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quarta-feira, 25 de maio de 2011

A pureza da noiva e a missão dos homens



“Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a Igreja e deu a sua vida por ela. Ele fez isso para dedicar a Igreja a Deus, lavando-a com água e purificando-a com a sua palavra. E fez isso para também pode trazer para perto de si a Igreja em toda a sua beleza, pura e perfeita, sem manchas, ou rugas, ou qualquer outro defeito.” (Efésios 5: 25-27)


Efésios, capítulo 5, um texto tão estudado para se compreender o papel do homem e da mulher mediante a condição do relacionamento conjugal. No entanto, não é sobre “o marido ame a sua esposa e a esposa seja submissa ao seu marido”, especificamente, que quero falar hoje. Porque há algo incrivelmente maravilhoso ainda muito escondido no restante destes versículos, e é uma mensagem para os homens.

Homens, o chamado de Deus para suas vidas de maridos é que vocês sejam para suas esposas o que Cristo é para Sua Igreja. Essa é a missão de vocês quer vocês ainda estejam solteiros, quer já tenham conhecido suas futuras esposas ou quer já estejam casados. Vocês são chamados a olhar para esta mulher que Deus escolheu para ser sua auxiliadora da forma que Cristo olha para Sua Igreja – e com os mesmos objetivos que Ele o faz.

O versículo 25 de Efésios 5 fala que o marido deve amar sua esposa como Cristo amou a Igreja. E como Cristo amou Sua Noiva? Dando sua vida por ela. Porém, há ainda uma outra pergunta que é feita e respondida neste texto, e que deve ser feita por todos os homens para quem essas palavras são dirigidas: Para quê Jesus deu a sua vida pela Igreja? Essa resposta determina uma postura, um objetivo de vida que toda verdadeira mulher espera de um verdadeiro homem, especialmente numa relação amorosa para matrimônio.

E as respostas são duas:


1) Para dedicar a Igreja a Deus

“Ele fez isso para dedicar a Igreja a Deus, lavando-a com água e purificando-a com a sua palavra” (Efésios 5:26).

Que objetivo lindo! Cristo nos amou, Sua Igreja e Noiva, e se entregou por nós para poder dedicar-nos a Deus. Ele não apenas “pagou o preço da nossa liberdade”, como um senhor que tem pena do escravo paga o preço ao seu dono para que ele possa ser livre. Ele resgatou sua noiva, mas também cuidou dela, lavando-a de toda a sujeira e purificando-a de toda a maldade e pecado através da Sua palavra (Ezequiel 16: 3-14). É o que Cristo tem feito até aqui. Tem cuidado de nós, nos purificado dia-a-dia, para oferecer-nos a Deus.

Essa é também a missão do marido para com sua esposa. Por isso ele é chamado a ser sacerdote. Um de seus objetivos enquanto esposo deve ser cuidar de sua esposa, lavando-a de toda a sujeira, lutando por sua purificação, para apresenta-la a Deus um dia.

Homens, vocês foram instituídos sacerdotes do casamento e da família! Olhem para suas esposas como Cristo olha para a Igreja e dediquem-se a prepara-las como sacrifícios totalmente agradáveis a Deus, a exemplo de Jesus.


2) Para preparar a Igreja para Si
“E fez isso para também pode trazer para perto de si a Igreja em toda a sua beleza, pura e perfeita, sem manchas, ou rugas, ou qualquer outro defeito.” (Efésios 5:27)

Cristo também amou Sua noiva e entregou-se por ela para poder trazê-la para perto de si, e aqui estão os adjetivos que todo noivo deve esperar encontrar em sua noiva, como Cristo espera encontrar em nós: em toda a sua beleza, pura e perfeita, sem manchas, ou rugas, ou qualquer outro defeito. Uau! Para mim, esta é uma das grandes revelações a respeito da missão do homem em seu relacionamento com uma mulher.

