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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Os filhos que deixaram de sonhar...

[*Em homenagem à minha mamusca linda que me indicou este tão belo texto!
Te amo, mãezinha! ^^]

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A Lua que não dei

[Cecilio Elias Neto]


"Compreendo pais – e me encanto com eles – que desejariam dar o mundo de presente aos filhos. E, no entanto, abomino os que, a cada fim de semana, dão tudo o que filhos lhes pedem nos shoppings onde exercitam arremedos de paternidade. E não há paradoxo nisso. Dar o mundo é sentir-se um pouco como Deus, que é essa a condição de um pai. Dar futilidades como barganha de amor é, penso eu, renunciar ao sagrado.

Volto a narrar, por me parecer apropriado à croniqueta, o que me aconteceu ao ser pai pela primeira vez. Lá se vão, pois, 45 anos. Deslumbrado de paixão, eu olhava a menina no berço, via-a sugando os seios da mãe, esperneando na banheira, dormindo como anjo de carne. E, então, eu me prometia, prometendo-lhe: ‘Dar-lhe-ei o mundo, meu amor.’ E não lho dei. E foi o que me salvou do egoísmo, da tola pretensão e da estupidez de confundir valores materiais com morais e espirituais.

Não dei o mundo à minha filha, mas ela quis a Lua. E não me esqueço de como ela pediu, a Lua, há anos já tão distantes. Eu a carregava nos braços, pequenina e apenas balbuciante, andando na calçada de nosso quarteirão, em tempos mais amenos, quando as pessoas conversavam às portas das casas. Com ela junto ao peito, sentia-me o mais feliz homem do mundo, andando, cantarolando cantigas de ninar em plena calçada. Pois é a plenitude da felicidade um homem jovem poder carregar um filho como se acariciando as próprias entranhas. Minha filha era eu e eu era ela. Um pai é, sim, um pequeno Deus, o criador. E seu filho, a criatura bem amada.

E foi, então, que conheci a impotência e os limites humanos. Pois a filhinha – a quem eu prometera o mundo – ergueu os bracinhos para o alto e começou a quase gritar, assanhada, deslumbrada: 'Dá, dá, dá...’. Ela descobrira a Lua e a queria para si, como ursinho de pelúcia, uma luminosa bola de brincar. Diante da magia do céu enfeitado de estrelas e de luar, minha filha me pediu a Lua e eu não lha pude dar.

A certeza de meus limites permitiu, porém, criar um pacto entre pai e filhos: se eles quisessem o impossível, fossem em busca dele. Eu lhes dera a vida, asas de voar, diretrizes, crença no amor e, portanto, estímulo aos grandes sonhos. E o sonho da primogênita começou a acontecer, num simbolismo que, ainda hoje, me amolece o coração. Pois, ainda adolescente, lá se foi ela embora, querendo estudar no Exterior. Vi-a embarcar, a alma sangrando-me de saudade, a voz profética de Kalil Gibran em sussurros de consolo:

“Vossos filhos não são vossos, mas são os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Eles vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. (...) Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.”

Foi o que vivi, quando o avião decolou, minha criança a bordo. No céu, havia uma Lua enorme, imensa. A certeza da separação foi dilacerante. Minha filha fora buscar a Lua que eu não lhe dera. E eu precisava conviver com a coerência do que transmitira aos filhos: ‘O lar não é o lugar de se ficar, mas para onde voltar’.

Que os filhos sejam preparados para irem-se, com a certeza de ter para onde voltar quando o cansaço, a derrota ou o desânimo inevitáveis lhes machucarem a alma. Ao ver o avião, como num filme de Spielberg, sombrear a Lua, levando-me a filha querida, o salgado das lágrimas se transformou em doçura de conforto com Kalil Gibran: como pai, não dando o mundo nem a Lua aos filhos, me senti arqueiro e arco, arremessando a flecha viva em direção ao mistério.

