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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Vai valer à pena!



Sou uma jovem de quase 25 anos, considero-me bonita, legal, tentando aprender a ser uma verdadeira cristã, e... SOLTEIRA. Não, isso não é um anúncio! É apenas uma bate-papo com vocês, moças jovens, sobre essa coisa tão difícil de esperar pelo romance.

Se você já está se distanciando dos 20 e se aproximando dos 30, como eu, deve também estar sentindo uma certa “nuvenzinha” nublando o sol sobre a sua cabeça durante um tempo que vai se tornando progressivamente maior sempre que você pensa sobre casamento. rs. Não é fácil! Para cada uma de vocês, meninas, que hoje me leem, quero dizer: não é fácil! Especialmente se você foi selecionada por Deus para fazer parte daquela espécie de mulheres sonhadoras, românticas, choronas, bobonas e com um instinto materno que aflora por todos os lados (como eu)! Aí entramos numa área crítica! rs.

Não é fácil, meninas, sonhar com o futuro, como toda menina em algum momento sonha ou sonhará, e não ver, diante de você, nenhum vislumbre de como ele será, de quando ele chegará, de como acontecerá e, em contrapartida, ver o tempo passando apressadamente. De verdade, normalmente é bastante difícil. Posso dizer pra vocês que passamos a pensar em tantas coisas quando chegam os 21 anos, os 22, os 23, os 24... chegar nos 25, então, é barra! (E eu estou quase lá! rs) Pensamos sobre quanto tempo vai levar até conhecermos aquele cara que conquistará nosso coração, construirmos uma amizade pura e verdadeira, esperar pela declaração e o pedido de compromisso, depois o noivado, a preparação para o casamento, para, ENTÃO (Uffa!), chegar o grande dia! Isso sem falar do “quase desespero” que dá quando pensamos em quanto vai demorar pra chegar o primeiro filho!! rsrs.

É engraçado falar sobre essas coisas, mas, se você já passou dos 24 ou está chegando lá, sabe como essas coisas vão passando a “fazer morada”, lentamente, em nossos pensamentos! rs. E isso é natural! Deus colocou em nós esse desejo de formar família, de começar uma nova história – a NOSSA história! É algo dEle em nós, então, é natural que ansiemos por isso.

Mas, infelizmente, toda essa situação é algo que tem levado MUITAS moças, inclusive moças cristãs, a se desesperar e começar a abrir mão dos padrões e valores de Deus para sua vida emocional e relacional. Tenho visto tantas moças que antes estavam esperando por um verdadeiro homem de Deus, o seu “cavaleiro de armadura brilhante”, começar a se preocupar tanto com o tempo passando que passaram a diminuir o seu padrão, a acreditar que não vale mesmo à pena esperar por um relacionamento do coração de Deus, em pureza, em santidade. Quantas moças, ansiosas que estavam por encontrar a pessoa certa, acabam se iludindo com caras errados e tentando fingir que são os certos, somente pelo “quase desespero” para não ficarem sozinhas, ou porque se permitiram ficar tão frágeis emocionalmente que aceitam o primeiro “bom” que aparece para suprir a sua carência emocional.

E isso é triste. Muito triste! Nossos sonhos, aqueles que Deus mesmo plantou em nossos corações, começam a parecer tão bobos, inocentes, sem sentido. Na verdade, nós começamos a nos deixar convencer por aquelas vozes, que sempre estiveram presentes, tentando destruí-los, de que eles não tem sentido nenhum. Deixamo-nos convencer porque manter nosso padrão elevado parece diminuir ainda mais nossas chances de encontrar alguém e ter nossa tão esperada “história de amor”.

Se você tem passado por isso, seja que idade você tenha hoje, quero lhe dizer: não se deixe enganar! Não se deixe enganar pelo tempo passando diante dos seus olhos. Não se deixe enganar pelas vozes que querem roubar o tesouro que o Senhor tem lhe dado. Não se deixe enganar por seu próprio coração que tem esquecido de que nossa vida deve ser vivida pela FÉ, e a FÉ é a “certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos” (Hb. 11.1). Fé é CERTEZA de que receberemos o que esperamos, porque sabemos de quem e em quem estamos esperando. É uma PROVA, mesmo de coisas que não podemos ver, porque sabemos que podemos confiar nAquele que prometeu. E assim deve ser também em nossa espera por nosso futuro casamento.

Eu poderia estar pensando em desistir, em abrir mão, me desesperar e dizer “não deve ser nada daquilo que eu estive pensando até aqui! Acho que preciso mesmo diminuir meu padrão, senão nunca vou encontrar a pessoa certa!”. Eu teria muitos motivos para querer voltar atrás, de maneira especial o fato de que nunca namorei e já tive várias oportunidades de relacionamento que nunca foram pra frente (sem falar da pressão que é ver minhas amigas noivando, casando e tendo filhos! rs). Eu poderia ser uma pessoa carente por nunca ter me envolvido com ninguém, poderia aceitar a opinião de todo mundo de que “se eu não tentar, nunca saberei”, poderia querer me aventurar em alguma coisa meio “legal” pra ver se daria certo... eu poderia – se não fosse essa Voz ressoando em meu espírito, testemunhando com ele de que eu conheço os padrões DE DEUS, e são esses padrões que eu devo seguir.

Mas, mesmo quando bate a carência e a solidão (porque, sim, elas batem!), mesmo quando fico cansada de estar esperando durante todo esse tempo, mesmo quando perco as forças ao ver como é difícil essa coisa de se envolver e relacionar, mesmo quando fico mal cada vez que acho que encontrei “a pessoa certa” e descubro (mais uma vez) que “ainda não é ele”... mesmo com todos esses momentos, no fim, às vezes após muito choro e muita briga com Deus, meu coração sempre acaba acalmando, aquietando, como uma criança que fez birra durante um tempão, se cansou e ficou quieta, e sempre conclui: mas AINDA VALE À PENA ESPERAR! Eu SEI que VALERÁ À PENA!

Sei que valerá à pena quando penso na história que poderei contar um dia – para minhas filhas e meus filhos, para as crianças e adolescentes de uma geração que diz ser impossível se manter puro, virgem e separado para o casamento, para as gerações que virão e nas quais será cada vez mais comum o divórcio, os casais que se “juntam” mas nunca se casam, os adolescentes que iniciam e mantem vida sexual ativa cada vez mais cedo, gerações nas quais as palavras PUREZA e SANTIDADE serão quase extintas, e nas quais quase nunca se falará ou acreditará em AMOR VERDADEIRO!

Sim, quando em penso em todas essas coisas, e em poder falar para essas gerações, meus filhos, meus netos, seus amigos, e para minha própria geração ou os adolescentes de hoje que, em pleno século 21, quando quase ninguém mais acreditava em casamento, família, honra, valores, eu ESPEREI PELO MEU FUTURO ESPOSO, isso enche meu coração de alegria e expectativas! Como será lindo dizer que guardei para aquele com quem me casei não apenas a minha virgindade, mas também meu coração, meus sonhos, meus beijos, meus carinhos, tudo somente para ele! Como será lindo dizer para ELE o quanto eu o esperei, o quanto abri mão de todos os outros, porque eu estava esperando por ELE! Como isso será um presente para nosso matrimônio e para nossos descendentes!

Sim, ainda vale à pena esperar! Eu não tenho dúvidas disso! Vale à pena porque, através das lutas que enfrentamos, meninas, das dificuldades e dos nossos momentos de solidão, quando gostaríamos de estar com alguém mas decidimos continuar sozinhas porque a Voz do Senhor ainda não ressoou aquele “Sim, é este que eu estava preparando para você!”, através de tudo isso estamos permitindo que Deus escreva uma história que O honrará e O testemunhará num mundo que necessita urgentemente disso! Precisamos ser não apenas as vozes que falam de pureza, santidade e vida rendida aos pés do Senhor – precisamos ser os EXEMPLOS de uma vida assim! E isso tem um preço, que nós sabemos quão caro custa, se optamos por pagá-lo. Mas a recompensa por fazer essa opção um dia chegará, e a maior de todas será ver Deus usando nossa história para o SEU LOUVOR!

