segunda-feira, 28 de junho de 2010

Saindo de Férias!!!

Finalmente, as tão esperadas Férias chegaram!!! \o/ Nem posso acreditar!

Na verdade, são tantas expectativas juntas, a respeito de tantas coisas diferentes, que tá tudo ainda muito misturado por aqui... só consigo perceber mesmo uma onda imensa de expectativas a respeito do que Deus tem para fazer a partir daqui...

Explicando:

Desde o início de 2010, o Senhor tem ministrado em meu coração algo muito forte a respeito de coisas novas e muito diferentes que estão preparadas para o 2º semestre (mais especificamente) desse ano. E coisas novas já começaram a acontecer, uma delas é que resolvi deixar o emprego, para ter mais tempo e disponibilidade para investir no que quer que o Senhor me peça (e porque Ele mesmo tem me guiado nesse sentido desde o início deste ano). E o que Deus tem para fazer através e a partir dessa decisão é algo que tem gerado muitas expectativas e uma certa ansiedade em meu coração.

Também estarei fazendo uma SUPER viagem nessas Férias! Na verdade, só Deus mesmo pra ter preparado umas férias tão "movimentadas" como essas que estou partindo para viver! Estarei visitando 3 ou 4 estados diferentes em um único mês! :P 18 dias no Pará (Belém - minha cidade-natal querida; e Marudá - minha praia, com minha rede e meus livros!! Ahh.. um sonho!! rsrs). 06 dias no Espírito Santo (Vila Velha - Encontro Nacional do Movimento Familiar Cristão - eu e meus "tios do cabelo branco"! rsrs.. que o Senhor me use no meio daquelas pessoas para refletir a Sua Santidade e para honrá-Lo). E 11 dias no Rio de Janeiro (Volta Redonda - conhecer meus manos queridos da 180º - e da Batista Central também!! hehehe) e, quem sabe, em São Paulo também (Indaiatuba - conhecer minhas mais novas maninhas lindas - também comparsas da galera "Cento e oitentista"!! rs)... Uffa! Que viagem, hein? \o/

E as expectativas quanto a essas férias, obviamente, também tem sido muito grandes. Não apenas pela alegria de conhecer meus irmãos em Cristo com os quais tenho crescido e aprendido tanto, mas também pelo que Deus tem para fazer em nós, entre nós e através de nós durante esse tempo que estaremos juntos! Creio mesmo que essa viagem foi programada pelo Senhor e que Ele tem propósitos com esse encontro. E são muitas as expectativas, até mesmo uma certa surpresa, quanto a estes propósitos. Oro apenas para que eles se cumpram e que nós possamos recebê-los totalmente! Que o Senhor reine em nós e através de nós nestes dias que estaremos juntos! Ele é o Objetivo maior, o Seu Reino, a Sua Glória, a Sua Santidade em nós! Que assim seja!

Então, na verdade, este post é meio que um "Até Mais", já que estarei meio "nômade" nestes próximos 30 e poucos dias, e já que não tenho nenhuma certeza se conseguirei acessar, ou com que frequência conseguirei fazê-lo. Tudo indica, entretanto, que eu fiquei meio sumida durante esse tempo. (Ah, sim, sentirei saudades daqui!! =( rs).

Peço que estejam em oração para que cada mínimo propósito de Deus se cumpra neste tempo que Ele tem reservado e preparado, que todas as coisas ocorram segundo a Sua Soberana Vontade, e que cada uma dessas experiências seja instrumento de honra e louvor a Ele sempre! Conto mesmo com suas orações!

Desejo a todos (os que terão) Boas Férias! Que seja um tempo de descanso físico, mas também de renovação espiritual, de crescimento e dedicação ao Senhor! Espero não ficar todo esse tempo sem aparecer, entretanto, que seja do jeito que Deus achar melhor!

Que a Paz e a Graça de Cristo permaneçam conosco, guiando cada um de nossos passos, dando-nos sabedoria e discernimento e convencendo-nos dos Seus Planos para nossas vidas! Que Ele seja glorificado sempre!

Boas Férias!!! ;)

sábado, 26 de junho de 2010

As regras do Namoro no Século 18

Este post é a transcrição de uma entrevista realizada com os atores do filme “Orgulho e Preconceito”, filme baseado no livro de Jane Austen, escrito na Inglaterra do século 18. O filme é meu referencial de filme no que diz respeito a bons valores para romance (só uma observação: o único filme que conheço que não tem beijo entre os mocinhos! xD), além de ser de excelente qualidade (diga-se de passagem: um de meus favoritos! rsrs).
A entrevista faz parte dos Bônus do DVD, com o título “As regras do Namoro”. Eu sou meio suspeita pra emitir qualquer posição a esse respeito, porque o simples fato de retratar a vida no século 18 já ganha quase todos os meus pontos (rsrs) – eu sou mesmo fascinada por aquela época, ou pelo menos por muitas coisas daquela época, uma delas é o relacionamento entre moças e rapazes.
Mas, além de conhecer e entender como isso acontecia há alguns séculos atrás, e fazer um paralelo com o que vivemos hoje, é interessante porque a entrevista expõe a opinião de pessoas que vivem na realidade atual, moderna, pessoas de diferentes idades e posições, que estudaram aquela realidade para poder reproduzi-la no filme. Isso é o que mais me chama atenção. Provavelmente não são cristãos, são somente pessoas comuns, mas que relatam a forma como ocorre o relacionamento entre homens e mulheres em nossa sociedade moderna, comparando-a com as enormes disparidades para com a sociedade de algumas gerações passadas.
É óbvio que não concordo com todas as “regras do namoro no século 18”, e o objetivo do post não é esse, mas apenas nos trazer à reflexão algumas dessas questões, como a pureza, o nível de contato físico que temos uns com os outros, o respeito dos homens pelas mulheres, a modéstia, entre outras coisas.
Para encerrar, peço que os rapazes sejam pacientes com as questões mais românticas (e, portanto, mais tipicamente femininas) dos comentários!! rsrs... e, para as mulheres não tão românticas assim, peço que levem em consideração que esta que vos escreve gostaria de ter vivido no século 18, então... rsrsrs...
Enfim, sem mais delongas, vale à pena conferir, rir, se derreter, ponderar e até mesmo discordar! Então, vamos à entrevista! ;P