Diante de uma realidade em que os homens são os violadores da pureza das mulheres, são aqueles que causam as manchas e rugas e frustrações e amarguras e tantos outros defeitos, Deus revela em Sua Palavra que o Seu chamado para os homens é exatamente o oposto.

Homens, SUA MISSÃO é dedicar-se para que sua noiva (namorada/esposa/futura-esposa) aproxime-se de você PURA E PERFEITA. Essa é uma luta que deve ser chefiada por VOCÊ! Esse deve ser um OBJETIVO seu! Ou seja: Deus criou você para ser o guardião, e não o violador, da pureza, da santidade, da verdadeira beleza da mulher que Ele confiar a você!

Vocês não podem imaginar o quanto nós, mulheres, precisamos disso! Num tempo em que os homens esqueceram quase completamente disso, nós precisamos assumir esse papel e nos tornar nossos próprios “guardiões”. Mas Deus chamou VOCÊS para o serem.

Isso é MUITO importante quando tratamos de relacionamento pré-conjugal (namoro e noivado). Os relatos mostram que, normalmente, são os homens que pedem às mulheres para “avançar o sinal”, para “ir um pouquinho mais além”, para PECAR. Enquanto isso, as mulheres precisam se tornar os soldados que sempre dizem o não e resistir contra toda a tentação vinda de seus parceiros, como se não bastasse a tentação de sua própria carne e de Satanás. É claro que isso não é a totalidade dos casos, mas refletindo a realidade dentro da igreja, é o que costuma acontecer. Aqueles que deveriam estar lutando pela pureza de suas futuras-esposas são exatamente os maiores inimigos desta pureza, porque elas estão envolvidas, porque são muito mais tentadas por aqueles a quem amam e a quem não querem magoar. Então, a noiva que deveria aproximar-se do noivo em TODA A SUA BELEZA, PURA E PERFEITA, SEM MANCHAS OU RUGAS OU QUALQUER OUTRO DEFEITO, é privada disso pelo próprio noivo.

Rapazes, quando vocês olharem para suas namoradas ou noivas, lembrem-se disso: vocês devem ser para com elas como Jesus é para com Sua Igreja – desejando trazer para perto de si uma Noiva TOTALMENTE PURA E IMACULADA. Não as deixem lutar por essa pureza sozinhas. Não sejam os instrumentos de provações e tentações em suas vidas. Mas entendam que vocês são chamados a serem os GUARDIÕES, os PROTETORES desse tesouro incalculável que Deus colocou em suas mãos: a PUREZA DA NOIVA!

Não tenham dúvidas de que as bênçãos que este tesouro, quando bem guardado, semeado e valorizado, pode trazer dentro da aliança de vida que vocês firmarão no casamento serão muito além de tudo o que possa parecer tentador antes disso. Nós precisamos saber que vocês estão lutando ao nosso lado, e não contra nós, que serão os nossos protetores, aqueles que lutarão pelo nosso bem, nossa pureza e santidade diante de Deus até o fim, junto conosco.

Vivam como Deus os chamou para viver e vocês poderão provar da plenitude da felicidade, e da revelação desta gloriosa relação de Cristo para conosco, que o Senhor planejou para o casamento.

Guardem a Pureza da Noiva.

Nós contamos com vocês!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Quando meninos aprendem (ou não) a ser Homens

Compartilho com vocês esse excelente texto postado originalmente no blog Julio Severo e, posteriormente, no Pensadores Brasileiros.

Ainda que o Mulheres Virtuosas seja voltado para as mulheres, e este texto fale principalmente acerca dos rapazes, ele trata da importância de homens e mulheres assumirem suas funções dentro da família, e de meninos e meninas serem criados com a definição correta de quem eles devem ser quando crescerem. Para nós, que um dia pretendemos ser mães, entender que meninos e meninas precisam ser criados de maneiras diferentes é essencial.

Então, mais um texto para nos ajudar.

O Senhor continue a nos guiar.