Por favor, meninas cristãs, convoco vocês a não desistirem! Continuem firmes nos propósitos que o Espírito Santo tem plantado em seus corações, continuem firmes na Palavra de Deus, continuem firmes na direção do Pai! Este mundo precisa de vocês. Este mundo precisa de nós!

Com amor, sua irmã que tem lutado este duro, mas ainda assim Bom Combate junto com vocês!

Aline.

domingo, 24 de julho de 2011

Antes eu queria...

 

Antes eu queria um príncipe. Hoje quero um servo do Príncipe.

Antes eu queria um poeta. Hoje quero um sábio.

Antes eu queria uma grande paixão. Hoje quero um grande amigo.

Antes eu queria um conto de fadas. Hoje quero um amor real.

Antes eu queria um músico. Hoje quero um líder.

Antes eu queria alguém que me fizesse rir. Hoje quero alguém com quem possa chorar.

Antes eu queria emoção. Hoje quero vida.

Antes eu queria o imediato. Hoje quero o futuro.

Antes eu queria por mim. Hoje quero pelo Senhor...


quarta-feira, 25 de maio de 2011

A pureza da noiva e a missão dos homens



“Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a Igreja e deu a sua vida por ela. Ele fez isso para dedicar a Igreja a Deus, lavando-a com água e purificando-a com a sua palavra. E fez isso para também pode trazer para perto de si a Igreja em toda a sua beleza, pura e perfeita, sem manchas, ou rugas, ou qualquer outro defeito.” (Efésios 5: 25-27)


Efésios, capítulo 5, um texto tão estudado para se compreender o papel do homem e da mulher mediante a condição do relacionamento conjugal. No entanto, não é sobre “o marido ame a sua esposa e a esposa seja submissa ao seu marido”, especificamente, que quero falar hoje. Porque há algo incrivelmente maravilhoso ainda muito escondido no restante destes versículos, e é uma mensagem para os homens.

Homens, o chamado de Deus para suas vidas de maridos é que vocês sejam para suas esposas o que Cristo é para Sua Igreja. Essa é a missão de vocês quer vocês ainda estejam solteiros, quer já tenham conhecido suas futuras esposas ou quer já estejam casados. Vocês são chamados a olhar para esta mulher que Deus escolheu para ser sua auxiliadora da forma que Cristo olha para Sua Igreja – e com os mesmos objetivos que Ele o faz.

O versículo 25 de Efésios 5 fala que o marido deve amar sua esposa como Cristo amou a Igreja. E como Cristo amou Sua Noiva? Dando sua vida por ela. Porém, há ainda uma outra pergunta que é feita e respondida neste texto, e que deve ser feita por todos os homens para quem essas palavras são dirigidas: Para quê Jesus deu a sua vida pela Igreja? Essa resposta determina uma postura, um objetivo de vida que toda verdadeira mulher espera de um verdadeiro homem, especialmente numa relação amorosa para matrimônio.

E as respostas são duas:


1) Para dedicar a Igreja a Deus

“Ele fez isso para dedicar a Igreja a Deus, lavando-a com água e purificando-a com a sua palavra” (Efésios 5:26).

Que objetivo lindo! Cristo nos amou, Sua Igreja e Noiva, e se entregou por nós para poder dedicar-nos a Deus. Ele não apenas “pagou o preço da nossa liberdade”, como um senhor que tem pena do escravo paga o preço ao seu dono para que ele possa ser livre. Ele resgatou sua noiva, mas também cuidou dela, lavando-a de toda a sujeira e purificando-a de toda a maldade e pecado através da Sua palavra (Ezequiel 16: 3-14). É o que Cristo tem feito até aqui. Tem cuidado de nós, nos purificado dia-a-dia, para oferecer-nos a Deus.

Essa é também a missão do marido para com sua esposa. Por isso ele é chamado a ser sacerdote. Um de seus objetivos enquanto esposo deve ser cuidar de sua esposa, lavando-a de toda a sujeira, lutando por sua purificação, para apresenta-la a Deus um dia.

Homens, vocês foram instituídos sacerdotes do casamento e da família! Olhem para suas esposas como Cristo olha para a Igreja e dediquem-se a prepara-las como sacrifícios totalmente agradáveis a Deus, a exemplo de Jesus.


2) Para preparar a Igreja para Si
“E fez isso para também pode trazer para perto de si a Igreja em toda a sua beleza, pura e perfeita, sem manchas, ou rugas, ou qualquer outro defeito.” (Efésios 5:27)

Cristo também amou Sua noiva e entregou-se por ela para poder trazê-la para perto de si, e aqui estão os adjetivos que todo noivo deve esperar encontrar em sua noiva, como Cristo espera encontrar em nós: em toda a sua beleza, pura e perfeita, sem manchas, ou rugas, ou qualquer outro defeito. Uau! Para mim, esta é uma das grandes revelações a respeito da missão do homem em seu relacionamento com uma mulher.

Diante de uma realidade em que os homens são os violadores da pureza das mulheres, são aqueles que causam as manchas e rugas e frustrações e amarguras e tantos outros defeitos, Deus revela em Sua Palavra que o Seu chamado para os homens é exatamente o oposto.

Homens, SUA MISSÃO é dedicar-se para que sua noiva (namorada/esposa/futura-esposa) aproxime-se de você PURA E PERFEITA. Essa é uma luta que deve ser chefiada por VOCÊ! Esse deve ser um OBJETIVO seu! Ou seja: Deus criou você para ser o guardião, e não o violador, da pureza, da santidade, da verdadeira beleza da mulher que Ele confiar a você!

Vocês não podem imaginar o quanto nós, mulheres, precisamos disso! Num tempo em que os homens esqueceram quase completamente disso, nós precisamos assumir esse papel e nos tornar nossos próprios “guardiões”. Mas Deus chamou VOCÊS para o serem.

Isso é MUITO importante quando tratamos de relacionamento pré-conjugal (namoro e noivado). Os relatos mostram que, normalmente, são os homens que pedem às mulheres para “avançar o sinal”, para “ir um pouquinho mais além”, para PECAR. Enquanto isso, as mulheres precisam se tornar os soldados que sempre dizem o não e resistir contra toda a tentação vinda de seus parceiros, como se não bastasse a tentação de sua própria carne e de Satanás. É claro que isso não é a totalidade dos casos, mas refletindo a realidade dentro da igreja, é o que costuma acontecer. Aqueles que deveriam estar lutando pela pureza de suas futuras-esposas são exatamente os maiores inimigos desta pureza, porque elas estão envolvidas, porque são muito mais tentadas por aqueles a quem amam e a quem não querem magoar. Então, a noiva que deveria aproximar-se do noivo em TODA A SUA BELEZA, PURA E PERFEITA, SEM MANCHAS OU RUGAS OU QUALQUER OUTRO DEFEITO, é privada disso pelo próprio noivo.

Rapazes, quando vocês olharem para suas namoradas ou noivas, lembrem-se disso: vocês devem ser para com elas como Jesus é para com Sua Igreja – desejando trazer para perto de si uma Noiva TOTALMENTE PURA E IMACULADA. Não as deixem lutar por essa pureza sozinhas. Não sejam os instrumentos de provações e tentações em suas vidas. Mas entendam que vocês são chamados a serem os GUARDIÕES, os PROTETORES desse tesouro incalculável que Deus colocou em suas mãos: a PUREZA DA NOIVA!

Não tenham dúvidas de que as bênçãos que este tesouro, quando bem guardado, semeado e valorizado, pode trazer dentro da aliança de vida que vocês firmarão no casamento serão muito além de tudo o que possa parecer tentador antes disso. Nós precisamos saber que vocês estão lutando ao nosso lado, e não contra nós, que serão os nossos protetores, aqueles que lutarão pelo nosso bem, nossa pureza e santidade diante de Deus até o fim, junto conosco.