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As regras do Namoro no Século 18


“No século 18, por haverem regras, eu diria que era uma época melhor para se conhecer um homem ou uma mulher.” (Paul Webster – Produtor)


“Hoje não há regras e não sabemos o que fazer quando nos conhecemos. Apertamos a mão? Beijamos o rosto? Damos dois beijinhos? Um tapinha nas costas? Ninguém sabe. Quebraram-se as regras. Como se faz agora? Não existem regras.” (Jane Gibson – Coreógrafa)


“O comportamento mais aceitável era você parecer que não queria um marido, embora quisesse. Mas sendo a natureza humana o que é, mulheres e homens tinham que encontrar um meio de se atraírem, de deixar o outro saber que aquilo era aceitável. E muito disso acontecia na pista de dança. Dançar era absolutamente fundamental para aquela sociedade, em termos de se encontrar um bom marido e uma boa esposa. Quando se ia a um baile, ou se houvesse dança no final de uma festa, você quase sempre estaria na presença de seus pais. Então se você pensar em como quer se comportar com seus pais olhando...” (Louise West – Casa de Jane Austen)


“Sempre existem códigos de conduta entre jovens que estão se cortejando. Achamos que nos livramos das prisões da etiqueta, mas isso não é verdade.” (Joe Wright – Diretor)


“Era muito definido, muito claro. E muito útil, eu acho, em retrospecto. Você se levanta quando uma mulher entra no recinto, e se inclina. Hoje achamos isso muito reprimido e formal demais, mas eu gosto disso. Acho que adiciona algo. Acho que na verdade é bastante libertador.” (Matthew Macfadyen – Mr. Darcy)


“O fato de ser difícil falar com alguém por quem estamos apaixonados é bastante realçado na etiqueta da época da Austen, em que não era permitido que se falasse a sós, a não ser quando dançavam. Era o único momento em que ficavam sós, portanto poder usar as danças desse jeito foi um ótimo modo de criar conflitos entre os personagens.” (Joe Wright – Diretor)


“Homens e mulheres podiam ficar juntos sem uma aia e podiam conversar.” (Jane Gibson – Coreógrafa)


“É por isso que a idéia dos bailes era tão empolgante para elas. Pois você podia dançar com o filho do açougueiro, alguém que, num dia normal, você nunca poderia chegar perto e conversar.” (Jena Malone – Lydia Bennet)


“Se você só pode ter contato físico durante a dança, então dançar com alguém é eletrizante. E isso naquela estrutura formal. Especialmente a dança em si. Interpretar os pequenos momentos entre duas pessoas naquela estrutura formal.” (Matthew Macfadyen – Mr. Darcy)


“Eles não se tocam. Mulheres não apertam as mãos do homens. Portanto a primeira vez que Darcy toca Elizabeth é quando ele a ajuda a entrar na carruagem. Que é um momento lindo mesmo. Por ser o primeiro toque de pele na pele. Acho que hoje sequer pensamos nisso. Aperto as mãos das pessoas, beijo no rosto, tudo isso. É interessante pensar que se você não tem aquela natureza tátil, como um toque pode ser importante.” (Keira Knightley – Elizabeth Bennet)


"Ao invés de chegar para alguém e dizer: “Sinto atração por você”. “Aqui está meu telefone”."  (Matthew Macfadyen – Mr. Darcy)

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

A Mulher e Seu Papel na Liderança do Homem


*imagem do livro "Conte Comigo" de Wanda de Assumpção - super indicação!


Quanto tempo que não escrevo por aqui, não é mesmo? Infelizmente! Como sinto falta de poder estar compartilhando das coisas de Deus com os amigos e irmãos em Cristo que por aqui passam. Mas o tempo tem estado meio corrido e, infelizmente mesmo, não tenho conseguido fazê-lo com a freqüência que gostaria.

Mas, nessa manhã, acordei com este tema em mente. “Mulher e a Liderança do Homem”. Eu não estava estudando nada direcionado a isso na noite anterior ou mesmo ontem durante o dia. Não sei por que acordei pensando nisso, mas, já que há muito tempo não tenho tido um direcionamento ou chamado específico de Deus para escrever algo, achei melhor seguir este e vir escrever.

Sei que esse é um tema que temos abordado muito aqui no blog ultimamente. Pode parecer até meio forçado, meio querer impor essa idéia de submissão da mulher à liderança do homem, porque, basicamente, é sobre isso que a maioria dos últimos posts tem tratado, seja na relação entre homem e mulher no lar e família, seja na igreja. Mas, com toda sinceridade, acho que no entendimento completo e verdadeiro dessa relação está baseado a maior parte de nossos chamados enquanto mulheres – e também do chamado dos homens.

