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domingo, 19 de novembro de 2017

Maturidade...



Estou cada dia mais convencida de que maturidade tem muito mais a ver com lágrimas do que com risos, com decepções do que com encantos, com frustrações do que com vitórias, com dores do que com conforto, com tempestades do que com bonanças, com desertos do que com jardins...

Pois é na dor, na fornalha, na pressão, nos tempos contrários, quando nada do que esperamos acontece, quando nenhuma das nossas expectativas é suprida, quando nossos sonhos se frustram, quando os sentimentos são abafados e a empolgação passa que iremos mostrar a real força de nossas convicções – a real força de nossa fé.

Pois maturidade tem a ver com força. Não é sobre a intensidade com que começamos, mas com nossa capacidade de permanecer, enfrentando cada estação, cada inverno pesado, cada outono em que as folhas todas caem e as árvores ficam todas desfolhadas e secas... e ainda continuar de pé. É poder cantar como cantaram “Os Arrais”: “Como as árvores, eu permaneço no mesmo lugar; no outono, no inverno, eu espero primavera chegar...”. É sobre saber esperar.

É sobre ser testado e aprovado. Sobre sobreviver ao dia mau. Sobre conseguir atravessar as noites escuras sem deixar o coração endurecer e perder a esperança. É sobre não desistir de amar, mesmo sem receber amor. É sobre não desistir de dar, mesmo sem nada em troca. É sobre decidir pelo que se é, pelo que é verdade, não pelo retorno que teremos. É sobre escolher continuar dizendo sim à missão de salvar a outrem, ainda que nosso único pagamento seja uma cruz.

Estou cada dia mais convencida de que maturidade tem a ver com suportar as demoras da vida e ainda acreditar. Sobre abalar-se e não desistir. Sobre ainda poder olhar com compaixão, graça e misericórdia mesmo para aqueles que mais nos feriram. Sobre morrer, mas ainda assim escolher doar-se. Sobre injustiças, sobre “nãos”, sobre feridas, sobre solidão, sobre diminuir, pois, como também cantaram “Os Arrais”, “somente uma fé que se abalou inabalável é”.

Porque é tão fácil ter um sorriso nos lábios, um coração grato, um olhar compassivo, braços estendidos, serviço disposto, vontades firmes, convicções inabaláveis quando os tempos nos são favoráveis, quando o caminho está cheio de companheiros, quando nosso sonho é compreendido e apoiado, quando encontramos suporte e cuidado, quando está confortável e bonito o trajeto à frente, quando há luz e certezas... e como são bons e abençoados estes tempos de bonança que o Senhor nos dá!

Porém o dia mau chegará. E não nos enganemos: ele chegará! O inverno. Depois de viver as belezas do verão e da primavera, precisamos estar preparados para o inverno, pois ele sempre chega. Quando não haverá mais tantas companhias, quando nossos sonhos e visões serão considerados loucos, quando não haverá a mão estendida ou o abraço esperado, quando seremos julgados e condenados, quando uma cruz nos esperará no fim do caminho, quando vai doer e sangrar e pareceremos enfrentar tudo isso sozinhos... e é então que saberemos a real força de tudo que achávamos ter e ser. É então que saberemos o real material do qual nossa casa era construída. Quando o vento bate forte. Quando a tempestade cai.

E esse é o propósito dos nossos invernos. Não apenas nos testar e provar, mas nos amadurecer. Nos mostrar nossas fragilidades e nos convidar a cuidar delas e deixa-las ser cuidadas, e nos fortalecer. Pois quando conseguimos vence-los – ah! quando conseguimos vence-los! – descobriremos que havia em nós uma força que jamais imaginaríamos, e descobriremos que nossa paz e satisfação não são construídas e determinadas pelo que está acontecendo lá fora, mas pelo que está acontecendo aqui dentro. Até chegar aquele dia em que, esteja frio ou calor, claro ou escuro, silêncio ou barulho, repleto de gente ou sem ninguém, continuaremos encontrando motivos para sorrir e confiar e, finalmente, descansar. Maturidade.

Por isso, também “nos gloriamos nas tribulações, porque aprendemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança produz um caráter aprovado; e o caráter aprovado produz confiança. E a confiança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que Ele mesmo nos outorgou” (Romanos 5.3-5), porque “Ele me declarou: “A minha graça te é suficiente, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Sendo assim, de boa vontade me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que o poder de Cristo repouse sobre mim. Por esse motivo, por amor de Cristo, posso ser feliz nas fraquezas, nas ofensas, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Porquanto, quando estou enfraquecido é que sou forte!” (1 Coríntios 12.9-10).