Vivam como Deus os chamou para viver e vocês poderão provar da plenitude da felicidade, e da revelação desta gloriosa relação de Cristo para conosco, que o Senhor planejou para o casamento.

Guardem a Pureza da Noiva.

Nós contamos com vocês!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Quando sonhos se tornam realidade... [Eric Ludy]


"As crianças pequenas sabem sonhar. Mas à medida que crescemos, rapidamente aprendemos a ser cuidadosos para não colocar demasiada esperança em finais "felizes para sempre". Houve um tempo em que nós inocentemente acreditamos em finais de contos de fadas para vidas difíceis. Mas à medida que amadurecemos e ganhamos sofisticação, freqüentemente deixamos de acreditar no céu ao fim da corrida, e tão estranhamente só nos atrevemos a acreditar no inferno em que estamos lutando até hoje.

Como um dos meus amigos desiludidos e abandonados da faculdade uma vez disse: "O inferno parece muito atraente, agora, em comparação com o que eu tenho para ansiar da vida." Quando nós experimentamos desapontamentos, rapidamente corremos para a racionalização mais próxima para adquirir uma armadura protetora, de modo a nunca deixar que o desapontamento nos machuque novamente. Paramos de viver por algo belo - e começamos a aceitar algo medíocre.

No romance, nós paramos de viver para os finais "cavalgando ao pôr do sol", e começamos a nos conformar com os "idiotas que estão interessados ​​em uma coisa só" e flertam que apenas "querem se sentir especiais por uma noite."

A história a seguir é a nossa jornada para encontrar algo de belo neste mundo de desilusão e dor. O que nós descobrimos nunca pode ser tirado, porque o que encontramos foi esperança. A esperança em um mundo que nos informou erradamente que nós evoluímos da ameba e que Deus morreu com a polca em 1960. O que encontramos foi paz. Encontramos alegria. Encontramos um Amor que olhou nos nossos olhos e ousou enfrentar a dor de forma a ganhar o prêmio do outro lado.

Bem, Les e eu encontramos a dor que inevitavelmente surge quando você escolhe andar em uma estrada menos percorrida, mas também encontramos a recompensa. Encontramos os problemas, mas também encontramos o Deus que transforma nossos problemas em gloriosos triunfos. Nós encontramos a solidão, mas também descobrimos a maravilha de relacionamentos sinceros e tenros. No caminho, nos deparamos com um segredo surpreendente - o segredo dos sonhos sem limites.

Que esta história lhe ofereça esperança. Deixe-a levantar o seu rosto e colocar uma centelha de imaginação de volta em seus olhos e os sonhos do céu em seu coração. Deixe Deus lembrá-lo de quão grande Ele realmente é da mesma forma que - num dia em que o arroz encheu o meu cabelo e a alegria encheu o meu coração - Ele me lembrou.

Acredite em mim, toda a dor que a paciência e a perseverança podem infligir vale a pena pelo verdadeiro amor. Você terá que experimentar por si mesmo, mas mesmo algo tão simples como um beijo se torna inesquecível e inestimável quando o autor do romance está escrevendo a história de amor. 



Deixe-me lhe dizer agora: Deus está sempre perto... quando os sonhos se tornam realidade.”


[Do livro “When dreams come true”, de Eric e Leslie Ludy, páginas 11-13. Original em inglês. Traduzido por mim.]

domingo, 27 de março de 2011

Hora de Avaliar - Parte I: o Outro


“Um homem pode herdar dos seus pais casa e dinheiro, mas só Deus pode dar uma esposa sensata.” (Pv. 19.14)


A escolha de um cônjuge, sem dúvida, é um dos passos mais importantes na vida de uma pessoa. Pastores e líderes dos mais confiáveis têm declarado isso e, ainda que não tivessem, não é difícil de chegar a essa conclusão. A Bíblia está cheia de avisos quanto à escolha de um bom cônjuge ou quanto aos malefícios que se pode sofrer em decorrência de uma má escolha (Pv. 12.4; 14.1; 18.22; 19.13; 21.9, 19; 25.24; 27.15; 31. 10-31; etc). Esta é uma decisão que poderá vir para somar forças em sua caminhada rumo aos propósitos e chamado de Deus para sua vida, ou para ser uma constante pedra de tropeço – e por um tempo indeterminado de sua vida terrena. Portanto, é preciso muito cuidado quando se vai fazer essa escolha.

Como falamos no post “Convicções”, o difícil não é falar sobre características que uma pessoa deve ter para fazer parte de um casamento cristão fundamentado na Bíblia. Não faltam textos e pessoas falando sobre esse assunto. O difícil é lembrar de todos estes conselhos quando nossa carne e nosso espírito batalham para tomar esta decisão. Tenho visto pessoas que tinham convicções muito claras enquanto solteiras e sem interesse particular em ninguém mas, quando se depararam com partidos que agradaram aos olhos (mas não tanto ao espírito), acabaram abrindo mão de suas convicções e tornando seus critérios de avaliação negligentes.

Por esse motivo decidi retomar o assunto e voltar a falar um pouco sobre isso. Penso que, visto que a maioria de nós terá que passar por esse momento de decisão tão importante, nunca é demais relembrar certos aspectos e, assim, fortalecer as convicções que o Senhor tem nos dado. Se é difícil fazer a coisa certa quando temos convicções bem formadas, quanto mais se não houver convicção nenhuma! Como escrevi no último post: é preciso treinar as táticas de sobrevivência quando a situação está tranquila e estável (solteiros e sem partidos em vista) para poder saber o que fazer quando a hora das provações surgir (solteiros e com partidos e interesses em vista).

No post de hoje, então, gostaria de abordar algumas questões que acho serem vitais quando avaliamos se uma pessoa pode ou não ser o cônjuge que esperamos. Nossa “Parte I”, então, será: Hora de Avaliar o Outro!

1) Vida Espiritual

Sem dúvida, o primeiro passo. A coisa mais importante. Nenhum traço de caráter, personalidade, responsabilidade ou qualquer outra coisa boa será suficiente se a pessoa não estiver com sua vida diante de Cristo. É preciso avaliar, então:

- É um cristão genuíno? Teve uma conversão real ou apenas aparente? É religioso ou realmente cristão?

- Qual o nível de maturidade na fé? Já enfrentou momentos de deserto espiritual? Como reagiu a eles? Tem estabilidade na fé?

- Tem buscado crescimento contínuo em seu relacionamento com o Senhor ou tem se acomodado?

2) Teologia

Há pouco tempo atrás, esse item não fazia parte de “minha lista” (rs). Por quê? Eu simplesmente não sabia nada de teologia e sua importância. Hoje, vejo a enorme importância que isso tem. Quando falo de “teologia”, falo das coisas nas quais a pessoa acredita no que diz respeito à fé, de maneira especial, a maneira com que ela se relaciona com a Bíblia. Teologia é a forma como a pessoa enxerga tudo o que está relacionado com Deus, e isso afetará todas as áreas da vida. Digo isso, principalmente, em função de todos os desvios e enganos doutrinários que se tem pregado em nossos dias, sem falar da falta de ensino teológico-doutrinário da maioria das igrejas, o que forma cristãos sem base para compreender e viver uma fé correta. Aqui entram os perigos do liberalismo e relativismo religiosos, do neopentecostalismo e outras correntes evangélicas, e a necessidade de retornar a uma fé centrada nas Escrituras. Dentro disso, então, poderíamos perguntar:

- A pessoa tem se preocupado em buscar conhecimento a respeito da fé, de forma a compreender a verdade bíblica e viver apenas esta verdade?

- Em que a pessoa baseia suas crenças e seus discursos: em seu próprio entendimento, em outras pessoas ou nas Escrituras?

- A teologia defendida por ele(a) é compatível com a sua? Vocês concordam? Se não concordam, como andarão no mesmo caminho durante a vida de casados? Dará certo um cristão de fé reformada casado com uma cristã de fé pentecostal? Quais aspectos podem interferir no que será defendido após o casamento?

