terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O jovem cristão e o namoro (Pr. Clodoaldo Machado) – Parte 2


Transcrição da Palestra: O Jovem Cristão: A Vida Espiritual e o Namoro, Sete Vezes no Dia eu Te Louvo - Pr. Clodoaldo Machado (4 ª Edição da Conferência Fiel para Jovens - Ano 2006).


*Algumas modificações feitas por mim para melhorar a leitura.


Primeira coisa que quero abordar com vocês: Entendendo o Amor à luz da Bíblia.

Quê que é Amor? [...] Um poeta disse que “o amor é o mais nobre dos sentimentos”. Os jovens encontram, então, uns aos outros, e o rapaz diz pra moça: “Olha, foi amor à primeira vista!”. O outro quer ser mais criativo um pouco: “O meu não foi à vista, mas foi à prestação!”.

Então, o que é o amor? Amor é o mais nobre dos sentimentos? Quê que é amor? “Poxa, eu estou perdidamente apaixonado!”, será que esse é o amor que a Bíblia fala que é consistente o suficiente pra manter o relacionamento entre duas pessoas pelo resto da vida dos dois? Será que é isso?

Vamos ver primeiro o conceito do mundo, o que o mundo diz a respeito do amor.

O mundo diz assim: “É um sentimento sobre o qual não se tem controle”. Então, o mundo vê o amor como um sentimento, como “algo que surge de dentro, flamejante, que vai queimando, vai fazendo suar frio, é uma coisa assim que você não tem controle...”. O mundo diz que ele “acontece, um acidente, foi sem esperar!”. O camarada bateu o olho na moça e de repente: “Ahh!!! Acho que deu agora, aqui, acho que deu! Eu não esperava! Pai, mãe, vocês não sabem o que aconteceu na Conferência de Jovens da Fiel – eu fui atropelado pelo caminhão, pela escânia do amor! Aconteceu, pai! Mãe, eu estou apaixonado, é um sentimento muito forte! Eu encontrei aquela pessoa com a qual eu passaria o resto dos meus anos!”. É assim que o mundo vê o amor. “Você não espera, aconteceu, de uma hora pra outra”. [...]

Mas o mundo vai dizer mais: “Você deve lutar por ele a qualquer custo, porque o negócio é você ter o amor da sua vida! O negócio é você ser feliz!”. Esse é o conceito do mundo: corra atrás! Por isso é que você vê hoje na novela [...] o camarada briga com o mundo – briga com o pai, briga com a mãe, briga com o irmão, briga com a família da moça por causa da moça! E briga com o prefeito, com o delegado, com o presidente, briga... porque a filosofia é: “Corra atrás, porque você está apaixonado! Sem essa pessoa, que é o objeto da tua felicidade, você não vai conseguir ser feliz! Então, lute por ele a qualquer custo! E somente tendo é possível ser feliz”. Esse é o conceito mundano – sentimento. Sentimentalismo, é assim que o mundo vê essas coisas. Só que, será que tem que ser assim mesmo? Será que é assim? Aquilo que surge no meu sentimento, eu devo correr atrás a qualquer custo? Não há princípios, não há conceitos bíblicos sobre isso?

É assim que o mundo vê o amor: um sentimento. Agora, deixa eu dizer pra você: é por isso que acontece divórcio, sabia? Porque sentimento não é consistente, o sentimento varia. Então, era realmente uma paixão muito forte, flamejante, mas um dia ela acabou! Acabou, e agora, como é que faz? Aí fica um olhando pra cara do outro... parece que é uma pessoa estranha, já não tem mais aquela – como é que dizem aí? – aquela “química”! [...] . Isso é o que o mundo vive, o que o mundo pensa. Mas, então, o que a Bíblia tem a dizer?

Vamos dar uma olhada nas palavras gregas para o amor. [...]

Tem uma palavra grega para amor que é a palavra “STORGE”. [...] “Storge” significa afeição natural, ser fraterno. Ou seja, é um amor que surge por pessoas, por coisas, que é uma afeição natural.

A segunda palavra: “EROS”. Não aparece no Novo Testamento. É uma palavra grega que significa amor sexual, erótico – é de onde vem a palavra “erótico”, vem da palavra “Eros” que significa o amor expresso na intimidade entre duas pessoas.

Ainda, uma outra palavra, o amor “PHILEO”, que é o amor Amizade, envolve sentimento, envolve o gostar. Esse amor aqui, ele é acidental – ele acontece sem você esperar, você conheceu uma pessoa e falou “Puxa, gostei dessa pessoa! Uma pessoa simpática, uma pessoa agradável, ela me causou uma boa impressão!”. Então, você se sente atraído por aquela pessoa. Isso aqui pode acontecer entre homens, entre mulheres, ou de forma mista. Acontece, isso é simpatia. [...]

Mas a palavra grega usada para o amor de forma consistente, forte, repetitiva na Bíblia é a palavra “ÁGAPE”. Ágape é um amor altruísta, amor de Deus – não é sentimento! Ágape é a palavra grega para amor e [pessoal, coloca isso aqui na sua cabeça! Se você levar só isso aqui das minhas palavras aqui eu me darei por satisfeito] O AMOR QUE MANTEM DUAS PESSOAS JUNTAS NÃO É SENTIMENTO: É ÁGAPE, QUE NÃO TEM NADA A VER COM SENTIMENTO! É uma questão de atitude, pensando no bem-estar do outro. Ágape – uma notícia boa pra você – só o crente pode ter, o incrédulo não tem ágape. Ágape, só aquele que foi salvo pelo poder de Deus, transformado pelo poder de Deus é que pode exercer, que pode praticar esse amor, um amor altruísta, amor de Deus, que não é sentimento. [...]

Ágape é o amor que tem Deus como fonte. Deus é a fonte desse amor. Você vai ler lá em I João, capitulo 4, versículo 16, que diz assim “Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele”. Vai ver ainda que Deus ama – versículo mais conhecido da Bíblia: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna”. Veja: Deus é amor, e Ele amou. Você vai perceber nesta palavra no Novo Testamento: todas as vezes que ela aparece, ou na maioria das vezes, ela vem acompanhada por uma atitude: Deus amou e DEU o Seu Filho. Veja, ele é DAR, ele não é receber, por isso ele é altruísta. Efésios, capítulo 5, versículo 1, vai dizer que nós devemos ser imitadores de Deus, e no versículo 2, “e andarmos em amor como Cristo nos amou e a Si mesmo se entregou por nós”. Veja, novamente acompanhado de uma atitude. Então não é aquele negócio “Ah, eu te amo!”. E daí? “Não, mas eu te amo imensamente!”. E daí? Se não tiver uma atitude que seja altruísta (não pode ser egoísta!) não existe esse amor.