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Rapazes revoltados

[Patrice Lewis]

Recentemente, li um artigo extraordinário sobre o assunto do motivo por que tantos rapazes estão revoltados, chateados e rebeldes. A escritora desse artigo (Tiffani) tem cinco filhos, inclusive dois meninos com as idades de 14 e 2 anos. No laboratório de uma vida familiar feliz, estável e caótica, ela criou essa louca teoria: de que os meninos precisam de homens para lhes ensinar a ser homens. Loucura, não é?

À medida que Tiffani observava os padrões morais, atitudes, ética profissional e senso de responsabilidade da sociedade se deteriorarem, ela não conseguia deixar de especular se a falta de um homem forte na vida dos meninos os transforma de “doces, amorosos menininhos corados” em adolescentes monstruosos. E ela ficou pensando… será que a rebelião na adolescência é uma fase natural da vida, ou será que é causada por algo de que os meninos têm falta?

A premissa da teoria de Tiffani é que as mães precisam saber quando se retirar e deixar seus filhos do sexo masculino aprenderem a ser homens sob a tutela de seus pais (ou figuras paternas). Como todas as mães, Tiffani quer proteger seus meninos de ferimentos. Mas isso é bom a longo prazo? Talvez não. Tiffani está aprendendo quando afastar-se e deixar seu marido assumir a orientação de seus meninos.

À medida que amadurecem, os meninos nem sempre vão querer — ou precisar — proteção. Eles precisam de desafios, aventuras e atos de cavalheirismo. Os pais — os pais fortes — sabem quando afastar a proteção das mães e começar a treinar seus filhos a serem homens. A palavra-chave é treinamento.

O treinamento é decisivo. Meninos sem treinamento crescem e se tornam monstruosos: fora de controle, predatórios em cima das mulheres, irresponsáveis, incapazes ou indispostos a limitar seus impulsos movidos à testosterona para agressão ou sexo. Nossa atual sociedade está toda encardida com os prejuízos que sobraram dos meninos que nunca aprenderam o que é necessário para ser um homem. Lamentavelmente, esses “meninos adultos” muitas vezes procriam indiscriminadamente e despreocupadamente, então se recusam a ser pai para os filhos que eles produzem.

Mas homens treinados transformam a sociedade. Eles trabalham duro. Eles movem coisas pesadas. Eles constroem abrigos. Eles protegem, defendem e resgatam. Eles providenciam provisão para suas famílias. Eles fazem todas as coisas assustadoras, feias e sujas que as mulheres não conseguem (ou não querem) fazer. Homens treinados são, nas palavras do colunista Dennis Prager, a glória da civilização.

Conforme aponta Tiffani, os meninos precisam de homens para ajudá-los a estabelecer sua masculinidade de modo apropriado. Os homens entendem que os meninos precisam de experiências e desafios definidores para cumprir seus papéis biologicamente programados. As mulheres não entendem isso, mas não tem problema. Pais fortes (ou figuras paternas fortes) instintivamente intervirão e começarão a treinar os meninos como domar a testosterona, como trabalhar, como respeitar as mulheres, como liderar e defender e como eliminar ameaças.

O problema começa quando não há um modelo de papel masculino para um menino imitar. Se os homens estão ausentes, enfraquecidos ou indispostos a ensinar os meninos como se conduzir, então os meninos não aprendem como ser homens. É simples assim.

As mães não têm a capacidade de ensinar os meninos a ser homens. Não importa quanto amemos nossos filhos do sexo masculino, não temos essa capacidade. As mães querem ser mães porque, afinal, é o que fazemos. Protegemos, cuidamos e beijamos as feridas dos nossos meninos. Mas chega uma hora na vida de todo menino em que ele precisa se erguer acima dos beijos nas feridas e ser um homem.

Os homens não dão beijos nas feridas. É assim que eles se tornam guerreiros e protetores.

