaz trata sua mãe ele tratará sua esposa (o mesmo com a moça e seu pai). Dentro da convivência familiar, muitas coisas devem ser observadas:

- Como lida com os pais? Respeita a autoridade dos pais ou se rebela contra eles? Sabe abrir mão de sua vontade em detrimento de ordens superiores? Como se relaciona com os irmãos: respeita-os e vive pacificamente com eles, ou vivem brigando? Se preocupa com os outros ou é individualista? Vive bem em grupo, procurando o bem-estar geral? Sabe pedir perdão? Sabe perdoar? E lá vamos nós numa lista sem fim.

b) Amigos: Como diz o ditado popular: “Diga-me com quem andas e te direi quem és”, ou, segundo I Coríntios 15:33, “As más companhias corrompem os bons costumes”. As pessoas que consideramos nossos AMIGOS mostram muito de quem somos.

- Quem são os amigos dessa pessoa? São pessoas que você gostaria de ter como amigos? São pessoas que você pode admirar como servos de Deus? São amizades que edificam ou apenas para “entretenimento”? São amizades estáveis ou que duram pouco e logo se desfazem?

c) Pessoas em geral: o que as pessoas em geral dizem dele(a)? Seus colegas de trabalho ou escola, aqueles que não têm a oportunidade de conviver mais intimamente com ele(a), as pessoas da vizinhança... qual a opinião geral a respeito desta pessoa? É boa ou é ruim? Ele(a) sabe se relacionar cordialmente com as pessoas fora do círculo de intimidade, ou só se relaciona com seu grupinho seleto? Ajuda e se importa com os outros? É uma pessoa de muitos relacionamentos desfeitos ou “inimigos”? Tem muitos problemas ou situações pendentes com outras pessoas?

d) Autoridades: Como essa pessoa lida com autoridades? Seu pastor, seus pais, seu chefe de trabalho ou superior... Sabe respeitar e se submeter a eles? Ou só sabe fazer sua própria vontade? Quando uma autoridade pensa diferente dela ou a disciplina, qual sua reação? Sabe ser humilde e obedecer? Mantem relações de autoridade saudáveis e duradouras, ou vive quebrando-as por não conseguir se submeter?

5) Visão alheia:

Para finalizar, algo que pode fazer TODA a diferença na hora de avaliar um “cônjuge em potencial”: o que as outras pessoas pensam a respeito dele como seu futuro cônjuge. O que as pessoas que estão de fora dizem sobre o relacionamento entre vocês? Seus amigos mais íntimos, verdadeiros cristãos comprometidos com seu crescimento e pureza em Deus, sua família, as pessoas que pensam como você... O que eles acham? Essa é uma pergunta que SEMPRE deve ser feita! Por quê? Porque é muito evidente como ficamos meio incapazes de raciocinar direito quando acreditamos que encontramos “a pessoa certa”. Tudo nos parece muito perfeito e todo erro, por maior que seja, parece pequeno demais. Portanto, é hora de OUVIR OS OUTROS! E, mais do que isso: prestar atenção e levar em consideração o que as pessoas nos dizem. Se um amigo íntimo, que lhe conhece e pensa como você, chega para questionar algum comportamento duvidoso daquele “partidão”, se lhe pede pra prestar atenção ou se posiciona contra a relação, NO MÍNIMO, é preciso parar e considerar isso uma, duas, três, quatro vezes. Se uma pessoa em quem confiamos como servo de Deus está com um pé atrás acerca do indivíduo, precisamos ficar com um pé atrás também, afinal, é uma pessoa confiável e que se preocupa com nosso bem. A mesma coisa nossos pais. Portanto, NUNCA podemos negligenciar as opiniões de outras pessoas em quem confiamos e que são tementes a Deus, especialmente se for uma opinião negativa. A melhor postura, na minha opinião, é não dar mais nem um passo, deixar que o tempo mostre quem tem razão ou não. Esperar.

É claro que isso não é tudo, porém termino, finalmente, com alguns conselhos dos sábios da Bíblia, expostos no livro de Provérbios:


“Procure bons conselhos e você terá sucesso; não entre na batalha sem antes fazer planos.” (Pv. 20.18)

“Antes de entrar numa batalha, é preciso planejar bem, e, quando há muitos conselheiros, é mais fácil vencer.” (Pv. 24.6)



Deus lhe abençoe quando sua “Hora de Avaliar” chegar! ;)