Deus dá capacidade, porque Ele é a fonte desse amor, e Ele ama, então Ele nos capacita a amar também. Veja o que diz Romanos, capítulo 5, versículo 5: “Porque o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi outorgado”. Então Deus capacita você a amar com esse amor, que não é sentimento – é uma atitude consistente e que reflete aquilo que Deus quer que façamos, porque Ele tem nos dado essa capacidade.

Ágape, o amor Ágape, é a atitude que vai manter relacionamentos.

Deixa eu dizer pra você: você pode tá perdidamente apaixonado, sentimento lá em cima – quando você se casar esse sentimento vai sofrer alterações – isso é inevitável! Isso é mais certo do que 2 e 2 são 4, é mais velho do que andar pra frente! Vai sofrer alterações! “Não, mas não é possível, isso que eu sinto é tão forte, tão forte, que eu não consigo acreditar que um dia eu não vou ter esse mesmo sentimento por essa pessoa!”. Vai nessa tua força! Eu te espero lá na esquina que a gente conversa de novo! Quando eu namorava a minha esposa, o pessoal mais velho da igreja olhava: “Olha que belezinha, parecem dois pombinhos! Que pena que isso aí não vai durar 6 meses!”. Aí eu olhava torto assim: “Tá duvidando dos meus sentimentos por ela?”. Pessoal, 6 meses, 6 meses e o negócio tava feio! Mas aí eu me lembrava das palavras do pastor que nos aconselhava antes do casamento e ele tinha dito que isso ia acontecer e falou “Vocês deverão agir assim...”. [...]

Se o amor é sentimento então um dia tá bem, outro dia tá mal... mas o amor é atitude, e a Bíblia diz: o amor jamais acaba! A maioria dos casais que comparece diante do juiz pra se divorciarem, a razão é: acabou o amor. Mas o crente não precisa disso, pois o crente tem o amor ágape, e o amor ágape jamais acaba.

O amor ágape independe de sentimentos, ele é um amor que mantem o relacionamento entre irmãos. Veja o que João diz no capítulo 3, versículo 11: “Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que amemos uns aos outros” [...] É um mandamento, que mantem o relacionamento entre marido e esposa. “Maridos, amai as vossas mulheres assim como Cristo amou a igreja”. Interessante, esse mandamento aqui, (...) tem um mandamento pra mulher lá no mesmo texto (...) Ele diz assim: “as mulheres sedes submissas aos seus maridos, e maridos amai as vossas mulheres”. Agora uma pergunta básica: submissão é sentimento ou atitude? “Ah, hoje eu acordei tão submissa!”... Então, Deus não é incoerente, nem o apóstolo Paulo. Ele não poderia pedir pras mulheres terem uma atitude para com os maridos e os maridos terem um sentimento para com as mulheres. Então, se Ele disse: a função sua como esposa é ser submissa ao seu marido, e a sua função como marido é amar a sua esposa – ambos tem atitudes de um para com o outro. Então, o amor não é sentimento. O que mantem um relacionamento entre um casal, e um casal começar um casamento dizendo “nós vamos até o fim porque Deus tem nos dado capacidade para isso” é o amor ágape, e esse amor definitivamente, ele é uma atitude consciente, racional. O amor ágape independe do que você tá sentindo. Por exemplo, Jesus disse: “Amarás os teus inimigos”. Quê que eu sinto pelo meu inimigo? Sentimento? Raiva, ódio, eu quero pegar pelo pescoço! Isso é o que eu sinto por ele, porque ele é meu inimigo, ele me causa males, ele me irrita e eu não quero estar junto dele! Aí Jesus diz assim: Ame-o. “Mas, Senhor, como é que eu posso amar essa pessoa tendo esse sentimento negativo por ela? Como é que eu posso?”. Parece ser incoerente, né? Diga isso pro mundo. [...] Então, ele não envolve sentimento, ele é sempre mandamento. O amor bíblico independe de sentimento, porque ele é sempre mandamento. Deus manda, é imperativo: “Ame! Porque eu tenho dado capacidade pra você amar!”.

[Continua...]

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

E Deus se fez homem, e habitou entre nós...



É por isso que comemoramos esta data.

Porque o Deus Todo-Poderoso, o Criador de todo o universo, o Rei dos reis resolveu fazer-se homem e vir habitar entre nós.

Aquele que está acima de todas as coisas, reduziu-se à condição de suas meras criaturas, para trazer o cumprimento de Suas promessas, feitas desde a eternidade: a Salvação para o homem caído, a liberdade do homem escravo do pecado, o novo nascimento e a eternidade ao Seu lado para aqueles que estavam completamente separados dEle!

Essa é a maior mensagem de nossas vidas. Jesus nasceu, para que nós pudessemos renascer! Ele se fez homem, para que os homens pudessem se reaproximar dEle!

As profecias se cumpriram, o Messias chegou! Aleluia!

A Cristo, e somente a Ele, seja toda a honra e glória deste dia!

Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor!


"O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz. Levanta-te, resplandece, porque é chegada a tua luz."
(Isaías 9.2; 60.1)


"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz"
(Isaías 9.6)

"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai" (João 1.14)

 
Um Feliz Natal a todos!


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O jovem cristão e o namoro (Pr. Clodoaldo Machado) - Parte 1

Transcrição da Palestra: O Jovem Cristão: A Vida Espiritual e o Namoro, Sete Vezes no Dia eu Te Louvo - Pr. Clodoaldo Machado (4 ª Edição da Conferência Fiel para Jovens - Ano 2006).

*Algumas modificações feitas por mim para melhorar a leitura.

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"Um namoro pode produzir grandes dificuldades que vão ser levadas para o casamento. Muitas das seqüelas que transparecem, que são observadas no casamento, são resultado de um namoro mal feito, sem entendimento correto do que Deus pensa, daquilo que a Bíblia tem a nos dizer. E aí, quando entra no casamento, a coisa começa a ficar complicada, porque aí de fato os dois vão ter uma vida debaixo do mesmo teto, conhecendo definitivamente o outro, a intimidade do outro, observando os hábitos do outro. E aí não tem mais jeito, já tá casado. E começam as crises, começa o sofrimento. Então, por quê? Porque, na época do namoro, em que algumas coisas deveriam ser observadas, não foram observadas.