Ora, mesmo sendo avós, temos, sim e ainda, filhos a criar, pois família é uma tribo em construção permanente. Pais envelhecem, filhos crescem, dão-nos netos e isso é a construção, o centro do mundo onde a obra da criação se renova sem nunca completar-se. De guerreiros que foram, pais se tornam pajés. E mães, curandeiras de alma e de corpo. É quando a tribo se fortalece com conselheiros, sábios que conhecem os mistérios da grande arquitetura familiar, com régua, esquadro, compasso e fio de prumo. E com palmatória moral para ensinar o óbvio: se o dever premia, o erro cobra.

Escrevo, pois, de angústias, acho que angústias de pajé, de índio velho. A nossa construção está ruindo, pois feita em areia movediça. É minúsculo o mundo que pais querem dar aos filhos: o dos shoppings. E não há mais crianças e adolescentes desejando a Lua como brinquedo ou como conquista. Sem sonhos, os tetos são baixos e o infinito pode ser comprado em lojas. Sem sonhos, não há necessidade de arqueiros arremessando flechas vivas.

Na construção familiar, remos erguido paredes. Mas, dentro delas, haverá gente de verdade?"


[Publicado em 01/08/2008, no “Correio Popular” – Campinas]

*Obs: isto não é um texto teológico, portanto favor desconsiderar aspectos teológicos ou doutrinários.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Essas coisas do nosso tempo de criança...


Cresci ouvindo essa música, e lembro bem da primeira vez em que eu realmente parei para ouvir o que ela dizia. Eu estava no carro com meu pai, e então ela começou a tocar. E eu comecei a chorar. Lembro tão bem de como fiquei envergonhada por estar chorando dentro do carro, e como tentei esconder isso do meu pai. Provavelmente não consegui, mas esse foi o impacto que essas palavras tiveram em mim.

Hoje, essas palavras são cantadas em tantos lugares por aí, mas não sei se as pessoas realmente têm parado para ouvi-las e refletir sobre o que elas falam.

O que elas falam a mim é sobre o real valor de uma família, esta “utopia” para a nossa “sociedade moderna”. Um valor que não está no conforto que se pode oferecer aos filhos, na qualidade da casa, das roupas, dos imóveis, dos empregos... Mas um valor que pode ser encontrado na mais simples moradia, nos mais humildes trabalhos, nas maiores dificuldades financeiras. Um valor que está nos relacionamentos, no amor mútuo, na alegria da companhia, nas lembranças dos momentos felizes que ficarão...

Lembro bem que, desde criança, e principalmente durante a adolescência (e já falei disso por aqui pelos blogs), eu e meu pai costumávamos tirar noites e noites para deitarmos juntos em uma rede e conversarmos sobre a vida. Meu pai contava sobre sua infância e adolescência, cheias de dificuldades materiais, mas também cheia de lembranças lindas. Minha avó nunca trabalhou, somente meu avô, e ele nunca havia completado sequer o ensino médio. Eu não tento ignorar quantas situações ruins meu pai teve que enfrentar por causa disso, o que o faz se preocupar muito com nossa formação hoje, mas sempre me surpreendi muito com a quantidade de lembranças alegres que meu pai tinha pra compartilhar. Seus momentos nos interiores do Pará, com seus primos e tios, onde não havia nem luz elétrica; seus momentos brincando na rua com o irmão e os amigos da vizinhança, com algum brinquedo inventado por eles mesmos, correndo, se sujando, rindo muito juntos; seus momentos curtindo um simples pastelão que o vovô trazia para alegrar a criançada; os banhos de chuva, de poças de lama, de igarapé e de tantas coisas simples, que até hoje fazem parte da sua vida...

Todas essas coisas me marcaram muito. Porque me fizeram pensar em minha infância, e principalmente na infância das crianças de hoje, e como falta todo esse sentimento de “Vida”. Faltam amigos, faltam brincadeiras, risadas, relacionamento. Faltam corridas, chuvas e poças de lama. Faltam choros, brigas com os colegas, planos infalíveis para fugir de casa e encontrar com “a turma”. Faltam lembranças. Num mundo em que os pais tem se dedicado a dar tudo aos seus filhos, as crianças nunca estão satisfeitas com o que têm, nunca realmente entendem o valor do que ganham. E vejo o enorme contraste desta imagem com as coisas tão simples que alegravam a vida difícil de meu pai e seus irmãos, há alguns anos atrás.