Porque Ele é a nossa força. Ele é nossa fonte de paz e alegria. Ele é nosso motivo e esperança. Ele é nosso propósito e herança. Ele é nosso conforto e abrigo. Ele é nossa segurança e nosso amigo sempre presente.

“Porque dELE, e por ELE, e para ELE, são todas as coisas; glória, pois, a ELE eternamente. Amém.” (Romanos 11.36)

E, seja verão ou inverno, outono ou primavera... Ele nunca nos faltará!


Nele podemos descansar e confiar.

Amadurecer...

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Envelhecer...



Gosto da beleza desses tempos meio cansados da vida.

Os passos lentos, os lugares ermos da espera, antes tão temidos e rejeitados, hoje parecem tão mais desejáveis do que os empolgados e bobos desejos perecíveis dos tempos de meninice.

Aquela pressa de chegar, que antes parecia nunca passar, que parecia vital como o ar, que parecia quase propósito em si mesma, começa a dar lugar a essa brisa meio melancólica e tão desapressada dos cabelos que começam a embranquecer.

A vontade cheia de intensidade dos holofotes, das emoções explosivas, das respostas rápidas começa a tornar-se desejo por rede de varanda, cadeira de balanço, e as reflexões acalmadas já não causam mais tanto temor.

A palavra esperança ganha um novo sentido. Ou uma nova compreensão. Assim como paciência. E fé. Aprende-se a contemplar a beleza do inalcançado, do que ainda não é – e nem se sabe se será.
A beleza dos tempos de espera. A beleza da caminhada, e não apenas da chegada. A beleza de desacelerar.

Hoje confesso que as fortes e explosivas emoções, as grandiosas promessas, a necessidade de tantas juras já não me atraem tanto. Quase me causam desconfiança. Atrai-me um amor quieto, pensado, sentido devagar, delicado como gestação, como bebê recém-nascido que maior e mais definitivo significado ganha quanto mais o tempo passa. Não à primeira vista, mas a cada nova vista do dia-a-dia, gota a gota, passo a passo. A beleza da frágil construção. De quem vê semente tornar-se flor.


Deve ser algo assim o que chamam de maturidade. Só sei que me conquista. Pouco a pouco. Envelhecer...

Ele continua sendo bom...



Se estivermos atentos, se houver em nós uma pequena centelha de atenção, um pequeno intervalo de paciência para parar e contemplar em meio aos dias maus, em meio aos dias de ventos parados, quando parece que o Senhor calou e esqueceu, como se tivesse resolvido sair do jogo e deixar pra lá todas as promessas... nós ainda O ouviremos. Ele ainda nos falará, no meio da brisa suave, no meio de uma discreta luz brilhante, como aquela flor escondida, solitária, no meio de pedras e cachoeiras... Ele ainda falará.

Falará que continua sendo Deus, e que continua sendo bom. E que, diferente de nós, Ele não esquece e não desiste. Ele não volta atrás e não abandona. E Ele ainda sabe o caminho mais bonito para nós, aquele que precisamos trilhar pra descobrirmos o melhor que podemos ser. Ele ainda tem o plano sob controle e sabe exatamente aonde quer nos levar. Ele ainda tem o plano perfeito – e Seus planos continuam sendo belos, plenos e cheios de alegria e paz.

Ele ainda escreve histórias bonitas e, revelando Sua infinita graça, as coloca em nossas vidas para nos fazer lembrar – e não desistir. Para não nos deixar achar que eram apenas fábulas contadas pelos antigos, apenas sonhos infantis ou aspirações utópicas. Então, Ele nos lembra e nos revela Seu imensurável poder. Porque Ele continua sendo Deus, e continua sendo bom. Porque todo o poder está em Suas mãos, e Ele realmente – REALMENTE – nos ama. Ele conhece cada anseio dos nossos corações, Ele conhece cada uma das nossas lágrimas, Ele mesmo plantou sonhos em nossas almas, desde a eternidade, e é fiel e justo para completar em nós a obra que Ele mesmo começou.

Então, coração, espera nEle. Confia nEle. Para, contempla, respira fundo e confia. Seu Deus continua sendo Deus – e Ele continua sendo bom. Você pode descansar. Ele ainda está lá, Ele ainda vê você, Ele ainda te conhece e te ama e continua contigo. Não desanima, não! Ainda há muito para acontecer. Ainda há muito para se surpreender. Caminha, continua a caminhar. Olha para o alto, olha para o Pai, coloca nEle seu amor, e Ele te guiará.


Sonha, coração! Nunca deixe de sonhar! Pois para as alturas fostes criado, para os ares, para os céus, para as montanhas, para muito mais... continua a crer, abre tuas asas e recomeça o teu voar – pois lá no fim, na plenitude do mais belo horizonte, está Seu Criador e Pai – sempre Deus, e sempre bom – a te esperar...