O estabelecimento do chamado de homem e mulher, na Bíblia, acontece no próprio Gênesis, na criação de homem e mulher. Primeiro Deus cria o homem e dá a ele a responsabilidade de cultivar e guardar o jardim do Éden. Deus coloca todo o jardim sob a guarda de Adão, e cada animal que foi criado lhe é submetido para receber o seu devido nome. E, só então, após observar o árduo trabalho ao qual Adão havia sido chamado, Deus declara que não havia para o homem uma auxiliadora que lhe fosse idônea, e que não é bom que o homem esteja só. E lá surgimos nós na história! Fomos criadas para sermos essas auxiliadoras. E, aqui mesmo, nossos papéis enquanto homens e mulheres são definidos.

“Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. [...] Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.
Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse seria o nome deles. Deu nome o homem a todos os animais domésticos, às aves dos céus e a todos os animais selváticos; para o homem, todavia, não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea.
Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma de suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o SENHOR Deus tomara do homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe.” (Gênesis 2:15-22)

Por tudo o que já conversamos, discutimos, compartilhamos sobre o papel de submissão da mulher e de liderança do homem dentro do casamento e da família, tenho percebido que já existe uma certa abertura de muitas moças a esse respeito. Tenho tido a alegria de conhecer mulheres de Deus que tem dito Sim a esse chamado para serem submissas a seus esposos, e tem até mesmo se regozijado nisso. Agradeço muito a Deus por estar nos ensinando isso. Mas também acho que ainda há muito mais para aprendermos.

Nesse âmbito do lar, a liderança masculina deve abranger os mais diversos aspectos. John Piper, numa pregação na 10ª edição da Conferência para Pastores e Líderes da Editora Fiel, em ............, fez uma abordagem incrível sobre essa temática ¹. Falando sobre o papel de cabeça do homem, ele citava algumas responsabilidades do homem como liderar a vida espiritual da família, tomar a iniciativa de realizar as devocionais em família, reunir todos para isso, dividir tarefas, estar atento e certo da direção da educação integral dos filhos, entre outras coisas.

E, aí, nestas responsabilidades esperadas do homem dentro da família, como o líder, eu gostaria de parar um pouco mais.

Nós sabemos que Deus tem chamado os homens para serem os líderes das famílias. No entanto, nenhum homem já nasce indo para um casamento. O tempo para assumir esse papel de líder dentro de um lar chega após anos e anos, 20 e poucos anos de vida. E estes 20 e poucos anos de vida que antecedem o assumir de sua liderança marital e paternal são anos essenciais para o correto desempenhar dessas funções. São os anos de treinamento. E, durante esse tempo, onde estão esses homens? Eles estão NAS IGREJAS. Estão nos seus lares também? Sim. Serão treinados lá também? Sim, é claro. Mas lá, dentro dos lares, já deve haver um líder – o seu pai. O papel de liderar a família não é do filho, mas do pai, e isso limita um pouco o treinamento de liderança prática dentro do lar. Mas nós temos a Igreja. E eu acredito que este deve (ou deveria) ser o ambiente principal para que essa liderança masculina fosse estimulada e direcionada.

Lendo livros que tratam sobre casamento, ouvindo mensagens sobre esse assunto, pude perceber que existe uma queixa feminina que se repete consecutivamente: “Meu marido não toma a iniciativa em nossa vida espiritual!”. Como esse comentário frustrado é comum. E, então, vemos mulheres fazendo de tudo para fazer que seus maridos se tornem “mais espirituais”, na esperança de que eles tomem a iniciativa de orar, de ler a Bíblia com elas, de fazer um momento devocional no lar. Normalmente, são as mulheres que estão fazendo isso nas famílias atuais. E chega um momento em que isso as frustra, porque elas esperavam que seus esposos fizessem isso. Porque essa não é a função designada primariamente a elas, mas aos homens, que deveriam ser os líderes.

No entanto, para descobrir o motivo disso estar acontecendo nas famílias de nossos tempos, não precisamos ir muito longe. Basta irmos às nossas igrejas. E veremos esse quadro se repetindo. Lá, onde a liderança masculina deveria ser incentivada, desenvolvida e fortalecida, onde eles deveriam estar sendo treinados, enquanto solteiros, para o papel que deveriam assumir dentro de suas famílias no futuro, o que vemos? As mulheres à frente da maioria das coisas! Eu tenho visto isso acontecer com muita freqüência, e com muita tristeza, nas igrejas ao meu redor. Quão imaturos são os rapazes, adolescentes e jovens, geralmente tão despreparados, quando não são extremamente tímidos e acanhados, com medo de ir à frente e dar uma palavra forte a respeito da Bíblia, assumindo cargos com irresponsabilidade e irreverência. Enquanto isso, olhamos as moças e lá estão elas: como parecem espirituais, sérias, empenhadas, sempre tem uma boa palavra, gostam de falar, de se expressar, de estar ativas...

Eu costumo dizer que nós, mulheres, gostamos de aparecer! Digo pros rapazes: não nos dêem corda senão a gente coloca vocês no banco! rsrs... Mas, ainda que brincando, isso é um pouco verdade. Enquanto existe uma forte tendência em nós, mulheres, de querermos assumir a liderança, resolver os problemas, enquanto somos tão disponíveis a trabalhar na igreja, receber responsabilidades, existe uma forte tendência nos homens de se acomodar, de se fechar e viver mais interiorizado, ao invés de viver responsabilidades coletivas. Quem nunca ouviu as célebres frases femininas: “Ele não se abre comigo!”, “Ele parece não se importar!”, “Ele nunca decide nada!”, “Eu sempre tenho que tomar a iniciativa!”, e etc. É claro que existem exceções e, na verdade, ambas as coisas são falhas que precisam ser corrigidas. Acredito mesmo que essa seja a razão porque Deus determinou a liderança como papel do homem e a submissão como o papel da mulher – para nos tirar de nossas tendências naturais e nos fazer ir além no desenvolvimento de nossos potenciais e dos potenciais do outro.