3) Convicções

Tanto quanto elas são importantes para nós, elas o são para a pessoa com quem nos casaremos. Algumas perguntas são:

- Ele(a) tem convicções bem formadas, colocadas e trabalhadas diante de Deus?

- Essas convicções já foram colocadas à prova: por circunstâncias, amigos, família, igreja? Elas têm sobrevivido ao tempo e às situações contrárias?

- São convicções baseadas em quê? Em honrar a Deus, viver os Seus padrões e agradá-Lo em todas as coisas, ou em busca por admiração e reconhecimento dos outros?

- Essas convicções são compatíveis com aquelas que o Senhor tem colocado em seu coração? Exemplo: você tem convicção de que deve guardar o beijo para o dia do casamento, porém encontra uma pessoa que acha isso a maior bobagem. O que você fará? Abrirá mão de sua convicção ou avaliará com mais critério ainda essa pessoa?

- Importante avaliar convicções a respeito de: como deve ser um relacionamento pré-matrimonial; como deve ser a relação conjugal (papel do marido e da esposa); como deve ser a criação de filhos; entendimento sobre chamado e ministério e outros.

4) Relacionamentos

Muitíssimo importante. É a hora de ver se o que a pessoa fala confere com o que ela vive. Observar como são os relacionamentos desta pessoa com os outros. Isso inclui:

a) Família: é uma das coisas mais importantes. Quem ele(a) é quando está dentro de casa, convivendo com seus pais e irmãos? Exatamente porque é lá que nós mais demonstramos nossa verdadeira identidade. Um ditado popular, que me soa muito sábio, diz que da forma como um rapaz trata sua mãe ele tratará sua esposa (o mesmo com a moça e seu pai). Dentro da convivência familiar, muitas coisas devem ser observadas:

- Como lida com os pais? Respeita a autoridade dos pais ou se rebela contra eles? Sabe abrir mão de sua vontade em detrimento de ordens superiores? Como se relaciona com os irmãos: respeita-os e vive pacificamente com eles, ou vivem brigando? Se preocupa com os outros ou é individualista? Vive bem em grupo, procurando o bem-estar geral? Sabe pedir perdão? Sabe perdoar? E lá vamos nós numa lista sem fim.

b) Amigos: Como diz o ditado popular: “Diga-me com quem andas e te direi quem és”, ou, segundo I Coríntios 15:33, “As más companhias corrompem os bons costumes”. As pessoas que consideramos nossos AMIGOS mostram muito de quem somos.

- Quem são os amigos dessa pessoa? São pessoas que você gostaria de ter como amigos? São pessoas que você pode admirar como servos de Deus? São amizades que edificam ou apenas para “entretenimento”? São amizades estáveis ou que duram pouco e logo se desfazem?

c) Pessoas em geral: o que as pessoas em geral dizem dele(a)? Seus colegas de trabalho ou escola, aqueles que não têm a oportunidade de conviver mais intimamente com ele(a), as pessoas da vizinhança... qual a opinião geral a respeito desta pessoa? É boa ou é ruim? Ele(a) sabe se relacionar cordialmente com as pessoas fora do círculo de intimidade, ou só se relaciona com seu grupinho seleto? Ajuda e se importa com os outros? É uma pessoa de muitos relacionamentos desfeitos ou “inimigos”? Tem muitos problemas ou situações pendentes com outras pessoas?

d) Autoridades: Como essa pessoa lida com autoridades? Seu pastor, seus pais, seu chefe de trabalho ou superior... Sabe respeitar e se submeter a eles? Ou só sabe fazer sua própria vontade? Quando uma autoridade pensa diferente dela ou a disciplina, qual sua reação? Sabe ser humilde e obedecer? Mantem relações de autoridade saudáveis e duradouras, ou vive quebrando-as por não conseguir se submeter?

5) Visão alheia:

Para finalizar, algo que pode fazer TODA a diferença na hora de avaliar um “cônjuge em potencial”: o que as outras pessoas pensam a respeito dele como seu futuro cônjuge. O que as pessoas que estão de fora dizem sobre o relacionamento entre vocês? Seus amigos mais íntimos, verdadeiros cristãos comprometidos com seu crescimento e pureza em Deus, sua família, as pessoas que pensam como você... O que eles acham? Essa é uma pergunta que SEMPRE deve ser feita! Por quê? Porque é muito evidente como ficamos meio incapazes de raciocinar direito quando acreditamos que encontramos “a pessoa certa”. Tudo nos parece muito perfeito e todo erro, por maior que seja, parece pequeno demais. Portanto, é hora de OUVIR OS OUTROS! E, mais do que isso: prestar atenção e levar em consideração o que as pessoas nos dizem. Se um amigo íntimo, que lhe conhece e pensa como você, chega para questionar algum comportamento duvidoso daquele “partidão”, se lhe pede pra prestar atenção ou se posiciona contra a relação, NO MÍNIMO, é preciso parar e considerar isso uma, duas, três, quatro vezes. Se uma pessoa em quem confiamos como servo de Deus está com um pé atrás acerca do indivíduo, precisamos ficar com um pé atrás também, afinal, é uma pessoa confiável e que se preocupa com nosso bem. A mesma coisa nossos pais. Portanto, NUNCA podemos negligenciar as opiniões de outras pessoas em quem confiamos e que são tementes a Deus, especialmente se for uma opinião negativa. A melhor postura, na minha opinião, é não dar mais nem um passo, deixar que o tempo mostre quem tem razão ou não. Esperar.

É claro que isso não é tudo, porém termino, finalmente, com alguns conselhos dos sábios da Bíblia, expostos no livro de Provérbios:


“Procure bons conselhos e você terá sucesso; não entre na batalha sem antes fazer planos.” (Pv. 20.18)

“Antes de entrar numa batalha, é preciso planejar bem, e, quando há muitos conselheiros, é mais fácil vencer.” (Pv. 24.6)



Deus lhe abençoe quando sua “Hora de Avaliar” chegar! ;)

terça-feira, 8 de março de 2011

Convicções...



“O caminho que você toma com os seus pés nunca deveria contradizer as convicções do seu coração”
(Joshua Harris – Eu disse adeus ao namoro)

Ter convicções é fácil. Ouvir a verdade e reconhecê-la como tal, na teoria, não requer tanto de nós. Criar teorias belas e impactantes não é tão difícil assim. Somos convencidos por palavras sábias e concordamos com elas e, assim, nos achamos bons demais.

O difícil é viver convicções, quando elas precisam ser vividas. Esse é que é o grande desafio. Não saber o que é certo, mas fazer o que é certo. Transformar teoria em prática. É neste ponto que caímos.

Porque escolher as palavras que parecem mais corretas e santas, usá-las e pregá-las aos outros é simples demais. O problema é quando nós mesmos nos deparamos com as situações reais em que devemos aplicá-las em nossas próprias vidas.

O momento em que precisa-se decidir quem comandará: os pés ou o coração.

São os pés que tomam o caminho. Aonde eles forem, todo o corpo será obrigado a ir. Eles são os guias. O coração? Ele deveria ser o mestre, aquele que dá as ordens aos pés. Afinal, por acaso têm os pés a capacidade de refletir para tomar decisões? Não. Portanto, Deus não poderia falar aos pés. Mas Ele fala aos nossos corações. E é lá que nascem, crescem e moram nossas convicções. É lá que Deus escreve Suas verdades.

Estamos parados, ou andando lentamente em uma paisagem rotineira, e Deus começa a falar sobre os caminhos perigosos que podem, e irão, surgir à frente e o que devemos fazer quando isso acontecer. Nossos caminhos, neste momento, estão tranquilos, e então é bastante fácil ir ouvindo os conselhos, anotando-os no coração e dizendo: “Sim, Senhor! Estou entendendo, sim! Poxa, Você tem toda a razão! Pode deixar que, quando isso acontecer, eu farei exatamente o que o Senhor está dizendo!”. Até achamos aqueles conselhos belíssimos, de tamanha sabedoria que nos fazem regozijar em ouví-los!