Lembro-me de quando o filho de 13 anos de nosso vizinho andou de bicicleta até nossa casa, uma distância de um quilometro e meio em difícil estrada de terra. Ele levou um tombo desagradável e chegou coberto de arranhões e sangue. Quando lhe perguntei o que havia acontecido, ele explicou sobre o tombo… então acrescentou um sorriso radiante: “Mas não tem problema. Sou menino”. Não é preciso dizer mais nada.

Se eu tivesse me descabelado com a situação dele, falando carinhosamente, agindo de forma excessivamente preocupada e beijando seus machucados, eu teria roubado dele a aventura de ter sobrevivido de seu acidente. Ele se orgulhou das cicatrizes de sua batalha, e a última coisa que ele queria era cobri-las com ataduras infantis.

O que acontece quando os meninos não têm um homem forte para lhes ensinar? Os resultados variam de indivíduos fracos e covardes a totais brigões. Dou um exemplo em meu blog sobre uma mulher dominadora com um marido fraco criando dois filhos do sexo masculino. Esses meninos estão crescendo num lar torcido e desordenado que vai contra a natureza humana e a programação biológica, e os meninos vão virar homens abrutalhados.

Meninos que crescem com nada senão a “proteção” de suas mães — sem nenhum homem forte para lhes dar a chance de acabarem com as ameaças — se tornam revoltados e cheios de amargura. Eles sabem que algo está errado. Eles sabem que têm de defender as mulheres, mas eles guardam tanto ressentimento de suas mães por “protegerem” a eles de todos os desafios que o modo como eles veem as mulheres fica distorcido.

Se o marido dessa mulher tivesse desempenhando seu papel como cabeça da casa, esses meninos poderiam ter se tornado homens diferentes. Se ele tivesse resgatado seus filhos do perpétuo amor protetor de sua esposa, seus filhos poderiam ser Homens em Treinamento em vez de Futuros Abrutalhados. Mas temo que seja tarde demais.

Creio que uma parte de criar filhos fortes e equilibrados vem de meninos observando suas mães honrarem seu pai. O lar em que a mãe e o pai respeitam um ao outro por suas várias forças biológicas cria os filhos da forma mais estável e equilibrada possível.

Meu marido e eu não temos filhos para criar e se tornarem homens. Mas nossas meninas estão aprendendo a admirar a verdadeira masculinidade, não potenciais abrutalhados ou fracos e covardes. Ajuda tremendamente que, em nossa vizinhança, estejamos cercados de pais responsáveis que estão criando excelentes rapazes — fortes, prontos para ajudar, protetores das mulheres, ansiando serem heróis.

Com que tipo de homem você pensa que quero que minhas filhas casem algum dia? O Homem de Verdade que assume seu papel biológico de protetor e guerreiro? Ou o Rapaz Revoltado que xinga a mãe e despreza o pai? Qual lhe parece o homem mais equilibrado e firme?

Nada disso é difícil demais de entender — ou, pelo menos, não devia. Infelizmente na cultura andrógina feminista de hoje, esse conceito se tornou motivo de desprezo e zombaria.

Patrice Lewis é uma escritora independente e autora do livro “The Home Craft Business: How to Make it Survive and Thrive” (Empresa Doméstica de Artesanato: Como Fazê-la Sobreviver e Prosperar). Ela é cofundadora (com seu marido) de uma empresa doméstica de artigos de madeira. O casal Lewis vive em Idaho, educando em casa suas duas filhas e cuidando de seu gado. Visite o blog dela: http://www.patricelewis.blogspot.com/