Eu conheci uma mulher, uma vez, e ela veio conversar comigo depois de um culto onde eu estava pregando e disse assim: “Pastor, eu queria conversar um pouco com o senhor”, eu falei “Pois não, minha irmã”. “Então, o meu marido não é crente. E eu ouvi o senhor falando, tocando no assunto sobre a obra missionária, e eu acho que Deus me chamou pra obra missionária”. Aí eu falei: “Ah, é? Por quê?”. Ela disse assim: “Então, porque eu tenho uma vontade de ir pro mundo, de evangelizar”, e eu falei: “Mas a senhora não disse que teu marido não é crente?”, ela falou assim: “Então, eu vou largar ele aí! E vou. O nosso apartamento tá no meu nome mesmo, eu vendo, esse dinheiro eu uso pra ir pra missões”, e eu falei: “Mas, deixa eu fazer uma pergunta pra senhora. Quando a senhora conheceu ele, ele já era assim?”, ela havia me contado que ele era alcoólatra, “ele já era alcoólatra?”. Ela falou: “Já!”. Aí eu falei assim: “Tá vendo. A senhora tinha que ter visto naquela época! Era lá que era pra senhora observar como ele era.”. Aí eu falei: “Outra coisa, a senhora já era crente?”. “Eu já!”. Falei: “Ih, minha irmã, então eu sinto dizer, não tem esperança, não, de ir pra missões, viu! A senhora tem que ficar com ele agora e dar testemunho pra ele, ganhá-lo, sem palavra alguma como está escrito em I Pedro, capítulo 3. Tem que ficar!”. Aí ela falou assim: “Mas, pastor, e se ele não se converter?”, e eu falei assim: “Vai levar a carga! E se Deus não salvar ele nos próximos 20 anos, eu digo à irmã, a irmã terá um marido assim por mais 20 anos”. “Vira essa boca pra lá, pastor!”, ela virou e falou. Eu falei: “Irmã, mas é a realidade. A época de observar pra se tomar uma decisão dessa a irmã não observou. Agora taí o problema!”. Bom, eu tô contando um caso aqui um tanto extremo, de uma pessoa crente que se uniu a um incrédulo, que é um pecado. A Bíblia diz que é um pecado: “Não vos ponhais em jugo desigual com incrédulos, porque que comunhão tem a luz com as trevas?”.

Então, um namoro pode deixar seqüelas para o casamento. A época de conhecer um ao outro, de observar um ao outro, a Bíblia nos dá caminhos para que façamos isso, pra que a decisão para o casamento seja uma decisão consistente, uma decisão sábia. Então, eu quero abordar algumas coisas sobre isso. [...]

O que é um namoro cristão? Se alguém perguntar a você “O que é um namoro cristão?”, eu sei o que você responderia. Você responderia assim: “O namoro cristão é um namoro onde não há sexo antes do casamento”. Agora, a pergunta é essa: Será que é isso mesmo? Será que é só isso? Ausência de sexo no namoro implica num namoro cristão... será que é? Então, se você tava imaginando que eu vou ficar falando aqui sobre sexo antes do casamento, eu não vou falar sobre isso. Eu quero crer que eu tenho diante de mim jovens inteligentes, e que já sabem isso de cor e salteado, e que eu não preciso ficar repetindo essas coisas. Então, o que eu quero é dirigir seu pensamento, e levar seu pensamento a uma outra forma de analisar a situação, vendo à luz da Bíblia o que a Palavra tem a nos dizer.

Então, essas crises. Por que isso acontece? O que tá errado? Por que jovens começam a namorar e namoram, namoram, namoram, depois casam e, 6 meses, o casamento tá numa crise terrível?! E muitas vezes acontece o divórcio com menos de 1 ano de casados! Por quê? O que tá errado no processo? Deus é a favor disso? Isso tem que ser assim? Como Deus vê tudo isso? Deus aprova tudo isso? Será que Deus planejou essas coisas? Tem que ser assim?

É interessante que o primeiro relacionamento de um ser humano com outro ser humano se chamou casamento! Deus criou a mulher pro homem, lá em Gênesis, capítulo 2, e Ele mesmo foi o celebrante do primeiro casamento. Então, o casamento é a primeira instituição que foi criada, antes mesmo, muito antes até, do que a igreja. Foi o casamento! Então, o casamento é uma coisa muito importante, porque quando Deus viu que Adão estava só, Deus não falou assim: “Olha, Adão está só. Vou fazer um amigão pra ele! Aquele cara que ele vai chorar no ombro dele, e ele vai ter uma amizade intensa, e aí vai tá resolvido o problema de Adão!”. Não, não resolveu o problema, não resolveria o problema. Deus também não falou pra Adão assim: “Adão, você tem tantos animais aí ao teu redor, rapaz, pra você se ocupar com eles, dar nome, você cuidar deles...”. [...] Porque, quando Deus quis fazer um companheiro para o homem, uma companhia, Deus fez uma mulher! E pra fazer a mulher, mandou ele dar nome pros animais – pra ele ver que, entre os animais, não havia uma auxiliadora idônea, não havia um semelhante pra ele, pra ele se relacionar! Então, Ele disse, “Agora eu vou fazer a mulher!”, e Deus fez a mulher pra ele. [...]

Como Deus vê essas coisas, não é? Será que Deus aprova tudo isso que nós temos visto e temos observado dentro das igrejas, entre os jovens? O que a Bíblia tem a dizer a respeito? Falei a vocês ontem à noite aqui que se você for procurar na Bíblia não tem a palavra namoro. Então, o silêncio autoriza fazermos do jeito que nós quisermos? Eu não acredito nisso. Então a Bíblia tem, sim, algo a nos dizer.

 
[Continua...]


Ouça a mensagem em áudio: http://www.editorafiel.com.br/pop.php?id=18&tipo=3&audio=00130.MP3&video=130

Homens e mulheres: diferentes e complementares!



"Deus dignificou e honrou as mulheres supinamente na encarnação (Gênesis 3:15). Qualquer preocupação moderna com o que a mulher não pode fazer na Igreja, e não com o que ela pode fazer como serva de Deus (Lucas 1:38), desvaloriza o que Deus honrou.

Os homens e as mulheres são diferentes por desígnio. O debate sobre isso continua, mas, como já vimos, as diferenças são evidentes na natureza, bem como na função. Em parte alguma das Escrituras a subordinação funcional nega a igualdade espiritual, não mais do que o faz nas operações das três pessoas da Trindade.

Os homens e as mulheres são diferentes em sua essência, e estes elementos essenciais são modelados segundo a imagem de Deus (Gênesis 1:27). Os fatores determinantes do homem e da mulher estão escritos em nossos corações (Romanos 2:15), e se desenvolvem nos diferentes mas complementares papéis estabelecidos nas Escrituras. Esses fatores têm caracterizado todas as sociedades humanas estáveis, desde o princípio do tempo.

A nossa sociedade ocidental não é estável. Como Hamlet podemos dizer, "the time is out of joint" (o tempo se desconjuntou). Estaria o evangelismo bíblico aceitando o desafio proposto pelo movimento feminista para restaurar o equilíbrio ordenado por Deus e assim restabelecer os fundamentos da sociedade (1 Timóteo 3:15)?

Só podemos fazer isso quando discutimos questões teológicas e hermenêuticas mantendo os positivos e vibrantes modelos de papéis do que significa ser homem cristão e mulher cristã.

[...]