No entanto, um dia os caminhos perigosos aparecem. Ouvimos tanto falar sobre eles! Porém, quando nos deparamos com eles, eles parecem tão diferentes das descrições que ouvimos. Parecem-nos tão pouco perigosos, até mesmo agradáveis! E, então, vemos a bifurcação no caminho. Temos que tomar uma decisão. Há uma placa indicando “Perigo” apontando para a esquerda. E uma placa de “Siga por aqui” apontando para a direita. O Mestre já havia falado que seria assim.

Mas, o caminho à esquerda encontra-se cheio de luzes coloridas, vários bancos para descanso e todas as pessoas à sua frente parecem se dirigir para lá. E o caminho à direita parece tão estreito, difícil de trilhar e, o pior, não parece haver ninguém indo para lá. Como pode a placa de “Perigo” estar voltada para a esquerda e não para a direita?

Então, trava-se a guerra. O coração diz: “O Senhor falou sobre isso! Ele disse que haveria uma placa de perigo e que não deveríamos seguir por ela. Vamos pelo caminho da direita!”. Mas os pés se revoltam e protestam: “O quê? Por acaso você não está vendo a diferença entre estes dois caminhos? Veja só como o caminho da esquerda parece seguro e confortável! Todos estão indo por ele! Como pode haver perigo lá? Enquanto o caminho da direita... ele mete medo! Não há ninguém lá e ele é tão estreito! Nós vamos pela direita!”.

Neste momento, todas as pessoas que estavam trilhando o caminho da esquerda voltam-se para a situação e passam a opinar: “Ah, esse caminho aí do lado não dá em lugar nenhum, não! É impossível de trilhá-lo! Dizem que ele dará em um lugar muito bonito, o mais belo da região. Mas a verdade é que ele tem tantas pedras e espinhos que é simplesmente inviável andar por ele! Venha por aqui conosco. Ainda que haja essa placa de perigo aí, a verdade é que esse aqui é o único caminho possível de trilhar! Não se preocupe com isso!”.

E chega-se o momento da decisão. O momento pelo qual todos passaremos. E a decisão quem tem que tomar somos nós. No momento de colocar o corpo em movimento, o que poderá fazer o pobre coração? São os pés que tomarão o caminho, qualquer que seja ele. Ainda que o coração proteste e, depois de todas as convicções construídas durante o caminho que para trás ficou, saiba qual a resposta certa, ele pouco poderá fazer se os pés decidirem contrariá-lo.

Não haverá jeito, então, se os pés decidirem? Sim, haverá. Ainda há uma saída: um cérebro que controla o corpo inteiro – inclusive os pés teimosos. A verdade é que é nossa responsabilidade escolher o caminho.

A questão é: a quem daremos ouvidos, aos pés ou ao coração?


“Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mateus 7. 13,14)


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Mais dEle... (More of Him - Eric e Leslie Ludy)




More of Him                                                  Mais dEle
*by Eric and Leslie Ludy                             * Eric e Leslie Ludy

I stand before you now                                    Eu estou diante de você agora
With a sacred vow                                          Com um voto sagrado
To love you for a lifetime                                Para te amar por toda a vida
To give you all my heart                                 Para lhe dar todo o meu coração

But there's One who's there                            Mas há Alguém que está lá
Where my love will fail                                    Onde meu amor irá falhar
And He is all that I'm not                                 E Ele é tudo que eu não sou

So now I must decrease                                  Então, agora eu devo diminuir
Usher His full glory in                                      Lhe conduzir à Sua completa glória
May there be less of me                                 Que haja menos de mim
And more of Him                                            E mais dEle

CHORUS                                                      REFRÃO

When you see me                                          Quando você me vê
May you see reflections                                 Que você veja reflexos
Of One who's perfection won't end                 Daquele que é a perfeição sem fim

When you hold me                                         Quando você me abraça
May you feel the touch of                               Que você possa sentir o toque
The One who loves much more                     Daquele que ama muito mais
Than I can comprehend                                 Do que eu posso compreender

When you fall more in love with me                Quando você se apaixonar mais por mim
May you fall more in love with Him                 Que você se apaixone mais por Ele

As the years go by                                          À medida que os anos passarem
May I always try                                             Que eu possa sempre tentar
To draw you closer                                         Atraí-lo para mais perto
To your one true destiny                                 Do seu verdadeiro destino

My love for you is great                                  Meu amor por você é grande
But it's just a taste                                           Mas é apenas uma amostra
Of what's waiting in eternity                            Do que está esperando na eternidade

So now I must decrease                                 Então, agora eu devo diminuir
Usher His full glory in                                     Lhe conduzir à Sua completa glória
May there be less of me                                Que haja menos de mim
And more of Him                                            E mais dEle...


*NO COPYRIGHT INFRINGEMENT INTENDED

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Someday...

“O período da espera é de uma beleza ímpar. O mistério do que virá, a expectativa do que Deus está fazendo, e a certeza de que Ele está fazendo algo. A construção de sonhos que amadurecem com o tempo e tornam-se mais tranquilos, límpidos e belos. Aquele tempo em que aprendemos o que devemos ser, somos moldados e aperfeiçoados, e imaginamos o quanto Deus está fazendo naquela pessoa ainda desconhecida que um dia iremos encontrar. Não que seja fácil ou sempre simples. Como seria bom se fosse! Se não fosse nosso coração apressado e ansioso por, finalmente, desvendar tudo o que está por vir... Mas, mesmo nesta ansiedade, crescemos. Aprendemos a arte da paciência, da humildade e autonegação, da confiança em Deus – mesmo em Seus nãos. Vivemos o paradoxo que é regozijar-nos em um “não”, pois os “Nãos” de Deus trazem consigo “Sims” maravilhosamente melhores. E esperar pelos “sims” é mais do que belo, é uma honra, dádiva de Deus...”
ALGUM DIA (LARUE)

Eu não sei se você está perto ou distante
Mas eu sei que estou pensando em você hoje
Eu não sei se ao menos sei seu nome
Mas eu sei que eu estou orando por você do mesmo jeito

Algum dia iremos nos apaixonar
Você será meu eu serei sua
Nossos corações serão um
E nosso amor sempre irá resistir

Então eu precisarei de você, e eu irei te querer
E eu irei encontrá-lo algum dia
Então eu te amarei, e então te defenderei
E eu estarei contigo sempre

Nosso amor será tão forte e puro
Você me fará sentir como eu nunca me senti antes
Você será perfeito apenas para mim
Você irá fazer esses olhos começarem a ver

Algum dia iremos nos apaixonar
Você será meu eu serei sua
Nossos corações serão um
E nosso amor sempre irá resistir

Então eu precisarei de você, e eu irei te querer
E eu irei encontrá-lo algum dia
Então eu te amarei, e então te defenderei
E eu estarei contigo sempre

Sua fé pelo Senhor será forte
Embora eu saiba que a espera é longa
E embora eu seja jovem, eu ainda acredito
Que você está lá fora orando por mim

Então eu precisarei de você, e eu irei te querer
E eu irei encontrá-lo algum dia
Então eu te amarei, e então te defenderei
E eu estarei contigo sempre..."


[Cause this kind of love worth waiting for...]

(*Agradecimentos especiais à minha querida irmã e amiga em Cristo, Kesley, que me enviou essa música linda! Deus te abençoe, linda!! ^^)


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O que a Bíblia diz sobre Namoro? (Pr. Clodoaldo Machado) - Parte 2


Transcrição da Palestra "O que a Bíblia diz sobre Namoro", proferida pelo Pastor Clodoaldo Machado, na 6ª Conferência de Jovens da Editora Fiel, no ano de 2008.

*Algumas modificações feitas por mim para facilitar a leitura.