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Quaresma – Dia 11: Necessária solidão



“Ele, porém, se retirava para lugares solitários e orava” (Lucas 5.16)

Eis uma coisa que eu tenho dificuldade. Retirar-me. Parar. Como falei no post passado, eu realmente tenho dificuldade de parar, desligar tudo e estar só. Estou sempre envolvida com tantas coisas, tantos projetos, tantos planos e sonhos e atividades, sempre inventando algo novo pra fazer, sempre me comprometendo com mais coisas do que dou conta. E essa sou eu. E aí, leio este versículo. Jesus, o Messias, com a SUA missão, retirando-se para a solidão.

O interessante desse trecho é que, imediatamente antes dele, temos a descrição de como era a vida de Jesus: “Porém o que se dizia a seu respeito cada vez mais se divulgava, e grandes multidões afluíam para o ouvirem e serem curadas de suas enfermidades” (v.15). Imagino como era: multidões vindas de todas as partes, todo tempo O cercando para que Ele também as curasse, ou para ouvir o que Ele tinha a falar, ou para conseguir pão ou algum outro benefício. Mas o fato é que, tendo ouvido falar de tudo o que Jesus andava fazendo, multidões estavam todo tempo procurando pelo Mestre. E cuidar daquelas pessoas que estavam perdidas como ovelhas sem pastor fazia parte de Sua missão. Uma missão tão grande e tão pesada a cumprir. E Ele havia sido enviado “para evangelizar os pobres [...] proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos e apregoar o ano aceitável do Senhor” (Lc. 4.18-19). Quanto trabalho havia para ser feito, quantas coisas a realizar, quanta demanda, interminável. Mas, no meio de todo aquele alvoroço e de toda aquela multidão esperando para ser atendida pelo Mestre, Ele simplesmente “retirava-se para lugares solitários e orava”. Ah, como precisamos aprender com Ele!

Como mencionei, rapidamente, no primeiro post desse tempo de Quaresma, no primeiro dia de quaresma, li alguns textos publicados por amigos a respeito do sentido desse período e de como temos, enquanto evangélicos, negligenciado seu valor – tempo de contrição, de reservar-se, de solidão, de silêncio e cinzas, tempo de reflexão no significado da Páscoa, o sacrifício de Cristo para libertação de Seu povo, que está chegando. E, depois de lê-los, minha linda Priscila Teixeira publicou um vídeo convidando para devocionais diárias, por meio de vídeos, para estudar o livro de Lucas durante esse período da Quaresma. E Deus falou comigo. Era exatamente do que eu precisava. Poucos dias antes disso, eu conversava com uma amiga sobre a dificuldade que eu tenho de reservar um tempo diariamente para minha vida devocional – para meditar na Palavra, para orar, para estar com Deus. Essa, com certeza, é minha maior dificuldade em minha vida espiritual. Eu estou sempre “ligada”, e “desligar” das coisas desse mundo, da sua correria, para saber aproveitar o valor da Palavra e da oração eram coisas tão difíceis. E isso sempre me doeu tanto, sempre me frustrou tanto, porque eu sabia que não deveria ser assim e que essa prática espiritual, do tempo a sós com Deus, era necessária para minha saúde espiritual. Mas, mesmo assim, eu não conseguia. Cansaço, preguiça, dificuldade de concentração, um amigo puxando assunto no bate-papo até de madrugada, uma coisa pra resolver para o outro dia... e sempre ficava pra “amanhã”. Então, esse convite para as devocionais de Quaresma eram exatamente o que eu precisava. E resolvi aceitar.

Mas eu sabia que precisaria de estímulos, de mais do que “vontade” para ser transformada e passar a VIVER meu tempo devocional do jeito certo. E foi então que entendi que precisaria de duas coisas mais nesse período especial de consagração: jejuar e escrever. Eu nem sei a última vez que eu havia jejuado. Não tenho nem ideia. Mas, foram pouquíssimas vezes em que jejuei. Até pedi ajuda a um pastor amigo meu para tentar entender como devemos viver essa disciplina espiritual. Ele não me respondeu, mas tô aqui tentando viver. E, no início, meu desejo de jejuar era realmente por reconhecer que eu precisava (e preciso) de ajuda para me manter fiel nesse propósito, para me consagrar de forma mais intensa e para tornar esse tempo devocional uma prioridade em minha vida. Mas eu não tinha ideia quantas outras coisas eu enxergaria como benefício do meu tempo de jejum. Acabei descobrindo que um dos grandes problemas, ou uma das grandes desculpas, para eu não ter meu tempo devocional (no período da noite, como gosto de fazer), era chegar do trabalho “morta de fome e de cansaço”, ir direto atrás da janta, que virava uma desculpa (juntamente com o cansaço) para sentar na frente da TV, começar a assistir um filme que se prolongava até altas horas e, finalmente, quando eu chegava no quarto, não havia energia para mais nada. As energias que haviam sobrado, depois de um dia de trabalho, haviam sido gastas comendo e vendo TV e, depois, só dormir. Então, além de jejuar (nesse período da noite), resolvi também dar um tempo da TV (sem falar em desligar as redes sociais – outro enorme problema – é claro!). E como isso tem dado certo! Nossa! Como tem ficado cada vez mais claro pra mim quanto essas coisas eram impedimentos pra eu investir em minha vida com Deus, pois eram prioridades no lugar do meu tempo devocional.