Lembranças... Coisas que guardamos vivas de nosso tempo de crianças. Que coisas são essas? São bons momentos vividos juntos, ou são montes de brinquedos, vídeo-games super potentes e os maiores lançamentos das empresas de modernidades que ficam amontoados em um quarto e nunca são usados por ninguém?

Eu posso me lembrar de como era divertido ter um álbum de figurinhas, daquelas revistas sem nenhum atrativo “moderno”, mas sair pra ir na vendinha na rua de trás de casa para comprar os envelopes de figurinhas, pegar uma cola branca para colá-las na revista e descobrir se eu ia ganhar algum brinde! rs. Não tinha nenhum brinde valioso, mas era o máximo saber se os colegas da rua já tinham a figurinha que eu ainda não tinha! Lembro da vez em que fugi de casa, pulando o portão da frente, pra poder ir brincar de Barbie na casa da minha “melhor amiga”, que morava na frente de casa! rs (e de como acabei passando a tarde fora de casa, sem ter dito pra ninguém onde estava! E como meus pais quase morreram de preocupação com isso e me deixaram de castigo umas quantas semanas!! rsrs). Lembro de como era emocionante ter a permissão de meus pais pra ir nas casas de minhas amiguinhas da rua, e brincar com as bonecas delas, ou assistir um filme da Disney, ou cantar e dançar alguma música de “Sandy e Júnior”!! rsrs. Lembro de nossas fotos bem pequenininhos, deitados nos braços da mamãe ou do papai em uma rede, no meio da sala, naquela casa bem pequenininha e sem atrativos, e lembro das músicas que mamãe e papai nos cantavam, e de como elas permanecem na lembrança até hoje.

São lembranças que dinheiro nenhum pode comprar! As tardes pulando o muro de casa pra andar de patins, achando graça das quedas que um e outro tomavam, entrando na construção da casa do vizinho escondidos para fazer uma “análise investigatória” do terreno, correndo do cachorro que se soltou da casa do fulano, juntando um dinheirinho pra ir à mercearia comprar salgadinho... Enfim, lembranças de infância.

Uma época em que nossa casa ainda era simples, em que meus pais batalhavam juntos para estabilizar a situação, andando em nosso fusquinha, depois num chevete, depois em um golzinho velho... rs. Mas foram momentos que jamais serão esquecidos! As idas ao parque, à praça, ao circo... as visitas semanais à locadora, para pegar sempre o mesmo filme: “Turma da Mônica” pra mim e minha irmã, e “Cavaleiros do Zodíaco” pro meu irmão! Hehehe.. E o melhor de tudo: meu pai deitava do nosso lado, e todos assistíamos o filme juntos! Isso sem falar das férias juntos, em nossa praia, andando descalços na lama, atravessando pontes velhas de madeira, caçando conchas e carangueijos, pulando ondas, enterrando um e outro na areia, correndo e dando altas gargalhadas...

Ahhh!! Graças a Deus, eu tive uma boa infância! Com tantas lembranças que não haveria espaço para falar de todas elas. E como é bom tê-las! Hoje vejo tantas crianças que tem tudo, mas não tem nada. Que só sabem falar dos brinquedos que querem ganhar de presente, mas que não tem um sorriso sincero e alegre nos lábios, e que vivem tão carentes de afeto. Crianças que não sabem o que é ter um vizinho com quem brincar. Crianças que passam meses e meses sem deitar junto com seus pais, ou sair com eles, para fazer algo divertido juntos. Crianças que não aprenderam a ser crianças. Que não aprenderam a enxergar que a vida é feita de coisas simples.

São estas coisas simples, sem pompa, sem exagero que espero oferecer aos meus filhos quando for a vez deles de vive-las também. Não espero ter muito dinheiro, espero ter muitas lembranças a deixar. Coisas que o tempo não destrói, e dinheiro nenhum compra. Que meus filhos aprendam a ver a beleza das coisas simples, e alegrar-se nelas. E, assim, entendam que vivem não para “ter”, mas para “dar”, para “ser” aos outros e a Deus! Que nossas lembranças não sejam computadores e televisões de 42 polegadas, mas dias de chuva, dias de rede, de risadas, de amizades, de dominós, de amor...