"Namoro não é divertimento! Namoro tem que conduzir a um propósito. O princípio tem que ser altruísta, e não pensando no bem-estar pessoal. Se for egoísmo, então é PECADO! Veja, pode não ter sexo, pode ser “santo” (entre aspas), namoro “direitinho”... Mas se a motivação é egoísta É PECADO! Porque estará sendo usado o corpo da outra pessoa pra ter prazer! Não tô falando de sexo. Tô falando de beijo, abraço, aperto de mão... Quando você abraça uma pessoa não te dá prazer? “Não, é ruim, pastor! Eu faço porque ela gosta!”. Quando você beija não te dá prazer? “Não, pastor, é horrível! Ô, negócio chato! Mas ela gosta, e como eu só penso nela (ou nele!)... Eu o amo! Eu a amo! Então eu faço isso por ELA, não tô pensando em mim de maneira nenhuma!...”.

Sejamos honestos: namoro dá prazer! Beijos, abraços agonizam... porque eles querem conduzir à relação sexual! E aí você fica naquela luta! Agonia, como nós passamos na época do nosso namoro! É uma agonia o namoro... Se você não conseguir visualizar o casamento, quando ele vai acontecer, é um sofrimento, porque o namoro fica um “namoro casas bahia”: a perder de vista... “Eu não sei quando vai acontecer o casamento, mas nós estamos namorando!”. Pessoal, intimidade é assim: começa e vai indo, e vai indo... Aí o casal fala assim: “Acho que nós tamo avançando, nós precisamos parar, porque acho que nós estamos avançando e o negócio tá ficando complicado!”. Pessoal, não dá pra voltar! Quando a intimidade foi se aproximando, não consegue voltar mais! Ela só aumenta, aumenta, aumenta... até que chega no ponto. “Ah, eu consegui!”. Talvez, um ou outro consiga, mas só tem duas opções. Aliás, três – vou ser misericordioso e vou dar mais uma: ou interrompe, ou cai, ou casa. Ou interrompe esse namoro, porque intimidade não tem retrocesso, ela vai aumentando, aumentando, aumentando...

Então, é preciso saber qual é a motivação. Qual é o meu propósito para com essa moça? PAIS, perguntem pros namorados de suas filhas quais são as intenções deles com elas!!! Essa é uma pergunta que não pode faltar, não sei porque caiu em desuso. Quais são as intenções? O que você quer?

Um namoro usa o nosso corpo! Nosso corpo possui impulsos, reações e necessidades. O namoro USA o corpo. O toque físico estimula os sentimentos do coração que querem conduzir à relação sexual! E aí fica difícil controlar isso. Por isso é que Deus, pra resolver esse problema, criou o casamento! E a quem pertence o nosso corpo? É Santuário do Espírito Santo! Irmãos, quando a Bíblia diz que o nosso corpo é santuário do Espírito Santo, ela está falando da nossa relação sexual! [...] O apóstolo Paulo está dizendo que o nosso corpo é santuário do Espírito Santo quando ele está falando de união com o sexo oposto. Pertence a DEUS, não pertence a mim! O corpo do crente deve ser usado para a GLÓRIA DE DEUS! O crente foi comprado na cruz. Tá tudo isso escrito em I Coríntios, capítulo 6. O teu corpo não é teu! Você sabe por quê? Se você é salvo, lavado e remido no sangue de Cristo, o TEU CORPO pertence a ELE! Não é teu mais! O apóstolo Paulo, quando iniciava as suas cartas, disse: “Paulo, servo de Cristo Jesus”. E a palavra Servo é tão profunda, que ela significa “eu não sou meu! Nada é meu! Tudo é de Cristo!”. O teu corpo não é seu!

Quando ele fala do corpo, o que ele tinha em mente? Relação sexual? Corpo todo ou “alguma parte específica”? Refere-se à totalidade física, com todas as suas necessidades, estímulos e reações. Um crente tem o direito de entregar o seu corpo pra outra pessoa? Eu não tô falando de SEXO!!! Tô falando da sua totalidade do corpo! Ele tem direito de fazer isso? Não é dele!

Como Deus resolveu, então, a questão? Deus nos fez com necessidades, irmãos! Necessidades físicas, e uma delas é sexual! Deus nos fez assim! Então, como Deus resolveu esse problema? Ele resolveu através do CASAMENTO! Compromisso é a solução! Paulo reconhece, no capítulo 7 de I Coríntios que o sexo é uma necessidade nossa. Ninguém tá negando que é uma necessidade. É uma necessidade! Mas a satisfação, o suprimento dessa necessidade é que é o problema. Então, nós precisamos ter uma visão sobre Deus e sobre a SUA vontade. Deus resolveu o problema com o CASAMENTO! Deus nos criou com necessidades, estímulos e supriu-nos através do casamento. Necessidades reais, suprimento SANTO – que se chama casamento.

A vontade de Deus para o nosso corpo, em Tessalonicenses, capítulo 4, versículos 3 a 7: “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição, impulsos carnais e que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo, em santificação e honra, não com desejo de lascívia, não querendo usar o outro para ter prazer, como os gentios que não conhecem a Deus, e que nesta matéria ninguém ofenda nem defraude o seu irmãos”. Irmãos, se eu tô usando o corpo de alguém e não tô comprometido com ela, seja que tipo de uso for, não precisa nem ser a relação sexual consumada, se eu estou usando só pra meu prazer, eu a estou defraudando! É isso que esse texto diz.

E continua dizendo: “porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente ao vingador, porquanto Deus não vos chamou para impureza, e sim para a santificação”. O que a Bíblia diz sobre namoro? A Bíblia é contra ou é a favor? Essa não é a pergunta. É “Por que você quer namorar?”. Você tem condições de se casar? Você tem condições de se comprometer com essa pessoa pra que você possa usar o corpo dela? Porque, no dia do casamento, você vai ganhar presentes. Mas o maior presente que um casal ganha, no casamento, é a união sexual. E esse presente quem dá é Deus. Ele pega o seu corpo, que pertence a Ele, e diz: Agora, você entrega o seu corpo pra essa pessoa porque Eu quero. E Ele pega o corpo da moça, que não pertence a ela, pertence a Ele, e diz: Agora, você entrega o seu corpo pra esse rapaz, porque Eu quero. EU quero que vocês desfrutem deste presente que Eu estou lhes dando, que é a intimidade sexual! Por isso é que Adão, quando olhou para Eva – e Deus estava entregando o corpo de Eva pra ele – ele disse: esta, afinal, é osso dos meus ossos, carne da minha carne, se chamará varoa, porquanto do varão foi tomada. E os dois se tornaram UMA só carne! E não se envergonhavam. Era uma intimidade harmoniosa e perfeita, porque estava de acordo com o plano de Deus. Foi reservada para o Casamento!

A vontade de Deus é que um jovem e uma jovem cheguem ao casamento sem nunca terem experimentado QUALQUER tipo de intimidade com outra pessoa. Cheguem PUROS. Que prazer é pra uma moça o dia que ela chegar no casamento e dizer praquele rapaz: “Eu nunca tive intimidade com ninguém! O meu corpo está totalmente preservado pra você.”. Eu não tô falando de virgindade! Tô falando de CORPO preservado. E o rapaz: “Eu nunca experimentei mulher alguma! Nunca. Eu estou totalmente preservado pra você!”. Esta é a vontade de Deus! "

 
 
*Não deixem de ler a Primeira Parte deste texto.
 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O que a Bíblia diz sobre Namoro? (Pr. Clodoaldo Machado) - Parte 1

Pessoal, queria indicar fortemente que todos leiam esse texto. Solteiros, pessoas que estão namorando, pensando em namorar, até mesmo os PAIS de jovens e adolescentes. É mais uma transcrição de uma palestra proferida pelo Pastor Clodoaldo Machado, na 6ª Conferência de Jovens da Editora Fiel, em 2008. O Pr. Clodoaldo Machado é pastor da Igreja Batista Parque Industrial, em São José dos Campos, São Paulo.