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: WND

sábado, 26 de junho de 2010

As regras do Namoro no Século 18

Este post é a transcrição de uma entrevista realizada com os atores do filme “Orgulho e Preconceito”, filme baseado no livro de Jane Austen, escrito na Inglaterra do século 18. O filme é meu referencial de filme no que diz respeito a bons valores para romance (só uma observação: o único filme que conheço que não tem beijo entre os mocinhos! xD), além de ser de excelente qualidade (diga-se de passagem: um de meus favoritos! rsrs).
A entrevista faz parte dos Bônus do DVD, com o título “As regras do Namoro”. Eu sou meio suspeita pra emitir qualquer posição a esse respeito, porque o simples fato de retratar a vida no século 18 já ganha quase todos os meus pontos (rsrs) – eu sou mesmo fascinada por aquela época, ou pelo menos por muitas coisas daquela época, uma delas é o relacionamento entre moças e rapazes.
Mas, além de conhecer e entender como isso acontecia há alguns séculos atrás, e fazer um paralelo com o que vivemos hoje, é interessante porque a entrevista expõe a opinião de pessoas que vivem na realidade atual, moderna, pessoas de diferentes idades e posições, que estudaram aquela realidade para poder reproduzi-la no filme. Isso é o que mais me chama atenção. Provavelmente não são cristãos, são somente pessoas comuns, mas que relatam a forma como ocorre o relacionamento entre homens e mulheres em nossa sociedade moderna, comparando-a com as enormes disparidades para com a sociedade de algumas gerações passadas.
É óbvio que não concordo com todas as “regras do namoro no século 18”, e o objetivo do post não é esse, mas apenas nos trazer à reflexão algumas dessas questões, como a pureza, o nível de contato físico que temos uns com os outros, o respeito dos homens pelas mulheres, a modéstia, entre outras coisas.
Para encerrar, peço que os rapazes sejam pacientes com as questões mais românticas (e, portanto, mais tipicamente femininas) dos comentários!! rsrs... e, para as mulheres não tão românticas assim, peço que levem em consideração que esta que vos escreve gostaria de ter vivido no século 18, então... rsrsrs...
Enfim, sem mais delongas, vale à pena conferir, rir, se derreter, ponderar e até mesmo discordar! Então, vamos à entrevista! ;P

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As regras do Namoro no Século 18


“No século 18, por haverem regras, eu diria que era uma época melhor para se conhecer um homem ou uma mulher.” (Paul Webster – Produtor)


“Hoje não há regras e não sabemos o que fazer quando nos conhecemos. Apertamos a mão? Beijamos o rosto? Damos dois beijinhos? Um tapinha nas costas? Ninguém sabe. Quebraram-se as regras. Como se faz agora? Não existem regras.” (Jane Gibson – Coreógrafa)


“O comportamento mais aceitável era você parecer que não queria um marido, embora quisesse. Mas sendo a natureza humana o que é, mulheres e homens tinham que encontrar um meio de se atraírem, de deixar o outro saber que aquilo era aceitável. E muito disso acontecia na pista de dança. Dançar era absolutamente fundamental para aquela sociedade, em termos de se encontrar um bom marido e uma boa esposa. Quando se ia a um baile, ou se houvesse dança no final de uma festa, você quase sempre estaria na presença de seus pais. Então se você pensar em como quer se comportar com seus pais olhando...” (Louise West – Casa de Jane Austen)


“Sempre existem códigos de conduta entre jovens que estão se cortejando. Achamos que nos livramos das prisões da etiqueta, mas isso não é verdade.” (Joe Wright – Diretor)


“Era muito definido, muito claro. E muito útil, eu acho, em retrospecto. Você se levanta quando uma mulher entra no recinto, e se inclina. Hoje achamos isso muito reprimido e formal demais, mas eu gosto disso. Acho que adiciona algo. Acho que na verdade é bastante libertador.” (Matthew Macfadyen – Mr. Darcy)


“O fato de ser difícil falar com alguém por quem estamos apaixonados é bastante realçado na etiqueta da época da Austen, em que não era permitido que se falasse a sós, a não ser quando dançavam. Era o único momento em que ficavam sós, portanto poder usar as danças desse jeito foi um ótimo modo de criar conflitos entre os personagens.” (Joe Wright – Diretor)


“Homens e mulheres podiam ficar juntos sem uma aia e podiam conversar.” (Jane Gibson – Coreógrafa)


“É por isso que a idéia dos bailes era tão empolgante para elas. Pois você podia dançar com o filho do açougueiro, alguém que, num dia normal, você nunca poderia chegar perto e conversar.” (Jena Malone – Lydia Bennet)