Será que o conteúdo dos cursos de nossos Institutos Bíblicos e dos nossos sermões sobre este tema se limita ao desafio doutrinário proposto pelo feminismo? Onde se pregam as características distintivas, acaso são pregadas positivamente? E quem está engajado na busca da feminilidade bíblica e da sua atuação prática em nossa cultura pós-moderna? Se há uma guerra a ser vencida, então é necessário dirigir mais pensamento e mais trabalho a estas áreas."


[Retirado do livro "Homens, Mulheres e Autoridade", editores Brian Edwards e Andrew Anderson, Editora PES. Capítulo "As Mulheres são Diferentes", escrito por Sheila Stephen, pags 271-272]

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Mulheres da Bíblia: Dorcas - uma mulher amável e amada


Uma reflexão na vida de Dorcas (Atos 9:36-43)

[Por: Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho*]


INTRODUÇÃO

Tabita, no aramaico, e Dorcas, no grego, significam “gazela”. Os dois nomes indicam que esta mulher tinha trânsito em duas culturas. Sua ressurreição é uma das sete da Bíblia, incluindo a de Jesus. As outras foram efetuadas por Elias (1Rs 17.22), Eliseu (2Rs 4.35), Jesus (Mc 5.42, Lc 7.14, Jo 11.44) e Paulo (At 20.10). Dorcas é um modelo não apenas para mulheres, mas para todos os crentes em geral. Vejamos algumas marcas de sua vida.


1. PRIMEIRA MARCA – UMA MULHER AMOROSA

“Cheia de boas obras e esmolas que fazia” (v. 36, VR), ou “usava todo o seu tempo fazendo o bem e ajudando os pobres” (LH). Costurava “vestidos e túnicas” (v. 39). As palavras indicam as roupas de baixo e vestidos. Costureira de mão cheia e completa. Ela fazia o bem. Era conhecida por ajudar. Usava seu talento para ajudar os outros. O que fazemos para os outros com nossa vida? Nossos talentos servem a Deus ou só a nós?


2. SEGUNDA MARCA – UMA MULHER AMADA

Conseqüência. Quem é amoroso é amado. Sua morte causou comoção (v. 39). Pedro se deslocou de Lida para Jope. Quem ama é amado. Muitos pedem amor e reclamam que ninguém os ama. Amor é recíproco. Temos se damos. Ela deu. Teve. O nome indica beleza física. Bonita no caráter. Quem quer ser amado cultive a beleza do caráter, não só a física. Muitos malham em academia e fazem plásticas. Beleza do corpo. E do caráter? É difícil amar uma pessoa feia por dentro. Amamos? Bonitos por dentro?

3. TERCEIRA MARCA – UMA MULHER CRISTÃ

A raiz de tudo: era uma cristã. Tinha visão correta da vida: amar ao Senhor e ser útil. É a única “discípula”, em todo o Novo Testamento. O título tinha o sentido de pessoa especial no evangelho. Teve reconhecimento da igreja. Foi útil na vida. Foi útil na morte (uniu as mulheres ao redor de si) e foi útil na ressuscitação: “muitos creram no Senhor” (v. 42). Isto é o melhor exemplo de um cristão dedicado: sua vida é útil em todos os sentidos. Temos vidas úteis?


CONCLUSÃO

Muitos pensam em vida cristã como receber bênçãos de Deus. Ou fazer barulho no culto. É ter uma vida de utilidade, que leve as pessoas a nos amarem pelo nosso caráter. É ser “cheio de boas obras”. É ser discípulo, aquele que está sempre aprendendo de Jesus. Dorcas, a gazela, era bonita no nome e no caráter. Uma exortação para todos nós, homens e mulheres. Sejamos amáveis para sermos amados. E sejamos úteis porque isto enriquece a vida.


[*Pastor da Igreja Batista Central de Macapá. Obs: minha igreja! xD ]

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A arte de esperar...

Esperar...

Um dos maiores desafios desta vida. Aprender a esperar.

Esperar no Senhor, quando não há mais nada a fazer.

Esperar e crer, quando nossos olhos não podem ver nada.

Esperar e esperar...

Mas precisamos aprender.



"A minha alma espera somente no Senhor,
porque dele vem a salvação,
porque Ele é a minha rocha de sustentação,
a minha defesa avançada
e também na retaguarda,
não serei abalado,
porque nEle está minha
ESPERANÇA..."

(Salmo 62: 1-5)


sábado, 11 de dezembro de 2010

O estranho do adeus...

Meu tio dos olhos verdes...


Não, não era meu tio de sangue. Mas era muito mais do que isso. Era meu tio do coração.

Aquela pessoa que conquista sua alma e seus afetos de uma maneira que ultrapassa qualquer laço sanguíneo.

Meu tio-poeta! Meu tio do cabelo branco...

Esses cabelos macios que eu tanto gostava de acariciar...
Seu sorriso sempre tão sincero, suas mãos tão convidativas que sempre estavam prontas para uma dança, para mais um poema, para ser oferecida...

Seu olhar apaixonado: pela vida, pelos viventes, por sua tão amada amante...
Cresci ouvindo suas palavras inspiradoras, sonhando e idealizando um mundo melhor com você.

Ouvindo-lhe acompanhar meu crescimento e, com todo seu amor, sempre me dizendo:

“ – Você está cada dia mais linda, minha filha!”.

Ainda posso ouvir a sua voz, ornamentada com seu lindo sorrir.

Ainda posso lhe ouvir defender suas ideias e propor tantos planos,

  
Falar sobre nossos momentos de formação e sobre os jovens...


Ainda lhe vejo dançando seus xotes – e me puxando para dançar também!

Ficou tanto de ti, tio! Estás tão absurdamente presente em tudo, que a verdade é que é impossível ficar qualquer coisa sem você!


Você sempre estará lá, e não tem como ser diferente!

Você está em nossas histórias, cada uma delas.

Está em nossas vidas!

Hoje, aquelas janelas tão meigas, que davam para campos verdejantes tranquilos e cheios de sonho, se fecharam.
Não, não mais poderemos contemplá-las abertas.

Mas o verde de cada um daqueles sonhos, este verde de esperança e de fé, permanecerá.

E você permanecerá com ele. Sempre conosco. E sempre em nós.


De sua meio sobrinha, meio filha, que tanto lhe amou e continua a amar...

Aline


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Propósito do Casamento (Paul Washer)

Indico firmemente que todos assistam estes vídeos com a mensagem "O Propósito do Casamento", de Paul Washer. Nos ajudam a compreender o real significado do casamento, seu valor e como devemos olhá-lo. Que o Senhor mude nossas imagens erradas e nos ensine a plenitude de Seus planos maravilhosos. Em breve espero estar postando as mensagens destes vídeos transcritas, pra facilitar o acompanhamento de quem não tem uma conexão boa para vídeos (como eu! rs). Enquanto isso, sejam edificados pelos vídeos, assim como eu tenho sido.
Paz!