As palavras do pastor Clodoaldo estão entre as mais realistas e necessárias de serem ouvidas (ou lidas) que eu já encontrei sobre a visão cristã do namoro até aqui. Tantos quantos puderem, não deixem de ler!

Não transcrevi toda a palestra, pois é muito grande. Tomei apenas os aspectos que abordam diretamente o namoro e que falam principalmente de questões práticas. Porém, o áudio completo pode ser baixado em: Áudio - O que a Bíbliz diz sobre o Namoro ; e o vídeo pode ser assistido em Vídeo - O que a Bíblia diz sobre o Namoro.

Dividirei a transcrição em 2 partes, para não ficar muito extenso. Não deixem de ler toda ela.

Que a graça de Deus nos dê convicções estabelecidas nEle, em Seus padrões, em Sua verdade bíblica, em Sua santidade, e nos dê forças para viver essas convicções quando chegar o tempo!

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O que a Bíblia diz sobre Namoro - Parte 1

“Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e Ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tiago 1: 13-15)


“O pecado surge na cobiça: forte desejo carnal ou do coração. Ele é um desejo atraente e sedutor. Ele não é ruim, do ponto de vista carnal. A Bíblia vai dizer que “atrair”, no grego, significa literalmente “arrastado” – me seduz de tal forma que eu fico entregue a ele, eu não tenho forças contra ele. Esse é o pecado, e ele é muito atraente. “Ele seduz”, no grego, significa, literalmente, ser “engodado” por alguém; o pecado engoda, em outras palavras, ele engana, ele seduz manhosamente, ele convence de que aquilo é bom. Por isso que as pessoas (dizem): “Mas isso é bom pra mim! Eu quero isso pra mim! Eu não vejo que mal há nisso!”, mas isso é efeito do pecado, muitas vezes. O pecado sai do coração e vai para a ação...

Então, o pecado não é uma questão de comportamento. Pecado é uma questão de essência. Pecado é uma questão daquilo que se processa no meu coração. Então, o pecado é muito mais frequente do que nós imaginamos. Davi escreveu: “pois eu conheço as minhas transgressões, o meu pecado está sempre diante de mim”. Não é uma questão comportamental, apenas. O apóstolo Paulo foi citado ontem a noite: “Porque eu sei que em minha carne não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim, não porém o efetuá-lo”. O entendimento de que o pecado é uma questão apenas comportamental tem permitido muitas atitudes erradas. Lembra o que eu falei ontem do “Partidão”? “Esse camarada é um Partidão!... só falta ser crente”. Porque as pessoas olham a questão do comportamento apenas. Se uma pessoa tem um caráter moral intocável, a gente diz que ela é “quase um crente”. [...]

Hebreus vai dizer que nossa maior luta é contra o pecado, porque ele se processa no nosso coração: “Ora, na vossa luta contra o pecado ainda não tendes resistido até o sangue, estás esquecido do Senhor Jesus Cristo, estás discorrido da disciplina que o Senhor opera em vós”. Então, o pecado não deve ser analisado a partir do comportamento, mas ele deve ser analisado a partir do coração. [...] Um comportamento pode parecer legítimo. Você olha o comportamento e diz: “O que tem de errado nisso? O que tem eu namorar essa moça? Eu já tenho 18 anos, ela também. Nós somos maiores de idade. Somos crentes! Estamos na igreja... Qual é o problema deu namorar essa moça???”. “Nós não vamos cair sexualmente. Nós vamos nos controlar!”. Olha, analisando o comportamento. “Nós vamos namorar direitinho!”.

Irmãos, eu não sei quem definiu que “namoro direitinho” é só ausência de sexo! Não sei quem fez essa definição. [...] A Bíblia (e eu espero que você creia nisso), que é a autoridade final na nossa vida, na nossa prática, não definiu assim! Ela não diz que um relacionamento é santo só porque ele não tem sexo! Um casal pode estar namorando, e os dois serem crentes, até com a aprovação dos pais, mas aquilo pode não ser santo. Porque nós não analisamos a questão do comportamento, nós analisamos a questão do coração – é ali que nós temos que analisar. Portanto, o pecado é como se processam as coisas no coração. Nós temos que olhar nossas motivações.

O que me motiva a fazer o que eu estou para fazer? Por que eu quero fazer isso? Toda ação tem uma motivação por trás. Tudo que você faz tem uma motivação. [...] Então, você não analisa o que vai ser feito, mas por que vai ser feito.

Há essa tentativa de querer tornar aquilo que é santo mais agradável ao homem pecador, baixar o padrão. Pr. Kevin me emprestou um livro sobre namoro, título do livro é “Eu disse adeus ao namoro”, escrito por um jovem, Joshua Harris. E ele deu uma ilustração muito interessante. Ele disse: “Eu tenho uma cesta de basquete no meu quintal que é de altura regulável. Dependendo da altura que eu colocar aquela cesta, parece que eu jogo muito bem! Eu coloco aquela cesta numa altura mais baixa, eu enterro, eu faço festa, e quem passa na rua fala: que grande jogador de basquete! Mas é porque eu baixei o padrão. Quando eu coloco ela na altura normal, aí vão ver que eu não sei jogar nada!”. Então nós precisamos saber, ter consciência disso: o que me motiva? [...] Para que eu tenha uma ação que produza um resultado. Eu tô pensando só no resultado? Se eu pensar só no resultado, eu vou agir como o mundo – o mundo que pensa só no resultado, o mundo é que faz de tudo pelo resultado. O crente não, o servo de Deus não! Porque Deus não vê o resultado, Deus vê antes a motivação.

Por que você quer namorar aquela moça? Por que você quer namorar aquele rapaz? “É porque eu estou apaixonado!”... Tá vendo? Já começa com o foco em si mesmo. Já tá olhando pros seus desejos pessoais, pro seu egoísmo. “É só desta que eu me agrado” – olha Sansão! “É só desta que EU me agrado”. [...]

Então, o namoro não é cristão só porque ele tá “certinho”. Ele vai ser cristão quando a MOTIVAÇÃO é correta! E aí a gente sabe o que é quando a motivação tá correta: a motivação é correta quando o rapaz tem dinheiro! Pra casar! Há dois anos atrás, eu falei aqui que a minha filha tem 4 anos. Quando chegar a vez dela, se o camarada não vier balançando o holerite* pra mim, ele nem entra em casa! Não é quanto tem no holerite. Eu não tô interessado em dinheiro. Eu quero saber se ele tem condição de tirar a minha filha de casa! E sustenta-la. Aí eu vou saber que as intenções dele tem motivações corretas, que ele tá pensando em algo mais sério do que mero “entretenimento”. Porque namoro virou entretenimento! Diversão! [...] Então, não vai nem entrar! Eu quero saber se ele é um HOMEM. Digno, trabalhador, tem condições de sustentar minha filha! Por que Eliezer, quando foi lá pedir a mão de Rebeca pra se casar com Isaque levou aqueles presentes, aquelas jóias de ouro? “Pastor, isso é uma questão cultural! Isso era da época, era o dote!”. Era o dote sim, e é uma questão cultural, mas tinha uma motivação por trás: aquilo era a forma dele dizer “eu posso leva-la, porque Isaque tem condições de sustenta-la, ele tem condições de cuidar dela!”.

A primeira vez que o apóstolo Paulo descreveu o homem, a primeira palavra que ele usou foi a palavra “egoísta”, que significa “amor próprio”, “amor pessoal”. [...] E, geralmente, o namoro começa no amor próprio: “Aquela moça vai me agradar! A beleza dela me agrada. O corpo dela me agrada. Eu a quero pra mim!”. “Aquele rapaz me agrada! O carro dele me agrada. O emprego dele me agrada. A posição dele me agrada...”. Tudo “ME, ME, EU...”. [...]