“Se você só pode ter contato físico durante a dança, então dançar com alguém é eletrizante. E isso naquela estrutura formal. Especialmente a dança em si. Interpretar os pequenos momentos entre duas pessoas naquela estrutura formal.” (Matthew Macfadyen – Mr. Darcy)


“Eles não se tocam. Mulheres não apertam as mãos do homens. Portanto a primeira vez que Darcy toca Elizabeth é quando ele a ajuda a entrar na carruagem. Que é um momento lindo mesmo. Por ser o primeiro toque de pele na pele. Acho que hoje sequer pensamos nisso. Aperto as mãos das pessoas, beijo no rosto, tudo isso. É interessante pensar que se você não tem aquela natureza tátil, como um toque pode ser importante.” (Keira Knightley – Elizabeth Bennet)


"Ao invés de chegar para alguém e dizer: “Sinto atração por você”. “Aqui está meu telefone”."  (Matthew Macfadyen – Mr. Darcy)

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Gentis, mas também Valentes!


 
Fico feliz ao saber que muito se tem discutido dentro do meio jovem (ou não tão jovem) a respeito do retorno ao Cavalheirismo, do retorno a circunstâncias em que homens podem ser verdadeiramente homens e mulheres podem ser verdadeiramente mulheres. Nossa sociedade dita moderna necessita urgentemente disso.


No entanto, havia algo sobre o que eu não havia pensado durante muito tempo a esse respeito. Quando falamos sobre Cavalheirismo, geralmente nos referimos ou, pelo menos, imaginamos um retorno às práticas de gentileza dos homens, principalmente para com as mulheres. Mas, ao ler um livro chamado “A Jornada Para Ser Um Homem de Verdade”, de Jeff Fromholz, um comentário me chocou a respeito de um típico pensamento feminista, que eu mesma alimentava, ainda que de forma inconsciente:


“O que os meninos ouvem hoje em dia dos adultos, principalmente mulheres: “Fique quieto! Não se mexa! Sente-se! Se comporte! Não lute!”. Em outras palavras, “SEJA UMA MENINA!”


Eu nunca havia parado para pensar sob esta óptica. Mas isso é verdade! Nós, mulheres, somos diferentes dos homens, e a tendência natural do ser humano é tentar criar no outro aquilo que nós achamos que seria ideal para nós mesmos. Porém, o que é ideal para uma mulher, não é ideal para um homem! Nós, mulheres, somos naturalmente menos enérgicas, menos dadas a explosões de adrenalina, perigos, uso da força. Geralmente (com grandes alterações nestes índices para quem vive na “sociedade feminista” que doutrina todo mundo a buscar uma “igualdade de gênero”), as meninas se interessam menos por esportes de luta e contato físico, são coisas que costumamos achar “agressivas demais”, e elas realmente o são PARA NÓS, afinal, nós somos mulheres – as Donzelas, e não os Cavaleiros! Eu sempre tive um sério questionamento sobre o porquê de homens gostarem TANTO de futebol! Eu dizia que iria fazer uma pesquisa sobre isso, porque, onde quer que estejam dois ou mais homens, você tem 99% de certeza de que o assunto “futebol” irá surgir em muito pouco tempo. Mas, hoje, isso é muito claro para mim: homens gostam de competições, de testes à sua força e habilidade física, lutar por um objetivo, independente se eles vão se machucar com isso ou não! Já nós, mulheres, somos muito mais diplomáticas, gostamos de resolver as coisas à base do diálogo e normalmente fazemos de tudo para evitar uma briga e ficamos horrorizadas com disputas físicas acirradas.