(Obs: Tirei os vídeos porque estavam muito grandes para o espaço do blog. Então, resolvi deixar apenas os links do youtube!)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

"Não acordeis, nem desperteis o amor, até que este o queira..."

Do nada, hoje, me lembrei e comecei a cantar uma música da Aline Barros (chará! rs), chamada "Quando a força de Cristo falar". E essa música tem uma história, que retornou à mente.

Lembro que ela foi uma das músicas que escolhi pra minha celebração de 15 anos. Na época, eu ainda era católica, foi realizada uma missa, e fiquei responsável de escolher as músicas. Nossa, naquele tempo eu nunca tinha lido ou ouvido qualquer coisa sobre pureza, corte ou relacionamentos segundo o coração de Deus. Pelo menos, não de pessoa nenhuma. Mas, mesmo sem saber, a verdade é que o Senhor já estava preparando meu coração e semeando nele. Meu interesse por essa música, quando eu ainda tinha apenas 14 anos, me faz ter certeza da mão de Deus já trabalhando naquele período.

É engraçado que essa música, juntamente com "Águia Pequena", do Pe. Zezinho, a qual já postei várias vezes, eram as músicas que eu chamava de "Minhas músicas"! rs. Minhas amigas estavam entrando na fase dos namoros e "ficas", das baladas, e eu sabia que as pessoas da igreja ficariam meio espantadas com a mensagem dessa música. Mas era exatamente isso o que eu ficava imaginando: "Como elas ficarão assustadas"! rsrs... [Não mudamos tanto quanto achamos com o tempo, né? hehe..] Eu queria que todos ouvissem aquela mensagem, que os jovens a ouvissem e fossem impactados por ela. Que entendessem o valor e a beleza de esperar.

E hoje, 8 anos depois, relembro dessa música e vejo como ela tem absolutamente TUDO a ver com o Mulheres Virtuosas. Fala sobre muito do que acredito. Deus é a nossa fonte de amor. Ele nos dá todo amor que precisamos. O momento certo de amar é somente quando a força de Cristo falar. Fala sobre modéstia, como todas passamos pelos momentos de idolatrar o espelho, de querer ser igual ao mundo. E também fala de um anjo que vive dentro do peito, nossa essência em Cristo, o que realmente importa e deve ser visto. Fala sobre esperar. É sobre o que sempre falamos aqui.

É um prazer compartilhá-la com vocês.

"Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis o amor, até que este o queira" (Cantares 3:5)

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"Toda menina tem seu dia
De querer parecer mulher
Ser do jeito que o mundo quer
É quando o espelho já convida
E a vitrine quer te mostrar
Qual a roupa que deve usar.

O amor nos seus olhos vem num segundo
É sempre assim, meio natural
Bem normal, não parece mal
E a vida chama (demais!!!) É quase um sonho!
É melhor você me escutar
Pense antes de começar!

Guarda o caminho do teu coração!
E espera o tempo certo pro amor!

Deus dá todo o amor que você precisar
Quem procura amor tem
Quando a força de Cristo falar
Eu quero amar!

Eu sei o segredo, meu eleito
Vai saber olhar pra mim
Com o olhos do coração
Dentro do peito vive um anjo
Que o espelho não vai mostrar
E só Deus pode revelar

Guarda o caminho do meu coração
Espero o cara certo pra mim!

Deus dá todo o amor que você precisar
Quem procura amor tem
Quando a força de Cristo falar
Eu quero amar...

Guarda o caminho do teu coração!
E espera o tempo certo pro amor (...)"


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Convicções...


"O caminho que você toma com os seus pés nunca deveria contradizer as convicções do seu coração."

(Joshua Harris - Eu disse adeus ao namoro)

domingo, 21 de novembro de 2010

Carta de Deus aos Solteiros!

Agradeço ao irmão Geraldo (ou Apolo), do blog Aliança Cristã e Missionária de Taubaté, pela indicação desse excelente texto! Esse texto expressa, em poucas palavras, a essência de como construir e viver um relacionamento romântico em toda a plenitude planejada por Deus, e como avaliar a nós mesmos, enquanto solteiros, para saber se estamos preparados para este momento.

Sejam edificados no Senhor!

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Todo mundo tem sede de se abrir completamente com alguém…
De ter experiência de um relacionamento profundo com alguém,
de ser amado inteiro e exclusivamente.


Mas, Deus diz ao cristão:


Primeiro, você tem que se sentir completamente satisfeito, contente por ser amado só por Mim,
 aí quando você se der totalmente e sem reservas a Mim,
quando você tiver um relacionamento pessoal e único
descobrindo que só eu completo sua satisfação,
você será capaz do relacionamento humano perfeito que preparei para você.


Você nunca será unido a outro ser enquanto não se unir comigo sem referência a ninguém,
 a nada mais, sem referência a outro desejo ou sonho.
Pare de fazer seu próprio plano e deixe-me oferecer-lhe o plano mais emocionante que existe,
um que você nem imagina.
Quero para você o melhor, permita que Eu lhe traga o melhor.
Ponha os olhos em mim, espere grandes coisas,
continue a experimentar a satisfação que Eu sou.
Continue a escutar e aprender aquilo que Lhe digo.


Aguarde. Isso é tudo, sem ansiedade, sem preocupação.
E não olhe para as coisas que você pensa desejar.
Eleve os olhos para o alto, para além, para Mim,
pois ao contrário, vai perder o que quero lhe mostrar.
E então, enquanto você e seu alguém não estiverem preparados
(porque Eu estou operando para que os dois estejam preparados simultaneamente),
enquanto ambos não se satisfizerem exclusivamente em Mim,
não poderão experimentar o amor que exemplifica o seu relacionamento Comigo.
 É o amor perfeito. E Eu quero, de coração, que você tenha o amor mais lindo.
Desejo que você veja em carne humana um retrato de seu relacionamento Comigo,
e que viva em vida concreta e material a união eterna da beleza, perfeição e amor
que Eu lhe ofereço com a Minha presença.


Saiba sempre que você tem Meu amor completo.

CREIA ISSO,
E SINTA SUA VIDA COMPLETAMENTE SATISFEITO(A)!”


[Autor desconhecido]


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A história de amor da minha vida...

Essa é uma música que marcou minha vida. Escuto-a e parece que estão contando minha história de amor preferida: a de meus pais! x) Não canso de contá-la. Esse fim de semana preparei estas montagens com a letra dessa música: "Dia de Bodas", do Pe. Zezinho. Compartilho com vocês.


A história de amor da minha vida...



Foi amor quando seus olhos se encontraram
Foi amor quando falaram sem falar
Foi amor quando, por fim, se aproximaram
Foi amor quando saíram pra jantar...