E, além disso, escrever. Ah! Eu acho que voltar a escrever foi uma das melhores coisas que me aconteceu ultimamente. Todo esse tempo de Quaresma, com suas muitas experiências devocionais, na verdade. Mas é um tempo que está MUITO atrelado ao meu retorno ao MV. Fiz um compromisso com Deus, para esse tempo de Quaresma, de, todos os dias, escrever alguma reflexão a respeito do meu tempo de leitura da Palavra. E que diferença isso tem feito! Porque é uma cobrança de mim para mim mesma. Preciso escrever e, se eu não escrever, eu não tenho como fingir que escrevi. Se eu pular um dia, vai ficar faltando um texto, não vai dar pra esconder. Se eu não ler a Bíblia, só eu vou saber. Mas, se eu não escrever, todo mundo que acompanha o blog vai saber! Aí, nem que seja pelo meu orgulho, eu me cobro. E como essa prática tem me abençoado! Eu não lembro há quanto tempo eu não tenho recebido iluminação da Palavra e sido edificada por ela da forma que tem sido nesses 11 dias! Há quanto tempo eu não conseguia ouvir os ensinos de Deus em Sua Palavra. Como se ela estivesse encoberta, calada. Eu tentava e tentava, mas não fluía. E agora, aqui estou eu, aprendendo tantas coisas nas Sagradas Escrituras que nem consigo mais acompanhar os vídeos-devocionais, porque eles têm pulado vários trechos do evangelho de Lucas e eu quero poder analisar cada trecho e ver o que Deus quer me ensinar ou lembrar em cada pedacinho. E tô começando a achar que, do jeito que as coisas andam, 40 dias não serão suficientes para estudar todo o livro de Lucas – ou eu vou precisar começar a escolher as ideias para registrar! rs.


Que dias maravilhosos têm sido! Que alegria em meu coração por ver Deus revivendo esse espaço, meu querido Mulheres Virtuosas, meu cantinho onde Deus já me permitiu registrar tantas coisas que Ele já fez em minha vida, e que eu achava que nunca mais voltaria a ter vida novamente. E aqui estamos. Há tanto tempo eu não tinha inspiração – ou qualquer outra coisa – para sentar e escrever. E que alegria meu coração sente, todas as noites, quando pego meu computador para registrar esses pensamentos e aprendizados que o Senhor tem colocado aqui. Que paz e consolo Ele tem me trazido por meio de tudo isso. Num período de minha vida em que eu já estava quase acostumada com nuvens e lutas que insistiam em permanecer e nublar minha estrada, Deus, finalmente, tem me dado a Sua paz. E é aqui, na solidão do meu quarto, apenas eu e Ele, no silêncio, na pausa, na calmaria que tudo isso tem acontecido. Solidão necessária. Como eu precisava dela! Como eu precisava reconhecer que preciso dela! Meus dias têm sido diferentes. Minha mente, meu coração, meu espírito têm sentido isso. Quantas vezes tenho ouvido pregadores falando sobre a importância desse tempo a sós com Deus, mas eu achava que dava pra viver sem ele. E, quem sabe, todas as nuvens e lutas que Deus mandou nestes últimos tempos, não tinham como propósito me encaminhar até aqui. Nesse exato ponto da história. Me fazer perceber a insondável diferença que faz ter esse tempo precioso de estar só com Ele em cada dia da minha vida. E eu quero continuar aprendendo. Sei que ainda tô longe demais do alvo. Apenas começando a engatinhar. E já está sendo tão bom. Mas quero mais. Quero ser como Jesus. E, como Ele, saber retirar-me das multidões, todos os dias, para meu lugar de solidão. Essa necessária solidão que me leva pra mais perto do meu Pai. E que ela possa existir nas vidas de cada um de vocês. E que sejamos cada dia mais parecidos com o nosso Mestre. Para glória de nosso Senhor e o bem de nossas almas. Que seja assim. Amém e amém.