Dias vividos em Deus!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Quando meninos aprendem (ou não) a ser Homens

Compartilho com vocês esse excelente texto postado originalmente no blog Julio Severo e, posteriormente, no Pensadores Brasileiros.

Ainda que o Mulheres Virtuosas seja voltado para as mulheres, e este texto fale principalmente acerca dos rapazes, ele trata da importância de homens e mulheres assumirem suas funções dentro da família, e de meninos e meninas serem criados com a definição correta de quem eles devem ser quando crescerem. Para nós, que um dia pretendemos ser mães, entender que meninos e meninas precisam ser criados de maneiras diferentes é essencial.

Então, mais um texto para nos ajudar.

O Senhor continue a nos guiar.

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Rapazes revoltados

[Patrice Lewis]

Recentemente, li um artigo extraordinário sobre o assunto do motivo por que tantos rapazes estão revoltados, chateados e rebeldes. A escritora desse artigo (Tiffani) tem cinco filhos, inclusive dois meninos com as idades de 14 e 2 anos. No laboratório de uma vida familiar feliz, estável e caótica, ela criou essa louca teoria: de que os meninos precisam de homens para lhes ensinar a ser homens. Loucura, não é?

À medida que Tiffani observava os padrões morais, atitudes, ética profissional e senso de responsabilidade da sociedade se deteriorarem, ela não conseguia deixar de especular se a falta de um homem forte na vida dos meninos os transforma de “doces, amorosos menininhos corados” em adolescentes monstruosos. E ela ficou pensando… será que a rebelião na adolescência é uma fase natural da vida, ou será que é causada por algo de que os meninos têm falta?

A premissa da teoria de Tiffani é que as mães precisam saber quando se retirar e deixar seus filhos do sexo masculino aprenderem a ser homens sob a tutela de seus pais (ou figuras paternas). Como todas as mães, Tiffani quer proteger seus meninos de ferimentos. Mas isso é bom a longo prazo? Talvez não. Tiffani está aprendendo quando afastar-se e deixar seu marido assumir a orientação de seus meninos.

À medida que amadurecem, os meninos nem sempre vão querer — ou precisar — proteção. Eles precisam de desafios, aventuras e atos de cavalheirismo. Os pais — os pais fortes — sabem quando afastar a proteção das mães e começar a treinar seus filhos a serem homens. A palavra-chave é treinamento.

O treinamento é decisivo. Meninos sem treinamento crescem e se tornam monstruosos: fora de controle, predatórios em cima das mulheres, irresponsáveis, incapazes ou indispostos a limitar seus impulsos movidos à testosterona para agressão ou sexo. Nossa atual sociedade está toda encardida com os prejuízos que sobraram dos meninos que nunca aprenderam o que é necessário para ser um homem. Lamentavelmente, esses “meninos adultos” muitas vezes procriam indiscriminadamente e despreocupadamente, então se recusam a ser pai para os filhos que eles produzem.

Mas homens treinados transformam a sociedade. Eles trabalham duro. Eles movem coisas pesadas. Eles constroem abrigos. Eles protegem, defendem e resgatam. Eles providenciam provisão para suas famílias. Eles fazem todas as coisas assustadoras, feias e sujas que as mulheres não conseguem (ou não querem) fazer. Homens treinados são, nas palavras do colunista Dennis Prager, a glória da civilização.

Conforme aponta Tiffani, os meninos precisam de homens para ajudá-los a estabelecer sua masculinidade de modo apropriado. Os homens entendem que os meninos precisam de experiências e desafios definidores para cumprir seus papéis biologicamente programados. As mulheres não entendem isso, mas não tem problema. Pais fortes (ou figuras paternas fortes) instintivamente intervirão e começarão a treinar os meninos como domar a testosterona, como trabalhar, como respeitar as mulheres, como liderar e defender e como eliminar ameaças.