Foi amor quando ele disse o que sentia
Foi amor quando ela disse: "Eu vou pensar"
Foi amor quando ela disse o que pensava
Amor bonito foi aquele amor!

 Foi amor quando serenos namoraram
Foi amor quando a certeza os envolveu
Foi amor quando ela disse que era dele
Foi amor quando ele disse: "E eu sou seu"...

 Foi amor quando avisaram seus amigos
Foi amor quando ela disse: "Eu vou casar!"
Foi amor quando as famílias se abraçaram
Amor bonito foi aquele amor!

 Foi amor aquela tarde na igrejinha
Foi amor aquele "Sim" naquele altar
Foi amor aquele choro de alegria
Foi amor aquela paz e aquele lar...

Foi amor a cada filho que nascia
Foi amor quando cresciam sem parar
Foi amor quando também eles amaram
Amor bonito foi aquele amor!

Foi amor quando felizes festejaram
Foi amor aquela dor que machucou
Foi amor as quatro vezes que brigaram
Foi amor quando a ternura perdoou...

 Foi amor quando os cabelos braquearam
Foi amor quando a idade, enfim, chegou
Foi amor quando chegaram vitoriosos...
Amor bonito foi aquele amor!

Choveu até demais...
A casa não ruiu...
A casa não ruiu e não perdeu a paz...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Quando o tempo passa...

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos. "


[Fernando Pessoa]


 Hoje fui buscar minha irmã na faculdade e, em nossa volta, fiquei pensando em como as coisas mudam em nossas vidas. Minha irmã está cursando a segunda faculdade, de enfermagem. A primeira, nós cursamos juntas, de fisioterapia. Entramos na faculdade de fisio por volta dos 17, 18 anos. E hoje, ela já está com 24, e está numa segunda faculdade. E ela sempre me fala sobre como é diferente lá. A forma de lidar com as coisas, a maturidade, a seriedade, como as preocupações são diferentes... e, ao olhar pras pessoas na faculdade onde ela está estudando (federal do estado), fiquei pensando em como nós mudamos no decorrer do tempo...

Lembrei de minha adolescência, início de juventude. Como meu olhar sobre a vida era diferente.

Lembro do meu primeiro dia na faculdade. Minha preocupação era "estar bonita"! rs. Tirei foto pra registrar como me arrumei naquele dia! E, durante os primeiros anos dao curso, como me preocupava com isso. Então, o tempo foi passando. Hoje, olhando pra minha irmã já em seus 24 anos, percebi como as coisas acontecem de forma similar para a maioria. Ela estava com uma camisa qualquer, com uma calça jeans, não muito preocupada em estar "super arrumada" para chamar atenção de qualquer um. E assim eram outras pessoas por lá. E assim me vejo na maioria dos momentos hoje. Não que tenhamos deixado de nos preocupar com o visual, ou deixado de nos cuidar, ainda nos preocupamos com isso. Mas é tão diferente. Quando adolescentes, levamos tanto em conta o que os outros pensam ou falam sobre nós. Crescemos, e passamos a entender que mais importante é quem nós somos e o que nós pensamos sobre nós mesmos.

Quando adolescentes, nosso maior desejo é "popularidade"! Queremos fazer parte de uma "Galera", estar no meio de todo mundo, entrosados com todos. Queremos "aparecer"! (mesmo que discretamente!) rs. Toda oportunidade é boa para estar na rua, fazendo alguma coisa com os amigos, e não existe semana sem um bom programa a ser executado! Estamos em todas - e a energia nunca acaba! Lembro de um encontro de jovens em que comecei a trabalhar quando tinha 16 anos. No encontro, havia equipes de trabalho "de frente" e "de fundo". As equipes de frente, eram as equipes que todos viam: de música, teatro, lanche, etc. As equipes de fundo, ninguém via, eram coisas como cozinha, limpeza, oração, etc. E lá estava eu nos meus 16, 17, 18 anos, desejando com todas as forças estar em qualquer uma daquelas "equipes de frente"! Acho que os olhos podiam chegar a brilhar! rs. Eu cantava e dançava durante horas, sem cansar, toda enfeitada, mais do que feliz e animada.

Então, vieram os 20 e poucos anos. E o "pique" foi diminuindo. Minha vontade, então, era ficar quieta. Nas reuniões, quando antes eu ia pra frente cantar, pular e dançar, eu já queria ficar nos fundos, batendo um papo com algum amigo ou simplesmente pensando. Na hora de trabalhar, me batia quase um pavor ao pensar em ficar em uma equipe "de frente", queria mesmo era ficar escondidinha e trabalhar sem ninguém me ver. Pensei se o problema estava em mim, mas ainda bem que tenho minha irmã com quem me comparar! rs. E a mesma coisa acontecia com ela.

Quando, antes, queríamos estar no meio da bagunça, da "galera", agora nossa vontade era ficar bem mais sozinhas. Uns 4 ou 5 bons amigos já são mais do que suficientes. Nada de "multidões". Incrível como desenvolvi um certo problema com multidões. E engraçado como parece que entramos numa fase meio "anti-social". Isso é realmente bastante engraçado. Quantas vezes eu e minha irmã não morremos de rir, nos escondendo de alguma visita ou de algum compromisso em que precisemos ficar no meio de muita gente! rsrs. Não que não gostemos mais de estar com as pessoas. Tem alguns momentos em que isso é muito bom. Mas, antes isso era tão vital.

Antes, a rua parecia tão convidativa. Hoje, nosso cantinho quieto parece tão mais atraente! Isso é outra coisa engraçada. Eu nunca fui muito de estar na rua, por isso não mudei muito nesse aspecto. Mas minha irmã, sim. rs. Ela era toda "rueira", e agora me faz morrer de rir quando alguém liga pra ela sair e ela não atende o celular pra poder ir dormir! rsrs. Nós mudamos.

E em relação aos "meninos"? rs. Puxa, às vezes fico pasma ao olhar pras adolescentes ao meu redor e me ver nelas! Como o tempo nos faz mudar. Falo, agora, especificamente de mim. Antes, quando pensava no "cara certo", imaginava aquele cara lindo, com quem eu desfilaria e faria com que todas as minhas amigas babassem! rsrs. Não, essas não eram minhas intenções "explícitas", mas lá no fundinho eu sabia que elas existiam. Vaidade. Como a adolescência é cheia dela. O pensamento era: "O que minhas amigas irão pensar dele?". rs. Hoje o "cara certo" parece tão diferente. Precisa de tanto além de uma "carinha bonitinha". Não vou dizer que o que os outros irão pensar deixou de ter qualquer importância, mas hoje minha preocupação é "o que eles vão pensar depois que o conhecerem". O que será 5, 10, 20 anos depois.

