Dividida entre a raiz e as asas. Esse amor tão grande pelo ninho construído: meu aconchego, meu porto seguro, minha história de afetos, minha certeza de pertencimento, meus laços, meus tesouros conquistados e guardados com tanto zelo, ano após ano, luta após luta, superação após superação, entre dores e prazeres, lágrimas e risos, sonhos e insônias - meu lugar para chamar de meu, para saber quem sou. E, ao mesmo tempo, essa vontade louca de voar, essa certeza tão convicta de que há mais, há mais de mim mesma para descobrir, há mais de mim mesma para viver, há mais para construir, há mais histórias de amor, há mais desafios a vencer, lágrimas a chorar, risos para rir, aventuras para desbravar, gente para abraçar, força para desenvolver, espaço para preencher, horizontes para contemplar, sonhos para sonhar, há mais... há muito mais. E esse mesmo coração que quer ir, quer ficar, nessa briga eterna aqui dentro, triste e feliz, cheio e incompleto, pleno e insatisfeito, lutando, guerreando, procurando encontrar um caminho, um lugar, um equilíbrio, tentando descobrir como ser pássaro com raízes fincadas ao chão, ou como ser árvore frondosa com asas abertas ao vento. Ah, coração! Aonde iremos nós assim? Como nos resolveremos? Não sem dores: seja por cortar asas, seja por cortar raízes - nessa dança doída de não poder ter tudo que se ama e que se é nessa vida. Porque uma vida só é pequena demais para tanto amar. Voa e permanece. Ama hoje e amanhã. Vai e volta. E tenta. E não desiste. Um dia, ah um dia!, haverá algum lugar em que contradições poderão conviver pacificamente. E, então, se ser feliz.
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segunda-feira, 19 de março de 2018
terça-feira, 7 de novembro de 2017
Envelhecer...
Gosto da beleza desses tempos meio cansados da vida.
Os passos lentos, os lugares ermos da espera, antes tão
temidos e rejeitados, hoje parecem tão mais desejáveis do que os empolgados e
bobos desejos perecíveis dos tempos de meninice.
Aquela pressa de chegar, que antes parecia nunca passar, que
parecia vital como o ar, que parecia quase propósito em si mesma, começa a dar
lugar a essa brisa meio melancólica e tão desapressada dos cabelos que começam
a embranquecer.
A vontade cheia de intensidade dos holofotes, das emoções
explosivas, das respostas rápidas começa a tornar-se desejo por rede de
varanda, cadeira de balanço, e as reflexões acalmadas já não causam mais tanto
temor.
A palavra esperança ganha um novo sentido. Ou uma nova
compreensão. Assim como paciência. E fé. Aprende-se a contemplar a beleza do
inalcançado, do que ainda não é – e nem se sabe se será.
A beleza dos tempos de espera. A beleza da caminhada, e não
apenas da chegada. A beleza de desacelerar.
Hoje confesso que as fortes e explosivas emoções, as
grandiosas promessas, a necessidade de tantas juras já não me atraem tanto.
Quase me causam desconfiança. Atrai-me um amor quieto, pensado, sentido
devagar, delicado como gestação, como bebê recém-nascido que maior e mais
definitivo significado ganha quanto mais o tempo passa. Não à primeira vista,
mas a cada nova vista do dia-a-dia, gota a gota, passo a passo. A beleza da
frágil construção. De quem vê semente tornar-se flor.
Deve ser algo assim o que chamam de maturidade. Só sei que
me conquista. Pouco a pouco. Envelhecer...
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Alma de passarinho...
Ela tem alma de passarinho. Nasceu para as alturas, para a
liberdade, para o doce soprar do vento, para abrir as asas e plainar. Nasceu
para a plenitude do horizonte, para o contemplar de belas paisagens, para o
despertar e o pôr do sol, para a sombra da lua nos rios, para a vida da
natureza. Seu coração anseia por voar, pelo que está além, pelo que ainda não
se descobriu. Sua alma caminha na simples confiança de quem se entrega, de quem
sabe que o amanhã virá e trará consigo a provisão do Criador. Alma livre, alma
de aventuras, de emoções, de intensidades. Sempre criança, sempre abraço,
sempre amor. Ela não tem vergonha de ser feliz. Nasceu para a vida, para o
alto, para o profundo, para o porvir, para muito mais...
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Quaresma – Dia 11: Necessária solidão
“Ele, porém, se retirava para
lugares solitários e orava” (Lucas 5.16)
Eis uma coisa que eu tenho
dificuldade. Retirar-me. Parar. Como falei no post passado, eu realmente tenho
dificuldade de parar, desligar tudo e estar só. Estou sempre envolvida com tantas
coisas, tantos projetos, tantos planos e sonhos e atividades, sempre inventando
algo novo pra fazer, sempre me comprometendo com mais coisas do que dou conta.
E essa sou eu. E aí, leio este versículo. Jesus, o Messias, com a SUA missão,
retirando-se para a solidão.
O interessante desse trecho é
que, imediatamente antes dele, temos a descrição de como era a vida de Jesus: “Porém o que se dizia a seu respeito cada vez
mais se divulgava, e grandes multidões afluíam para o ouvirem e serem curadas
de suas enfermidades” (v.15). Imagino como era: multidões vindas de todas
as partes, todo tempo O cercando para que Ele também as curasse, ou para ouvir
o que Ele tinha a falar, ou para conseguir pão ou algum outro benefício. Mas o
fato é que, tendo ouvido falar de tudo o que Jesus andava fazendo, multidões
estavam todo tempo procurando pelo Mestre. E cuidar daquelas pessoas que
estavam perdidas como ovelhas sem pastor fazia parte de Sua missão. Uma missão
tão grande e tão pesada a cumprir. E Ele havia sido enviado “para evangelizar os pobres [...] proclamar
libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade
os oprimidos e apregoar o ano aceitável do Senhor” (Lc. 4.18-19). Quanto
trabalho havia para ser feito, quantas coisas a realizar, quanta demanda,
interminável. Mas, no meio de todo aquele alvoroço e de toda aquela multidão
esperando para ser atendida pelo Mestre, Ele simplesmente “retirava-se para lugares solitários e orava”. Ah, como precisamos
aprender com Ele!
Como mencionei, rapidamente, no
primeiro post desse tempo de Quaresma, no primeiro dia de quaresma, li alguns
textos publicados por amigos a respeito do sentido desse período e de como
temos, enquanto evangélicos, negligenciado seu valor – tempo de contrição, de
reservar-se, de solidão, de silêncio e cinzas, tempo de reflexão no significado
da Páscoa, o sacrifício de Cristo para libertação de Seu povo, que está
chegando. E, depois de lê-los, minha linda Priscila Teixeira publicou um vídeo
convidando para devocionais diárias, por meio de vídeos, para estudar o livro
de Lucas durante esse período da Quaresma. E Deus falou comigo. Era exatamente
do que eu precisava. Poucos dias antes disso, eu conversava com uma amiga sobre
a dificuldade que eu tenho de reservar um tempo diariamente para minha vida
devocional – para meditar na Palavra, para orar, para estar com Deus. Essa, com
certeza, é minha maior dificuldade em minha vida espiritual. Eu estou sempre “ligada”,
e “desligar” das coisas desse mundo, da sua correria, para saber aproveitar o
valor da Palavra e da oração eram coisas tão difíceis. E isso sempre me doeu
tanto, sempre me frustrou tanto, porque eu sabia que não deveria ser assim e
que essa prática espiritual, do tempo a sós com Deus, era necessária para minha
saúde espiritual. Mas, mesmo assim, eu não conseguia. Cansaço, preguiça,
dificuldade de concentração, um amigo puxando assunto no bate-papo até de
madrugada, uma coisa pra resolver para o outro dia... e sempre ficava pra “amanhã”.
Então, esse convite para as devocionais de Quaresma eram exatamente o que eu
precisava. E resolvi aceitar.
Mas eu sabia que precisaria de estímulos,
de mais do que “vontade” para ser transformada e passar a VIVER meu tempo
devocional do jeito certo. E foi então que entendi que precisaria de duas
coisas mais nesse período especial de consagração: jejuar e escrever. Eu nem
sei a última vez que eu havia jejuado. Não tenho nem ideia. Mas, foram
pouquíssimas vezes em que jejuei. Até pedi ajuda a um pastor amigo meu para
tentar entender como devemos viver essa disciplina espiritual. Ele não me
respondeu, mas tô aqui tentando viver. E, no início, meu desejo de jejuar era
realmente por reconhecer que eu precisava (e preciso) de ajuda para me manter
fiel nesse propósito, para me consagrar de forma mais intensa e para tornar
esse tempo devocional uma prioridade em minha vida. Mas eu não tinha ideia
quantas outras coisas eu enxergaria como benefício do meu tempo de jejum. Acabei
descobrindo que um dos grandes problemas, ou uma das grandes desculpas, para eu
não ter meu tempo devocional (no período da noite, como gosto de fazer), era
chegar do trabalho “morta de fome e de cansaço”, ir direto atrás da janta, que
virava uma desculpa (juntamente com o cansaço) para sentar na frente da TV,
começar a assistir um filme que se prolongava até altas horas e, finalmente,
quando eu chegava no quarto, não havia energia para mais nada. As energias que
haviam sobrado, depois de um dia de trabalho, haviam sido gastas comendo e
vendo TV e, depois, só dormir. Então, além de jejuar (nesse período da noite),
resolvi também dar um tempo da TV (sem falar em desligar as redes sociais –
outro enorme problema – é claro!). E como isso tem dado certo! Nossa! Como tem
ficado cada vez mais claro pra mim quanto essas coisas eram impedimentos pra eu
investir em minha vida com Deus, pois eram prioridades no lugar do meu tempo
devocional.