Assim, se nós, mulheres, esperamos que nossos maridos sejam os líderes que eles foram chamados a ser dentro de nossas famílias, precisamos nos perguntar de que forma temos contribuído pra isso HOJE. E minha opinião é que a forma de contribuirmos com isso hoje, ainda sem conhecer nossos futuros cônjuges, é ajudar nossos irmãos em Cristo, dentro de nossas igrejas, a desenvolverem suas capacidades de liderança. Nós, enquanto mulheres, deveríamos ansiar por ver os homens de nossas igrejas se tornando líderes cada vez melhores, tomando a frente, tendo as iniciativas, coordenando os trabalhos, tomando decisões, sendo ousados na pregação da Palavra, ou seja, saindo do ócio e da passividade – quando não, da imaturidade. Isso não quer dizer que devemos deixar de fazer tudo! Também existe um chamado para nós: sermos as auxiliadoras. Então, auxiliemos, o quanto pudermos, os trabalhos de nossos líderes, ajudemos nossos irmãos a chegarem ao máximo de seu potencial, trabalhemos junto com eles... e isso quer dizer: dar a prioridade a eles.

Sei que isso pode (e provavelmente vai) fazer surgir comentários ofendidos de algumas mulheres, mas ainda assim, vou falar. Já se tornou tão comum vermos sempre mulheres liderando o louvor nas igrejas evangélicas (pelo menos aqui no Brasil), que essa era uma coisa que eu praticamente nem notava (como a maioria, eu imagino). No entanto, há pouco tempo, tenho tido a oportunidade de conhecer algumas igrejas onde o louvor é liderado por rapazes. Aqui bem pertinho da minha casa tem uma igreja assim. E, de verdade, eu fiquei encantada e tão feliz ao ver aquilo. Não sei, mas é diferente! É tão bonito ver homens, que geralmente são tão fechados e com mais tendência à timidez, à frente de toda a igreja, dirigindo um momento tão íntimo como o louvor, com autoridade, com Bíblia, com fé! Eu tenho tido muita dificuldade com os “louvores” das igrejas em geral, mas nessa igreja é diferente. Não somente porque são rapazes dirigindo, porque também existem duas moças que cantam, mas elas estão lá nitidamente como “auxiliadoras” mesmo, mas porque é realmente diferente. E eu anseio ver isso acontecendo com mais freqüência. Até mesmo porque as mulheres tendem a ser um pouco “sentimentalistas” demais, apelando mais pro emocional, e isso não me agrada muito. Os homens, por alguma característica pessoal do gênero, tendem a ser mais sérios e centrados, e esse equilíbrio eu sinto faltar muito nos “louvores modernos”.

Existem muitas e muitas e muitas outras áreas dentro das igrejas nas quais vemos as mulheres liderando, as quais eu acredito mesmo que os rapazes deveriam ser estimulados e treinados a liderar: ministério de jovens e adolescentes, oração, grupos pequenos, ministração da Palavra, etc. Ainda tenho esperanças de ver isso acontecendo. Não com pesar da parte das mulheres, mas com alegria em saber que estão ajudando a treinar os futuros esposos e líderes de famílias que a Igreja de Cristo tanto precisa.

Finalizo com uma de minhas frases favoritas de Wanda de Assumpção, essa incrível autora que tem me ensinado muitíssimo a respeito de meu chamado enquanto mulher:

“Ao redescobrir e aceitar a profundidade, abrangência e transcendência do seu papel de ajudadora, a mulher se liberta e realiza. Ela vê oportunidade em lugar de obrigação. Deixa de competir para complementar. Ser mulher é um privilégio e uma nobre missão.”


Que a Graça e a Paz do Senhor estejam sempre conosco!

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*¹ Ministrações de John Piper na Conferência Fiel disponíveis para compra ou download em: http://www.editorafiel.com.br/videoteca_data.php  

terça-feira, 8 de junho de 2010

Cuide do seu Coração (by Nancy Wilson)




"Este artigo é dirigido a mulheres solteiras, sejam jovens vivendo na casa de seus pais, mais velhas e vivendo por conta própria ou viúvas que gostariam de casar novamente. O princípio é que você tem que cuidar do seu coração de forma que ele não fique emocionalmente envolvido sem a proteção de um compromisso. Muitas destas exortações que seguem podem parecer um pouco negativas, mas acreditam, os resultados serão positivos.

Quando uma mulher deixa seu coração desprotegido e se une ao homem errado, ela fica exposta a grande mágoa ou dano. Muitas mulheres, ansiosas para casar, correspondem ao primeiro homem que aparece e até mesmo se permitem envolverem-se fisicamente quando sabem que não deveriam. É fácil ter convicções desde que você não seja chamada a defendê-las, especialmente se você tem que resistir a um homem pelo qual você se permitiu ficar apaixonada. Nunca pense você é "forte" e "pode lidar" com a situação de estar sozinha com um homem pelo qual você se sente atraída. Lembre-se, seja ele quem for, se ele não for seu marido, você não tem nada que se submeter a ele em nenhum aspecto, especialmente se ele quer que você se envolva fisicamente quando não há nenhuma proteção de compromisso em torno da relação. Virgindade é uma herança inestimável que você traz para o matrimônio.