E o entendimento sobre o "Amor"? Antes, o "verdadeiro amor" era algo que tinha a ver com "sentimentos". Aquela coisa intensa, coração batendo mais forte, ansiedade, nervosismo... Sentimentos. Chamávamos de Amor o que é apenas Paixão, Atração. E, então, entendemos que o verdadeiro Amor é tão diferente. Tem a ver com coisas muito mais duradouras, com decisões, com vida, com futuro e coisas que permanecem. Não coisas que mudam a cada vento que bate.


Então, em tudo isso, me lembro de tantas coisas que meus pais ou outras pessoas mais velhas me falavam quando eu era uma adolescente. Eles me alertavam sobre como as coisas mudam com o tempo, como eu passaria a ver a vida de um jeito diferente. Me falavam sobre os riscos que eu corria com as visões que tinha da vida, e de todas essas coisas que hoje estou descobrindo. Mas eu não aceitava. Não podia acreditar que as coisas seriam tão diferentes do que eu pensava quando tinha meus 15 ou 16 anos. Isso é incrível! Hoje olhos pras minhas primas em seus 15, 16 anos e fico me perguntando como elas podem não entender. Mas eu também não entendia. E hoje posso imaginar um pouco de como é exercer o papel de pai ou mãe. E como deveríamos prestar mais atenção no que nossos pais, ou as pessoas mais velhas, nos dizem. Evitaríamos tantas crises e tempo jogado fora.

E assim é no decorrer de toda nossa vida. Como seria mais fácil se olhássemos com mais cuidado para as vidas daqueles que já passaram pelo momento que passamos, e pudéssemos aprender mais com eles. É claro que pra isso precisamos de muita sabedoria, a qual pode vir unicamente do Senhor. Afinal, vivemos em um mundo com pessoas tão frustradas que seus objetivos são nos convencer de que a última coisa que vale à pena nessa vida é acreditar em sonhos, nas pessoas ou nos padrões de Deus. Então, precisamos saber ver quando seus conselhos os comentários são baseados em suas decepções provindas de suas decisões erradas, para não sermos convencidos por eles. No entanto, até mesmo essas frustrações e decepções podem nos ensinar muitas coisas.

Não precisamos aprender apenas através de nossos próprios erros, ainda que eles nos ensinem muito. Podemos, e devemos, também aprender olhando os erros dos outros. E, assim, evitar feridas desnecessárias em nossas próprias vidas.

Que o Senhor nos dê essa sabedoria.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Quando meninos aprendem (ou não) a ser Homens

Compartilho com vocês esse excelente texto postado originalmente no blog Julio Severo e, posteriormente, no Pensadores Brasileiros.

Ainda que o Mulheres Virtuosas seja voltado para as mulheres, e este texto fale principalmente acerca dos rapazes, ele trata da importância de homens e mulheres assumirem suas funções dentro da família, e de meninos e meninas serem criados com a definição correta de quem eles devem ser quando crescerem. Para nós, que um dia pretendemos ser mães, entender que meninos e meninas precisam ser criados de maneiras diferentes é essencial.

Então, mais um texto para nos ajudar.

O Senhor continue a nos guiar.

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Rapazes revoltados

[Patrice Lewis]

Recentemente, li um artigo extraordinário sobre o assunto do motivo por que tantos rapazes estão revoltados, chateados e rebeldes. A escritora desse artigo (Tiffani) tem cinco filhos, inclusive dois meninos com as idades de 14 e 2 anos. No laboratório de uma vida familiar feliz, estável e caótica, ela criou essa louca teoria: de que os meninos precisam de homens para lhes ensinar a ser homens. Loucura, não é?

À medida que Tiffani observava os padrões morais, atitudes, ética profissional e senso de responsabilidade da sociedade se deteriorarem, ela não conseguia deixar de especular se a falta de um homem forte na vida dos meninos os transforma de “doces, amorosos menininhos corados” em adolescentes monstruosos. E ela ficou pensando… será que a rebelião na adolescência é uma fase natural da vida, ou será que é causada por algo de que os meninos têm falta?

A premissa da teoria de Tiffani é que as mães precisam saber quando se retirar e deixar seus filhos do sexo masculino aprenderem a ser homens sob a tutela de seus pais (ou figuras paternas). Como todas as mães, Tiffani quer proteger seus meninos de ferimentos. Mas isso é bom a longo prazo? Talvez não. Tiffani está aprendendo quando afastar-se e deixar seu marido assumir a orientação de seus meninos.

À medida que amadurecem, os meninos nem sempre vão querer — ou precisar — proteção. Eles precisam de desafios, aventuras e atos de cavalheirismo. Os pais — os pais fortes — sabem quando afastar a proteção das mães e começar a treinar seus filhos a serem homens. A palavra-chave é treinamento.

O treinamento é decisivo. Meninos sem treinamento crescem e se tornam monstruosos: fora de controle, predatórios em cima das mulheres, irresponsáveis, incapazes ou indispostos a limitar seus impulsos movidos à testosterona para agressão ou sexo. Nossa atual sociedade está toda encardida com os prejuízos que sobraram dos meninos que nunca aprenderam o que é necessário para ser um homem. Lamentavelmente, esses “meninos adultos” muitas vezes procriam indiscriminadamente e despreocupadamente, então se recusam a ser pai para os filhos que eles produzem.

Mas homens treinados transformam a sociedade. Eles trabalham duro. Eles movem coisas pesadas. Eles constroem abrigos. Eles protegem, defendem e resgatam. Eles providenciam provisão para suas famílias. Eles fazem todas as coisas assustadoras, feias e sujas que as mulheres não conseguem (ou não querem) fazer. Homens treinados são, nas palavras do colunista Dennis Prager, a glória da civilização.

Conforme aponta Tiffani, os meninos precisam de homens para ajudá-los a estabelecer sua masculinidade de modo apropriado. Os homens entendem que os meninos precisam de experiências e desafios definidores para cumprir seus papéis biologicamente programados. As mulheres não entendem isso, mas não tem problema. Pais fortes (ou figuras paternas fortes) instintivamente intervirão e começarão a treinar os meninos como domar a testosterona, como trabalhar, como respeitar as mulheres, como liderar e defender e como eliminar ameaças.

O problema começa quando não há um modelo de papel masculino para um menino imitar. Se os homens estão ausentes, enfraquecidos ou indispostos a ensinar os meninos como se conduzir, então os meninos não aprendem como ser homens. É simples assim.

As mães não têm a capacidade de ensinar os meninos a ser homens. Não importa quanto amemos nossos filhos do sexo masculino, não temos essa capacidade. As mães querem ser mães porque, afinal, é o que fazemos. Protegemos, cuidamos e beijamos as feridas dos nossos meninos. Mas chega uma hora na vida de todo menino em que ele precisa se erguer acima dos beijos nas feridas e ser um homem.

Os homens não dão beijos nas feridas. É assim que eles se tornam guerreiros e protetores.