E, além disso, escrever. Ah! Eu
acho que voltar a escrever foi uma das melhores coisas que me aconteceu
ultimamente. Todo esse tempo de Quaresma, com suas muitas experiências
devocionais, na verdade. Mas é um tempo que está MUITO atrelado ao meu retorno
ao MV. Fiz um compromisso com Deus, para esse tempo de Quaresma, de, todos os
dias, escrever alguma reflexão a respeito do meu tempo de leitura da Palavra. E
que diferença isso tem feito! Porque é uma cobrança de mim para mim mesma.
Preciso escrever e, se eu não escrever, eu não tenho como fingir que escrevi.
Se eu pular um dia, vai ficar faltando um texto, não vai dar pra esconder. Se
eu não ler a Bíblia, só eu vou saber. Mas, se eu não escrever, todo mundo que
acompanha o blog vai saber! Aí, nem que seja pelo meu orgulho, eu me cobro. E
como essa prática tem me abençoado! Eu não lembro há quanto tempo eu não tenho recebido
iluminação da Palavra e sido edificada por ela da forma que tem sido nesses 11
dias! Há quanto tempo eu não conseguia ouvir os ensinos de Deus em Sua Palavra.
Como se ela estivesse encoberta, calada. Eu tentava e tentava, mas não fluía. E
agora, aqui estou eu, aprendendo tantas coisas nas Sagradas Escrituras que nem
consigo mais acompanhar os vídeos-devocionais, porque eles têm pulado vários
trechos do evangelho de Lucas e eu quero poder analisar cada trecho e ver o que
Deus quer me ensinar ou lembrar em cada pedacinho. E tô começando a achar que,
do jeito que as coisas andam, 40 dias não serão suficientes para estudar todo o
livro de Lucas – ou eu vou precisar começar a escolher as ideias para
registrar! rs.
Que dias maravilhosos têm sido!
Que alegria em meu coração por ver Deus revivendo esse espaço, meu querido
Mulheres Virtuosas, meu cantinho onde Deus já me permitiu registrar tantas
coisas que Ele já fez em minha vida, e que eu achava que nunca mais voltaria a
ter vida novamente. E aqui estamos. Há tanto tempo eu não tinha inspiração – ou
qualquer outra coisa – para sentar e escrever. E que alegria meu coração sente,
todas as noites, quando pego meu computador para registrar esses pensamentos e
aprendizados que o Senhor tem colocado aqui. Que paz e consolo Ele tem me
trazido por meio de tudo isso. Num período de minha vida em que eu já estava quase
acostumada com nuvens e lutas que insistiam em permanecer e nublar minha
estrada, Deus, finalmente, tem me dado a Sua paz. E é aqui, na solidão do meu
quarto, apenas eu e Ele, no silêncio, na pausa, na calmaria que tudo isso tem
acontecido. Solidão necessária. Como eu precisava dela! Como eu precisava
reconhecer que preciso dela! Meus dias têm sido diferentes. Minha mente, meu
coração, meu espírito têm sentido isso. Quantas vezes tenho ouvido pregadores
falando sobre a importância desse tempo a sós com Deus, mas eu achava que dava
pra viver sem ele. E, quem sabe, todas as nuvens e lutas que Deus mandou nestes
últimos tempos, não tinham como propósito me encaminhar até aqui. Nesse exato
ponto da história. Me fazer perceber a insondável diferença que faz ter esse
tempo precioso de estar só com Ele em
cada dia da minha vida. E eu quero continuar aprendendo. Sei que ainda tô longe
demais do alvo. Apenas começando a engatinhar. E já está sendo tão bom. Mas
quero mais. Quero ser como Jesus. E, como Ele, saber retirar-me das multidões,
todos os dias, para meu lugar de solidão. Essa necessária solidão que me leva
pra mais perto do meu Pai. E que ela possa existir nas vidas de cada um de
vocês. E que sejamos cada dia mais parecidos com o nosso Mestre. Para glória de
nosso Senhor e o bem de nossas almas. Que seja assim. Amém e amém.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Quaresma – Dia 10: Quando Deus nos frustra
“Ao que replicou Simão: Mestre,
tendo trabalhado durante a noite toda, não pegamos nada...” (Lucas 5.5)
Eu gostei muitíssimo do vídeo
devocional do Dia 8, desse tempo de Quaresma da Cidade Viva Pb, sobre esse
texto da experiência da “pesca maravilhosa” de Simão com Jesus. “Diante de Deus
não há especialistas”. Eu me identifiquei tanto com ele. E me identifico muito
com Simão nessa história. O Simão pescador experiente que havia se esforçado
tanto para cumprir sua missão, sem êxito, e tudo o que Jesus faz a partir
disso. Eu sou tão assim. Me acho tão esperta, sempre bolando os planos
perfeitos para resolver todos os problemas e chegar em todas as soluções. Digo
que é minha personalidade “Cebolinha”. Mas, repetidamente, tenho visto todos os
meus “planos infalíveis” falindo. Tenho feito tudo “tão certinho”, tenho me
preparado, tenho me esforçado, tenho seguido todos os passos... mas não tem
dado certo. Tenho buscado me tornar uma mulher virtuosa, alguém que vá ser uma
boa esposa e mãe, uma boa administradora do lar, uma boa auxiliadora, tenho
estado nos ambientes certos, nas companhias de bons jovens cristãos, tentando
aproveitar as oportunidades para conhecer rapazes do coração de Deus, mas
continuo solteira. Tenho estado envolvida em tudo que é coisa que diz respeito
ao chamado ministerial transcultural, participado de conferências, recebido
convites para capacitação, lido coisas, ajudado em tudo que posso, procurado
fechar os ciclos abertos para estar disponível para o “ide” de Deus, mas
continuo aqui na minha Jerusalém. Tenho feito tudo que se deveria fazer para
que desse certo. Mas os peixes desapareceram. Foi o que aconteceu com Pedro. A
Nova Versão Internacional da Bíblia diz: “Mestre,
esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada”. Esse era Pedro. Essa sou
eu. A frustração de ver seus maiores esforços sem nenhum resultado.
E aí, a história continua, como
sabemos. Jesus havia falado para Pedro fazer o que ele tinha passado a noite
toda tentando fazer. E Pedro pode ter pensado: não vai adiantar, Mestre! Eu já
passei a noite inteira jogando essa rede aí e não veio nada! Fico imaginando
quão cansado e quão frustrado Pedro estaria naquele momento, depois de uma
noite inteira tentando pescar, sem resultado nenhum. E, no meio de seu cansaço
e de sua frustração, depois de Jesus ficar segurando o seu barco por um tempão,
para ficar conversando com a multidão que havia se aglomerado ali (v.3), Jesus
diz pra Pedro e seus companheiros jogarem a rede novamente. E é quando Pedro
fala a Ele sobre sua noite frustrante. Mas ele conclui: “Mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes”
(v.5b). Que coisa linda! Isso é fé. A fé que falávamos ontem. Provavelmente,
Pedro nem entendia porque Jesus estava dando aquela ordem. Não fazia nenhum
sentido. Talvez, ele nem acreditasse que aquilo daria certo. Mas, ele
acreditava em Jesus. Ele confiava no Mestre. E, por causa disso, por causa
dAquele que havia dado a ordem, ele obedeceria. Fé. E Pedro viveu o milagre da
pesca maravilhosa.
E haveria tanta coisa pra falar a
partir dessa história, além do que já foi falado. Contudo, é sobre os tempos de
frustração que eu gostaria de falar hoje. Quando Deus nos frustra. E foi Deus
quem frustrou a pesca de Pedro naquele dia. Pedro era pescador experiente, ele
sabia como e onde deveria pescar. Ele provavelmente fez as coisas certas, como
deveriam ser feitas para que a pesca desse certo. Foi Deus quem fez dar errado
naquela noite. E sabemos que foi porque não cai uma folha de uma árvore sem o
controle do Poderoso Deus, não é? Naquele dia, Deus escolheu frustrar os planos
de Pedro. E a parte bonita disso é que, por mais mau que pudesse parecer um
Deus escolhendo frustrar os planos de um filho Seu, havia um grande propósito
por trás daquela frustração. Deus queria que Pedro vivenciasse aquele milagre.
Jesus queria revelar-se a Pedro naquela noite. Mas, para isso, era necessário
que os planos de Pedro tivessem dado errado. Foi necessário que Pedro estivesse
cansado e frustrado naquele dia. Sem isso, não teria sido escrito que “à vista da pesca que fizeram, a admiração se
apoderou dele e de todos os seus companheiros” (v.9). E esta pesca
maravilhosa era apenas uma preparação para uma pesca ainda maior e melhor para
a qual Jesus convidaria Simão, logo após: “Então
Jesus disse a Simão: "Não tenha medo; de agora em diante você será
pescador de homens”” (v.10). E tudo isso só foi possível em função da
experiência frustrante de pesca daquele discípulo.
E nós precisamos lembrar disso.
Quantas vezes nossos esforços tem sido frustrados. Quantas vezes estamos
fazendo tudo certo, mas não alcançamos os resultados que gostaríamos. Damos
nosso melhor para ser os filhos perfeitos, mas nossos pais nunca estão
satisfeitos. Nos esforçamos para honrar nossos líderes e ajudar em nossas
igrejas, mas eles nunca estão satisfeitos conosco. Estudamos para alcançar um
sonho que Deus tem colocado em nosso coração, mas não passamos. Enfim. Temos
dado nosso melhor, mas não tem dado certo. E isso é tão cansativo. Isso é tão
duro, é tão decepcionante, é tão cheio de sofrimentos. Ficamos cansados, como
Pedro estava depois daquela noite inteira tentando fazer aquela pesca dar
certo. E é quando chegamos nesse estágio, em que não temos mais nada pra fazer
a não ser sentar na areia daquela praia onde estávamos jogando as nossas redes,
e parar, que Deus quer revelar-se a nós. Nossos recursos acabaram. Nossa
esperteza, nossa inteligência, nosso carisma, nossa força, nosso tudo. Não
temos mais o que fazer. E é nessa hora que Jesus se aproxima pra nos mostrar
Quem Ele é e nos permitir viver Seus milagres.