Você deve vigiar sua imaginação se quiser cuidar do seu coração. Não alimente um coração solitário com livros de romances baratos ou filmes de romance "água com açúcar" e depois fique fantasiando sobre os homens ou as relações descritas ali. Isto pode rapidamente tornar-se desejo - desejo de ser desejada. Não se permita imaginar que alguém esteja interessado em você quando ele está simplesmente sendo amigável. Não imagine que ele olhou pra você de forma carinhosa ao dizer "oi", quando ele só estava educadamente lhe cumprimentando. Em outras palavras, não alimente uma "paixonite aguda". Se o homem em questão se interessar por outra pessoa, você será magoada e dependendo do quanto você alimentou sua imaginação, você pode ficar arrasada. Seja realista sobre os homens que lhe demostram atenção. Se você estiver muito ansiosa por uma relação, você pode imaginar que ele seja mais piedoso, mais engraçado, mais doce, mais inteligente, mais velho ou mais alto do que ele realmente é. Se você tiver que se convencer a respeito de alguém, você não está sendo realista sobre este homem. Não fique desesperada! Não se permita envolver-se numa relação inadequada somente porque você está sozinha. Não considere um homem como uma chance de sair desta situação. Esta não é uma boa razão para se casar, quer você continue o relacionamento ou caia fora.

Só porque um homem demonstra algum interesse não é uma boa razão para supor que ele seja o homem certo para você. Não tenha pressa. Pense. Converse com pessoas que conheçam você. Vá com calma. Não se jogue em seus braços assim que ele lhe estender a mão. As mulheres às vezes estão apaixonadas por estar apaixonada, ansiando por uma relação mais do que anseiam agradar a Deus. Matrimônio não é um fim em si mesmo; é um meio de glorificar a Deus. Há uma coisa pior do que ser solteira: estar casada com o homem errado.

Cultivar amizades com homens em um grupo é uma alternativa saudável para a forma de namoro que o mundo oferece, mas não devemos usar estas amizades para preencher um vazio. Amizades podem ter muita carga sexual e as mulheres geralmente são muito ingênuas sobre isto. Amizades não devem ser íntimas, mas manter uma distância saudável. Você poderia manter a amizade da mesma forma se você fosse casada? Se não, provavelmente é uma amizade imprópria. Mulheres deveriam ter com os irmãos uma amizade caracterizada por pureza e decência. Se tiver que mudar seu comportamento depois que estiver casada, provavelmente você não tem se comportado de maneira sábia ou piedosa. Isto significa que você não deveria estar passando momentos a sós com homens (a menos que seja no contexto de namoro), seja você casada ou solteira. Se você está saindo para tomar café e permitindo que homens "se abram" com você, isto terá que parar se você se casar outra pessoa. Isto me diz que você deveria parar agora.

Tome cuidado com amigas bem-intencionadas. "Ele é tão lindo", elas dizem, mas você sabe que ele também é tão ímpio. Não o encoraje falando demais sobre você mesma. O resultado pode não ser exatemente o que você esperava. E se ele não estiver interessado, você se sentirá tola e pode ficar magoada.

Finalmente, quando estiver em dúvida, rejeite. Não permaneça numa relação sobre a qual você tem dúvidas. É muita insensatez casar com alguém na esperança de que ele mude. Se você tem preocupações quanto à piedade dele, seu caráter, sua teologia, o relacionamento dele com seus pais, seu estilo de vida ou qualquer outra coisa, recue, e talvez você devesse "cair fora". Claro que você tem proteção no conselho e na opinião de seus pais, mas tenha o cuidado de não casar com alguém simplesmente para agradá-los. Certamente seus pais têm boas intenções, mas você deve ser honesta com eles sobre suas dúvidas. Eu não posso imaginar pais (se forem amorosos e piedosos) que pressionem uma filha a se casar com alguém que ela não queira!

Cultive uma visão bíblica de casamento. Cultive amizades em grupos de cristãos. Mulheres podem aprender muito sobre como os homens pensam sendo amiga de homens em grupos. Cultive um caráter piedoso em você porque o casamento amplifica tudo que você é. Procure um homem que pense como você: vocês concordam na doutrina? Vocês são culturalmente semelhantes? Ele é atraente pra você?. Seja realista, confie em Deus e fique satisfeita."



sábado, 29 de maio de 2010

As Mulheres (Anônimas) da História da Igreja



Incrível como várias coisas, durante essa semana, acabaram me direcionando e ministrando na minha vida a respeito desse assunto.

Nesses últimos dias, voltei a ler um livro que trata da história da Igreja e da Reforma Protestante. Na verdade, já há algum tempo venho lendo, ouvindo mensagens e buscando aprender sobre as coisas que Deus tem feito no decorrer da história da igreja Cristã, através da Reforma, dos Avivamentos, e através de grandes homens de Deus e pregadores defensores da fé. Tem sido algo maravilhoso. Viver uma fé sobre a qual conhecemos a história, as lutas em sua defesa, os preços que foram e têm sido pagos, os altos padrões de vida cristã é algo essencial, uma fonte enorme de crescimento quando direcionada pelo Espírito Santo.

E, nesses dias, voltei a ler sobre os reformadores. Estive lendo sobre a vida de Lutero, Zuínglio e Calvino, em especial, e o preço que esses homens pagaram pra que vivêssemos, hoje, a fé cristã como vivemos. E, entre muitas e muitas coisas, fiquei pensando como é possível que uma pessoa se disponha a fazer o que eles fizeram. Eles eram homens que viviam em épocas totalmente fechadas a críticas, onde a igreja católica romana e o poder papal controlavam tudo, não apenas a vida religiosa, mas também estavam intimamente relacionadas aos poderes políticos, imperiais, sociais. Mas, mesmo assim, estes homens se levantaram contra o maior poder de sua época e o combateram. Lutaram pela Verdade da Palavra em detrimento de suas próprias vidas. Deram tudo que tinham. E eu fiquei pensando de onde vinha toda essa coragem.