Então, a pergunta: “Por que namorar?”. Qual a motivação? É altruísta ou egoísta? Se for altruísta, princípios devem ser observados. Trabalha? Tem comprometimento com a igreja? Tem maturidade emocional? Porque, irmãos, casamento é problema! Você sabe porque inventaram namoro, inventaram “ficar”? Porque é uma forma de eu ter os prazeres sem o comprometimento! Então, eu posso desfrutar sem me comprometer. Porque o comprometimento do casamento é um problema, precisa ter maturidade emocional pra lidar com os problemas! “Mas, pastor, eu nem tava pensando em casamento!”. Então esquece o namoro! Tava pensando em que, então? “Ah...”. É egoísmo, irmãos, sejamos honestos conosco mesmos! Sejamos sinceros. Tô pensando em mim! A motivação é pessoal, é satisfação pessoal. [...]

Então, quando um jovem me pergunta: pastor é a vontade de Deus que eu namore aquela moça?, eu falo: você tá trabalhando? “Não, eu não tô ainda”. Eu falo: Ah, então não é a vontade de Deus! Porque eu não entendo que Deus vai te dar uma coisa que Ele não deu condição pra você executar segundo os princípios da Palavra dEle! Eu não posso entender. Aí ele fala assim: “Mas, então, a gente vai namorando, aí eu vou ajeitando essas coisas”. Não! A Bíblia diz o que: o amor tudo ESPERA. Ah, então você faz o seguinte, você fala pra essa moça te esperar e você vai correr atrás da tua vida. “Ah, mas aí demora, pastor... Aí não dá certo, demora né! Aì a gente fica aqui?”. Fica! Quantos anos Jacó esperou por Raquel? Sete anos! E a Bíblia diz que pareceram-lhe sete dias, pelo muito que ele a amava. Pessoal, não vai demorar. Se você ama mesmo essa moça, vai passar rapidinho! Corra atrás! Emprego, dinheiro, pra poder casar, pra poder dar uma vida pra essa moça."


[Continua...]


O jovem cristão e o namoro (Pr. Clodoaldo Machado) – Parte 4

Transcrição da Palestra: O Jovem Cristão: A Vida Espiritual e o Namoro, Sete Vezes no Dia eu Te Louvo - Pr. Clodoaldo Machado (4 ª Edição da Conferência Fiel para Jovens - Ano 2006).

*Algumas modificações feitas por mim para melhorar a leitura.



Romanos, capítulo 12, versículos 1 e 2 vão dizer: “Rogo-vos, pois, que apresenteis vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente”. Agora, vamos pensar aqui. É um versículo tão bonito, né? A gente lembra dele de cor. Agora, o que é sacrificar o corpo? O corpo significa os nossos sentimentos naturais, que desagradam a Deus, que são egoístas. É isso! Eu tenho que sacrificar isso. Veja bem: pode acontecer de um rapaz crente ficar apaixonado ou gostar de uma moça incrédula? Pode acontecer? “Ó, pastor, graças a Deus nunca aconteceu comigo, né? Porque eu sou uma pessoa santa!”. Claro que pode acontecer! O camarada tá gostando de uma moça que é incrédula! Mas o simples fato dela ser incrédula já é o suficiente pra “Sacrifica isso! Não caminha nessa direção!”. O culto é racional. A tua razão diz o quê? A minha razão diz que é pra eu não me pôr em jugo desigual, porque que comunhão há entre a luz e as trevas? É isso que a minha razão diz. Mas o meu sentimento diz assim: “Rapaz, olha que moça! Você não ta apaixonado por ela? Corra atrás!”. Mas a razão diz “Não!”. Então você vai obedecer quem? Por isso que o apóstolo Paulo diz: “Vejo nos meus membros a lei do pecado, mas na minha consciência a lei do espírito. Quem eu vou obedecer?”. Por isso ele vai dizer aqui: “Andai em espírito e jamais satisfareis as concupiscências da carne, porque a carne milita contra o espírito e o espírito contra a carne, porque são opostos entre si”. O problema é que nós andamos na carne! A carne não quer dizer “que não pense em relações sexuais ilícitas”. Não. É satisfazendo os sentimentos. [...]


Ao encontrar-se com Cristo, o servo de Deus é capacitado a viver racionalmente, e não sentimentalmente. Então, você pode conviver com os outros, você pode amar os outros, porque você não depende daquilo que você sente. Porque Deus ta fazendo você voltar ao que Ele havia colocado em Adão antes da queda: alguém capaz de obedecer. Deus disse pra Adão: Não coma do fruto que está no meio do jardim! [...] Obedeça! Deus nos deu essa capacidade, de obediência, de obedecer. Então, o crente não precisa mais tomar decisões baseado no sentimento. E, quanto ao casamento, que é uma decisão importante, ela deve ser tomada racionalmente. Ele deve pensar, deve raciocinar. Não importa se ele ta apaixonado ou se ele não ta. “Ih, pastor!”. Mas é verdade. O que importa é o que ele acredita racionalmente, não o que ele ta sentindo. Você não pode ser escravo do seu sentimento, ok? Você tem que ser racional. Então, as nossas decisões têm que ser tomadas racionalmente. Agora, é interessante que, pras outras coisas, a gente toma racionalmente. [...]


Agora, os namoros são comumente baseados no que se sente. Não há análises racionais um do outro. [...] “Quanto tempo vai durar esse namoro?”. Parece promoção do calçadão: “Enquanto durar o estoque”. O estoque de sentimento, porque a hora que acabar o sentimento, o namoro acaba. Irmãos, o amor é racional ou é sentimental? [...] O outro pergunta assim: “Será que vai dar em casamento?”. Aí diz assim: “Só Deus sabe!”. Ele não tem certeza de nada, é um tiro no escuro! “Ah, a gente ta vendo!”. Será que Deus quer assim, que estejam “vendo” se vai dar ou se não vai dar? Será que é isso? Será que Deus espera isso de nós? A gente vai comprar o carro e a gente faz o “test driver” né? Será que é assim? Faz o test driver. Será que Deus quer que a gente faça o “Teste do Namoro” pra saber se vai dar certo? Então não é assim!


Eu gostaria que você lembrasse disso: Sansão, ele se apaixonou por uma moça e, ainda que os pais disseram “Não há entre nós uma moça com quem você possa casar”, ele disse “Não! Somente desta eu estou apaixonado!”. Deu tudo errado! Porque ele casou só porque ele tava apaixonado, ele não analisou racionalmente como os pais dele queriam que ele analisasse. Amnom se apaixonou pela própria irmã! E deu no que deu. A Bíblia diz que ele ficou frustrado sexualmente porque ele não podia ter a sua irmã, quando diz lá “ele enamorou-se dela”. E deu tudo errado. E tem um outro exemplo que não é de relacionamento com o sexo oposto, mas envolve o sentimento: Acabe quando quis ter a vinha de Nabote. Deu tudo errado também. Porque ele quis satisfazer os seus sentimentos, só. Não houve análises racionais.


Então, casamento, ele tem que ser baseado na razão. E quando é que começa? Começa hoje, começa agora.

 
“Eu vou amar essa pessoa porque vejo que ela tem características pra ser a minha esposa”. [...]

Vamos orar: “Senhor, nossa gratidão, ó Pai, a Ti, por esse tempo que passamos juntos aqui, Pai, pensando, raciocinando nestas coisas que envolvem o relacionamento com o sexo oposto. Nós sabemos que o Senhor tem planos para isso, sabemos que o Senhor tem princípios que devem reger essas nossas atividades, Senhor, e nós desejamos realmente nos adequarmos a elas, e não criarmos atalhos, criarmos jeitinhos, ó Pai, ao nosso próprio gosto, mas sermos obedientes, fazermos aquilo que o Senhor espera realmente nessa decisão que está entre as decisões mais importantes de nossas vidas, ó Pai – é quando nós vamos nos entregar a uma outra pessoa. Nos ajuda, Senhor, nos dirija, que estas coisas fiquem em nossos corações pra que o Senhor seja glorificado, Senhor, através do relacionamento que haveremos de ter com o sexo oposto, ó Pai, no caso destes jovens. Oramos assim, gratos, no nome do Senhor Jesus. Amém”.