Eu tenho uma dificuldade muito
grande de parar. Simplesmente parar. Ficar sem fazer coisas. Quando não estou
fazendo planos e estipulando metas e traçando mapas e me esforçando para fazer cada
meta dar certo no tempo estipulado, me sinto perdida. Quase fracassando. Me
agonia. É tão estranho. Porque sinto minhas mãos vazias. Como eu posso
simplesmente não fazer nada? Mas tenho aprendido, pela força dessas frustrações
que Deus tem me concedido, que há “tempo
de estar calado e tempo de falar” (Eclesiastes 3.7b). Tempo de trabalhar e
tempo de deixar Deus trabalhar. Que, enquanto
todos os meus planos dão certo, sou convencida de que o sucesso dependeu de
minhas capacidades. Mas quando, apesar da minha falta de capacidades, vejo o
sucesso acontecer, então me lembro que é Deus quem faz a semente dar frutos. Marta
e Maria. Minha eterna batalha para aquietar essa Marta que há em mim. Sempre
tão atarefada, cheia de coisas para fazer para agradar ao Mestre. Enquanto há
momentos em que só o que devemos é sentar aos Seus pés para escutá-Lo. E é
interessante pensar que, antes de Jesus operar o milagre da pesca maravilhosa,
Ele entrou no barco de Pedro e falou à multidão. E Pedro precisou ficar ali,
parado, escutando-O. E só então, depois disso, o milagre aconteceu.
Haverá tempos de frustração em
nossas vidas. Frustrações enviadas por Deus. E glórias a Ele por elas! Porque
elas são manifestação de Sua graça e misericórdia, de Sua bondade para conosco.
Dos esforços de um Pai que quer revelar-Se a Seus filhos e, para isso, muitas
vezes precisa dizer Não. Mas seus “nãos” são cheios de amor. E, se tivermos os
olhos e corações atentos à voz do Seu Espírito, perceberemos que, por mais que
doa ouvir esses “nãos”, eles sempre vêm acompanhados das revelações do nosso
Pai. Que é nessas horas, quando fomos humilhados e forçados a perceber que não
somos suficientemente capazes, não somos suficientemente bons, não temos
qualidades suficientes e que não temos as condições necessárias para fazer o
plano dar certo, que o milagre pode ser experimentado por nós. Não há espaço
para dois comandantes em nossas vidas. Ou somos nós no controle, ou é nosso
Senhor. E que seja Ele. Que seja Ele! Que Ele nos tire do trono quando
quisermos toma-lo para nós. Que Ele nos humilhe quando começarmos a achar que
somos mais do que somos. Que Ele nos diga “Não”. Que Ele nos frustre. Mas que
Ele cresça e nós diminuamos. Porque somente assim poderemos viver a plenitude
de vida que Jesus veio nos oferecer. A partir daquela pesca desastrosa –
comandada por Pedro, Jesus o fez viver a pesca maravilhosa – comandada por
Jesus, e depois convidou aquele pobre homem pecador para tornar-se PESCADOR DE
VIDAS. Aleluia! Eu desejo todas as frustrações oriundas de Deus, se este for o
caminho para tornar-me aquilo que Ele deseja que eu seja. E que seja para a Sua
glória – e não a minha! Que Ele cresça. Para sempre. Amém.
sábado, 5 de abril de 2014
Continuo por aqui! ^^
Olá, meninas queridas, companheiras fiéis do Mulheres Virtuosas! (E aos rapazes também! ;])
Resolvi passar para dar notícias a vocês, muitos dos quais se tornaram verdadeiros companheiros dessa jornada cheia de mistérios e desafios que é ser um jovem cristão! Eu ainda nem posso vislumbrar o fim do caminho, e quanto mais acho que já sei algo, mais percebo quanto há infinitamente mais pra aprender! Mas isso também é bom demais de viver.
Bom, hoje quero dizer pra vocês que continuo aqui: os 27 anos se aproximando, meu coração de passarinho sempre sonhando com romper os limites e voar rumo ao horizonte ou à montanha mais alta, ainda esperando para ver o que o Senhor está reservando para os próximos capítulos dessa história e em qual virada de página o cavalo branco aparecerá (rs), mas confesso pra vocês que estou em um tempo bem gostoso da vida.
Gostaria de dizer a vocês que estão enfrentando aqueles anos "maravilhosos" em que a ansiedade pelo futuro vive puxando a beira da nossa saia e pedindo toda a nossa atenção: há esperança para vocês! Mantenham a calma, respirem fundo e continuem caminhando! rs.
Talvez muitas moças, ao se aproximarem dos 30, fiquem ainda mais ansiosas e amedrontadas com o porvir, parecendo que a areia do reloginho está acabando e nada da cena mudar... mas afirmo a vocês que não precisa ser, necessariamente, assim. Pessoalmente, tenho vivido um tempo bem diferente.
Como muitas de vocês, acredito eu, já tentei resolver essa equação matemática quase impossível - encontrar o cônjuge ideal - com minhas próprias pernas e minha "super-hiper-mega inteligência" muitas vezes, mas tenho um Pai tão perfeito e amoroso que Ele sempre corta minhas asinhas antes que alguma tragédia aconteça. Ele é tão cuidadoso conosco! Então, depois de tanto tempo, acho que a gente vai aprendendo mesmo. Louvo ao meu amado Senhor pela paciência em me ensinar. E esse tempo de ver que o coração está aprendendo é um tempo tão agradável!
Aprender a descansar, de verdade, sempre foi um desejo muito forte em meu coração, e um desafio também, tamanha sempre foi minha ansiedade de ver as coisas acontecendo. Mas acho que, finalmente, a coisa está se consolidando. No entanto, devo compartilhar com vocês aquilo que eu acredito ser a chave - ou uma das - para esse momento de maior quietude: descobrir, no fundo do coração, que existem coisas ainda maiores de Deus para nossas vidas do que um casamento.
Ah, meninas, como é bom descobrir isso! Como compartilhei no penúltimo post, em novembro do ano passado fiz minha primeira viagem missionária, para o Senegal/África, e como isso modificou minha maneira de ver a vida! Relembrei que temos uma missão nesse mundo, não estamos a passeio e, mais do que nunca, compreendi que viver isso é a coisa de maior valor que podemos ansiar para essa vida. Muito, muito mais do que ansiar por um casamento!
Desde então, o Senhor tem colocado meus olhos em lugares mais altos, em sonhos mais altos: representa-Lo, sinalizar Seu amor e fazer parte do estabelecimento do Seu Reino nessa terra! E, por mais que eu continue sonhando ardentemente com aquele com quem dividirei esse caminho, tenho plena convicção de que participar da Missão que Deus está realizando nesse mundo é infinitamente melhor do que ter alguém ao meu lado. Hoje falo com toda a sinceridade que, se precisasse escolher entre um e outro, por mais difícil que fosse tomar essa decisão, eu não hesitaria em abrir mão de um casamento. Ainda sonho com ele, com o companheiro que sonhará e viverá esses sonhos junto comigo, e ainda creio que ele chegará - mas seguir a voz de Deus que me chama para trabalhar em Sua Seara, hoje, aqui onde estou, e no futuro, nos confins da terra, enchem muito mais o meu coração de alegria!
Então, talvez esse seja um dos segredos que precisamos aprender para lidar com as expectativas de nosso coração pela chegada do tão esperado casamento: descobrir, ou relembrar, que existem sonhos ainda mais elevados e ainda mais belos! Nosso tempo solteiros não é à toa e, de maneira nenhuma, é tempo perdido! Como tenho louvado ao Senhor por ainda estar solteira, desde que voltei da África, pois sei que não poderia estar investindo minha vida nas direções que o Senhor tem me dado hoje, da maneira como tenho feito isso hoje, se eu estivesse casada. Infelizmente, tenho visto amigas que sonhavam a missão junto comigo e que, hoje, casadas e com filhos - com um de meus grandes sonhos realizados - deixaram o chamado do Pai se perder e se acomodaram. E como agradeci a Deus porque isso não aconteceu comigo! Graça infinita dEle. Tenho percebido tão claramente o valor de estar solteira, e como Paulo estava certo quando falou que, estando solteiros, podemos nos dedicar mais fervorosamente a Deus! Que verdade! Por isso devemos usar da maneira mais profunda possível, com a maior entrega possível, o tempo que o Senhor ainda tem nos dado como solteiros!
Se essa ainda é a sua situação, não se queixe por isso - aproveite! Viaje, estude, se capacite pra obra que o Senhor tem pra tua vida, rompa barreiras, invista tempo na obra do Senhor, dedique seus dons a Ele e dedique-se a aperfeiçoa-los. Chegará o tempo em que precisaremos, necessariamente, desacelerar, para investir em outras coisas. Que, quando este tempo chegar, não tenhamos do que nos arrepender, por não termos dado o melhor de nossas energias enquanto jovens e solteiros, ao Pai!