O problema começa quando não há um modelo de papel masculino para um menino imitar. Se os homens estão ausentes, enfraquecidos ou indispostos a ensinar os meninos como se conduzir, então os meninos não aprendem como ser homens. É simples assim.

As mães não têm a capacidade de ensinar os meninos a ser homens. Não importa quanto amemos nossos filhos do sexo masculino, não temos essa capacidade. As mães querem ser mães porque, afinal, é o que fazemos. Protegemos, cuidamos e beijamos as feridas dos nossos meninos. Mas chega uma hora na vida de todo menino em que ele precisa se erguer acima dos beijos nas feridas e ser um homem.

Os homens não dão beijos nas feridas. É assim que eles se tornam guerreiros e protetores.

Lembro-me de quando o filho de 13 anos de nosso vizinho andou de bicicleta até nossa casa, uma distância de um quilometro e meio em difícil estrada de terra. Ele levou um tombo desagradável e chegou coberto de arranhões e sangue. Quando lhe perguntei o que havia acontecido, ele explicou sobre o tombo… então acrescentou um sorriso radiante: “Mas não tem problema. Sou menino”. Não é preciso dizer mais nada.

Se eu tivesse me descabelado com a situação dele, falando carinhosamente, agindo de forma excessivamente preocupada e beijando seus machucados, eu teria roubado dele a aventura de ter sobrevivido de seu acidente. Ele se orgulhou das cicatrizes de sua batalha, e a última coisa que ele queria era cobri-las com ataduras infantis.

O que acontece quando os meninos não têm um homem forte para lhes ensinar? Os resultados variam de indivíduos fracos e covardes a totais brigões. Dou um exemplo em meu blog sobre uma mulher dominadora com um marido fraco criando dois filhos do sexo masculino. Esses meninos estão crescendo num lar torcido e desordenado que vai contra a natureza humana e a programação biológica, e os meninos vão virar homens abrutalhados.

Meninos que crescem com nada senão a “proteção” de suas mães — sem nenhum homem forte para lhes dar a chance de acabarem com as ameaças — se tornam revoltados e cheios de amargura. Eles sabem que algo está errado. Eles sabem que têm de defender as mulheres, mas eles guardam tanto ressentimento de suas mães por “protegerem” a eles de todos os desafios que o modo como eles veem as mulheres fica distorcido.

Se o marido dessa mulher tivesse desempenhando seu papel como cabeça da casa, esses meninos poderiam ter se tornado homens diferentes. Se ele tivesse resgatado seus filhos do perpétuo amor protetor de sua esposa, seus filhos poderiam ser Homens em Treinamento em vez de Futuros Abrutalhados. Mas temo que seja tarde demais.

Creio que uma parte de criar filhos fortes e equilibrados vem de meninos observando suas mães honrarem seu pai. O lar em que a mãe e o pai respeitam um ao outro por suas várias forças biológicas cria os filhos da forma mais estável e equilibrada possível.

Meu marido e eu não temos filhos para criar e se tornarem homens. Mas nossas meninas estão aprendendo a admirar a verdadeira masculinidade, não potenciais abrutalhados ou fracos e covardes. Ajuda tremendamente que, em nossa vizinhança, estejamos cercados de pais responsáveis que estão criando excelentes rapazes — fortes, prontos para ajudar, protetores das mulheres, ansiando serem heróis.

Com que tipo de homem você pensa que quero que minhas filhas casem algum dia? O Homem de Verdade que assume seu papel biológico de protetor e guerreiro? Ou o Rapaz Revoltado que xinga a mãe e despreza o pai? Qual lhe parece o homem mais equilibrado e firme?

Nada disso é difícil demais de entender — ou, pelo menos, não devia. Infelizmente na cultura andrógina feminista de hoje, esse conceito se tornou motivo de desprezo e zombaria.

Patrice Lewis é uma escritora independente e autora do livro “The Home Craft Business: How to Make it Survive and Thrive” (Empresa Doméstica de Artesanato: Como Fazê-la Sobreviver e Prosperar). Ela é cofundadora (com seu marido) de uma empresa doméstica de artigos de madeira. O casal Lewis vive em Idaho, educando em casa suas duas filhas e cuidando de seu gado. Visite o blog dela: http://www.patricelewis.blogspot.com/

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: WND

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Fase de treinamento: a importância do ministério com crianças!