E, então, me lembrei de cada pessoa usada por Deus para escrever a história da Sua Igreja no mundo. Os Profetas, Jesus, os Discípulos e Apóstolos, os Mártires, os primeiros Missionários e Evangelistas, os Avivalistas... tudo o que vivemos hoje em nossas igrejas cristãs, devemos a eles (em Deus) e seus sacrifícios.

No entanto, vocês já pararam pra observar e pensar como que essas pessoas que têm escrito a história da Igreja, desde o princípio, foram HOMENS? Noé, Abraão, Moisés, Davi, Isaias, Jeremias, Daniel, Jesus, Paulo, Pedro, João, Lutero, Zuinglio, Agostinho, Jonathan Edwards, John Wesley, e lá vamos nós...

E, de repente, durante minhas meditações sobre as vidas destes homens tão poderosamente usados por Deus para MUDAR A HISTÓRIA DO MUNDO, eu parei. Parei mesmo, e uma única questão explodiu no meu coração:

“Onde estavam as mulheres de Deus durante todo esse tempo?”

E comecei a pensar sobre isso. Pensei na Bíblia. Quão pouco se fala sobre as mulheres piedosas e cristãs da igreja primitiva na Bíblia, especialmente após a morte e ressurreição de Jesus. Onde estava Maria, a mãe de Jesus, onde estava Maria Madalena, Marta e sua irmã Maria, a mulher Samaritana e todas as mulheres que seguiam Jesus? O que houve com elas? O que elas estavam fazendo? Havia tanta coisa acontecendo naquele momento da história da Igreja e nós, simplesmente, não mais ouvimos falar sobre estas, sem dúvida, tão grandes mulheres...

Depois parei e pensei num fato alarmante (pra mim, pra essa reflexão): grande parte, pra não dizer a maioria, destes homens que construíram a história de Deus no mundo era CASADA! Eles eram homens CASADOS! Noé foi casado, Moisés foi casado, Davi foi casado, Pedro foi casado, João foi casado, Lutero, Zuinglio, Calvino, J. Edwards foram casados! E, então, mais uma vez, e de forma ainda mais intensa, meu coração gritou perguntando: “Onde estavam essas mulheres, Senhor?!”

Pare e pense: nós sequer sabemos o NOME da esposa de Noé, de Pedro, de João ou dos demais Apóstolos! Não sabemos quem foram suas MÃES. Dentre todas as mulheres de Deus que houve na história, de quantas nós sabemos os nomes? E, dentre essas cujos nomes são citados, de quantas nós conhecemos as histórias? Se a Bíblia nos fala de um ou outro acontecimento de suas vidas, com algumas poucas exceções, é muito. Até mesmo Maria, a mulher escolhida por Deus para ser a MÃE DO SALVADOR, quão poucas vezes ela é mencionada, ou sua vida cotidiana, ou sua colaboração para a difusão do Evangelho, após, e mesmo durante, a vida ministerial de seu Filho! Nós nem sabemos o que houve com ela depois que Jesus morreu, com raríssimas informações... e quantas outras mães, esposas, auxiliadoras que nunca chegaremos a conhecer? Quantas outras mulheres virtuosas, piedosas e verdadeiramente cristãs...

Eu olhei, e olho, pras vidas destes homens que ficaram tão conhecidos por participarem da Reforma, de novos conceitos e entendimentos para a Fé Cristã, de grandes Avivamentos mundiais, e fico pensando em como esses homens podem ter casado! Que mulheres eram essas?! Eu nem consigo imaginar a grandeza destas mulheres e quanto suas vidas deveriam ser devotadas a Deus! Mas ninguém sabe seus nomes. A maioria de nós nem sabemos que elas existiram nas vidas desses homens. Enquanto seus maridos estavam lá fora revolucionando o mundo... onde estavam essas mulheres?

E eu simplesmente parei. Porque eu sabia onde elas estavam. Meu coração sabia disso. Elas estavam no ANONIMATO, nos “bastidores”, “por trás das cortinas”, lá onde ninguém as podia ver... e era lá que elas estavam lutando pelo Reino! Talvez elas soubessem, ou não, que, um dia, os nomes de seus maridos seriam mundialmente reconhecidos, de geração a geração, mas que seus nomes comumente sequer seriam mencionados. Mas elas estavam lá. Ninguém falou das dores que elas sentiam ao ver seus maridos, ou seus filhos, sendo perseguidos, maltratados, injustiçados e assassinados por defender o Evangelho. Ninguém falou da batalha que elas precisavam lutar todos os dias pra criar seus filhos, pra apoiar seus maridos em suas lutas, pra ser o conforto, o refúgio no meio da guerra. Ninguém falou dos momentos de solidão que elas viveram, do quanto elas sentiram falta da presença ou do afeto de seus esposos, do quanto elas ficaram sós. Mas... elas estavam lá. E essas eram apenas algumas de suas lutas. Seus maridos e filhos estavam lá fora, lutando. E elas estavam lá dentro, mas também lutando.