Espero ter notícias de vocês também! Nosso MV caminha em seu 5º ano, e quantas coisas mudam em nossas vidas em 5 anos! Sinto-me extremamente feliz por ver que o Senhor continua usando esse espaço para Sua glória e a edificação de Sua Noiva, e que os sonhos que Ele plantou há mais de 5 anos neste coraçãozinho aqui continuam cheios de vida e também amadurecidos. Espero que assim esteja sendo com vocês também! Espero vocês por aqui, para esse compartilhar de experiências, de como está sendo a caminhada, das dúvidas, dos medos, das alegrias e vitórias, dos aprendizados. Isso é ser Corpo. E espero que este lugar continue a ser benção em nossas vidas. Obrigada por compartilharem dele comigo!
Que a Face de Cristo continue a resplandecer sobre nossas vidas - e através das nossas vidas - cada dia mais!
Ah, e aos cariocas de plantão (ou os das proximidades!), fica o convite para um super evento sobre Vocação aí no Rio de Janeiro/RJ, nos dias 01 a 03 de Maio/14: SIM, TODOS SOMOS VOCACIONADOS - VOCAÇÃO 4D, na PIB do RJ. Quem sabe não nos encontramos por lá, não é? :D \o/ [http://www.vocacao4d.com.br/]
Paz e amor do Pai reinem sempre em nossas vidas!
Com amor, esta irmã de sempre... ^^
terça-feira, 30 de abril de 2013
Dádiva de ser simples...
Aquelas horas em que se gostaria de ser mais simples – a vida
e você. Não ter medo de dizer que ama, que sente saudade, que gostaria de estar
junto. Menos esconderijos, menos meias palavras, menos matemática, mais
simplicidade. Ser quem se é, sem tanto planejar. Poder abraçar com liberdade,
sorrir sem freios, falar o que vai no coração. E chorar, se for preciso, de
alegria ou de dor. Não precisar fingir estar tudo sempre bem – mostrar sua
fragilidade, sua humanidade, suas emoções. Dizer mais vezes o quanto você sente
pelo que fez ou deixou de fazer, sem medo de não ser compreendido. Pessoas: a
obra mais bela, mas também a mais complicada de Deus. Elas que tornam tudo tão
lindo, mas também tão complicado. Pessoas de quem se espera tanto e também tão
pouco. Ah, se fôssemos mais aconchego e menos juízo, mais colo e menos cérebro,
mais gente, mais leveza, mais simplicidade. Quanto tempo de beleza perdemos em
nossa jornada, pela falta dessa rica simplicidade. Pedindo esse presente ao
Pai: a dádiva de aprender a ser mais simples...
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
É ela...
Ela é toda leveza. Aquela
presença meiga, querida, amiga. Quer lembrar dela? É só pensar num belo poema,
daqueles que falam das coisas simples da vida, de pôr-de-sol, de arco-íris, de
uma casinha com jardim e passarinhos. Ela é aquela vontade gostosa de dançar
com a brisa, de correr, sorrir, tomar banho de chuva, andar de mãos dadas,
distribuir abraços... Ela é aquela esperança de que
sonhos podem se tornar reais, de que o universo e a vida continuam além dos
olhos, em matizes muito mais cintilantes, doces, alegres... Ela é o balançar das árvores, a
oponência dos montes, o passeio dos mares, o entardecer. Um pequeno barquinho,
uma história antiga, um sono de rede, um colo, um ouvir, um olhar... É ela a mulher-menina, que ainda
brinca de roda e chora de emoção, mas que também sonha com o futuro à frente e,
em seu doce coração adolescente, suspira o amor que chegará. Somente uma menina, e nada além
disso. Um brilho do olhar de Deus neste mundo. É ela...
#ComemoraçãoMyNiver x)
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Ah, menina peralta...
Não sei ser o tipo filósofa. Não
sei construir pensamentos complexos, com palavras difíceis, verdades
implícitas, jogos de mente e sacadas incríveis. Não tenho aquela capacidade
intelectual das almas artistas que conseguem falar tão misteriosa e
enigmaticamente. Não sei ser tão profunda assim. Na verdade, sempre olhei pra
mim mesma e reconheci uma menininha peralta a me sorrir. Queria fazer viagens
mais sociológicas e intelectuais, mas a menina sempre insiste em correr num
campo atrás de passarinho ou conversar com flores, cachorrinhos e árvores. Eu
invejo as mentes brilhantes – confesso que já me esforcei bastante para me
tornar uma. Mas, por algum motivo, meu cérebro simplesmente não assimila nomes,
datas e teorias de nomes esquisitos. Então, tenho que me conformar com a
menina. Ainda bem que ela tem um sorriso bonito.
Simplesmente, eu...
Eu sou isso mesmo: menina
travessa, moleca peralta. Sou festa, balão, cantiga de roda, riso alto. E
também sou choro, derretimento, reflexão. Sou seriedade e até chatice. Mas, no
fim, sou essa menina mesmo. Sou grama, flor pequena, borboleta, nuvem, mar
brabo ou riacho manso. Sou vento, que balança o cabelo e desarruma tudo. Sou
música, e dança também. Sou teatro, poesia, desenho animado ou pintura surreal.
Sou sentimento, coração. E muito pensamento – daqueles que voam mais longe que
passarinho de mudança. Essa sou eu, e vou fazer o que? Deixar a menina dançar,
correr, se sujar, melar as mãos e voltar correndo cheia de gargalhada nos
lábios e purpurina no rosto. Deixar a menina ser quem ela é. E deixar Deus se
mostrar assim. Afinal, essa sou a eu que Ele mesmo fez.
25 aninhos! ^^
Pois é, chegaram os 25! Minha
irmã mais velha fez questão de vir ao meu quarto, nessa madrugada, pra me dar
os parabéns e me dizer como que a gente começa a se sentir de fato ficando
velho a partir dos 25! rs. Bom, eu já sentia isso aos 24, mas aos 25 acho mesmo
que as coisas vão ficando mais complicadas! rs.
Existe algo interessante nesse
meu aniversário: não parece que estou de aniversário! rs. Isso é muito
estranho, pois datas comemorativas sempre são muito solenes pra mim. Sempre são
aquele momento de muitas meditações e prestações de conta comigo mesma, e olhos
no futuro e tal. Especialmente no meu aniversário e em fim de ano, havia um
hábito muito comum em mim: descobrir as resoluções e planos para o próximo ano.
Isso sempre acontecia! Sempre surgia, na madrugada do meu aniversário, uma “frase-tema”
para o ano que começava, algo que preparava os meus olhos para os passos que eu
deveria dar. E, ainda há pouco, eu parei e pensei: “Nossa, amanhã é meu
aniversário e não aconteceu nada de resoluções! Que estranho!”. rs. (Obs:
desculpem meus tantos “rs” hoje. Estou de niver, ok? rs)
Tenho um aniversário diferente,
então. Logo após chegar nessa conclusão inusitada, parei e um pensamento me
veio à mente: “dessa vez estou vivendo o presente, ao invés de manter os olhos
focados no futuro”. Isso trouxe um sorriso aos meus lábios e me pareceu muito
verdadeiro. Fiquei feliz, pois existe algo realmente muito constante em toda a
minha vida: a ansiedade. Sempre fui muito ansiosa, e quando penso nessa palavra
sempre me lembro da minha mãe me dizendo, quando eu ainda era adolescente, que
eu precisava ser menos ansiosa. rs. E ela não foi, de forma alguma, a única a
me dizer isso. E eu sou mesmo assim. Enfrento a grande dificuldade de ter meus
olhos sempre em busca do futuro – pensando nele, planejando cada mínimo detalhe
de como ele deve ser e... esquecendo de viver o presente.
Então, dobrei os joelhos e
agradeci a Deus, somente. Agradeci pois meu coração está em paz, tranquilo, sem
aquela ansiedade de ficar pensando em tudo que acontecerá em cada área da minha
vida durante esse novo ano de vida que inicia. Sim, alguns planos vieram à
minha mente (não queiram milagre tão grande assim também! rs). Mas, dessa vez,
foram planos mais imediatos, mais discretos, mais presentes. Não mais aquela
vontade de ganhar o mundo inteiro de uma só vez, ou de mover uma montanha com a
minha fé. Dessa vez, a visualização era da movimentação de algumas pequenas
pedrinhas apenas, e isso já me deixou satisfeita. Um estudo bíblico na minha
igreja com umas 6 pessoas, outro no meu trabalho com umas 5 carinhas, um (possivelmente)
numa futura faculdade com alguns amigos e está bom. Já me deixou feliz.
É assim que comemoro meu 1/4 de
século, então. Me sentindo ficando velha (rs), mas também mais paciente. Com um
punhado enorme de coisas pra aprender, inclusive esse desafio de esperar, mas
muito feliz com os pequenos aprendizados de cada dia que o Senhor tem me
possibilitado. Com muitas expectativas pelo novo de Deus, mas com os olhos no
presente e em qualquer coisa que seja que o meu Administrador Fiel queira
fazer. Estou feliz e em paz, pois tenho tido provas mais que suficientes,
durante estes 25 anos, de que Ele está SEMPRE no controle de todas as coisas. E
de que Sua bondade supera por completo todas as minhas expectativas. E,
portanto, tudo que Ele faz é sempre muito melhor do que eu poderia pedir.
Agradeço, peço perdão e espero
que Ele não desista de me ensinar – e me ajude a aprender também. No fim, em
todas as coisas dependo dEle. E é assim que quero viver mais esse ano. Agora,
ficando velha de verdade! rs.
Bem vindos, 25 aninhos! x)
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Sonhos...
Fotografia.
Balé clássico.
Inglês avançado.
Outro idioma.
Morar em outro lugar.
Corel draw e photoshop.
Cinematografia.
Escrever um livro.
Umas dezenas de filhos adotivos.
Trabalhar como babá.
Um instrumento clássico.
Paraquedas ou asa-delta.
Mergulhar.
Virar um passarinho.
E você? Com o que anda sonhando?
^^
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Um novo ciclo...