 
Pessoalmente, não entendo como homens podem gostar de boxe, luta livre e similares, de onde as pessoas saem sempre sangrando e super machucadas, mas agradeço mesmo a Deus porque Ele fez homens E mulheres! Sem um dos dois, a humanidade não teria sobrevivido por muito tempo! O fato é que nossas diferenças são vitais – quem iria para as guerras, lutar pela segurança ou liberdade da nação, ou defender os direitos de seu povo, se não houvesse homens? Acho que pouquíssimas mulheres se alistariam a essa função! Então, tenho entendido como Deus é Sábio, e como Sua Sabedoria foi tremenda ao colocar a diplomacia nas mulheres, mas também a força física e essa agressividade nos homens! Ambos são necessários!


Mas o fato é que, quase inconscientemente, nossa sociedade feminista e matriarcal tem quase que minado completamente essa característica masculina! Eu devo confessar que fiz isso durante MUITO tempo. Como as mulheres têm tomado o controle de quase todas as coisas – famílias, trabalho, igreja, educação – elas têm lutado para transformar essa peculiaridade agressiva dos homens na diplomacia feminina! As mulheres têm criado seus filhos homens como mulheres, e estes crescem sem desenvolver seu senso de coragem, determinação, força, liderança – que são os traços necessários para um homem (inclusive para um homem CRISTÃO!). Os meninos têm crescido medrosos, sem iniciativa, mimados por suas mães que querem fazer tudo por eles e não os deixam fazer nada. E o problema só é identificado muitos anos mais tarde, quando a mulher que casa com estes “homens” descobre que eles não são HOMENS, mas MENINOS! E meninos mimados! Homens que deveriam ser os líderes do lar, mas que não sabem tomar uma decisão, não sabem tomar iniciativa, não tem o menor controle sobre eles mesmos ou qualquer outra coisa, vivem inseguros e sequer imaginam como liderar um grupo. Qual o resultado disso? As mulheres assumem o controle do lar! E, infelizmente, ao ter seus filhos, acabam reproduzindo o mesmo quadro, ainda sem ter noção do estrago que estão fazendo!


Basta pensar sobre o que o Exército e as Forças Armadas representavam pros rapazes há alguns séculos atrás, e o que representam para os rapazes hoje. Quer assistindo a filmes antigos, quer lendo livros, artigos ou ouvindo histórias, podemos perceber como que, em sociedades passadas, o fato de servir o Exército e lutar por seu país era uma honra para os homens! Os rapazes, desde meninos, desejavam isso, porque viam seus pais e irmãos mais velhos, e a maioria dos outros rapazes da comunidade fazendo isso. Eles eram considerados HERÓIS! Todos queriam imitá-los! Eles não se importavam se iriam morrer lutando – o que importava era lutar por uma justa causa, e morrer como HOMENS. Havia honra em lutar pelas causas do povo ou simplesmente por sua família. Os homens não temiam isso, ou, se temiam, sua coragem e honra superavam esse medo. Eles eram HOMENS. Não corriam de suas responsabilidades, mas as realizavam com prazer, em defesa dos mais fracos. Desde muito pequenos, os meninos eram ensinados a manejar a espada e a arte da guerra, sempre lembrando que o caráter e auto-controle eram de suma importância.


E hoje? Pergunte pros rapazes ao seu redor quantos deles lutariam por seu país, caso houvesse uma guerra. Olhe ao redor e veja quantos rapazes gostariam de se alistar ao Exército, Marinha ou Aeronáutica. Nããooo!!! Os rapazes já crescem ouvindo de seus pais que entrar para o Exército, ou algo parecido, é a pior das alternativas – “Faça de tudo para fugir disso!”. Chega a idade para se alistar e todos os adultos da sociedade ficam apreensivos, torcendo em uníssono para que o cara consiga fazer algo para ser liberado! “Exército? Não para o meu filho!”. O que antes simbolizava honra, aqueles que antes eram tidos como os “Heróis” da sociedade, hoje são tidos como os “Loucos” da sociedade. “Sofrer pelo país? Isso é burrice!”, é o que costumamos ouvir. Não existe mais coletividade, não existe mais nacionalidade ou preocupação pelo grupo – vivemos o período “Cada Um Por Si”, “Preocupe-se com você e o resto que se vire!”. Onde está a honra e a coragem dos antigos cavaleiros e heróis de guerra?