Ah, pessoal, tenho vivido tempos muito lindos ultimamente! E grande parte disso tem estado relacionado com um de meus "pontos fracos" (ou fortes! rs): CRIANÇAS! xD

Eu sou uma amante confessa de crianças! Sempre fui e isso tem piorado ultimamente. rs. Mas, somente agora, depois de muitos anos "apaixonada" por essas criaturinhas, é que tenho me dado conta de uma realidade muito triste e muito séria: o quanto nós, enquanto cristãos, e a igreja como um todo, temos negligenciado a evangelização das crianças! Eu não imaginava o quanto estávamos sendo negligentes com elas. Mas a verdade é que tratamos as crianças, dentro de nossas igrejas ou mentalidades cristãs, como pessoas que são incapazes de compreender as verdades do Evangelho e que, portanto, não vale à pena investir nossos tempos evangelizando-as ou treinando-as.

Que grande mentira! E temos acreditado nela, seja de uma forma ou de outra.

E eu fui percebendo isso de forma muito sutil, paulatina. Primeiro, com minha priminha linda de 6 aninhos, com quem sempre tenho um tempinho, e a quem passei a compartilhar as verdades do Evangelho; depois, com outros priminhos pequenos, depois com alguns de seus amiguinhos. E uma coisa tem ficado cada vez mais evidente pra mim: como as crianças são um terreno totalmente fértil para semear as sementes de Cristo! Como nós podemos impactar e influenciar as vidas dessas criaturinhas, de forma a marcá-las profundamente, com coisas tão pequenas, com nossos exemplos, nossas vidas, a tal ponto que elas desenvolvem um desejo enorme de serem "exatamente iguais a nós". Isso é muito engraçado, mas extremamente incrível! Cada dia que estou com a Gabrielly, minha priminha de 6 anos, percebo isso de maneira mais clara: ela quer imitar TUDO que eu faço! E mais: ela NUNCA esquece as coisas que falo pra ela, ou as coisas que falo pra outras pessoas ou faço, mesmo sem perceber.

E, assim, Deus tem me mostrado a grandiosidade do que Provérbios 22.6 diz: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele". Que princípio tremendo é este! E quão verdadeiro ele é. Conquiste o coração e a confiança de uma criança, ensine algo a ela, e prove isso com a sua vida: e ela jamais se esquecerá disso!

Que oportunidades temos perdidos por causa de nossa negligência com os pequeninos! Temos um barro puro, maleável e preparado para a boa obra de Cristo - e não temos aproveitado isso.

E foi assim que o Senhor começou a trazer meu coração para além do amor e identificação com as crianças - para a importância de levar o Evangelho a elas, e semear as sementes de Cristo nelas! Afinal, este será um dos meus mais importantes chamados após o término de minha vida de solteira: criar filhos para Cristo e treiná-los para a defesa da Verdade. É hora de começar o treinamento, não é?

E, assim, depois de muitas idéias e planos pulsando em meu coração, Deus acabou me direcionando de um jeito muito natural e belo ao "PEPE" (Programa de Educação Pré-Escolar), projeto infantil da Junta de Missões das Igrejas Batistas, que está sendo realizado em um bairro muito carente daqui da cidade. E lá estou eu, pra glória do Senhor! \o/ Só estive com as crianças (20 crianças!) 3 vezes (contando com hoje), mas já tenho aprendido coisas maravilhosas, e confirmado a necessidade de referenciais de vida e de fé cristã que essas crianças têm.

Então, eu gostaria de compartilhar com vocês algumas fotos dos meus novos "filhos", nessa minha nova fase de "Tia"!! rsrsrs... Momentos lindos demais!

E que o Espírito Santo nos faça ver, com cada vez mais clareza, a necessidade destes pequeninos por ouvir o Evangelho e as verdades eternas de Deus! Que sejamos instrumentos para impactar essas vidas e marcá-las por todo o seu futuro!