Sinto como se minha vida fosse feita
de ciclos, minhas “fases de crescimento”. Me vejo fazendo uma enorme descoberta
a respeito dessa longa caminhada com Deus e parece que um horizonte “inalcançavelmente”
grande se abre diante de mim. Toda essa grandeza chega a tirar o meu fôlego e
eu me vejo como uma criancinha jogada dentro da maior loja de guloseimas que
possa existir e ouvindo alguém dizer: “É tudo para você!”. Os olhinhos ficam,
literalmente, assim: *-* (rs). Então, o coração salta de alegria e entusiasmo,
e andar já é insuficiente, é preciso correr em passos de dança! Os bracinhos
pequenos de criança querem abraçar o mundo inteiro – e isso com pressa! É,
assumo, eu sou assim.
Mas, então, correndo entusiasticamente
a desfrutar o caminho, aquele horizonte parece que vai estreitando e
estreitando, e as guloseimas da loja parece que vão diminuindo ou, talvez, pelo
acostumar com elas, tornando-se menos atrativas. O passo vai reduzindo,
tornando-se mais lento, e todo aquele êxtase das novas descobertas vai
aquietando. Deve ser o momento em que os aprendizados vão sendo lapidados no
peito, o que leva tempo e paciência. Mas o fato é que tudo parece ir afunilando
e ficando bem apertadinho. E hoje eu posso perceber que este é o tempo em que o
Senhor fecha os ciclos de minha vida, antes de começar um novo.
Eu me sinto num momento de recomeço
agora: um novo ciclo a iniciar. Que sensação maravilhosa! O engraçado disso é
que eu (realmente) não tenho a menor ideia do que pode ter deflagrado esse novo
momento! Estava eu, simplesmente, num tempo de muitas reflexões, daqueles tipos
que pesam no coração e tiram lágrimas insistentes dos olhos, sendo confrontada
por Deus em tantas posturas, decisões, motivações que me permiti negociar com o
tempo, e, de repente, sem que eu sequer pudesse perceber: a nuvem passou, e o
sol voltou a brilhar muito, muito forte.
Ah! É aquela sensação de acordar bem
cedinho num dia bem ensolarado, mas com uma brisa fresquinha e suave balançando
os cabelos, passarinhos cantando e voando na sua janela e as flores parecendo
lhe sorrir. Você simplesmente suspira fundo e abre aquele sorriso que vem do
mais profundo da alma e dá um animado bom dia para toda a maravilhosa criação
de Deus! Aquela gratidão que explode dentro do peito. Esse é o sentimento de
todo novo ciclo que Deus concede.
Hoje, minha perplexidade diante da imprevisão
destes novos começos de Deus só me faz entender uma verdade sempre presente,
mas tão ignorada por nós (especialmente nós, jovens): o tempo de Deus. Não vejo
outra explicação. É simplesmente o tempo de Deus. O tempo dEle terminar uma
obra que Ele estava fazendo, e começar outra. O Oleiro que se dedica a cuidar
de uma imperfeição aqui, depois de outra imperfeição ali, e ainda outra acolá,
uma de cada vez, uma em cada tempo especial. Sim, entendo que meus ciclos sejam
isso: o cumprimento dos tempos de Deus para cada coisa em minha vida, para meu
verdadeiro amadurecimento.
Não é novidade quanto eu sou ansiosa e
agoniada pra ver as coisas acontecendo. E deve ser por isso que Deus é tão
meticuloso e prolongado em suas ações em minha vida (“desenvolva sua paciência,
minha filha!”, rs). Cada vez que eu via o caminho tornando-se estreito, quando
as duas extremidades do ciclo precisavam se encontrar para fechá-lo, eu esperneava,
me preocupava e “enchia a paciência de Deus” para que o horizonte voltasse a
ficar tão extenso quanto ele parecia antes! Apegada ao estado que meus olhos
achavam bom, não podia jamais imaginar o que estava pela frente.
Mas Ele sabia. Ele sempre soube. E
como eu agradeço porque meu Pai tem essa paciência infindável (que eu não
herdei dEle! rs). E penso: por que eu simplesmente não aprendo de uma vez,
ouvindo quando meu Pai me diz: “Ora, qual
de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?
Porquanto, se não podeis fazer nem as coisas mínimas, por que estais ansiosos
pelas outras?” (Lc. 12. 25, 26). Pois é. É assim que as coisas são. Nós não
podemos, enquanto Ele tudo pode, tudo sabe e tem o melhor para nós. “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a
vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o
fim que esperais.” (Jeremias 29:11). “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar
boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará
boas coisas aos que lhe pedirem?” (Mt. 7. 11). Por que mesmo vivemos assim,
tão ansiosos, então?
A verdade é que Ele sempre sabe aonde
está nos guiando e porque as coisas são como são. Nossa parte? Confiar e
seguir. Aprender a descansar na segurança que temos nEle. “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por
todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” (Romanos
8:32). Esse é o meu aprendizado a cada novo ciclo que inicia. Percebo, mais uma
vez, como sou boba com todas as minhas preocupações e minha mania de querer
resolver tudo com minha “espetacular inteligência”! E como o Senhor é
infinitamente bondoso, misericordioso, amoroso e fiel. Ele ainda está no
controle (Aleluia!).
E comemoro este novo ciclo aqui,
renovando um pouquinho a cara do M.V., este espaço tão especial em minha vida,
onde podemos compartilhar das maravilhas do nosso Deus e aprender um pouquinho
mais, uns com os outros, sobre essas lições que nossa caminhada com Ele nos dá.
Mudando o look, na expectativa de retomar este cantinho com muita inspiração do
Senhor e muito o que dividir com vocês dos novos ensinamentos e tratamentos que
o Pai trouxer. Comemoro com uma felicidade tão grande em meu coração que tem me
feito perder o sono todos os dias, o que me faz estar escrevendo para vocês às
03:24h da madrugada (rs), tamanha avalanche de sentimentos e pensamentos que me
cercam cada vez que tranco o quarto, deito em minha cama, silencio e deixo Deus
falar! Como Sua Voz é fantástica! ^^
Recomeçar, meninas (e meninos
também!)! Retomar os sonhos que estavam guardados, aqueles que ficaram
empoeirados, juntá-los com as novas sementes que foram recebidas e fazer uma
grande festa com tudo que pode vir daí! Retomar a caminhada: nova, apesar do
caminho ainda ser o mesmo. Novos horizontes, muito ainda a ver! E a alegria de
reconhecer, mais uma vez, Quem é o Guia desta viagem!
Para Sua Glória, eternamente!
Amém e Amém!
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Cultivar bons e velhos hábitos...
Vez por outra eu vejo minha vida espiritual e meu andar com Deus esfriar e meu coração ficar vagando em qualquer lugar distante do Pai. Não sei quanto a vocês, mas há em mim uma facilidade enorme de me distrair com as menores coisas desse mundo e deixar meus olhos serem desviados do meu Senhor para mim mesma ou as ofertas que o mundo tem para me fazer. E essa é uma batalha que sempre estou travando. Quando as coisas estão assim, fico lembrando dos tempos de comunhão com o Senhor e de crescimento espiritual, desejando voltar a vivê-los. É quando sempre me lembro deste versículo:
"Assim diz o SENHOR: "Ponham-se nas encruzilhadas e olhem; perguntem pelos caminhos antigos, perguntem pelo bom caminho. Sigam-no e acharão descanso"." (Jeremias 6:16)
O mandamento/conselho/direção que o Senhor nos dá, para quando nos distanciamos dEle, é: olhem para trás, para aquele caminho que vocês trilhavam junto comigo, para como as coisas eram naquele tempo, e voltem a ele. E vocês voltarão a encontrar o meu descanso.
É o que diz também Apocalipse 2.5a: "Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras". E é o que tenho experimentado, como transbordar da graça de Deus, nestes dias.
Durante um dos tempos de maior crescimento espiritual em minha vida, cultivei um hábito que foi extremamente forte mas, com o tempo, foi diminuindo e diminuindo: ouvir pregações. Eu enchia o espaço de mp3 do meu celular com pregações de bons homens de Deus e, sempre que tinha um tempo livre, colocava o fone de ouvido e ficava contemplando e aprendendo de Deus através dos ensinos de Seus filhos. Quanto isso sempre me edificou!!! Quando minha carne estava vencendo a batalha contra meu espírito, o Senhor falava através de Seus porta-vozes e voltava a trazer meu coração para Ele. Este foi um hábito de alguns anos em minha vida. Mas, passando-se o tempo, o coração parece que passa a banalizar a fonte que sempre está a jorrar vida para nós, e a valorizá-la menos do que deve. E isso foi acontecendo comigo. Passei a substituir as pregações por músicas, e a maior parte do meu tempo livre eu ficava ouvindo músicas. Ainda que fossem músicas cristãs, elas normalmente não tem o impacto que a exposição da Palavra tem em nosso espírito e alma. Para piorar, roubaram meu celular e fiquei meses sem ter onde gravar as pregações para ouvir. Enfim, abandonei o caminho antigo e as primeiras obras. Esfriei.
Há duas semanas, pela graça do Pai, comprei um celular novo - e minha preocupação era esta: que tenha um bom espaço para gravar áudios. Enchi o cartão de memória com as antigas (e novas) pregações, e que manifestação maravilhosa do agir de Deus o retorno à esta vereda antiga e a esta primeira obra tem gerado em minha vida! Voltei a experimentar, como era de se esperar, a aproximação com o Senhor e a capacidade de ouví-Lo e manter-me conectada com Ele. Agora, a cada dia, procuro semear este bom e velho hábito que traz vida espiritual.