No casamento não é muito diferente. Eu agradeço muito a Deus por não ser eu a responsável por subir do telhado para trocar uma telha; ou ir atrás do rato que está na cozinha para matá-lo; ou ter que ir verificar que barulho foi aquele no quintal, no meio da madrugada; ou confirmar se existe alguém tentando entrar na casa; ou ter que manusear um martelo ou uma furadeira. No entanto, no mundo “igualitário” que tem nos treinado, não muito dificilmente encontramos homens que tem mais medo de barata do que as mulheres!  Qual é? Se um ladrão entrar na casa, eu não duvidaria muito se o cara dissesse pra esposa: “Vai lá e resolve!”, e eles ainda acrescentam: “Não foram VOCÊS que pediram direitos iguais?”. EU NUNCA PEDI NADA! Então, será que não ta na hora de alguém dizer que Homens tem que ser HOMENS, e não meninos fracotes e frouxos que se escondem debaixo da saia da mamãe?


Se pensarmos nos Cavaleiros Medievais, sim, eles tinham um grande código de ética, que incluía gentileza e modos agradáveis, e cavalheirismo geralmente nos remete a esses modos. Mas, além disso, também havia a Coragem e o desejo de lutar pelas donzelas, e também pelos necessitados, pelos mais fracos. Proteger uma dama não envolvia apenas dizer palavras doces e amáveis, mas também estar disposto a lutar contra qualquer inimigo que pudesse surgir, quaisquer que fossem os riscos.


Outra coisa importante de ressaltar é que os Cavalheiros não precisam tratar todo mundo como tratam as Mulheres! Com as mulheres, seus modos são gentis e amáveis, suas palavras são respeitosas, doces e controladas, e não há violência, mesmo quando precisa haver firmeza. Elas são mulheres, o sexo nobre, as princesas, e, com elas, eles devem ser os Príncipes. No entanto, nem todo mundo é mulher! Enquanto não há violência nem força na relação com as donzelas, quando se trata do mundo, dos inimigos, de outros homens que estão fazendo as coisas erradas, esses atributos tornam-se não apenas “utilizáveis”, mas necessários! Além de Príncipes, eles precisam também saber ser Guerreiros!


Confesso que, ao assistir filmes de guerras patrióticas, onde sempre existem aqueles guerreiros cheios de honra e valentia (esses filmes são os meus favoritos, além dos épicos em geral!!! =P), algumas vezes sinto-me tentada em querer ser o Guerreiro, e não a Princesa!! Hehehe... Talvez seja pela falta tão grande de homens que queiram assumir esse papel nos nossos dias. O fato é que vejo tanta grandeza de caráter, um senso de destino tão bem definido e objetivos de vida tão valorosos nestes homens, que, quase chego a desejar ser um homem também, para vestir a armadura, posicionar o escudo, montar o cavalo e desembainhar a espada rumo à luta, ao lado de outros cavalheiros cheios de honra! É certo que, algumas vezes, nós, mulheres, também precisamos ser guerreiras, em nossas lutas diárias pela verdadeira feminilidade, mas o papel oficial de Guerreiros é mesmo dos homens. Espero que eles não temam assumir essa renomada função.


Mulheres, nós precisamos reconhecer nossa culpa neste processo de “feminilinização” dos homens, e parar de cobrar que eles ajam, em tudo, como nós agimos. Da mesma forma que nós não devemos querer ser iguais a eles, eles também não devem ser iguais a nós. Que cada um desenvolva suas capacidades, vocações específicas e responsabilidades e, então, alcançaremos o equilíbrio que nossa sociedade perdeu.

 
Gentis, sim, sem sombra de dúvida. Mas não MULHERES, e sim HOMENS. Com Coragem, Força, Valentia, Determinação, Iniciativa, Liderança, Masculinidade, Honra. Verdadeiros Cavalheiros!