Lembro-me de quando o filho de 13 anos de nosso vizinho andou de bicicleta até nossa casa, uma distância de um quilometro e meio em difícil estrada de terra. Ele levou um tombo desagradável e chegou coberto de arranhões e sangue. Quando lhe perguntei o que havia acontecido, ele explicou sobre o tombo… então acrescentou um sorriso radiante: “Mas não tem problema. Sou menino”. Não é preciso dizer mais nada.

Se eu tivesse me descabelado com a situação dele, falando carinhosamente, agindo de forma excessivamente preocupada e beijando seus machucados, eu teria roubado dele a aventura de ter sobrevivido de seu acidente. Ele se orgulhou das cicatrizes de sua batalha, e a última coisa que ele queria era cobri-las com ataduras infantis.

O que acontece quando os meninos não têm um homem forte para lhes ensinar? Os resultados variam de indivíduos fracos e covardes a totais brigões. Dou um exemplo em meu blog sobre uma mulher dominadora com um marido fraco criando dois filhos do sexo masculino. Esses meninos estão crescendo num lar torcido e desordenado que vai contra a natureza humana e a programação biológica, e os meninos vão virar homens abrutalhados.

Meninos que crescem com nada senão a “proteção” de suas mães — sem nenhum homem forte para lhes dar a chance de acabarem com as ameaças — se tornam revoltados e cheios de amargura. Eles sabem que algo está errado. Eles sabem que têm de defender as mulheres, mas eles guardam tanto ressentimento de suas mães por “protegerem” a eles de todos os desafios que o modo como eles veem as mulheres fica distorcido.

Se o marido dessa mulher tivesse desempenhando seu papel como cabeça da casa, esses meninos poderiam ter se tornado homens diferentes. Se ele tivesse resgatado seus filhos do perpétuo amor protetor de sua esposa, seus filhos poderiam ser Homens em Treinamento em vez de Futuros Abrutalhados. Mas temo que seja tarde demais.

Creio que uma parte de criar filhos fortes e equilibrados vem de meninos observando suas mães honrarem seu pai. O lar em que a mãe e o pai respeitam um ao outro por suas várias forças biológicas cria os filhos da forma mais estável e equilibrada possível.

Meu marido e eu não temos filhos para criar e se tornarem homens. Mas nossas meninas estão aprendendo a admirar a verdadeira masculinidade, não potenciais abrutalhados ou fracos e covardes. Ajuda tremendamente que, em nossa vizinhança, estejamos cercados de pais responsáveis que estão criando excelentes rapazes — fortes, prontos para ajudar, protetores das mulheres, ansiando serem heróis.

Com que tipo de homem você pensa que quero que minhas filhas casem algum dia? O Homem de Verdade que assume seu papel biológico de protetor e guerreiro? Ou o Rapaz Revoltado que xinga a mãe e despreza o pai? Qual lhe parece o homem mais equilibrado e firme?

Nada disso é difícil demais de entender — ou, pelo menos, não devia. Infelizmente na cultura andrógina feminista de hoje, esse conceito se tornou motivo de desprezo e zombaria.

Patrice Lewis é uma escritora independente e autora do livro “The Home Craft Business: How to Make it Survive and Thrive” (Empresa Doméstica de Artesanato: Como Fazê-la Sobreviver e Prosperar). Ela é cofundadora (com seu marido) de uma empresa doméstica de artigos de madeira. O casal Lewis vive em Idaho, educando em casa suas duas filhas e cuidando de seu gado. Visite o blog dela: http://www.patricelewis.blogspot.com/

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: WND

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Amizades são tesouros!

E eu não teria como agradecer a Deus por elas!

Uma homenagem a todos os amigos queridos que o Senhor tem me dado a graça de ter em meu caminho! Meus "irmãos que não moram na mesma casa"... xD

Saibam o quanto são preciosos em minha vida!





















terça-feira, 26 de outubro de 2010

A beleza da Feminilidade

Achei esse texto lindíssimo no Retrato Beleza Feminina, blog de minha querida amiga Ágata, e não poderia deixar de compartilhá-lo aqui também. É uma meditação da Bíblia da Mulher sobre feminilidade, e palavras como estas, que descrevem e exaltam a essência e beleza da feminilidade projetada por Deus são sempre inspiradoras! Que elas inspirem cada uma de vocês também, pra glória do Senhor que nos fez mulheres! ;)

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"A feminilidade é uma realidade projetada e criada por Deus - o seu dom precioso - e, sob um aspecto diferente, um presente gracioso também para os homens. A diferença entre homens e
 mulheres não é apenas uma questão biológica. Em todos os períodos da história da humanidade e até décadas recentes, o conceito geral era o de que as diferenças eram tão óbvias que não havia necessidade de comentá-las. Contudo, nunca tanto quanto hoje se faz mais relevante o lembrete de Paulo aos cristãos de Roma para que os padrões do mundo não venham a moldar-nos, mas sim, que deixemos Deus renovar o nosso interior, a nossa mente (Romanos 12:1).


Nem o homem nem a mulher são suficientes para abrigar, sozinhos, a imagem divina (Génesis 1:27). Os dois, no entanto, representam a imagem de Deus - um deles, de uma forma especial, o iniciador; o outro, o correspondente. Deus fez Eva a partir do homem e trouxe-a para o homem. Quando Adão deu o nome a Eva, aceitou a responsabilidade de "desposá-la" - de ser seu provedor, protector e líder. A submissão é o ingrediente básico da feminilidade. Como noiva, a mulher no casamento abre mão da sua independência, do seu nome, do seu destino, da sua vontade e, por último, no quarto nupcial, do seu corpo para o noivo. Como mãe, ela abre mão, no real sentido, da própria vida em benefício da vida do filho. Como solteira, ela rende-se de forma ímpar para servir ao Senhor, à família e à comunidade.

A feminilidade é receptiva. Ela aceita o que Deus dá. Noutras palavras, as mulheres devem receber o que lhes é dado, seguindo o exemplo de Maria, e não insistir no que não lhes é dado, repetindo o engano de Eva. Isso não implica que a mulher deva submeter-se a perversidades, como coerções ou conquistas violentas. O espírito manso e tranquilo do qual fala Paulo é o ornamento da feminilidade (1Pedro 3:4), que encontrou o exemplo ideal em Maria, mãe de Jesus. Ela estava disposta a ser um vaso escondido. Esse tipo de maternidade está à disposição de toda a mulher que se humilha diante do Senhor, não para que desempenhe simplesmente um papel biológico, mas para que exerça uma atitude de abnegação e de submissão ao Senhor. O desafio da feminilidade bíblica é que nós sejamos mulheres realmente santas, que nada pedem a não ser o que Deus deseja nos dar, recebendo com ambas as mãos, e de todo o coração, seja o que for. A feminilidade é um tesouro precioso para ser guardado e acalentado a cada dia."