Através do alimento que esta prática voltou a trazer à minha alma, um outro bom e velho hábito também voltou a ser cultivado: a leitura - da Palavra e de bons livros cristãos. Infelizmente, de maneira muito sutil e sorrateira, meu tempo livre passou a ser preenchido por muitas coisas que em nada me aproximavam de Deus, especialmente entretenimento vazio - programas de TV, filmes, redes sociais... E deixei de lado o bom tempo de leitura e edificação através das Escrituras e dos ensinos de homens de Deus. Que troca infeliz! Hoje vejo o quão sem valor era o produto que eu estava comprando, em detrimento desse alimento de valor incalculável para meu espírito. Novamente pela graça, voltei a ler - e que resultados esplêndidos isso também me traz. Vez por outra, quando tenho um tempo livre e preciso de descanso, sinto vontade de simplesmente ligar a TV, ver um filme ou ficar horas na internet. Mas, então, me lembro que durante esse tempo que seria perdido, posso estar alimentando meu espírito das Palavras do meu Pai. E é o que tento escolher. Há dias que não ligo a TV para assistir, e o tempo de rede social tem se tornado bastante reduzido (graças a Deus!). E é assim que espero continuar caminhando.
Então, meus irmãos queridos, o que venho compartilhar com vocês hoje é: vamos semear estes e outros bons e velhos hábitos que nos trouxeram ou tem trazido vida e momentos de grande comunhão com o Pai, mas que tantas vezes vamos passando a negligenciar ou, como diz Apocalipse 2, abandonar o primeiro amor. Cada um de nós sabe dos instrumentos que o Senhor usa para edificar nossas vidas: ler blogs cristãos, revistas cristãs, conversar sobre o Senhor com um bom amigo na fé, escrever, orar junto com os irmãos, frequentar cultos de oração em nossas igrejas, enfim... Sonde seu coração, pergunte pelo bom caminho, os caminhos antigos, onde você caiu, e volte a praticar as primeiras obras! Como o Senhor nos disse: assim acharemos descanso (e alegria) para nossas almas.
Para a Glória do Único que é Digno:
Jesus Cristo.
Amém.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Astros sem luz própria
Surpreendi-me, subitamente, com a consciência de estar procurando pela luz que minha alma e meu espírito precisam nos lugares errados. Procuro-a em pessoas que brilham – sem saber que, por si mesmas, elas não têm a luz que preciso para me oferecer. E me veio à mente a lua e o sol.
É como se pequenas estrelas ou astros celestiais sem luz própria estivessem à procura de uma fonte de energia que os fizesse brilhar. Então, eles vêem a Lua – formosa, brilhante, radiante reinando nas noites estreladas. Ela lhes parece o local ideal do qual devam se aproximar. Então, aproximam-se dela, na esperança de que sua luz possa transmitir-se para eles e também fazê-los iluminados.
Porém, tais estrelas desconhecem um fato: a lua, por mais brilhante que esteja, também é um astro sem luz própria. Sua luz não provém de si mesma, é apenas um reflexo da luz do sol. Assim sendo, ela não tem o poder de iluminá-las, ainda que elas lhe estejam muito próximas.
E é como estas estrelas que agimos, muitas vezes em nossa vida. Em nossa necessidade constante e real de termos luz e sermos luz, de vermos nosso coração e espírito ardendo e queimando, precisamos de uma fonte para alimentar-nos. E é quando cometemos o erro das estrelas: olhamos para as vidas de pessoas que brilham ardentemente e, erroneamente, achamos que ao nos aproximarmos delas, consequentemente, seu brilho será transmitido para nós e nos fará brilhar também. Mas elas também são astros sem luz própria, assim como nós.
Eu admiro pessoas cujos espíritos e corações ardem e queimam por Deus com uma facilidade incrível! Olho para suas vidas, e quanto elas são reluzentes, e anseio por ser assim também. E é nessa ânsia que, com muita frequência, esqueço que elas não têm luz própria. Que essa luz que transmitem é apenas um reflexo – do próprio Deus. Esqueço que, por maior que seja a luz que vejo nelas, e por mais perto que eu possa chegar delas, não são suas próprias presenças o que pode gerar luz em mim – no máximo, verei o brilho que elas refletem com maior intensidade, mas esse brilho nunca chegará a ser real em mim se eu não me dirigir à verdadeira fonte.
Essa foi a revelação de Deus pra mim nesta noite: se quero que meu espírito brilhe, que meu coração queime, que minha alma reluza... é dEle que devo me aproximar! Não adiantará, por mais que pareça adiantar, andar com pessoas maravilhosas, cristãos sensacionais, ter amigos que são referenciais de vida cristã, se eu não estou perto DELE. Não poderei brilhar – pois não terei nenhuma luz para refletir. É a luz DELE em minha vida que fará reflexo e me fará reluzir. É o calor proveniente DELE que fará meu coração queimar e fazer a diferença!
Ele é a FONTE – e somente ELE. Nenhum outro lugar. Nenhuma outra pessoa. Nenhum outro caminho. Somente o estar próximo à Ele, caminhando com Ele, aprendendo com Ele, deixando-O falar e ouvindo-O. Nenhuma outra voz poderá trazer a vida que meu espírito necessita.
Meu clamor é que, sempre que meu coração se esfriar e minha luz começar a diminuir, Seu Espírito terno e tão misericordioso ajude-me a relembrar disso: não há nenhuma outra fonte de luz, vida e calor a não ser ELE MESMO.
Obrigada, Senhor!
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Por que eu creio?
Creio porque eu estava quieta no meu canto, vivendo minha vidinha de adolescente religiosa que achava sua vida quase perfeitinha e exemplar: era uma das melhores alunas da turma, uma filha que nunca deu grandes trabalhos, tinha uma família muito bem estruturada, era uma católica praticante e bem atuante, participava de debates sobre a Bíblia, família, Deus e fé, não saía com rapazes, não ia a festas com tanta frequência, não vestia roupas indecentes, não bebia nem usava nenhum outro tipo de substâncias viciantes, visitava igrejas evangélicas e tinha amigos nelas, me achava alguém bastante espiritual e não via nada em minha vida que precisasse de grande mudança. Achava que conhecia a Deus e andava com Ele. Não pedi pra que nada mudasse – não achava que precisava mudar.
Foi quando recebi um convite pra participar de um encontro de jovens bastante famoso na cidade e o qual eu tinha muita vontade de conhecer. Lembro tão bem do primeiro dia de encontro e da metade do segundo dia, nos quais meu pensamento, ao olhar pra tantos jovens com crises familiares enormes, problemas com álcool e drogas, homossexualismo, violência e outras histórias desastrosas, era: “Como esses jovens precisam de Deus e de transformação em suas vidas! Deus fale com eles nesses dias!”. Em nenhum momento pensei que aquele encontro seria para MIM. Não achava que era um dos que “precisavam” daquele encontro, pois achava que já tinha o que precisava. Mas eu nem imaginava o que iria acontecer.
No segundo dia de encontro, após tantas palestras lindas e outras formas de anunciar o amor de Deus, após ter conhecido pessoas novas e ouvido muitas coisas, houve um momento de “ficar a sós” – nós e Deus, somente. Era um momento em que ficávamos num lugar aberto e, após uma dinâmica, todos se separaram e ficaram sozinhos, e era hora de falar com Deus. Não havia ninguém falando nada. Somente uma música de fundo e um tempo livre para você se aproximar de Deus. E foi ali que Ele se achegou a mim. Eu não pedi, Ele simplesmente chegou. E, sem que ninguém precisasse falar nada, Ele abriu meus olhos, me mostrou o tamanho de minha necessidade dEle, o tamanho de minha distância dEle, o tamanho de minha religiosidade, meu egoísmo, minha vaidade, minha vida controlada por mim mesma – e me disse que tinha outros planos para mim. Foi quando entendi que havia mais para minha vida – e abri mão de todo o resto, de todo o auto-controle, de todos os desejos e prazeres carnais, porque eu queria viver com Ele e para Ele. Com TODA minha sinceridade, posso dizer convicta que, naquele momento, eu nasci de novo. Não falei pra ninguém o que havia acontecido, apenas eu sabia, mas a minha vida jamais voltaria a ser a mesma a partir de então.
Era apenas a primeira de muitas situações como esta: eu achando que já estava “quase perfeita”, totalmente inconsciente da necessidade que eu tinha de Deus, totalmente incapaz de sequer desejar ser liberta de coisas que me escravizavam, e Ele vinha novamente, no mesmo silêncio, na mesma paciência e sutileza, tocava em meus olhos e me mostrava minha real situação. Em cada momento que pude enxergar meu pecado, meus enormes desvios do caminho, meus “erros teológicos”, minha meninice na fé, não foi porque eu simplesmente “quis” vê-los. Eu nem tinha condições de querer vê-los, tão imersa eu estava neles. Foi a Graça dEle. ELE foi lá, me alcançar no meio do caminho errado onde eu me encontrava, e ELE me trouxe de volta. Ele foi testando minha fé infantil e aperfeiçoando-a, até que o amadurecimento fosse chegando paulatinamente, firmado em cada passo dado no passado e presente.
É por isso que eu creio. Porque olho para minha vida e vejo um verdadeiro MILAGRE. Um milagre porque, ao olhar pra tudo o que já houve, não havia NADA em mim que pudesse ter me conduzido até aqui. NADA. Nem mesmo a vontade de dar o primeiro passo veio de mim mesma, quanto mais a capacidade de ser convencida e capacitada a mudar o rumo e recomeçar continuamente. Tudo o que houve foi Ele quem fez. Tudo poderia ter acabado por tantas vezes. Eu me desviei do caminho tantas vezes. Mas Ele continuava lá. Cada “coincidência” era mão dEle. Cada “desastre” era também a mão dEle – livrando-me do que estava por vir.