Li, hoje, pela primeira vez, um texto de Noel Piper, a esposa de John Piper, um dos maiores pregadores cristãos de nosso século. Que grande e admirável homem! Mas quantos dos cristãos que conhecem tão bem os textos de John Piper nunca conheceram a vida de Noel? ... Penso na vida de Liza Fromholz, a esposa do Jeff Fromholz, um grande e admirável homem de Deus no Brasil... quão pouco Liza aparece! Não ouvimos falar sobre ela, não a ouvimos pregar ou escrever grandes reflexões, não vemos suas fotos ou comentários sobre qualquer coisa... E como eu admiro essas mulheres!

E eu fico pensando em quanta sabedoria eu mesma preciso receber de Deus pra aprender a ser assim. Quantas vezes, ao ler todas essas histórias, eu sinto um desejo tão grande de ser como esses HOMENS – quero ir pra frente de batalha, empunhar a espada e lutar ardentemente! Eu quero fazer parte desses “heróis” cujos nomes todo mundo conhece, cujas ações todos estarão vendo e sobre os quais todos se lembrarão! Mas... e se Deus me chamar para ser uma dessas mulheres ANÔNIMAS? Será que eu aceito? Será mesmo que eu quero? Será que, se o chamado de Deus pra mim for este, eu aceito de coração nunca ser reconhecida por ninguém, nunca ter o meu nome lembrado e ser, aos olhos do mundo, apenas uma “sombra do meu esposo”?

Isso não é romântico, não é lindo e maravilhoso como nossos sonhos femininos de esposas super amadas e valorizadas e vistas em todos os aspectos. Mas é real. Houve, na Bíblia, UMA Sara, UMA Raquel, UMA Rebeca, UMA Ester, UMA Rute, UMA Débora. Mas quantas centenas e milhares de grandes mulheres cujas histórias nós jamais conheceremos? Sem dúvida, foram GRANDES mulheres! Mulheres que suportaram toda a dor de ver seus maridos morrendo por amor ao Evangelho de Cristo. As “Mulheres dos Heróis”. Mas elas estavam lá. E não é diferente hoje...

Portanto, eu pergunto a mim mesma, e pergunto a cada uma das Mulheres Virtuosas que o Senhor tem levantado nessa geração: estamos dispostas a sermos as Mulheres ANÔNIMAS da História da Igreja?

Eu quero muito, em Cristo e Sua soberana Graça, aprender com estas mulheres que nunca conheci. Aprender a regozijar-me no silêncio, na sombra, no anonimato, onde ninguém me vê. Aprender a deixar a honra ao herói que o Senhor escolher para que eu apóie e ajude, assim como a Igreja deve deixar toda a honra para Cristo. Mas sei que isso não é fácil. Não, nem um pouco! Não é utópico e romântico como eu costumo imaginar... mas é, sim, sem dúvida, lindo, como foi linda a atitude de Jesus em lavar os pés de seus discípulos e, assim, nos ensinar a servir e não a sermos servidos.

Buscando aprender...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Pedalando juntos numa bicicleta para dois...


Palavras sábias para mulheres - Parte 3 - Pedalando Juntos numa Bicicleta para Dois (1)

As palavras sábias de hoje são da Noel Piper(2) e são endereçadas particularmente a mulheres casadas, mas não exclusivamente. Como eu disse a uma amiga outro dia: “Gostaria que alguém tivesse compartilhado comigo estas coisas quando eu era solteira e estava pensando sobre casamento.”

Noel descreve suas reflexões como "lições aleatórias". Elas são intelectualmente instigantes e cheias de sabedoria à medida que buscamos viajar na “bicicleta para dois” do matrimônio.

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John & Noel numa bicicleta para dois (3)

 
"Protetor solar, capacetes afivelados, pedais em sincronia e nós estávamos a caminho. Depois de alguns minutos, Johnny chamou por cima do ombro, "Você está indo muito bem para sua primeira vez em uma bicicleta para dois." Sem nem pensar eu respondi: "Eu acho que todos estes anos de casamento foram um bom treinamento."

 
Aqui estão algumas lições casuais que eu aprendi na semana passada enquanto pedalava pela trilha do Cannon Valley com meu marido em uma bicicleta feita para dois:

 
• Se eu jogasse meu peso pra todo lado, nós cambaleávamos e saíamos da trilha.

 
• O enjôo inicial aliviou quando eu deixei de resistir e deixei Johnny inclinar a bicicleta nas curvas e voltas do caminho.

 
• Freqüentemente eu sentia como se realmente não estivesse ajudando muito. Mas eu tinha que fazer minha parte, porque se eu erguesse meus pés, Johnny sentia e perguntava: “Você ainda está aí?"


• Meu instinto era pedalar mais forte pra ter certeza de que estava contribuindo com a minha parte do esforço. Mas quando eu fazia isso, Johnny dizia: "Mais devagar. Não me empurre tão rápido."

 
• Olhando sobre os ombros dele, eu podia ver muito do que ele via, mas não o que estava imediatamente à nossa frente. Era bom que ele fosse a pessoa dirigindo, freando e trocando as marchas. Por outro lado, eu estava mais livre para olhar em volta e mostrar as placas que marcavam as distâncias e as tartarugas tomando banho de sol num tronco.


• Eu não podia frear ou guiar, mas eu tinha o poder para parar a bicicleta e arruinar o passeio. Se eu ficasse parada nos pedais e me recusasse a movê-los, ele não podia fazê-los girar.

 
• Eu amava quando estávamos em solo plano e usando uma marcha fixa e um pedalar lento e firme que nos empurrava adiante. Mas eu precisava de um aviso quando Johnny tomava um rumo que requeria pedaladas rápidas. Quando eu era pega de surpresa, meus pés soltavam dos pedais e era difícil colocá-los de volta no lugar sem complicar a subida numa colina íngreme.