Não fui EU. Em momento nenhum, como não sou EU agora. Foi ELE e é ELE. Porque eu nunca fui e nunca serei capaz em minhas próprias forças. Porque eu sequer merecia a Ele, pois a verdade é que eu nem O queria de fato e rejeitava a ideia de abrir mão de meus prazeres por causa dEle. E é por essa consciência que eu creio. Sim, eu creio porque Ele me deu FÉ, porque Ele abriu meu coração e olhos, apesar de mim mesma e de minha falta de merecimento. Creio porque a história, sem Ele, seria tão trágica – a menina sem identidade, sem saber nem quem era nem para onde estava indo, a menina que queria se sentir amada e queria ter amigos. E como a história poderia ter se transformado no que é hoje sem ELE? Como poderia haver tanto amor e alegria e sonhos se tudo isso não fosse milagre DELE? Se fosse só EU na história? Não. Não poderia. Seria demais para quem não tinha forças nem mesmo para descobrir-se a si mesma. E hoje as coisas são como são. Isso é BONDADE. Isso é AMOR. Isso é GRAÇA.
Creio porque minha vida e minha história são um milagre DELE. Porque continua sendo. Porque só estou de pé ainda por causa de Sua graça tão grande, pois continuo pequena e frágil. Continuo “erva do campo”. Mas ELE continua sendo DEUS – Aquele que já ERA antes de todas as coisas, Aquele que fundou tudo o que há, Aquele que É e SEMPRE SERÁ, Aquele em cujas mãos está toda a Criação e toda a História, Aquele que é TUDO em TODOS. Ele continua sendo DEUS, e eu continuo sendo HUMANA. Mas Ele ainda insiste em continuar essa obra incompreensível e indescritível em minha vida. E Ele ainda tem tantas histórias assim para realizar em tantas vidas. Basta crer.
“Pois eu tenho por certo isto, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” (Filipenses 1.6)
É por isso que eu creio.
A ti seja a glória, Pai, por Sua tão grandiosa graça, manifesta em Jesus, e por continuar derramando-a sobre mim. Tudo é Teu!
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Saudades e Integração - Participe!
Meus queridos irmãos que acompanham o blog, venho vos pedir perdão por minha ausência prolongada por aqui. Realmente, me desculpem!
Resolvi tirar um tempo de folga da internet, pois eu estava gastando muito tempo dos meus dias "navegando", o que acabava prejudicando outras áreas de minha vida, inclusive a espiritual e meu tempo com Deus. Acabei, então, me acostumando bastante com o tempo "offline" e, assim, dei essa sumida.
Mas espero estar mais presente nessas férias para voltar a compartilhar algumas coisas com vocês.
Porém, gostaria de aproveitar esse post para fazer algo que tenho vontade já há algum tempo: conhecer VOCÊS, seguidores e/ou visitantes do Mulheres Virtuosas! =D
Infelizmente, não consigo ter um contato mais frequente com a maioria de vocês, bem como tenho um sério problema em parar para comentar em blogs (sorry, everybody! rs). Então, acabamos nos conhecendo tão pouco.
Tenho certeza que será uma ótima oportunidade para todos conhecermos uns aos outros - e, quem sabe, descobrir alguém pertinho de nós para trocar umas idéias! =]
Conto com vocês!
Abraços e que a graça do Senhor Jesus seja sempre conosco!
domingo, 15 de maio de 2011
Lágrimas, Suor e Sangue...
"Eu ia começar esse texto perguntando se você já sentiu medo de alguma coisa. Mas ficaria ridículo, porque todo mundo sente medo de alguma coisa. Todo glóbulo no seu sangue já sentiu medo de alguma coisa, e você com certeza já teve pequenos piripaques, mãos suadas e gastrites por ter medo de alguma coisa. Nothing new!
Mas você já sentiu medo por não saber o que é “essa coisa”? Por não saber como vai ser, como vai acabar a história, como você vai se sentir, como vai se sair ou como vai se portar? Você já fez cara brava pro seu inimigo e mesmo assim viu que não foi convincente o bastante? Isso acontece, quase sempre, com quase todas as pessoas, e você não é a única.
Levando para um lado mais espiritual: você já se sentiu incapaz porque parece que suas armas não foram tão potentes assim? Já sentiu que seu espírito tem os musculos tonificados, sarados, preparados, mas a sua alma é um poetinha tomando uísque e fumando um cigarro com um sonzinho de vitrola ao fundo? Você já sentiu que seu corpo, sua alma e seu espírito, moram em lugares separados?
O espírito tem boas palavras na boca. Tem foco, decisão, opinião e topa todas. Sua alma transita entre ups and downs, picos de alegrias, poças de confusão, e o seu corpo, coitado, leva a surra merecida por tanta loucura. Você já sentiu isso? Desconexo, do avesso, invertido, mexido por dentro? Não há nada tão aflitivo quanto não saber o que vai acontecer. Sofremos porque queremos saber, sofremos porque sabemos que não temos que sofrer, sofremos porque queremos que seja de um jeito mas também sabemos que Deus tem suas maneiras e elas são as melhores, mas aí sofremos de novo, porque se Ele sabe como fazer, por que andamos tão preocupados, caramba?
A conclusão é unânime: não há nada pior do que não saber o que vem pela frente ou não saber como encarar o que vem pela frente. Não há nada mais chato do que querer saber e ao mesmo tempo querer que Deus faça o que ele quiser. Você para pra pensar e a conclusão é: estamos em guerra interior!
Mas afinal, que briga é essa!?
Somos metade dor, metade militância?
Metade incerteza e outra metade fé?
Somos metade mimimi e outra metade soldados?
Somos domingo tudo lindo e quarta feira uma lameira?
Somos quase bons, quase servos, quase vitoriosos?
Que briga é essa que nos divide e deixa tudo tão estranho?
Nós somos mil coisas em um só dia?
Nós somos uma eterna TPM espiritual?
Não, nós não somos isso. Isso sim é uma briga, com certeza uma briga que todo mundo enfrenta por dentro, mas a boa notícia é que alguém já se viu dividido entre a aflição do que viria e a dor de saber que o que viria seria bem difícil de enfrentar. Um dia alguém sofreu a espera e sofreu a chegada. Um dia alguém sofreu a notícia e enfrentou as consequências dela. Um dia alguém foi metade suor e metade sangue.
Ele estava lá. Jesus estava lá fazendo a oração inevitável, querendo que aquele cálice fosse passado de sua frente. E ao mesmo tempo, ele tinha a certeza mais difícil que teria de engolir: a morte. Ele ia morrer e aquilo era sério demais pra ser ignorado. Nunca existirá um blog ou um escritor capaz de traduzir o que aquela noite significou na vida da melhor pessoa do mundo. Ninguém poderá explicar o que isso significou para o coração de Deus.
Sabe, você não precisa ser a melhor pessoa do mundo, não precisa ter curado milhares de pessoas, mas você precisa saber algumas coisas sobre aquela noite, porque talvez você também esteja transpirando suor e sangue. A combinação de quem sofre e sente dor. A combinação do medo e do desgaste. A combinação entre o físico e o emocional. Talvez o cansaço que não passa e a ferida que não estanca. Talvez o esforço e o sentimento, a tentativa e a mágoa. Eu não sei o que significa o seu sangue e o seu suor, mas eu sei que quando esses dois elementos escorreram numa noite solitária, até o próprio Deus fez uma oração pedindo ajuda. Quando o seu suor e o seu sangue escorrem numa noite solitária, coisas importantes acontecem depois.
A minha boa notícia pra você, é tão especial que eu escrevo isso com o maior cuidado, e eu nem tô batendo nas teclas com força, na esperança de que você leia as próximas linhas com a delicadeza de um alívio depois do stress, torcendo pra que você beije cada palavra abaixo:
Aquele suor e aquele sangue, que escorreram da testa dele, precisavam tocar o chão. Precisavam porque nenhum pedaço do planeta Terra havia sentido o gosto daquele suor e daquele sangue. Nada, nenhum ser vivo, vegetal, sei lá o que, havia tido contato com aquele suor e aquele sangue. O mundo conhecia, desde então, o suor de homens que trabalhavam por dinheiro e status, e o sangue de soldados que morriam por orgulho e vingança. O mundo conhecia desde então, o suor de pessoas que transpiravam por inveja, prazeres, vaidades e trabalhos vãos. O mundo só conhecia desde então, o sangue dos crimes, das mortes baratas, das maldades e dos golpes mesquinhos. E é por isso que aquele suor e aquele sangue precisavam tanto tocar o chão. É como se o chão pedisse esse batismo de coragem, novidade. Como se a terra, ou a Terra, sentissem essa sede.
Ok, mas isso tem a ver com a sua noite difícil?
Claro que tem a ver! Porque Jesus abriu um caminho onde o suor e o sangue se transformam em coisas inexplicáveis. Tem a ver porque ele fez de uma noite solitária o início da história de muitos. Talvez você pense: “lindo! só que eu tô sofrendo porque eu tenho conta pra pagar, estou sofrendo porque minha família é um saco”, e mesmo assim eu vou te falar: você não precisa que um novo caminho se abra para essas situações? Essa noite, esse chão que você pisa, esse cenário não precisa beber alguma coisa diferente?
O suor e o sangue de Jesus pingaram na terra. E o caminho depois disso foi completamente inusitado, verdadeiro, improvável e incrivelmente chocante. Ele caminhou para uma cruz e morreu nela, para que você não precisasse morrer de solidão, de desgosto ou de amargura. Ele caminhou para uma cruz e foi pregado nela para que você não precisasse ficar preso em julgamentos, idéias, pedradas, cuspidas e vícios. Ele caminhou para uma cruz e ficou nu, para que você não precisasse ser exposto como uma distração para a maldade. Ele foi parar num madeiro para que você não precisasse sentir o peso do mundo literalmente nas suas costas. O suor de Jesus se transformou em sangue porque todo esforço que você deposita na sua vida hoje, nessa noite, precisaria, mais cedo ou mais tarde, ter uma referência de alguém que foi até o fim. Alguém que foi até o sangue, literalmente.
Jesus sabe como você se sente. Ele já suou tristeza por não poder mudar os fatos, e ele já sangrou aflição ao encarar o inevitável. Sabe, Jesus morreu mas ressuscitou também, e por causa disso tudo é possível. Mesmo que você não acredite, as gotas já molharam o chão.
Você já viu uma criança que acaba de nascer? Ela ali chorando, esperneando, berrando e ainda assim, tantas novidades, tanta esperança, tantos planos! O que ela sente? Ela sente na pele, o suor e o sangue. A combinação perfeita, a prova de que um novo caminho começa.
Prepare-se para começar de novo. A noite vai clarear, cedo ou tarde você vai precisar se levantar. Prepare-se para o caminho. O chão foi limpo por um líquido infalível."
[Luciana Elaiuy]
{Enviado por e-mail pela querida Hânicka Thay, irmã em Cristo e companheira do blog! Obrigada, Thay! Não imaginas o quanto esse texto falou comigo! Muito obrigada.}
terça-feira, 26 de abril de 2011
Transformai-vos... pela renovação da vossa mente!
Como eu disse no último post, neste último feriado e final de semana estive participando de um acampamento de jovens da Igreja Batista Central de Fortaleza chamado #estalo e cujo tema central era: "Renove sua mente" (ou "Renove Your Mind" como ficou mais conhecido! rs). E eu queria falar um pouco desse tempo que Deus mesmo preparou para minha vida.
Eu fui para o #estalo com expectativas muito grandes, conforme também comentei no post anterior. Meu entusiasmo por conhecer a igreja do "Pedro Pamplona" e do "Fellipe Mastrillo", dois jovens cujos blogs acompanho e admiro muito, especialmente sendo ela uma igreja tão jovem, era enorme.
No entanto, ao chegar lá, tudo foi quase totalmente diferente do que eu havia imaginado. Todas as minhas idealizações prontas e acabadas do que eu viveria foram frustradas e, devo confessar, passei por momentos muito difíceis lá. Tive dificuldade de me adaptar, de me relacionar e meu coração foi se fechando a cada momento por não ter encontrado lá aquilo que ele estava procurando.
Eu nem imaginava o que Deus estava preparando para estes dias. Porém, havia algo que, mesmo em meio aos momentos mais difíceis que passei, ecoava em meu espírito: o Senhor está no controle! Eu cria nisso. Sabia disso. Sabia, mesmo quando eu não queria acreditar muito, que Deus tinha algum propósito com tudo o que estava acontecendo e minha oração era que eu conseguisse compreender esse propósito e vê-lo se cumprindo na minha vida.
E o propósito era revelar o pecado do meu próprio coração. Era manifestar as coisas que estavam escondidas, ou que eu tentava esconder de mim mesma e dos outros, as coisas que eu usava para me justificar em detrimento dos outros.
A cada ministração da Palavra que eu ouvia (que, aliás, foi uma melhor do que a outra), Deus me mostrava pecados que precisavam ser tratados e retirados da minha vida. Coisas que eu achava que já haviam passado, mas que ainda estavam lá, camufladas.
A verdade das minhas expectativas quanto ao encontro? Eu esperava encontrar uma igreja perfeita, com pessoas perfeitas e que fossem a resposta para todas as perguntas. Eu achava que sabia de todas as verdades, que sabia qual era o método correto, como as coisas deviam acontecer, o que era melhor diante de Deus e, ao me deparar com coisas diferentes do que eu havia definido como certo, me achava no direito de sentir frustrada.
Orgulho. Justiça-própria. Legalismo. Perfeccionismo. Julgamento alheio. E a fonte de todos estes males: dificuldade em aceitar o amor gratuito de Deus, que não depende de comportamentos corretos, que não depende de métodos nem de estereótipos, que depende somente da Sua GRAÇA. Essas foram as coisas que o Espírito Santo falou ao meu coração num momento de ministração em que vimos um vídeo da Paixão de Cristo, que falava desse amor sem medidas e sem condições, e após o qual fomos convidados a escrever nossos pecados e depois pregá-los em uma cruz de madeira, simbolizando a entrega deles diante da cruz de Cristo.
Deus falou TANTO comigo neste momento. Me mostrou como, durante toda a minha vida, eu havia precisado me esforçar muito para fazer coisas admiráveis para, então, me sentir amada. Como me era tão importante ser a melhor aluna, para poder receber um elogio dos meus pais. Como as pessoas sempre comentavam sobre meu desempenho escolar e quanto isso representava o amor e aceitação que eu esperava receber. E, assim, me tornei perfeccionista. Fixada em bons desempenhos. E, mesmo sem perceber, eu trouxe isso para minha vida com Cristo. E a verdade é que eu julgava a mim mesma e às pessoas ao meu redor pelos seus (nossos) desempenhos: o que é feito de bom e admirável. E quem quer que não externasse boas obras, não merecia o amor do Pai.
Que tristeza! Falava tanto da Graça, mas ainda não a entendia no meu dia a dia. Tanto não a entendia que me achava no direito de julgar pessoas. As pessoas que Deus havia amado de tal maneira que havia dado Seu Filho Unigênito para salvá-las. E foi quando o Espírito Santo falou ao meu espírito:
"Esse Amor não pode ser conquistado por obras, Aline! Não depende de obras. Ele é GRATUITO. É INCONDICIONAL. Deus simplesmente ESCOLHEU amá-los! Não fique assim tão preocupada com as obras, elas virão! Sou Eu quem as fará brotar, crescer e se aperfeiçoar em cada um dos escolhidos do Pai! Não espere isso de homens. Vocês não são capazes de fazer isso. Sou Eu quem o faz! Eu que convenço do pecado, Eu que os ajudo a mudar. É de Deus que vem o dom da Fé e o aperfeiçoar dela. Pare de esperar que as pessoas sejam perfeitas, que as igrejas sejam perfeitas para que, então, você possa amá-las. Deus não esperou que vocês fossem santos para os amar! Você não encontrará obras acabadas e perfeitas, você encontrará pecadores, assim como você. Esperar outra coisa é ilusão. Então, ame-os, assim como Nós os amamos! Receba esse Amor GRATUITO que temos para você, e ame assim também!".
Minhas lágrimas não foram suficientes para mostrar todo o meu arrependimento ao ver que tudo isso estava no meu coração. Que eu ainda não havia compreendido esse Amor de GRAÇA com o qual Deus me ama e ama a cada um que Ele chama para a Salvação! Entendi que meus olhos não devem estar em homens, mas no Senhor!
Não, as pessoas não eram assim tão ruins por lá (rs). Elas eram apenas pessoas. O problema estava em mim, que esperava que elas fossem conforme a MINHA vontade e que as julgava caso se desviassem algo disso. Esperava que elas fossem perfeitas por professarem a fé cristã, enquanto elas eram apenas pessoas salvas pela graça, assim como EU! E, então, olhando pra mim e pro meu próprio pecado, e olhando para Deus e Sua infinita Graça e Amor, recomecei a aprender a amar. Aprendi a abrir mão de meus preconceitos, de meus paradigmas, de minhas falsas verdades, e a olhar os outros através dos olhos de Cristo. E que GRANDE diferença isso fez em minha vida! Que GRANDE significado isso trouxe para todos os momentos vividos em cada dia desse final de semana.
Verdadeiramente, Deus me trouxe até aqui para um #estalo e, sem nenhuma sombra de dúvida, para a RENOVAÇÃO DA MINHA MENTE. Foi exatamente o que Ele fez! Abriu meus olhos e me ensinou a ver com o Amor que Ele vê. Não sem Sua Santidade e Justiça, mas sem nunca deixar de lado esse Amor que motivou o ápice do agir de Deus na história do homem: a entrega de Seu próprio Filho por nós!
Sim, vivi em plenitude o sentido da Páscoa. E saio daqui amando profundamente estes meus irmãos que se reúnem como Corpo de Cristo aqui em Fortaleza, com o sentimento claro de fazermos parte da mesma essência gloriosa: a Igreja Separada do Cordeiro! Saio daqui admirando-os DEMAIS por sua integridade e compromisso com a Palavra de Deus, com a pregação de um Evangelho puro e vivo, mas sem medo de romper paradigmas de modelos e métodos para alcançar a todos com esta graça. Saio daqui depois de muitas risadas (MUITAS!) e também de muitas lágrimas - de alegria e gratidão a Deus, porque tenho quase certeza de que não há nada mais belo nesta terra do que o encontro entre os membros do Corpo de Cristo espalhados por aí e o reconhecimento de Cristo em cada membro!
Louvo ao Senhor por Sua Soberania, por Sua misericórdia comigo, por Sua paciência em me mostrar meus pecados e me ajudar a combatê-los e vencê-los, por Seu Amor que se destina a um ser tão finito e cheio de falhas como eu e ainda vai além disso - inunda a este ser e o torna digno de também aprendê-lo e manifestá-lo! Foram dias incríveis! (Sem falar da reunião do Surfistas de Cristo!!!!! Wooowww!!! \o/\o/\o/ Sem palavras pra descrever!!) Levarei cada um como marcas em minha história, e aprendizados que espero não mais esquecer.
Fica a homenagem e o carinho a cada um desses irmãos. E a glória e o louvor a Deus!
"Transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus" (Romanos 12:2)
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