 
• Quando percebia que estava agarrando o guidão, eu tinha que me lembrar: "Largue isso! Você sempre quis pedalar com 'nenhuma mão'. Agora você pode!"

 
• Quando eu estava pronta para voltar, Johnny estava querendo ir mais uma milha. Quando eu estava pronta para parar com tranqüilidade, ele dizia: ”Vamos ver se conseguimos bater o nosso recorde." Com este tipo de incentivo, eu faço o que nunca teria feito se estivesse sozinha.

 
• Perto do fim, quando vi mais uma colina e abri minha boca para dizer, "Deixe-me descer. Eu subo à pé." Então eu percebi como nós pareceríamos tolos: eu lenta e sozinha e ele tentando pedalar por dois. Portanto, me calei e continuei pedalando.

 
• E descobri que quando pedalamos juntos, declives impossíveis tornam-se possíveis.

 
Talvez o compositor do século 19 fosse mais sábio do que imaginava quando criou a proposta de casamento que dizia, "Você parecerá doce no assento de uma bicicleta feita para dois.”(4) Me faz pensar no que Paulo escreveu em Efésios 5:22-24:

 
"As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido."

 
Palavras como estas em nosso mundo de hoje são consideradas tudo menos sábias; mais como tolas. Por que motivo nós iríamos querer nos submeter a qualquer um, muito menos a nossos maridos? 'Submissão' é quase uma 'palavra obscena'. Significa que uma pessoa tem menos valor que a outra, é inferior. Ainda assim, quando fechamos nossos ouvidos ao que o mundo nos diz e abrimos nossos olhos e lemos a palavra de Deus, o conceito de submissão na providência de Deus está longe de negativo.


A palavra de Deus nos instrui em Gênesis 1:26 que Deus fez macho e fêmea à sua própria imagem. Então, homens e mulheres desfrutam igualmente de humanidade, dignidade e valor. Com respeito à nossa posição diante de Deus não há nenhum traço de superioridade ou inferioridade.

 
Isto não quer dizer que homens e mulheres são exatamente iguais. Uma das maneiras em que Deus concebeu as mulheres é para refletirem aquela igualdade de humanidade de um modo diferente dos homens. Deus nos fez para sermos "auxiliadoras idôneas" (Gênesis 2:20) e os homens para assumirem um papel de liderança. Quando homens e mulheres se levantam e assumem sua verdadeira masculinidade e feminilidade, como planejada por Deus, "eles estarão verdadeiramente satisfeitos e a sabedoria de Deus na criação será plenamente revelada e exaltada." (John Piper)


Quando o mundo nos diz que igualdade não pode ser sustentada com uma ordem de liderança e submissão, nós temos que considerar novamente não só o que a palavra de Deus diz, mas como o Pai, o Filho e o Espírito Santo refletem esta verdade perfeitamente. Bruce Ware escreve:

 
"A estrutura de autoridade e obediência não somente é estabelecida por Deus, mas, mais do que isso, existe na própria vida trinitária interna de Deus, como o Pai estabelece sua vontade e o Filho alegremente obedece. Por isso, nós não deveríamos menosprezar, mas deveríamos abraçar linhas de autoridade e obediência apropriadas. No lar, na comunidade dos crentes e na sociedade, linhas legítimas de autoridade são boas, sábias e lindas reflexões da realidade que é o próprio Deus... nós precisamos enxergar não só a autoridade, mas também a submissão como divinas."


Isto não é refletido somente na vida de Deus; o próprio Cristo nos dá exemplos de como são a verdadeira liderança e submissão. Jesus Cristo nos mostra o jeito certo de liderar e o modo correto de submeter-se.

 
Assim, a Bíblia nos instrui claramente de três maneiras. Aqui eu estou resumindo do livro de Wayne Grudem, Evangelical Feminism and Biblical Truth (Feminismo Evangélico e Verdade Bíblica):


1. Corrige os erros de domínio masculino e superioridade masculina que vêm como resultado do pecado.

 
2. Como homens e mulheres, que são iguais aos olhos de Deus, ninguém deveria se sentir orgulhoso ou superior por ser homem, e ninguém deveria se sentir desapontada ou inferior por ser mulher.


3. Quando homens e mulheres não escutam um ao outro com consideração e respeito, não valorizam a sabedoria que pode vir de outra forma e ser expressa diferentemente do outro ou não valorizam os diferentes dons e preferências do outro tanto quanto seus próprios, eles negligenciam o ensino de igualdade na imagem de Deus.

 
Ponderemos estas verdades novamente, levando-as para nossas vidas e casamentos para que possamos refletir o propósito de Deus para nós como os homens e mulheres, aceitando o Seu plano como "muito bom."


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(1) Este é o terceiro de uma série de 7 posts publicados no blog titus2talk todas as quartas feiras no período entre 10/01/07 a 07/03/07

(2) Noel Piper é esposa de John Piper

(3) John & Noel Riding in Tandem

(4) Frase de uma música popular escrita por um compositor inglês (Harry Dacre) no século 19

 

Indicação: Site "Bom Caminho Mulher"

Pessoal, acabei de descobrir um site maravilhoso voltado para nós, mulheres cristãs!! Acho mesmo que este é um dos melhores espaços voltados para a edificação da Mulher Bíblica que encontrei até aqui. Portanto, gostaria de indicar esse site a vocês com muito entusiasmo e felicidade, para que continuemos a crescer e aprender a viver todos os planos que Deus tem para nossa feminilidade.

Com vocês, Bom Caminho - Mulher: